Aécio Neves
Oportunista, Flávio Dino tenta colar imagem de Sarney a Aécio
Política

Governador foi eleito em meio a abraços e conversas ao pé de ouvido com o tucano. Senador foi afastado após ser gravado pedindo R$ 2 milhões para JBS

Eleito governador do Maranhão em 2014 em meio a abraços, sorrisos e conversas ao pé do ouvido com o senador afastado Aécio Neves (PSDB), Flávio Dino (PCdoB) iniciou campanha nas redes sociais para tentar colar a imagem do ex-senador José Sarney (PMDB-AP) a do tucano.

Por meio do Twitter, o comunista compartilhou um vídeo em que o peemedebista aparece supostamente votando em Aécio para presidente da República, no pleito passado.

Oportunismo puro.

Há menos de um mês da recondução do vice-governador Carlos Brandão, que é do PSDB, à presidência estadual do partido, o chefe do Executivo estadual chegou a dizer que, no PSDB, ele se sentia em casa e que, se dependesse dele, os tucanos já teriam garantia a vaga de vice em sua chapa em 2018.

Caso Dino conseguisse repetir essa costura e Aécio Neves não tivesse sido gravado pelo empresário Joesley Batista – um dos donos do frigorífico JBS –, pedindo R$ 2 milhões para, supostamente, pagar a defesa dele na Lava Jato, o senador poderia até mesmo repetir 2014 e voltar ao Maranhão para fazer campanha ao lado de Flávio Dino.

Abaixo, imagens que mostram o comunista aliançado e em campanha eleitoral com o tucano — sem falar que o próprio governador também é alvo da Lava Jato por suspeita de receber dinheiro por fora. Ele, inclusive, pode também ser afastado do cargo.

Quando se digita no Google, do Maranhão, o nome Aécio Neves. #lavajato #aecioneves #atual7 Siga o @Atual7

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PGR pede prisão de Aécio Neves e STF afasta senador
Política

Decisão sobre pedido da Procuradoria vai ao plenário do Supremo. Irmã do tucano tem prisão decretada

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a prisão do presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), após ele aparecer, segundo reportagem de O Globo, em gravação pedindo R$ 2 milhões a donos do frigorífico JBS, que negociam delação premiada na Lava Jato.

Ao decidir sobre o pedido, porém, o ministro Edson Fachin, considerou que esta é uma decisão que cabe ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda na decisão, Fachin determinou o afastamento de Aécio do mandato e buscas em endereços do tucano, inclusive no gabinete do Senado.

Há também um mandado de prisão preventiva contra Andréa Neves, irmã do senador; e contra o procurador da República Ângelo Goulart Vilela, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo o site O Antagonista, Goulart Vilela é assessor do procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino — principal nome para substituir Janot da PGR e irmão do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

Além de Aécio Neves, também foi afastado do mandato, a pedido da PGR, o deputado Rocha Loures (PMDB-PR), um dos assessores mais próximos do presidente Michel Temer (PMDB-RJ) e que também teria sido filmado, recebendo uma mala de R$ 500 mil.

PEC de Aécio Neves obriga Flávio Dino a criar sucessor já para 2018
Política

Proposta que prevê o fim da reeleição será votada em dezembro. Comunista poderá disputar o Senado

Restando dois anos e alguns dias para o fim de seu mandato, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), passou a se ver obrigado a ter de começar a criar às pressas o seu sucessor, sob o risco de perder o controle do Estado e por fim ao seu projeto hegemônico de poder. Apesar da eminência parda do Palácio dos Leões, o secretário de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso, afirmar publicamente que Dino pretende concorrer à reeleição, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) articulada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) atinge o comunista diretamente, e ainda fortalece a candidatura de um nome da oposição para 2018.

Pela proposta do senador tucano, ocupantes de cargos do Executivo (presidente da República, governadores e prefeitos) ficam proibidos de disputar a reeleição já a partir do próximo pleito, pois terão direito a apenas um único mandato. A PEC será discutida pelos líderes das bancadas nesta quarta-feira 16, e deve ser votada até o fim do próximo mês.

