Vídeo mostra Exata tentando influenciar eleitora contra Rosângela Curado
Política

Gravação foi feita nessa terça-feira 26. Palácio dos Leões tem instituto como oficial para pesquisas de consumo interno e resgistradas

Um vídeo obtido com exclusividade pelo ATUAL7 mostra uma pesquisadora do Instituto Exata tentando influenciar uma eleitora de Imperatriz contra a pré-candidata Rosângela Curado (PDT).

Durante o preenchimento de questionário sobre intenção de votos no município, a pesquisadora muda repentinamente as perguntas e passa a questionar a eleitora sobre um vídeo em que Curado aparece supostamente sob efeito de álcool em uma blitz da Polícia Militar do Maranhão.

“A senhora viu na internet ou na imprensa, recentemente, algum vídeo ou notícia envolvendo...”, pergunta a funcionária do Exata, interrompendo em seguida ao perceber que a eleitora movimentava o celular. “A senhora não está gravando não, né? Porque não pode! A senhora vai derrubar o meu trabalho. A senhora vai me prejudicar numa coisa que eu não tenho nada a ver”, e insiste: “a senhora viu?”.

Apesar da eleitora deixar claro a intenção de votar na pedetista, a pesquisadora insiste nas perguntas sobre a gravação.

“A senhora assistiu o vídeo em que a deputada Rosângela Curado aparece embriaga numa blitz policial?”, questiona. "Como ficou a intenção de voto após assistir esse vídeo?", “A senhora ia votar em Rosângela Curado e continua pretendendo votar nela...”, perguntou, ao ser interrompida pela eleitora: “Ia e voto!”.

A pesquisadora ainda chegou a ler frases que a população de Imperatriz supostamente estaria dizendo, para saber da o que a eleitora pensava a respeito. O fato de Curado ser Evangélica e ter aparecido no vídeo supostamente sob efeito de álcool também foi explorado.

O ATUAL7 entrou em contato com o proprietário do Instituto Exata, Lino, para que ele se posicione sobre o caso, e aguarda retorno.

O Exata, vale lembrar, é o instituto oficial do Palácio dos Leões, tanto para pesquisas registradas quanto para consumo interno de seus candidatos e de avaliação do próprio governo. Contudo, apesar das fortes suspeitas – principalmente pelo fato da pesquisadora dizer que seu trabalho seria “derrubado” e que poderia ser “prejudicada” se os questionamentos estivessem sendo gravados –, não há como afirmar se a tentativa de influenciar o eleitorado de Imperatriz contra Rosângela Curado tenha partido do governo Flávio Dino.

Fantasma na AL-MA, Marcos Caldas apoiará nome do PCdoB e PDT em Barreirinhas
Política

Ex-deputado estadual recebe mais de R$ 13 mil por mês. Ele retirou pré-candidatura para apoiar Amilcar Rocha, ex-sócio de Flávio Dino

O ex-deputado estadual Marcos Antônio de Carvalho Caldas, que se filiou ao PSDB para disputar a Prefeitura de Barreirinhas em outubro próximo, foi convencido há pouco mais de um mês a retirar a pré-candidatura e declarar apoio ao indicado pelo PCdoB e PDT para o pleito: o juiz aposentado comunista Amilcar Gonçalves Rocha – irmão do ex-prefeito ficha suja Milton Dias Rocha Filho, o Dr. Miltinho.

A decisão, recebida com surpresa por quem apostava o voto em Marcos Caldas, pode estar inteiramente ligada aos mais de R$ 13 mil que o ex-parlamentar recebe mensalmente em sua conta bancária. O dinheiro é depositado pela Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, mesmo sem o ex-deputado precisar comparecer ao Palácio Manuel Beckman diariamente para trabalhar.

