Polícia Federal
Josimar, Detinha e Josinha Cunha tentaram habeas corpus para evitar prisão
Política

Pedido foi feito ao TRF 1. Outras pessoas ligadas a Maranhãozinho também recorreram ao tribunal com medo de serem presas

O deputado estadual Josimar Cunha Rodrigues, o Josimar de Maranhãozinho ou Moral da BR (PR), que foi beneficiado com R$ 150 mil doados pela empresa Ecovix, envolvida na Lava Jato, impetrou pelo menos dois habeas corpus no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região para evitar ser preso pela Polícia Federal (PF).

Baixe o primeiro habeas corpus impetrado por Josimar de Maranhãozinho
Baixe o segundo habeas corpus impetrado por Josimar de Maranhãozinho

Josimar de Maranhão e a esposa, a ex-prefeita de Centro do Guilherme, Detinha. Ambos tentaram evitar prisão pela PF com o habeas corpus
Divulgação Casal metralha Josimar de Maranhão e a esposa, a ex-prefeita de Centro do Guilherme, Detinha. Ambos tentaram evitar prisão pela PF com o habeas corpus

A ação ocorreu em janeiro de 2013, logo após ele e outras dez pessoas haverem sido indiciados pela PF pelos crimes de corrupção passiva, prevaricação, concussão, peculato e formação de quadrilha ou bando, durante a Operação COPII — cupim, em tupi-guarani —, deflagrada meses antes com o objetivo de reprimir a prática de extração irregular de madeira em terras indígenas localizadas nos municípios de Maranhãozinho e Centro do Guilherme, região Oeste do Maranhão.

Além de Josimar, os habeas corpus para evitar prisão pela Polícia Federal também abrigavam a ex-prefeita de Centro do Guilherme, Maria Deusdete Lima, a Detinha, esposa do parlamentar; e Maria Josenilda Cunha Rodrigues, a Josinha Cunha, prefeita de Zé Doca e irmã de Josimar de Maranhãozinho.

Os pedidos abrigavam, ainda, a secretária de Administração de Maranhãozinho, Vera Maria Xavier Silva; e Luciana Macedo Barbosa, ex-presidente da CPL do município de Maranhãozinho, atualmente nomeada no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

Quase todos são filiados ao Partido da República, que tem Josimar como presidente estadual.

Além de fuga à possível prisão, eles tentavam adiar depoimentos perante o delegado de polícia responsável pela operação COPII, Alexandre Lucena. Contudo, ao julgar os pedidos, o desembargador federal Hilton Queiroz negou-lhe seguimento. Segundo Queiroz, por a parte coatora ser delegado da Polícia Federal, o habeas corpus não era de competência daquela Corte.

Ao ATUAL7, o advogado Rogério Chaves Souza, do escritório Carlos Sérgio de Carvalho Barros – Advogados Associados, que defendeu o clã Cunha na processo, informou que não atende mais a conta da parte criminal no escritório. A reportagem tentou contato com o advogado Carlos Sérgio, mas ele não retornou. O deputado Josimar e os demais pacientes do habeas corpus não foram localizados até a publicação desta matéria.

Operação COPII

De acordo com as investigações da PF, o deputado estadual mais votado do Maranhão era o cabeça da organização criminosa que cobrada uma taxa para a entrada de caminhões na Reserva Indígena Alto Turiaçu, para extração de grande quantidade de madeira de forma ilegal.

À época da operação, a PF chegou a cumprir mandatos de busca e apreensão na prefeitura de Maranhãozinho e no escritório do Josimar, em São Luís. Ele e a esposa, Detinha, chegaram se evadir do local com a chegada da polícia.

Deputado beneficiado por investigada na Lava Jato já foi indiciado pela PF
Política

Segundo delegado, investigações seriam estendidas ao município de Centro do Guilherme. Cidade é comandada por Detinha, esposa do parlamentar

O deputado estadual Josimar Cunha Rodrigues, o Josimar de Maranhãozinho (PR), que foi beneficiado com R$ 150 mil doados pela empresa Ecovix, uma das empresas do grupo Engevix Construções Oceânicas S/A, investigada na Lava Jato, já foi indiciado pela Polícia Federal (PF) pelos crimes de corrupção passiva, prevaricação, concussão, peculato e formação de quadrilha ou bando.

A ação ocorreu em 2012, fruto das investigações da Operação COPII — cupim, em tupi-guarani —, com o objetivo de reprimir a prática de extração irregular de madeira em terras indígenas localizadas nos municípios de Maranhãozinho e Centro do Guilherme, região Oeste do estado.

Além de Josimar, outras dez pessoas também foi indiciadas.

De acordo com as investigações, o deputado estadual mais votado do Maranhão era o cabeça da organização criminosa que cobrada uma taxa para a entrada de caminhões na Reserva Indígena Alto Turiaçu, para extração de grande quantidade de madeira de forma ilegal. À época da operação, a PF chegou a cumprir mandatos de busca e apreensão na prefeitura de Maranhãozinho e no escritório do Josimar, em São Luís. Segundo a polícia, além de Josimar, a quadrilha era formada por servidores municipais, madeireiros e índios.

