Pacovan
Agiotagem: negado pedido de Pacovan para retirar tornozeleira
Política

Magistrado indeferiu ainda pleito do agiota para que pudesse deixar o estado sem prévia comunicação ao juízo competente

O juiz Jorge Antônio Sales Leite, titular da 3ª Vara da Comarca de Bacabal, negou pedido do empresário do mercado financeiro paralelo, Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido como Pacovan, para retirar a tornozeleira eletrônica imposta pelo Tribunal de Justiça do Maranhão no bojo da Operação El Berite, que investigou desvio de recursos públicos em Bacabal, na ordem de R$ 4,5 milhões, para pagamento de agiotas, servidores públicos e vereadores participantes do esquema criminoso.

A decisão foi proferida no início deste mês, tendo Jorge Leite negado ainda a Pacovan a ampliação de medida cautelar que o proibiu de se ausentar do estado, sem prévia comunicação ao juízo competente, que deverá decidir após a manifestação do Ministério Público.

Segundo consulta a dados abertos da Polícia Civil do Maranhão e do Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (GAECO), Pacovan é considerado o maior agiota do Maranhão. Esta a segunda vez, no processo relacionado à El Berite, em que ele tem os mesmos pedidos negados. Além dele, Edna Maria Pereira, sua esposa, também pleitou a ausência do estado sem prévio requerimento ao magistrado, mas teve o pedido igualmente rejeitado. Em ambos o Parquet manifestou-se pelo indeferimento.

Na mesma decisão, porém, após manifestação do MP-MA não se opondo, apenas o proprietário da construtora El Berite Construções e Incorporação e Empreendimentos Ltda, Charles da Silva Viegas, teve o pleito atendido pelo juiz Jorge Leite.

Alegando residir na capital paulista desde março de 2016, ele solicitou a dilação do prazo de apresentação imposto nas medidas cautelares determinadas pelo titular da 3ª Vara da Comarca de Bacabal.

O magistrado acolheu a justificativa, determinando ao empresário que se apresente em juízo a cada seis meses, sendo que deve contar o prazo da data de sua última apresentação. Antes da decisão, ele precisava comparecer mensalmente.

“Isto posto, em consonância com o parecer ministerial, indefiro os pedidos de Josival Cavalcante da Silva e Edna Maria Pereira, para assegurar a instrução processual e a própria aplicação da lei penal, e defiro o pleito de Charles da Silva Viegas”, despachou.

Pacovan é preso em lavagem de dinheiro de corrupção em prefeituras
Política

Investigações da Polícia Civil apontam que a movimentação pode passar de R$ 100 milhões

A Polícia Civil do Maranhão prendeu, na manhã desta quinta-feira 4, durante a deflagração da Operação Jenga, o empresário Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan.

Conhecido como um dos maiores agiotas do estado por envolvimento na máfia que desvia verba pública da merenda, infraestrutura e saúde em prefeituras maranhenses, ele é suspeito de participar de um esquema de lavagem de dinheiro em posto de gasolina da Região Metropolitana de São Luís.

Segundo a polícia, porém, há suspeitas que se tratava, na verdade, de lavagem de dinheiro de esquemas de corrupção em prefeituras. Em um dos imóveis de Pacovan, na BR- 135, foram apreendidos 60 caminhões. Segundo a polícia, os veículos eram entregues como garantia por quem tomava empréstimos com ele. Contudo, ainda não houve divulgação dos nomes dos possíveis municípios e gestores supostamente envolvidos no esquema.

Ao todo, estão sendo cumpridos 22 mandados de prisão sendo executados na capital e nas cidades de Itapecuru e Zé Doca.

O nome da operação é uma referência a um jogo de empilhamento chamado Jenga, em que uma peça retirada derruba toda a torre.

As investigações apontam que a movimentação da organização criminosa pode passar de R$ 100 milhões.

Política

Ele responde pela prática dos crimes de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

Em sessão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, nessa segunda-feira, 22, foi deferido o pedido de reconsideração da decisão que concedeu liminar para libertar o agiota Josival Cavalcante da Silva, conhecido como Pacovan. Ele foi preso no início da tarde desta terça-feira 23, em operação da Polícia Civil.

Ajuizada pela procuradora-geral de justiça, Regina Lúcia de Almeida Rocha, a reconsideração da liminar restabelece os efeitos da decisão do juízo de Bacabal que decretou a prisão preventiva de Pacovan até o julgamento definitivo do processo pela 3ª Câmara Criminal.