Emprego fantasma

Desde março de 2015, o apoiador do pré-candidato do PCdoB e do PDT à Prefeitura de Barreirinhas recebe como funcionário fantasma da AL-MA. Ele é lotado no cargo em Comissão, Símbolo Isolado, de Diretor Geral Adjunto do Poder Legislativo estadual, e por isso deveria trabalhar o mínimo de 8 horas por dia, de segunda à sexta-feira. A nomeação foi assinada pelo deputado Humberto Coutinho, que coincidentemente é do PDT e foi ungindo à Presidência da Casa do Povo por imposição de Flávio Dino (PCdoB), ex-sócio de Amilcar Rocha.

Se a retirada da pré-candidatura de Caldas e a declaração de apoio ao juiz aposentado não possui qualquer relação com o emprego fantasma que ganhou na Assembleia Legislativa, uma outra coincidência chama a atenção e pode, inclusive, ser alvo de ação do Ministério Público Eleitoral.

Sinecura

Antes de receber o apoio de Marcos Caldas, Amilcar Rocha havia sido pendurado por Flávio Dino como superintendente de Articulação Regional de Barreirinhas. O pomposo cargo é subordinado à extinta Secretaria de Estado de Assuntos Políticos e Federativos, atualmente transformada em Secretaria de Estado da Comunicação Social e Articulação Política, comandada pelo braço direito e esquerdo do governador do Maranhão, Márcio Jerry Barroso.

O cargo pode ter sido dado por Flávio Dino ao ex-sócio apenas para promovê-lo no município, já com a intenção de lançá-lo como candidato a prefeito, o que pode caracterizar, em tese, como abuso de poder político.

Outro lado

O ATUAL7 tentou contato com Marcos Caldas e Amilcar Rocha por meio de seus números de telefone celular, mas eles não foram encontrados. Por determinação do próprio titular, Carlos Alberto Ferreira, a Diretoria de Comunicação da Assembleia Legislativa do Maranhão tem adotado o silêncio quando procurada para esclarecer sobre emprego na Casa à funcionários fantasmas.

“A vice é do PSDB e isso não se discute”, alerta Pinto Itamaraty
Política

Declaração foi dada em resposta a reunião entre a pré-candidata Eliziane Gama e o PMDB

O suplente de senador Pinto Itamaraty (PSDB) fez uma espécie de alerta à pré-candidata a prefeita de São Luís, deputada federal Eliziane Gama (PPS), nesta terça-feira 26, minutos após reunião entre ela e caciques do PMDB do Maranhão.

Questionado pelo ATUAL7 sobre as exigências feitas pela cúpula peemedebista para fechar apoio à pré-candidatura de Gama, Pinto foi taxativo e declarou que a vaga de vice não pode ser colocada em negociação.

“A vice é do PSDB e isso não se discute”, alertou o tucano, explicando ainda que não há disputa entre ele o vereador José Joaquim pela vaga. “Não vai ter disputa. Iremos consensuar (sic)”, declarou.

A mesma pergunta também foi feita pelo ATUAL7 a própria Eliziane Gama.

Segundo ela, somente nesta quarta-feira 27, após sentar com os partidos que já declararam apoio a sua pré-candidatura, é que alguma declaração poderá ser dada.

“Não definimos nada. Ainda vou sentar amanhã com os partidos que já estão conosco. Não vou responder agora. Primeiro vou falar com os demais partidos. Foi o que acertei com os partidos”, declarou.

Um novo encontro entre Eliziane Gama e os caciques do PMDB deve ocorrer ainda esta semana.

Edivaldo vai oferecer SMTT e Educação para acabar com crise entre PT e PSB
Política

Legendas disputam a vaga de vice da chapa de reeleição do prefeito de São Luís. Pastas estão entre as que poussuem maior número de recursos

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) pretende oferecer as secretarias municipais de Trânsito e Transporte (SMTT) e de Educação (Semed) para acabar com a crise instalada entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Socialista do Brasil (PSB). As legendas disputam a vaga de vice na chapa de reeleição do pedetista. A informação foi confirmada ao ATUAL7, nesta terça-feira 26, por interlocutores do prefeito.