O delegado responsável pela operação, Alexandre Lucena, chegou a declarar, durante a divulgação do resultado da ação policial, que outras investigações acerca do caso seriam estendidas ao município vizinho de Centro do Guilherme, cuja prefeita, Maria Deusdete Lima, a Detinha (PR), é esposa de Josimar de Maranhãozinho.

O ATUAL7 entrou em contato com a defesa do parlamentar para saber sua posição sobre o caso, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. A reportagem tentou contato, ainda, com o próprio Josimar de Maranhãozinho e sua assessoria de imprensa, porém não obteve êxito.

Polícia Federal deflagra operação “ASAS” em Rosário
Maranhão

Cerca de 30 policiais federais cumprem seis mandados de busca e apreensão

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira 25, na cidade de Rosário, a Operação “ASAS”, com o objetivo de combater a caça ilegal em Área de Soltura de Animais Silvestres – “ASAS” – localidade utilizada pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) para quarentena, triagem e reabilitação de animais apreendidos com o objetivo de retorno à natureza.

Cerca de 30 policiais federais, em trabalho conjunto com servidores do IBAMA, cumprem seis mandados de busca e apreensão na residência de caçadores da região com o objetivo de reunir provas da atividade cinegética, e, eventualmente, prender em flagrante quem estiver de posse de arma de fogo sem autorização legal (art. 12 da Lei nº 12.830/06), e possuir em cativeiro animal silvestre sem autorização do órgão competente (art. 29 da Lei nº 9605/98).

Animais silvestres encontrados pela PF durante a operação em Rosário
Divulgação Comércio ilegal Animais silvestres encontrados pela PF durante a operação em Rosário

Em 2009, a Operação Oxóssi, que atuou em nove estados da Federação, desarticulou uma organização criminosa internacional de tráfico de animais silvestres. Na ocasião, duas pessoas foram presas no Maranhão, e responderam por crime ambiental, receptação, contrabando e formação de quadrilha. Os homens eram responsáveis pela venda de animais silvestres no exterior e para o comércio em feiras do Rio de Janeiro. No Maranhão, saíam principalmente aves silvestres.

Segundo a Organização Não Governamental (ONG) WWF-Brasil, o Brasil possui um grande comércio interno de animais, que sustenta os traficantes que agem no país e servem como intermediários para os traficantes internacionais. Há pesquisas que apontam que o comércio ilegal de animais movimenta cerca de 10 bilhões de dólares por ano em todo o mundo.

O tráfico de animais silvestres é por muitos considerado a terceira atividade criminosa com maior movimentação financeira, perdendo tão-somente para o tráfico de drogas e o comércio ilícito de armas e munições.

A principal rota do tráfico de animais silvestres no Brasil começa nas regiões Norte e Nordeste, com a retirada de espécies da natureza, e segue até o grande mercado consumidor da fauna no país, a região Sudeste.

De acordo com dados do Ibama, os estados brasileiros onde ocorre a maior parte das capturas de animais são: Maranhão, Bahia, Ceará, Piauí e Mato Grosso. Já os estados com o maior mercado consumidor são: Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. O instituto também aponta que, no Brasil, as aves são as mais comuns em apreensões de tráfico.

PF deflagra operação contra pornografia infantil no MA e mais 15 estados
Maranhão

Rede de distribuição online usava a ‘Deep Web’

Cerca de 300 policiais federais cumprem, desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira 22, 70 mandados de busca e apreensão e de prisão no Maranhão e mais 16 estados para combater rede de distribuição de pornografia infantil na chamada deep web — a “web profunda”, que se refere a sites e servidores de internet que não são encontrados com mecanismos de busca comuns.

A segunda fase da Operação Darknet investiga a participação de 67 pessoas na troca e na distribuição de fotos e vídeos com conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.

A Polícia Federal (PF) também realiza a operação em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Pará e Amazonas.

Desde a primeira fase da Operação Darknet, deflagrada em 2014, a Polícia Federal desenvolve metodologia de investigação e ferramentas para identificar usuários da dark web — a “web escura”, que compreende redes anônimas que necessitam de programas especiais para serem acessadas e considerada um meio seguro de divulgação de conteúdos variados de forma anônima.

A arquitetura desse ambiente impossibilita a identificação do ponto de acesso (IP), ocultando o real usuário que acessa a rede. Poucas polícias no mundo obtiveram êxito em investigações na dark web, como o FBI, a Scotland Yard e a Polícia Federal Australiana.