O agiota Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan
Reprodução Na cadeia O agiota Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan

Pacovan e mais 16 pessoas foram denunciados pelo Ministério Público pela prática dos crimes de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A prisão dele, em 18 de novembro de 2015, e de outros integrantes da organização foi determinada pela justiça da Comarca de Bacabal.

O agiota fora libertado após a concessão de um habeas corpus em seu favor pelo desembargador José de Ribamar Froz Sobrinho, durante o plantão judicial do dia 31 de janeiro.

O relator do processo, desembargador José Bernardo Rodrigues, durante a sessão da 3ª Câmara, concordou com a manifestação do Ministério Público, que defendeu a revogação do habeas corpus, por considerar que a liminar concedida não se enquadrava entre os casos previstos cuja apreciação tivesse que ocorrer em plantão judicial.

Além disso, o desembargador declarou que foi "devidamente fundamentada a decisão que decretou a prisão preventiva (do acusado), além do que o mesmo demonstra comportamento incompatível com o tipo de benefício que pleiteia".

Comportamento incompatível

A tese do "comportamento incompatível" levantada pelo Ministério Público foi reforçada com a referência ao fato de que Pacovan, no dia 1º de fevereiro, um dia após ser beneficiado com o habeas corpus, foi abordado pela Polícia Militar, depois de ter ultrapassado em alta velocidade a barreira policial do bairro da Estiva, zona rural de São Luís.

Dentro do veículo estavam dois acompanhantes do agiota. Um deles – Thamerson Fontinele –, que portava uma pistola Taurus, foi preso por porte ilegal de arma. "O que se espera de alguém que esteja em liberdade provisória e sujeito à fiscalização das condições para manutenção do benefício era que, de pronto, recusasse a permanência do armamento no veículo", argumentou a procuradora-geral, Regina Rocha, no pedido de reconsideração.

Folha policial

Dono de extensa folha policial, além da prisão em 18 de novembro, em operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público do Maranhão, por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), Pacovan já tinha outras passagens pela cadeia. Também foi denunciado por atividades criminosas junto a outras prefeituras maranhenses, como São Mateus e Zé Doca.

Em 19 de novembro, teve prisão preventiva decretada e executada, nos autos de uma ação penal contra ele. Na ocasião, foram encontrados dois cheques da Prefeitura de São Mateus em sua residência, no valor de R$ 106 mil cada um. Seriam garantia de uma dívida contraída pelo tesoureiro da prefeitura, Washington José de Oliveira Costa, também denunciado na ação penal. Neste caso, Pacovan teve a prisão preventiva revogada no dia 12 de dezembro, também em plantão judicial.

Quanto ao município de Zé Doca o acusado foi alvo de prisão temporária decretada pelo desembargador Raimundo Nonato Magalhães Melo, executada em 5 de maio de 2015. As investigações tratavam de desvio de recursos públicos do município, tendo sido deferidas quebras de sigilo bancário e fiscal, bem como efetivados mandados de busca e apreensão. Também foram encontrados cheques da referida prefeitura em poder de Pacovan.

Ribamar Alves ameaça entregar como usou dinheiro emprestado com Pacovan
Política

Prefeito afastado de Santa Inês teria bancado campanhas eleitorais em 2014 com dinheiro de agiotagem. Pelo menos 23 cheques foram encontrados no cofre do agiota

Circula nos bastidores do Palácio dos Leões que o prefeito afastado de Santa Inês, Ribamar Alves (PSB), ameaça delatar à imprensa como usou o dinheiro que tomou emprestado junto ao agiota Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido como Pacovan, durante a campanha eleitoral de 2014.

Aliado político do governador Flávio Dino (PCdoB) e do senador Roberto Rocha (PSB), Alves está preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas desde o final de janeiro último, acusado por uma jovem de estupro. De lá pra cá, todas as tentativas de sua banca de advogados em tentar colocá-lo em liberdade falharam e, por último, uma manobra na Câmara de Vereadores para dar a ele o direito de comandar o município direto da cadeia acabou sendo barrada pela Justiça.

Com isso, abandonado pelos aliados e até pelos membros do próprio partido, o prefeito afastado de Santa Inês teria passado a mandar recados, durante o último fim de semana, aos políticos que foram beneficiados na campanha eleitoral de 2014 com o dinheiro da agiotagem.

Relatório da Seic sobre documentos encontrados no cofre do agiota Pacovan mostra que 23 cheques da Prefeitura de Santa Inês estavam entre eles
Atual7 Dinheiro sujo Relatório da Seic sobre documentos encontrados no cofre do agiota Pacovan mostra que 23 cheques da Prefeitura de Santa Inês estavam entre eles

Não há confirmação ainda, mas há rumores de que, dentre os beneficiados, estejam aliados e políticos de dentro do próprio Palácio dos Leões.