Desde a noite de ontem 25, Edivaldo Júnior se viu pressionado pelo PT após abrir diálogos com o senador Roberto Rocha. O socialista impôs a entrada do partido na base de apoio do pedetista desde que a vice seja garantida ao PSB. Com isso, o PT partiu para o Chatô eleitoral e ameaçou desfazer a aliança com Edivaldo e abrir diálogo com o pré-candidato Wellington do Curso (PP), que apesar de contar apenas com o apoio do próprio partido mantém-se em empate técnico com os dois principais adversários na disputa, e vem sendo enxergado pela população como terceira força no pleito.

Sob o risco de acabar perdendo as legendas, Edivaldo Júnior foi aconselhado a indicar o controle de uma das duas secretárias. A indicação do novo secretário da SMTT ou da Semed seria feita ainda esta semana, e mantida no próximo mandato, caso o prefeito seja reeleito. O conselho partiu do próprio PCdoB, que tem a prerrogativa de indicação da vice, mas abriu mão e acompanha a crise de longe.

Ao lado da Saúde e Infraestrutura, apesar de serem as que menos trouxeram desenvolvimento a capital durante a gestão de Edivaldo, as duas pastas são as que mais dispendem recursos públicos, o que torna a negociação perigosa para quem receber as bombas, mas também frutífera para quem for controlar os orçamentos milionários.

Retirada de pré-candidatura de Fábio Câmara mostrará fraqueza de João Alberto
Política

Senador é o único cacique do partido a apoiar o nome do peemedebista para a Prefeitura de São Luís. Ele disputa forças contra Roseana Sarney, Andréa Murad e Lobão Filho

O senador João Alberto Souza (PMDB-MA) pode perder o alcunha de Carcará, a ave de rapina com “mais coragem do que homem”, que “pega, mata e come”, segundo a canção imortal do poeta João do Vale, se não se impor dentro do partido e decidir retirar a candidatura a prefeito de São de Luís do vereador Fábio Câmara.

Único do PMDB do Maranhão a apoiar o nome de Câmara para a disputa, João Alberto tem sido constantemente pressionado por outros nomes fortes do partido, como a ex-governadora Roseana Sarney; outros que pensam ter força, como o suplente de senador Lobão Filho; e até de quem não tem qualquer força na legenda, mas se desatina a opinar para criar crise, como a deputada estadual André Murad.

Nem mesmo o seu herdeiro político, o deputado estadual Roberto Costa, o tem acompanhado na sustentação do nome de Câmara para a prefeitura da capital.

Ontem 26, por exemplo, uma nova medição de forças sobre quem manda no PMDB do Maranhão foi iniciada por Roseana. De acordo com o jornalista Marco Aurélio D'Eça, a ex-governadora teve uma difícil conversa com Fábio Câmara sobre o futuro da legenda nas eleições de São Luís. A reunião foi realizada na casa do próprio João Alberto, mas acabou sendo suspensa diante da tensão entre os peemedebistas.

Enquanto o Carcará defendia que o PMDB tem representatividade e que a decisão da pré-candidatura a prefeito faz com que a sigla cresça e mostre a força que sempre teve no estado, a Branca voltou a indicar o desejo de que o partido apoie a pré-candidatura a prefeito do deputado estadual Wellington do Curso (PP). Nesta terça-feira 26, numa reunião em que o deputado federal João Marcelo e Roberto Costa quase foram às vias de fato, foi discutido até o apoio do partido à pré-candidatura da deputada federal Eliziane Gama (PPS).

Restando pouco mais de uma semana para encerrar o prazo para o fim das convenções partidárias, João Alberto precisa reconquistar a própria moral e mostrar quem preside e manda no partido e deixar claro que o candidato é Fábio Câmara, sob o risco perigoso de perder a queda de braço para quem nem mandato tem e é a responsável pela derrocada de seu grupo do poder.

Depois do PR e PRP, PT também chantageia Edivaldo Júnior
Política

Prefeito de São Luís tem até a próxima quinta-feira 28 para decidir se aceita ou não o novo Chatô eleitoral

O Partido dos Trabalhadores (PT) iniciou, na noite dessa segunda-feira 25, uma especie de chantagem eleitoral ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Depois de retirar da disputa duas pré-candidaturas que já estavam postas – do deputado estadual Zé Inácio e do advogado Mário Macieira – em prol da garantia de que teria a vice na chapa do pedetista, a Executiva Estadual do PT ameaça deixar a aliança caso Edivaldo não confirme, imediatamente, a vaga.