Eduardo Braide é investigado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro
Política

Documentos mostram que investigações iniciaram em fevereiro de 2014. PF também apura envolvimento de prefeitos no esquema criminoso

Documentos da Procuradoria Regional da República (PRR) 1ª Região, publicados com exclusividade pelo Blog do Neto do Ferreira, confirmam que o candidato a prefeito de São Luís pelo PMN, deputado Eduardo Braide, é investigado pela Polícia Federal por suposta apropriação indevida de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

Sigilosas, as investigações fazem parte do Inquérito Policial Instaurado pela PF para apurar vultuosas movimentações financeiras atípicas feitas por Braide; o instituto Escutec – Pesquisas de Mercado e Opinião Ltda, pertencente ao empresário Fernando Júnior; e as empresas de fachada A4 Serviços e Entretenimento, A. J. F. Júnior Batista Vieira - ME e Vieira e Bezerra - ME (atual F. C. B. Produções e Eventos), operadas pelo próprio Fernando Júnior em conluio com o pai e o ex-assessor-fantasma do candidato a prefeito da capital do estado, respectivamente, Carlos Braide e Fabiano Bezerra, por meio do dispêndio de recursos públicos em diversas prefeituras no Maranhão.

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Todos, segundo as investigações, inclusive os prefeitos, fazem parte da chamada Máfia de Anajatuba, desbaratada pela própria Polícia Federal e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) após a revelação do esquema pelo programa Fantástico, da Rede Globo, na estreia do quadro “Cadê o dinheiro que tava aqui?”, em novembro de 2014.

De acordo com a documentação, o processo foi aberto desde o dia 2 de fevereiro daquele ano, após o Relatório de Inteligência Financeira n.º 11595, encaminhado pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) à PRR - 1ª Região, apontar as movimentações financeiras atípicas perpetradas por Eduardo Braide. Atualmente, os autos se encontram na 5ª Câmara do Tribunal Regional Federal (TRF) 1ª Região, no Distrito Federal, em Brasília, responsável por casos de combate à corrupção e crimes de responsabilidade.

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O inquérito é conduzido pela Polícia Federal, que requisitou ao presidente da PRR - 1ª Região, procurador Ronaldo Meira de Vasconcelos Albo, o prazo de mais 90 dias para concluir as investigações. Como além de Eduardo Braide há diversos outros investigados, no dia 20 de abril deste ano, o procurador-chefe autorizou à PF que possa indicar a necessidade  de desmembramento das investigações, para apurar evento por evento, isto é, como o esquema atuou em cada município em que roubou dinheiro público da educação e da saúde.

Em outro documento, datado do último dia 5, Ronaldo Albo informa que, em decorrência das eleições municipais [já que Eduardo Braide concorre ao cargo de prefeito, assim como outros envolvidos concorreram à reeleição — tendo alguns, inclusive, chegado a se reeleger], a Polícia Federal deve logo indicar, com base nas investigações, quais dos investigados possuem foro privilegiado no TRF 1ª Região, bem como indicar elementos objetivos, concretos e convincentes de participação dessas autoridades no esquema criminoso.

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A comprovação, com documentos atuais, de que Eduardo Braide é investigado pela Polícia Federal confirma reportagem do ATUAL7 dessa terça-feira 25, que questionou o uso de certidões de “nada consta” pelo candidato do PMN como forma de provar aos eleitores que segue uma vida pública proba. Desde que a ligação direta de Braide com a Máfia de Anajatuba foi revelada, o prefeiturável vem ameaçando blogueiros e jornalistas de cadeia e pagamento de indenizações, por meio de processos nas esferas penal e cível.

Em debates, sabatinas e entrevistas em que é convidado a participar, Braide tem afirmado, inclusive, que as notícias de sua ligações com os cabeças e demais integrantes da quadrilha são factoides. Há cerca de suas semanas, ele chegou a incitar membros do Conselho Regional de Medicina (CRM) a processar blogueiros, afirmando que as revelações de que ele empregou quase todos os membros da organização criminosa como funcionários fantasmas em seu gabinete seriam tentativas de difamá-lo.

Mais cedo, por exemplo, o ATUAL7 mostrou que só Fabiano Bezerra embolsou quase R$ 840 mil como assessor-fantasma no gabinete de Eduardo Braide e de seu pai. Em outra reportagem, ontem 26, foi mostrado que um laranja do esquema também levou dinheiro público da AL-MA como funcionário fantasma de Braide, mais de R$ 243 mil.

Diante dos novos documentos que comprovam que as publicações sobre as investigações contra ele são todas baseadas em fatos, caberá agora à Justiça decidir quem está ao lado da verdade, se ele ou os blogueiros.

PF deflagra operação em São Luís contra crimes previdenciários
Política

Foram cumpridos ao todo 12 mandados judiciais. Criminosos atuavam no bairro do Anjo da Guarda

A Força-Tarefa Previdenciária, integrada pela Polícia Federal (PF), Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal (MPF), com a finalidade de reprimir crimes previdenciários, deflagrou em São Luís, nesta quinta-feira 20, a Operação Casa Cheia II.

Foram cumpridos ao todo 12 mandados judiciais, sendo dois de prisão temporária, um condução coercitiva e nove de busca e apreensão.

A operação contou com a participação de 40 policiais federais e de um servidor da área de inteligência do Ministério da Previdência Social, a Assessoria de Pesquisa Estratégica e Gerenciamento de Riscos (APEGR).