Até agora, com a falta de confiança e sintonia de Flávio Dino para com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), e com a idade avançada e debilidade do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Humberto Coutinho (PDT), devido ao tratamento para se livrar de um câncer no intestino, o único nome de confiança do comunista para sucedê-lo é o do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

O nome de Edivaldo, inclusive, chegou a ser especulado para 2018 durante as eleições municipais de 2016. Contudo, no final da disputa eleitoral, ao ser questionado sobre uma possível saída do Palácio de La Ravardière daqui a dois anos para disputar o Palácio dos Leões, Edivaldo descartou essa possibilidade e prometeu que terminará seu novo mandato.

Do outro lado, com a iminente aprovação da PEC de Aécio Neves, enquanto Flávio Dino corre contra o tempo para fazer seu sucessor – e possivelmente disputar uma das duas vagas ao Senado –, destacam-se na corrida pelo Executivo estadual pelo menos dois nomes da oposição: Roseana Sarney (PMDB) e Roberto Rocha (PSB). Com a série de denúncias do Ministério Público estadual que vem enfrentando nos últimos meses, porém, o nome de Roseana pode perder força até lá.

“Esse é o Flávio Dino que votou no Aécio e a ele jurou amor eterno”, lembra Murad
Política

Comentário foi feito em rede social. Ex-secretário de Saúde disse ainda que não votou 'nessa Dilma de hoje'

O ex-secretário de Saúde do Maranhão, Ricardo Murad, utilizou seu perfil pessoal no Facebook para fazer uma análise da abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), na Câmara Federal, por crime de responsabilidade praticado nas chamadas "pedaladas fiscais", e a postura adotada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) diante do fato.

Classificando o comunista como "aproveitador", Murad lembra que Dino, "minutos após saber do resultado das eleições", embora tenha feito campanha aberta para o senador Aécio Neves (PSDB), a quem hoje chama de "golpista", "com a cara mais cínica", vestiu a camisa do PT e declarou apoio a Dilma e ao PT. O ex-secretário diz ainda que o governador do Maranhão está agindo como um "aproveitador", que "sonha em ser presidente da República" e que "decidiu ser o paladino da 'democracia contra o golpe' mesmo que isso signifique massacrar o povo do Maranhão e do Brasil".

"Esse é o Flávio Dino que votou no Aécio e a ele jurou amor eterno, e agora está aliançado com Dilma num projeto para afundar o Brasil. Eu não votei nessa Dilma de hoje. Votei em outra que desapareceu logo após a campanha para se transformar numa pessoa completamente diferente daquela que tantas esperanças plantou. Sou como a esmagadora maioria dos brasileiros, mais de 70%, que hoje estão decepcionados, frustrados e querendo novos caminhos", diz Ricardo Murad em um dos trechos do comentário.

Abaixo, a íntegra do postagem feita pelo ex-secretário de Saúde do Maranhão:

Crise econômica, crise política, impeachment e o oportunismo de Flávio Dino

Para infelicidade do povo maranhense, o governador Flávio Dino dá provas a cada dia que sua única meta é o poder. Independente do custo e fazendo o que for necessário para alcançá-lo. Não existem barreiras éticas ou morais suficientes que contenham os anseios totalitários do governador. E quem diz isso não sou eu, são os fatos.

Como não teve apoio do PT nas eleições do ano passado, Flávio Dino apoiou o senador Aécio Neves para presidente como forma de obter o apoio do PSDB. Jurou por várias vezes trazer para seu governo a experiência exitosa dos tucanos em Minas Gerais. Por não confiar em Flávio, Dilma e Lula preferiram apoiar Roseana. Minutos após saber do resultado das eleições que o elegeram governador, Flávio Dino sequer esperou o “defunto esfriar” e imediatamente, com a cara mais cínica, vestiu a camisa do PT e disse que iria apoiar Dilma e o PT. Tudo isso como se nada tivesse acontecido. Mesmo assim, a desconfiança de Lula e Dilma impediram que o cinismo triunfasse. E por longos e longos meses Flávio Dino pegou um “chá de cadeira”.