A celeuma se iniciou após o prefeito ter aberto diálogo com o PSB, do senador Roberto Rocha, para a indicação de seu filho, o vereador Roberto Rocha Júnior, para a vice da chapa, em troca de apoio socialista ao seu projeto de reeleição.

Ao perceberem a ameaça, os petistas resolveu emitir um documento em que dão até a próxima quinta-feira 28 para que Edivaldo se decida. Para aumentar a pressão, alianças firmadas entre as duas legendas em outros municípios – como Imperatriz, Timon e Balsas – também foram colocadas na mesa. Até o PCdoB, partido do governador Flávio Dino e que tem a prerrogativa da vice, foi citado no documento. Para fortalecer o Chatô eleitoral, alguns petistas chegaram ainda a insinuar uma possível aproximação com o pré-candidato a prefeito Wellington do Curso (PP), que aparece como terceira via na disputa.

Mais chantangens

Apesar da exposição negativa, o PT não é o único partido a chantagear Edivaldo para manter o apoio prometido.

Desde o início do ano, o Partido da República (PR) mandou recado ao prefeito de São Luís, por meio do secretário de Articulação Política da Prefeitura de São Luís, o ex-deputado estadual Hélio Soares. O recado foi simples e direto: bastava que o governador Flávio Dino (PCdoB) efetuasse o repasse de R$ 5 milhões para a conta de uma das empreiteiras do deputado estadual Josimar de Maranhãozinho, presidente estadual do PR, para a legenda entrasse de cabeça, corpo e alma no projeto de reeleição de Edivaldo.

Há pouco menos de um mês, quem também iniciou um Chatô eleitoral no pedetista foi o nanico Partido Republicano Progressista (PRP), por meio de seu presidente estadual, o ex-vereador Severino Sales.

Mesmo se dizendo amigo e aliado do prefeito – e ocupando o cargo de secretário municipal Extraordinário de Relações Parlamentares – Sales ameaçou deixar a aliança pela reeleição de Edivaldo caso o PRP não fosse beneficiado na coligação, isto é, caso não faça parte do “chapão”, que é a coligação partidária que reúne os principais partidos da base.

Até agora, todas as chantagens a Edivaldo parecem ter dado certo. Talvez por isso mesmo que o PT decidiu aplicar a estratégia.

Vale relembrar que essa mesma estratégia de chantagear o candidato em troca de apoio foi utilizada inicialmente pelo próprio partido de Edivaldo Júnior em 2014, porém sem êxito, já que a vice do governador Flávio Dino acabou ficando com o PSDB.

Sarney Filho diz que não vai dar posse a infrator ambiental no Ibama
Política

Neuvaldo David Oliveira é réu em quatro ações de improbidade. Ele já foi responsabilizado pela instalação de rede de abastecimento de energia elétrica em área de preservação permanente

O ministro José Sarney Filho, do Meio Ambiente, informou nesta segunda-feira 25 que não dará posse a Neuvaldo David Oliveira na Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na Bahia. O Ministério Público Federal expediu recomendações a Sarney Filho e ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, em 20 de julho, para que tornassem a nomeação sem efeito. A informação é do Blog do Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo.

Neuvaldo David Oliveira é réu em quatro ações de improbidade e já foi responsabilizado por infração ambiental. A nomeação havia sido publicada em portaria assinada em 18 de julho pelo ministro de Meio Ambiente Interino, Marcelo Cruz.

De acordo com Sarney Filho, quando soube-se dos ‘passivos ambientais’ de Neuvaldo David Oliveira, a possibilidade de posse foi rechaçada. Sem a posse, não é possível exercer as funções do cargo. O ministro informou que outro nome será indicada ao cargo.