As investigações iniciaram-se como desdobramento da Operação “Casa Cheia”, deflagrada no dia 24 de maio deste ano, com o cumprimento de 12 mandados judiciais, sendo um de prisão preventiva, quatro de condução coercitiva e sete de busca e apreensão. À época, foram investigados um intermediário e três servidores do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pelos crimes de estelionato previdenciário, falsidade documental e inserção de dados falsos em sistema de informações, já que foram responsáveis pela concessão de 43 benefícios para titulares fictícios.

Por ocasião da deflagração da Operação “Casa Cheia” já havia indícios da participação de uma associação criminosa, composta inicialmente por um idoso, que se passava por terceiros, um agenciador, que arregimentava pessoas e os encaminhava até Agências Bancárias, e outros dois intermediários, que forneciam a documentação falsa.

No curso da presente investigação, a apuração se concentrou na atuação dos intermediários e agenciadores de benefícios fraudulentos, integrantes de uma associação criminosa especializada em fraudes previdenciárias, com atuação no bairro do Anjo da Guarda, na capital do Maranhão. Não há ainda apuração do prejuízo causado.

PF cumpre mandados de prisão no MA contra fraude em recursos do BNDES
Política

Estão sendo cumpridos 19 mandados de prisão temporária, 48 de condução coercitiva e 46 de busca e apreensão. Prejuízo aos cofres públicos gira em torno de R$ 200 milhões

A Polícia Federal cumpre, desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira 13, mandados de prisão, de condução coercitiva e de busca e apreensão em São Luís e Caxias e Governador Nunes Freire.

Os mandados foram expedidos no bojo da Operação Ápia, desencadeada pela PF no estado do Tocantins, em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria Geral da União (CGU), com o objetivo de desarticular organização criminosa que atuou fraudando licitações públicas e a execução de contratos administrativos celebrados para a terraplanagem e pavimentação asfáltica em diversas rodovias estaduais.

Participam da operação cerca de 350 policiais federais. Ao todo, estão sendo cumpridos 113 mandados judiciais expedidos pela Justiça Federal sendo 19 mandados de prisão temporária, 48 de condução coercitiva e 46 de busca e apreensão.

Também estão sendo cumpridos mandados nas cidades de Araguaína, Gurupi, Goiatins, Formoso do Araguaia, Riachinho e Palmas, no Tocantins; em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis, em Goiás; e em Belo Horizonte/MG, São Paulo/SP, Brasília/DF e Cocalinho/MT.

Segundo a Federal, a investigação apontou um esquema de direcionamento de concorrências envolvendo órgãos públicos de infraestrutura e agentes públicos do Estado do Tocantins nos anos de 2013 e 2014. Essas obras foram custeadas por recursos públicos adquiridos pelo Estado por meio de empréstimos bancários internacionais e com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), tendo o Banco do Brasil como agente intermediário dos financiamentos no valor total de cerca de R$1,2 bilhão. Os recursos adquiridos tiveram a União como garantidora da dívida.

O foco da investigação são as obras nas rodovias licitadas e fiscalizadas pela secretaria de infraestrutura, que correspondem a 70% do valor total dos empréstimos contraídos.

Chamou a atenção dos investigadores o fato de que, em um dos contratos, uma empreiteira pediu complemento para realização da obra de mais de 1.500 caminhões carregados de brita. Se enfileirados, esses veículos cobririam uma distância de 27 km, ultrapassando a extensão da própria rodovia. Em outra situação, a perícia demonstrou que para a realização de determinadas obras, nos termos do contrato celebrado, seria necessário o emprego de mão de obra 24 horas por dia, ininterruptamente, o que, além de mais oneroso, seria inviável do ponto de vista prático.

Estima-se que o prejuízo aos cofres públicos gire em torno de 25% dos valores das obras contratadas, o que representa aproximadamente R$ 200 milhões.

Os investigados responderão pelos crimes de formação de cartel, desvio de finalidade dos empréstimos bancários adquiridos, além de peculato, fraudes à licitação, fraude na execução de contrato administrativo e associação criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos.

O nome da operação se refere à Via Ápia, uma das principais estradas da antiga Roma.

Sermão aos Peixes: PF prende donos do ICN e diretor da Bem Viver
Política

Segundo o delegado Wedson Cajé Lop, Ricardo Murad continua sendo investigado, mas não era alvo das operações Abscôndito e Voadores

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira 6, os proprietários do Instituto de Cidadania e Natureza (ICN), Benedito Silva Carvalho e Péricles Silva Filho, durante a segunda e terceira fase da Operação Sermão aos Peixes, denominadas de Abscôndito e Voadores.

Na mesma operação, que contou com o apoio da Controladoria Geral da União (CGU), também foi preso um dos diretores da Bem Viver – Associação Tocantina para o Desenvolvimento da Saúde, Emílio Resende Borges.