Com a crise, Flávio vestiu a armadura de defensor de Dilma e começou a gritar: “Olhem para mim, eu estou aqui”. Como em momentos de crise não se nega apoio, mesmo que venha de uma pessoa não confiável, Flávio conseguiu o seu “lugar ao sol”. E Aécio, aquele bom administrador que ajudaria a inspirar o governo de Flávio e lhe deu apoio nas eleições de 2014, virou golpista.

Flávio Dino não tem o dom da política, basta ver a insatisfação de suas bases com menos de um ano de governo. Flávio Dino não tem carisma, basta constatar sua fama de prepotente e arrogante. Flávio Dino não tem popularidade, basta que lembremos as vaias recentes em Lago da Pedra. E Flávio Dino também não tem seguidores! Basta verificar que seu governo é baseado na dominação e na subjugação das pessoas pelo aparelhamento estatal comandado por ele. Quem não o conhece e o vê empunhando a Constituição do Brasil, em defesa da presidente Dilma, afirmando que é golpe o impeachment, pode até se enganar por algum tempo. Mas, um olhar aprofundado na história do próprio Flávio Dino destrói qualquer imagem de “bom moço”. Quem é Flávio Dino para falar de golpe? Logo ele que processou e tentou tomar todos os mandatos de pessoas que o derrotaram nas eleições de prefeito e governador que participou? Sempre que era derrotado, recorria aos tribunais.

Na verdade estamos diante de um aproveitador, o homem sem alma e sem moral, um cínico que apenas busca para si todos os instrumentos de poder para viabilizar o seu projeto de hegemonia política. E chega a ser patético o seu devaneio. Sim, meus amigos e amigas, Flávio Dino sonha em ser presidente da República. Pouco importa se o país está em farrapos, se a economia entra em colapso, se a presidente traiu o seu povo, se enganou seus eleitores com promessas matematicamente feitas pelos marqueteiros apenas para ganhar a eleição e logo em seguida abandonadas. Para Flávio Dino a única coisa que importa é o poder. Para ele não interessa a opinião dos maranhenses em relação à presidente Dilma. Não quer sequer ter o trabalho de saber o que pensa a sua gente. Decidiu ser o paladino da “democracia contra o golpe” mesmo que isso signifique massacrar o povo do Maranhão e do Brasil!

Esse é o Flávio Dino que votou no Aécio e a ele jurou amor eterno, e agora está aliançado com Dilma num projeto para afundar o Brasil. Eu não votei nessa Dilma de hoje. Votei em outra que desapareceu logo após a campanha para se transformar numa pessoa completamente diferente daquela que tantas esperanças plantou. Sou como a esmagadora maioria dos brasileiros, mais de 70%, que hoje estão decepcionados, frustrados e querendo novos caminhos.

Por isso, diferentemente de Flávio Dino, eu opto por permanecer ao lado do povo, lutando com ele e longe daqueles que quando assumem o governo viram as costas para quem os elegeu como é o caso de Dilma e Flávio.

Ibope: Aécio Neves venceria Lula se eleição fosse hoje
Política

Petista teria 33% das intenções de voto contra 48% do senador tucano

Pesquisa Ibope, divulgada neste sábado (11) pelo jornal "O Estado de S. Paulo", aponta que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) venceria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um segundo turno, caso as eleições presidenciais fossem realizadas hoje. O levantamento foi realizado na segunda quinzena do mês passado.

No cenário em que enfrentaria o tucano, o petista teria 33% das intenções de voto contra 48% do senador.

Se levados em consideração os votos válidos, sem computar os brancos e nulos, Aécio teria 59% e Lula pontuaria 41%.

Caso o candidato do PSDB fosse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a pesquisa mostra um empate técnico no segundo turno: o tucano teria 40% e o petista atingiria 39%.

O jornal não divulgou os resultados de uma disputa no primeiro turno.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos, para cima ou para baixo. O Ibope ouviu ao todo 2.002 eleitores em diferentes cidades do país.

Em junho, o Datafolha realizou simulação da eleição presidencial que mostrou também vantagem de Aécio sobre Lula, caso o pleito nacional fosse realizado na época.

Em um primeiro turno, o senador mineiro alcançou 35% das intenções de voto, contra 25% do petista.

A margem de erro era também de dois pontos, para cima ou para baixo.