Segundo a recomendação expedida pela Procuradoria da República, Neuvaldo David Oliveira já foi responsabilizado por infração ambiental e condenado a pagar multa pela instalação de rede de abastecimento de energia elétrica em área de preservação permanente, infringindo a Lei nº 9.605/98. A Procuradoria aponta ainda que Neuvaldo David Oliveira responde a quatro ações por improbidade administrativa, sendo duas movidas pelo Ministério Público Federal e as outras pelo município de Caravelas, a 844 quilômetros de Salvador.

A nomeação havia sido questionada também pela Associação Nacional dos Servidores do Ibama (Ascema-BA). O presidente da entidade, Alberto Gonçalves, havia criticado a escolha e afirmou que o Ibama é ‘órgão técnico e não político’.

Alberto Gonçalves disse que Neuvaldo Oliveira, quando era prefeito em Caravelas, em 2006, ‘sofreu multa por danos ambientais’, que está ‘pendente de pagamento, está para executar’. Segundo o presidente da Ascema, o valor consolidado está em R$ 133.139,21. “Respeitem esse órgão e coloquem um servidor de carreira”, assinala. “Mudança desse jeito para piorar é inaceitável.

Grupo quer plebiscito informal para separar o Sul do resto do Brasil
Brasil

Para historiador, separatistas “não admitem a ideia de pluralidade” e consideram descendentes de italianos e alemães como “especiais” ou “raça superior”

A gaúcha Anidria Rocha, 46 anos, administra 20 grupos de Whatsapp e acompanha centenas de outros. O requisito para fazer parte deles é simpatizar com a causa “O Sul é Meu País”, que deseja separar Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul do Brasil. A informação é da Folhapress.

Moradora de São Jerônimo, a 70 km de Porto Alegre, a empresária lidera o movimento que organiza um plebiscito informal marcado para outubro, com 4 mil “urnas” nos três Estados.

A votação ocorrerá no dia 2 de outubro, simultaneamente às eleições municipais, das 8h às 17h. As urnas estarão a pelo menos cem metros dos colégios eleitorais. A cédula fará a pergunta: “Você quer que o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul formem um país independente?”.

A meta é alcançar 1 milhão de pessoas, o equivalente a 5% dos eleitores do Sul. Voluntários irão bancar custos de urnas e cédulas.

Segundo o promotor gaúcho Rodrigo Zilio, do gabinete eleitoral, a votação não tem legalidade, mas é permitida. Para ter algum valor, o plebiscito deveria seguir a lei 9.709, o que exigiria que fosse aprovado pelo Congresso e sob regulação da Justiça Eleitoral.

Pelo mundo

O grupo argumenta que movimentos separatistas são comuns no mundo. “Falam em 400 movimentos por independência no mundo. A cada ano, três ou quatro países se separam”, diz Anidria.

A líder enumera exemplos de novos países, como Namíbia, Sudão do Sul, Timor-Leste, Eritreia e Palau, frutos de processos de separação.

Apesar de o primeiro artigo da Constituição definir que a República Federativa do Brasil é “formada pela união indissolúvel dos Estados”, o grupo pretende pleitear a ideia junto a órgãos internacionais.

Além da ONU, o resultado será levado para a Unpo, organização internacional que defende minorias não reconhecidas e seus territórios.

Os militantes comparam a iniciativa com o desejo separatista da Catalunha, na Espanha. Um jornal catalão publicou em março matéria com o título “El sur de Brasil sigue los pasos de Catalunya”.

O movimento sulista, porém, é mais jovem. Foi fundado há 23 anos, em um congresso em Laguna (SC), com o liderança de Adílcio Cadorin, ex-prefeito da cidade.

Xenofobia

O historiador Tau Golin, da UPF (Universidade de Passo Fundo), define o ato como “xenófobo”. “É um movimento antibrasileiro que mostra a dificuldade certos grupos têm de se integrar à nação”.

Os separatistas, diz, “não admitem a ideia de pluralidade” e consideram descendentes de italianos e alemães, comuns no Sul, como “especiais” ou “raça superior”.