Foram conduzidos coercitivamente Marcelo Renato da Silva, Plínio Medeiros Filho; Thófilo Junqueira Villela Júnior; Valdeney Francisco Saraiva; Aline Rodrigues Santos; o ex-prefeito de Açailândia; Deusdedith Alves Sampaio; Warley Alves Nascimento; Marcelo Renatoda Silva; Maíra Milhomem Pereira e Ester Moreira Ambrósio de Carvalho.

Eles são acusados de ocultação de provas, lavagem de dinheiro e desvio de desvio de cerca de R$ 36 milhões.

Ricardo Murad

Na primeira Operação Sermão aos Peixe, realizada em novembro de 2015, a Polícia Federal prendeu oito dos 13 suspeitos pelos desvios de verbas da saúde pública no Maranhão.

Entre os mandados de condução coercitiva, esteve o do ex-secretário de Saúde do Maranhão, Ricardo Murad. Segundo a PF, Murad teria se utilizado do modelo de terceirização da gestão da saúde pública estadual para fugir dos controles da Lei de Licitação, empregando profissionais sem concurso público e contratando empresas sem licitação.

Murad sempre negou as acusações, e se livrou na cadeia após sucessivos pedidos de prisão contra ele.

Na ação realizada mais cedo, o delegado federal Wedson Cajé Lop declarou que o ex-secretário continua sendo investigado, mas que não é alvo das operações Abscôndito e Voadores.

Polícia Federal deflagra 2ª e 3ª fase da Operação Sermão aos Peixes
Política

60 policiais federais estão cumprindo simultaneamente 32 mandados judiciais, sendo 3 de prisão preventiva, 12 de condução coercitiva e 17 de busca e apreensão

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã desta quinta-feira 6), a 2ª e 3ª fase da Operação Sermão aos Peixes, que investiga o desvio de verbas da saúde. As Operações foram denominadas de Abscôndito e Voadores.

60 policiais federais, com o apoio da CGU, estão cumprindo simultaneamente 32 mandados judiciais, sendo 3 de prisão preventiva, 12 de condução coercitiva e 17 de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de bens a apreensão e sequestro de uma aeronave. Os mandados estão sendo cumpridos nos municípios de São Luís, Imperatriz e Araguaína, além de Palmas e Arenópolis, no Tocantins; Goiânia e Arenópolis, em Goias; e Juquitiba, em São Paulo.

A segunda fase, denominada Operação Abscôndito, as investigações identificaram que o grupo criminoso agiu no sentido de destruir e ocultar provas, incluindo a venda suspeita de uma aeronave objeto de decisão judicial, após o possível vazamento da Operação Sermão aos Peixe, no dia 16 de novembro do ano passado.

A outra fase da Operação, Voadores, apurou o desvio de cerca de R$ 36 milhões por meio do desconto de cheques e posterior depósito nas contas de pessoas físicas e jurídicas vinculadas aos envolvidos, incluindo o saque de contas de Hospitais.

Os investigados serão indiciados pelos crimes de embaraço à investigação de infração penal que envolva organização criminosa, de peculato e de lavagem de capitais.

A Operação que apura o embaraço à investigação foi denominada Abscôndito, que significa “escondido”, em alusão à ocultação e destruição de provas. Já a Operação Voadores se refere à técnica empregada de desviar recursos públicos por meio de cheques.

Escândalo: Queima de documentos e compra de votos em Mirador
Política

Áudio que comprova existência do esquema está em posse da PF. Entre os envolvidos estão o atual gestor da cidade e o candidato a prefeito Marquinho

Uma gravação obtida com exclusividade pelo ATUAL7 mostra que o município de Mirador, a 485 quilômetros de São Luís, está protagonizando, nestas eleições, cenas de verdadeiro escárnio e desacato à legislação eleitoral e às autoridades do Poder Judiciário e do Ministério Público do Maranhão.

Os protagonistas do esquema, segundo a gravação, são o atual prefeito da cidade, Joacy de Andrade Barros (PPS); o seu irmão, José Filho; o ex-prefeito Helton Barros Bonfim; e o candidato a prefeito do clã, Marcos Fábio Moreira dos Reis, mais conhecido como Marquinho (PT).

De acordo com o áudio, o detalhamento da forma como é conduzido o crime eleitoral de compra de documentos, para serem queimados e que impedem o eleitor de exercer o seu direito a voto, ocorre principalmente nas madrugadas, mas também, pasmem, até mesmo ao dia, em diversos povoados de Mirador.

O esquema emprega quantia exorbitante e em espécie, à cargo dos envolvidos, que vão até a casa das famílias e adquirem, por preço significante, os documentos essenciais para o eleitor ir votar, e depois queimam, impedindo-o de exercer o seu direito a voto.

Toda a maracutaia está detalhada na gravação, que já se encontra, sob sigilo, em posse da Polícia Federal e da Procuradoria da República no Estado do Maranhão, que estão monitorando todos os envolvidos. Quebras de sigilos telefônicos e monitoramentos com agentes disfarçados da PF em Mirador devem permear as eleições no município.

PF incinera mais de 600 kg de drogas no MA equivalentes a R$ 11 milhões
Maranhão

As apreensões ocorreram entre os meses de abril de 2015 e maio de 2016

A Polícia Federal no Maranhão realizará, na manhã de sexta-feira 16, em uma empresa de fabricação de cerâmica localizada na região metropolitana de São Luis, procedimento de incineração de drogas apreendidas. As apreensões ocorreram entre os meses de abril de 2015 e maio de 2016, em operações policiais realizadas pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), em todo o estado.

Ao todo, os policiais federais incinerarão cerca 641 quilos de drogas, sendo 624 quilos de cocaína, 10 quilos de maconha e 7 quilos de uma droga conhecida "skunk", que é uma espécie de maconha cultivada em laboratório, com efeito mais concentrado e mais perigoso que a maconha comum. Os investigadores estimam que as apreensões resultaram em um prejuízo de aproximadamente R$ 11 milhões aos traficantes.

Além da apreensão da droga, as operações realizadas pela DRE resultaram na instauração de nove inquéritos policiais, na prisão de 19 pessoas, apreensão de 12 veículos e da quantia de cerca de R$ 50 mil em espécie, os quais estavam em poder dos traficantes no momento das abordagens.

Em coletiva, Marcelo Coelho chama agentes da Polícia Federal de “burros”
Política

Ofensa foi feita em resposta a visita da PF às sedes da TV Difusora e Mirante. Agentes procuravam pelo secretário

O secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais, Marcelo Coelho, chamou de “burros” os agentes da Polícia Federal que participaram da Operação Hymenaea, deflagrada nas primeiras horas da manhã de quinta-feira 14, em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Ministério Público Federal (MPF), e policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) de Brasília e do Rio de Janeiro.

A ofensa foi feita durante coletiva de imprensa em que Coelho tentava explicar que não estava foragido da PF e que não havia qualquer mandado de prisão contra ele no bojo Hymenaea. É que, horas antes, os federais haviam visitado a sede do Sistema Difusora, em veículo descaracterizado, à caça do secretário. Ele era esperado para uma entrevista ao vivo, mas coincidentemente não apareceu.

“Burros! Primeiro, vamos ver porque eles queriam a minha presença”, respondeu o titular da Sema após um sorriso de deboche.

Antes de chamar os agentes da PF de “burros”, Coelho afirmava na coletiva que todos os processos em sua gestão são transparentes. Uma nota enviada posteriormente pela Secretaria de Estado da Comunicação Social e Articulação Política, porém, coloca a afirmar em dúvida. Segundo a nota, entre os processos de licenciamento e extração de madeira apreendidos pela PF na Sema, que tratam de pedido de emissão de licenças por empresas do setor, estão os de 2015, isto é, do primeiro ano de gestão de Coelho na pasta.

De posse dos documentos, a Polícia Federal pretende se aprofundar as investigação com o objetivo combater uma organização criminosa (Orcrim) ligada à extração e à comercialização de grandes quantidades de madeira ilegal, provenientes da Terra Indígena Caru e da Reserva Biológica do Gurupi. Segundo a PF, a Orcrim pode ter movimentado cerca de R$ 60 milhões.

PF à caça de secretário de Meio Ambiente do governo Flávio Dino
Política

Procura de Marcelo Coelho estaria relacionada à Operação Hymenaea, deflagada hoje cedo. Operação combate extração e comércio ilegais de madeira em reservas indígenas maranhenses

A Polícia Federal está à caça do secretário de Estado do Meio Ambiente do governo Flávio Dino, Marcelo Coelho.

Ele tinha uma entrevista marcada para a manhã desta quinta-feira 14, na TV Difusora, da família Lobão, mas não apareceu no local. Quem apareceu por lá foram agentes da PF, justamente à procura do secretário.

Se tivesse aparecido para dar a entrevista, Coelho seria preso ao vivo.

Há suspeitas de que ele tenha sido avisado da operação, e por isso evitado ir à Difusora.

Marcelo Coelho escapou de ser preso ao vivo pela PF na TV dos Lobão. Federais estão à sua procura
Governo do Maranhão Foragido Marcelo Coelho escapou de ser preso ao vivo pela PF na TV dos Lobão. Federais estão à sua procura

A procura do secretário estadual do Meio Ambiente do governo comunista pode estar relacionada à Operação Hymenaea, deflagrada pela Polícia Federal mais cedo. Participam da operação o IBAMA, Ministério Público Federal, e policiais do BOPE de Brasília e do Rio de Janeiro. O objetivo da PF com a ação é combater uma organização criminosa ligada à extração e à comercialização de grandes quantidades de madeira ilegal, provenientes da Terra Indígena Caru e da Reserva Biológica do Gurupi.