O atrito ecoa no MTG (Movimento Tradicionalista Gaúcho). Para o autor de músicas típicas gaúchas Daniel Brasil, 54, o MTG não defende abertamente o separatismo.

“Os caras comemoram uma coisa que ninguém ganhou nada”, diz o artista sobre a Revolução Farroupilha, que queria criar a República Rio-Grandense e declarar independência do Império.

A disputa foi perdida, mas é intensamente comemorada em setembro pelos gaúchos. “Quando conseguirmos separar o Sul, eu mudo meu sobrenome”, brinca Brasil.

Polícia Civil prende suspeitos de aplicar golpes via WhatsApp com números clonados
Maranhão

Delegados explicaram como os suspeitos agiam para aplicar os golpes via aplicativo de celular

Um novo tipo de golpe foi descoberto pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC). Uma quadrilha que clonava números e utilizava um aplicativo de conversas para aplicar o golpe foi desarticulada e os suspeitos Robert Wagner Silva Serra, conhecido como “Cacá”, Paulo Heitor Campos Pinheiro, Wanderson Sousa Soeiro e Randerson dos Santos Castro, foram apresentados na tarde desta segunda-feira (25) em coletiva na sede da secretaria.

O delegado-geral da Polícia Civil, Lawrence Melo, explicou que o Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos, ligado à SEIC, identificou que os envolvidos, que são suspeitos de clonar números no aplicativo WhatsApp, se passavam por amigos dos proprietários das linhas. Através dessa clonagem passavam mensagem às vítimas pedindo ajuda financeira, por meio de depósito bancário em contas correntes. Wanderson Sousa é funcionário de uma operadora de telefonia e era ele quem habilitava os chips, dando acesso livre aos contatos dos números clonados.

“De posse desse chip um outro integrante habilitava o WhatsApp no aparelho que estava com ele. Fazia se passar pelo titular do número e acessava a agenda de amigos e parentes da pessoa. Em contato, via aplicativo, o integrante da quadrilha relatava dificuldades financeiras, tanto do ponto de vista de saúde, quanto do ponto de vista material, e solicitava transferência para a conta de laranjas, que eram indicadas”, relatou Lawrence.

Segundo o delegado-geral, a quadrilha geralmente realizava o saque e quando excedia o limite de saque iam a um determinado posto de gasolina, onde passavam o valor restante no débito e davam 10% para que o frentista desse o dinheiro em espécie.

O diretor do Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT), delegado Odilardo Muniz, orienta que, por se tratar de uma nova prática, é importante que os usuários do aplicativo reforcem os cuidados. “É preciso desconfiar se o colega não costuma pedir dinheiro. O problema desse golpe é a facilidade das vítimas de pedir o dinheiro e a facilidade de, hoje em dia, se transferir esses valores por meio dos aplicativos de bancos, tornando rápida a ação dos criminosos”, informou Odilardo. Ele indica que outras vítimas compareçam à SEIC para ajudar nas investigações.

Nove suspeitos irão a júri popular por linchamento de assaltante no Maranhão
Maranhão

Cleidenilson Pereira Silva foi amarrado a um poste e espancado até a morte por um grupo de pessoas em São Luís

Pelo menos nove suspeitos de participar do linchamento de Cleidenilson Pereira da Silva, 29 anos, irão a júri popular. Cleidenilson foi brutalmente assassinado após tentar assaltar um bar em São Luís, capital do Maranhão, em julho de 2015. A informação é do jornal Extra.

A denúncia do promotor Agamenon Batista de Almeida Júnior, do Ministério Público do Maranhão, foi aceita pelo juiz Gilberto de Moura Lima, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, no dia 7 de junho passado, quase 11 meses após a sessão de espancamento, durante a qual o assaltante chegou a ser amarrado a um poste.

Em sua decisão, o magistrado afirma que “os indícios de autoria se encontram demonstrados pelo depoimento das testemunhas”. O julgamento deve ocorrer ainda esse ano, depois que os réus forem pronunciados.