Mais de 300 policiais federais, apoiados por servidores do IBAMA e pelos policiais do BOPE de Brasília e do Rio de Janeiro, estão dando cumprimento a 77 medidas judiciais, sendo 11 mandados de prisão preventiva, 10 mandados de prisão temporária, 56 mandados de busca e apreensão, bem como à suspensão da certificação de 44 empresas madeireiras, nas cidades de São Luís, Imperatriz, Buriticupu, Açailância, Zé Doca, Alto Alegre do Pindaré, Bom Jardim, Governador Nunes Freire, todas no estado do Maranhão. No Rio Grande do Norte: Tibau, Mossoró, Parnamirin e Natal, e em Capuí no estado do Ceará.

A organização criminosa (Orcrim) atuava extraindo ilegalmente madeira das reservas indígenas. Esse material era “esquentado” por meio de documentação fraudulenta para o transporte e retirada das áreas protegidas. Um membro da quadrilha era o responsável por emitir documentos destinados a microempresas laranjas, cadastradas como construtoras em pequenas cidades no interior do Rio Grande do Norte. Essa manobra servia para desviar a madeira para receptadores em todo o Nordeste brasileiro.

As autoridades sequestraram mais de R$ 12 milhões de diversas pessoas físicas e jurídicas. Esses valores são provenientes da lavagem do dinheiro auferido com a extração ilegal da madeira. Segundo estimativas da própria PF, a Orcrim teria movimentado valores da ordem de R$ 60 milhões.

Se confirmado o seu envolvimento, Marcelo Coelho e o outros investigados responderão por crimes como participação em organização criminosa, lavagem de capitais, roubo de bens apreendidos, obstar a fiscalização ambiental, desmatamento na Terra Indígena Caru, desmatamento na Reserva Biológica do Gurupi, receptação qualificada, ter em depósito produto de origem vegetal sem licença válida, corrupção ativa, tráfico de influência, dentre outros.

A operação foi batizada de Hymenaea em uma referência ao gênero de uma das espécies (Jatobá – hymenaea courbaril) que é ilegalmente explorada na Terra Indígena Caru e na Reserva Biológica do Gurupi.

Operação Cupinzeiro provoca corre-corre de Gil Cutrim em São José de Ribamar
Política

Prefeito da cidade foi alertado que operação da Polícia Federal tinha por objetivo prendê-lo por supostos desvio de verba federal

Causou um corre-corre curioso no município de São José de Ribamar a informação de que a Polícia Federal havia deflagrado, nas primeiras horas da manhã desta terça-feira 12, uma operação no Maranhão paralela à Lilliput, que prendeu o megaempresário Antonio Barbosa Alencar, do Grupo Dimensão, e auditores fiscais da Receita Federal.

O desespero, segundo moradores do município, teria se dado por conta do nome da outra operação da PF, batizada de Cupinzeiro, ter sido relacionada ao apelido dado por populares ao prefeito da cidade, Gil Cutrim (PDT), por conta de sua má de sua administração: Gil Cupim. O apelido, segundo os populares, foi criado em analogia aos prejuízos econômicos causados pelo pedetista aos cofres da Prefeitura de São José de Ribamar, corroído como a madeira e outros materiais celulósicos quando mastigados pelos insetos isópteros.

Filho do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Edmar Serra Cutrim, o pedetista teria sido alertado por aliados que os federais haviam deflagrado a operação para prendê-lo, preventivamente, por conta de supostos desvios de verbas federais de obras inacabadas - e até fantasmas - no município.

Após o corre-corre para dar fim a alguns documentos e esconder alguns veículos e outros bens de luxo, um dos assessores do prefeito informou que a operação, embora no Maranhão, nada tinha a ver com a gestão de Cutrim, mas com o objetivo de combater um esquema criminoso de transporte de madeira ilegal, inclusive com a participação de agentes públicos, daí ter sido batizada de Cupinzeiro.

Operação que prendeu Barbosa pode alcançar Roseana Sarney e Ricardo Murad
Política

Delator aponta em gravação que construção da nova sede da PGJ estaria dentro do esquema criminoso

Uma segunda fase da Operação Lilliput, deflagrada em primeira etapa na manhã desta terça-feira 12, pela Polícia Federal, e que resultou na prisão do mega empreiteiro Antônio Barbosa Alencar e de auditores fiscais da Receita Federal, pode alcançar a ex-governadora Roseana Sarney e seu cunhado e ex-secretário de Saúde do Maranhão, Ricardo Murad, ambos do PMDB. A informação é do Blog do Marcelo Vieira.

Segundo a publicação, no bojo das investigações, há uma gravação de um homem de confiança do empreiteiro sendo interrogado por dois agentes da PF. No áudio, ele revela aos federais como funcionava todo o esquema, entre pagamentos de propinas, fraude a documentos, sonegação fiscal e não pagamento de multas.

Roseana Sarney é apontada pelo delator como a responsável por garantir facilidades à Dimensão Engenharia junto à Vice-Presidência Habitação (VIHAB) da Caixa Econômica Federal (CEF), no Programa Minha Casa Minha Vida. As facilidades, segundo o delator, eram retribuídas por Barbosa à Roseana por meio repasses de dinheiro.

O delatador diz ainda que Ricardo Murad também teria recebido propinas para facilitar a atuação de Barbosa no esquema. O envolvimento de Murad, segundo o delator, teria sido efetuado na construção da nova sede da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ). A ex-chefe da PGJ, Fátima Travassos, também é citada pelo delator. Ela seria parceira de Murad no esquema.

Em maio passado, o ATUAL7 revelou que as obras de construção da suntuoso prédio custaram mais de R$ 25 milhões ao cofres públicos, o que representa 10% a mais que o valor original do contrato. A obra foi feita pela Dimensão Engenharia, e foi inaugurada recentemente, após mais de três anos de atraso.

O MP-MA foi procurado pela reportagem para explicar o motivo do atraso, bem como as razões para os dois aditivos que elevaram o valor da construção do prédio, mas nunca respondeu os questionamentos.

PF prende Barbosa da Dimensão Engenharia e auditores fiscais da Receita Federal
Política

Também foram presos pela PF auditores fiscais da Receita Federal, por propinagem

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta terça-feira 12, o megaempresário e proprietário do Grupo Dimensão, Aço Maranhão, Saga Engenharia e Wasser Comercio e Representações, Antonio Barbosa Alencar.

Além do empreiteiro, também foram alvo da operação, batizada de Lilliput, auditores fiscais da Receita Federal.

De acordo com a PF, Barbosa foi flagrado sonegando impostos federais e, quando fiscalizado pela Receita Federal, pagou propina aos auditores.

“Informe policial apontou que auditores fiscais, durante ação de fiscalização em obras de empresas de construção civil componentes de um importante grupo de empresas desta capital, teriam detectado irregularidades que estariam dando ensejo à diminuição ou supressão de tributo federal (contribuição previdenciária) e, uma vez noticiado o fato ao proprietário da empresa alvo da fiscalização, este teria ofertado aos auditores vantagem econômica indevida para que a ação fiscalizadora fosse protelada o máximo possível”, diz a PF em nota.

A operação contou com a participação da Receita Federal do Brasil e do Ministério Público Federal (MPF). No total, foram cumpridos 9 mandados de prisão temporária, 11 de condução coercitiva e 22 de busca e apreensão.

Todos foram encaminhados para a sede da Superintendência da Polícia Federal, localizada no bairro da Cohama, na capital.

Outras investigações

Antes da deflagração da Operação Lilliput, Barbosa havia sido alvo de outra investigação da PF. Desencadeada em 2014, a Operação Cartago apontou a suposta participação do mega empreiteiro num esquema que pode ter desviado R$ 500 milhões da Caixa Econômica Federal.

Ele também é apontado pelo Ministério Público do Maranhão como cabeça de uma suposta organização criminosa que atuou no esquema de fraude em licitações para construção de 64 hospitais de 20 leitos do programa Saúde é Vida.

Até festa de casamento foi bancada com recursos da Lei Rouanet
Política

Segundo a PF, fraudes ocorriam por meio de superfaturamento de projetos que nunca eram concluídos e até contratação de artistas para eventos privados

A Lei Rouanet, criada para financiar a cultura no Brasil, foi usada de forma fraudulenta para enriquecer alguns poucos e custear todo tipo de regalia com dinheiro público. A informação é do Gazeta do Povo.

Iniciada na madrugada desta terça-feira 28, a Operação Boca Livre, da Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria Geral da União, descobriu que até uma festa de casamento foi bancada com recursos obtidos por meio da Lei Rouanet. Não ficou só nisso: festas privadas com artistas famosos e livros produzidos especialmente para grandes empresas também saíram do bolso do contribuinte.

De acordo com a Polícia Federal, além das fraudes citadas acima, os desvios aconteciam por meio de projetos cujos recursos eram captados porém nunca concluídos, superfaturamento, notas fiscais fantasmas, projetos duplicados, e contrapartidas ilícitas em relação às incentivadoras.

A PF está cumprindo 14 mandados de prisão temporária e 37 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal em São Paulo.

Segundo a PF, o esquema de desvio de recursos já vinha ocorrendo havia 20 anos e desviou mais de R$ 170 milhões. Conforme divulgado pelo portal G1, além do Ministério da Cultura, onde o esquema atuava, também são alvos da operação o escritório Demarest Advogados, a empresas Scania, Roldão, Intermédica Notre Dame, Laboratório Cristalia, KPMG, Lojas 100, Nycomed Produtos Farmacêuticos e Cecil.

Os acusados responderão pelos crimes de organização criminosa, peculato, estelionato contra União, crime contra a ordem tributária e falsidade ideológica. As penas podem chegar a até doze anos de prisão.

Ministério da Cultura

Por meio de sua página no Facebook, o Ministério da Cultura afirmou apoiar integralmente a Operação Boca Livre, da Polícia Federal.

“As investigações para apuração de utilização fraudulenta da Lei Rouanet têm o apoio integral do Ministério da Cultura (MinC), que se coloca à disposição para contribuir com todas as iniciativas no sentido de assegurar que a legislação seja efetivamente utilizada para o objetivo a que se presta, qual seja, fomentar a produção cultural do País”.