Os acusados respondem por homicídio duplamente qualificado — por meio cruel e sem chance de defesa — e ainda pela tentativa de homicídio contra o menor de 17 anos que acompanhava o assaltante. A pena, em caso de condenação máxima, pode chegar a 30 anos de prisão.

A denúncia feita pelo membro do MP-MA à Justiça descreve a participação de cada um dos acusados no linchamento. Entre eles, estão o dono do bar onde houve a tentativa de assalto e o filho do comerciante, além de dois dos três clientes presentes no momento em que Cleidenilson, armado, anunciou o roubo.

O texto de dez páginas frisa que, “impelidos por sentimento de vingança” após a tentativa de assalto, os envolvidos agiram “usurpando a função do Estado de julgar e de punir”. Já Cleidenilson e o adolescente, para o promotor, passaram de “de pretensos réus” a “vítimas da barbárie vingativa dos denunciados”.

O promotor listou ainda nove testemunhas a serem ouvidas no julgamento. Entre elas, estão o pai de Cleidenilson, o menor que sobreviveu às agressões, dois homens que tentaram interromper o linchamento e uma cliente do bar, que teria se escondido no banheiro durante o roubo.

Até o dia em que foi morto, Cleidenilson Pereira da Silva jamais havia respondido na Justiça por qualquer delito, tampouco tinha passagens pela polícia. O adolescente que o acompanhava também não possuía, até então, nenhum tipo de anotação criminal.

Luis Fernando encerra Planeja consolidando mais de mil propostas
Política

Serie de seminários teve início em abril deste ano. Qualidade e quantidade de propostas serão o norteador para a reconstrução de São José de Ribamar

Terminou no último sábado 23 a bateria de seminários Planeja - O cidadão decidindo, em São José de Ribamar. Comandado pelo pré-candidato a prefeito da cidade, Luis Fernando Silva (PSDB), o evento fechou com chave ouro ouvindo as propostas dos jovens no Planeja Juventude.

Membros da JPSDB, dos demais partidos que irão defender o nome de Luis Fernando para prefeito e de movimentos da Juventude até de outros partidos de outras pré-candidaturas mobilizaram centenas jovens que participaram de forma propositiva, apoteótica e vibrante.

“Foi um Planeja como todos os outros, com muitas propostas e discussões, mas com uma energia totalmente diferente. E foi exatamente por isso que deixamos o último Planeja para ser o da Juventude, pois é com ela e com a vibração dos nossos jovens que a cidade vai ser reconstruída”, disse Luis Fernando.

Liderados por Neilson Marques, os jovens entregaram um conjunto de propostas para o pré-candidato. A exemplo de outras sugestões, feitas individualmente, as ideias da Juventude serão incorporadas ao agrupamento de propostas do futuro candidato e protocoladas no Tribunal Regional Eleitoral, quando do registro da candidatura do tucano.

Balanço

Realizado pela Comissão Provisória da Executiva Municipal do PSDB de São José de Ribamar, o Planeja teve início em abril deste ano e foi dividido em duas fases. Na primeira etapa, foram realizados oito seminários distribuídos nas seis regiões administrativas do município. O segundo passo foram os seminários setoriais: Saúde, Educação, Cultura e Turismo, Pesca, Indústria e Comércio, Transporte, Esporte e Lazer, Defesa Social, Agricultura Familiar, Assistência Social e Juventude.

Comunidade entrega a Luis Fernando Silva maquete para ilustrar proposta apresentada durante um dos seminários
Divulgação Planeja Defesa Social Comunidade entrega a Luis Fernando Silva maquete para ilustrar proposta apresentada durante um dos seminários

Em muitos momentos, tanto o pré-candidato Luis Fernando quanto os chamados facilitadores, técnicos das respectivas políticas públicas, responsáveis por anotar, organizar e moldar as propostas para uma linguagem mais técnica, ficaram surpresos com a qualidade das proposições apresentadas.

No Planeja Transporte, por exemplo, membros de uma Associação do Jardim Tropical apresentaram uma proposta de construção de um terminal de vans no Turiúba. No Planeja Defesa Social eles retornaram, reafirmaram a proposta e apresentaram até uma maquete do terminal sonhado, construída pela própria comunidade.

Excetuando as propostas repetidas, foram consolidadas nos 19 seminários cerca de 1.200 propostas. Para Luis Fernando, a qualidade e quantidade de propostas serão um norteador importantíssimo para a reconstrução de São José de Ribamar.

“Sempre digo que o gestor que quer errar menos e acertar mais deve ouvir diretamente o cidadão. E foi isso que fizemos no Planeja, ouvimos quem mais sabe do que a cidade precisa, que são as pessoas de cada bairro de São José de Ribamar e os profissionais das respectivas áreas das políticas públicas, ouvidas nos seminários”, concluiu.

Indicados para o ISEC precisavam apenas assinar ponto uma vez ao mês
Política

Edivaldo Holanda Júnior é acusado de encabeçar esquema de R$ 33,2 milhões para compra de votos. Denúncia é de ex-funcionários do instituto

Documento enviado para a promotora Moema Figueiredo Viana Pereira Brandão, que cuida da 30ª Promotoria de Justiça Especializa na Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, mostra que os contratados pelo Instituto Superior de Educação Continuada (ISEC) precisavam apenas assinar o ponto do mês inteiro em apenas um dia para receber os salários por supostos serviços prestados para a Prefeitura de São Luís.

A informação está na Ata de Reunião ocorrida no início da semana passada, na Sala de Reuniões das Promotorias de Justiça da Capital. A reunião contou com a presença do promotor Lindonjonson Gonçalves de Sousa, do deputado estadual Wellington do Curso (PP) e de ex-funcionários do instituto.

Ao custo de R$ 33,2 milhões aos cofres públicos, o contrato entre o ISEC e a Prefeitura de São Luís foi assinado pela Secretaria Municipal Extraordinária de Governança Solidária e Orçamento Participativo (SEMGOP), em julho de 2015.

A pasta é comandada pelo pedetista Olímpio Antônio Araújo dos Santos Silva, indicado para o cargo pelo deputado federal black bloc Weverton Rocha, que tem a ficha corrida conhecida desde os tempos em que comandou a falida União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES) e depredou o Ginásio Costa Rodrigues. Para que o contrato com o instituto pudesse chegar a esse super valor, inclusive, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, que também é do PDT, precisou suplementar a pasta de Olímpio Araújo em mais de 114 mil por cento, por meio de decreto.

Bolsa eleição

Durante a reunião com o promotor Lindonjonson Gonçalves, os ex-funcionários do instituto afirmaram que o esquema envolveu aproximadamente 800 pessoas. Todas, segundo os ex-funcionários, foram indicadas por partidos políticos, secretários municipais e por vereadores da base aliada do prefeito na Câmara Municipal de São Luís.

Eles chegaram a receber uma espécie de bolsa eleição, até o mês de dezembro do ano passado. Para isso, bastava comparecer à SEMGOP no dia 15 de cada mês, e assinar toda a folha de ponto mensal, para simular a prestação de serviços à Prefeitura de São Luís.

O caso segue sendo investigado pelo Ministério Público do Maranhão, que pode denunciar o prefeito por prática de improbidade administrativa.

Segundo reza a legislação para quem comete esse tipo de crime contra a administração pública, Edivaldo Holanda Júnior pode ser condenado a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos por até cinco anos. Ele também fica ainda proibido de contratar com o poder público, e obrigado a ressarcir aos cofres públicos o valor referente ao suspeito de ter sido escamoteado em sua gestão. A mesma condenação deve ser aplicada ao secretário Olímpio Araújo.

O ISEC é presidido por Luiz Celso Cutrim Barbosa. Ele é tio do vereador Honorado Fernandes (PT), aliado do prefeito Edivaldo Júnior. Celso Barbosa, inclusive, já havia sido denunciado ao MP-MA, também por suposto uso do instituto para desviar verba pública, durante o governo Jackson Lago, do mesmo partido do prefeito de São Luís.