O valor repassado por Pacovan para Ribamar Alves ainda é um mistério, mas trechos do documento da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), obtido com exclusividade pelo Atual7, mostra que pelo menos 23 folhas de cheques da Prefeitura de Santa Inês estavam em posse do agiota.

Os cheques foram encontrados durante operação conjunta da Polícia Civil e do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), durante as operações “Maharaja” e “Morta-Viva”, desencadeadas no dia 4 de maio de 2015, e que investiga crimes de agiotagem no Maranhão.

Dino silencia

Como oposição ao prefeito afastado, pela moralização e transparência dos cofres públicos de Santa Inês, o novo prefeito da cidade, Ednaldo Alves Lima, o Dino (PT), deve obrigatoriamente agora divulgar: o motivo de Ribamar Alves nunca ter sido chamado para depor sobres os cheques encontrados com Pacovan ou, se já foi chamado, o que declarou à polícia.

No caso de continuar inerte ao caso, Dino pode ter complicações no seu projeto de reeleição a prefeitura pelo PCdoB, partido que pretende se filiar para a disputa de 2016, já que estaria encobrindo o suposto dano ao erário municipal por meio de agiotagem — até porque, desde a época em que os cheques foram encontrados, o ainda petista não esboçou qualquer manifestação sobre o assunto.

25 nomes que marcaram o cenário político maranhense em 2015
Política

Veja quem são as personalidades de 2015 e como elas mudaram o ano que se encerra, quer por suas qualidades e desempenhos ou não

No século 19, Thomas Carlyle dizia que a história era nada mais do que a biografia dos “grandes homens”. Hoje, pouca gente acredita nisso, mas para contar a história de 2015 na política maranhense é preciso recorrer à história de algumas personagens. Como se verá abaixo, o que os destacou nem sempre foi a “grandeza”. Veja quem são, na opinião do Atual7, as 25 personalidades maranhenses de 2015 e como elas mudaram o ano que se encerra:

Flávio Dino

O primeiro governador comunista do Brasil termina o ano em baixa com todos os setores da população. Dentre tantos erros, Dino ressuscitou e retornou ao Poder quase 100% dos sabujos da Oligarquia Sarney; aplicou contrabandos legislativos para aposentar PMs e aumentar quase mil taxas de serviços públicos, penalizando os mais pobres; cortou o programa que beneficiava quase 1,2 milhão de maranhenses carentes; conseguiu derrubar o acréscimo de 21,7% nos salários bases do funcionalismo público estadual; empregou parentes de secretários e de deputados no governo; não colocou na cadeia nenhum dos prefeitos aliados envolvidos com a Máfia da Agiotagem; acabou com a única escola em tempo integração do Maranhão; negou tratamento especializado a recém-nascido; aumentou o ICMS em meio a crise financeira; maquiou os números da violência na capital; gastou milhões de milhões em aluguel de aeronaves e em publicidade e propaganda; omitiu a morte de detento; e, por último, cortou R$ 42,8 milhões destinados aos Diques da Baixada Maranhense e os enviou para a construção das eleitoreiras estradas vicinais, no município de São João dos Patos, onde disputará o comando da prefeitura local em 2016 com um candidato de seu partido, o PCdoB.

Fernando Sarney

Fernando José Macieira Ferreira Araújo da Costa Sarney, mais conhecido como Fernando Sarney, foi o maranhense que mais se destacou no ano de 2015, colocando o Maranhão, pela primeira vez, no topo do maior esporte do mundo. Vice-presidente da Região Norte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o dono do conglomerado Sistema Mirante de Comunicação assumiu o cargo de membro do Comitê Executivo da Fédération Internationale de Football Association (Fifa), entidade máxima do futebol mundial.

Edison Lobão Filho

O suplente de senador ganhou pontos com a população maranhense na penúltima semana de dezembro devido a homenagem que fez ao menino Gideão Feitosa, de Governador Nunes Freire. Símbolo da campanha política do peemedebista nas eleições de 2014, o garoto recebeu presentes de Natal para ele e para a família diretamente das mãos de Lobão Filho, que decidiu fazer a surpresa, em gesto que marcou as redes sociais e rodas de formadores de opinião pelo caráter humano e pouco encontrado entre os políticos do Maranhão - e inédito entre aqueles não vitoriosos nas urnas.

Wellington do Curso

Parlamentar de primeiro mandato, Wellington do Curso mostrou que desconhece a palavra "descanso". Destaque da Assembleia Legislativa no ano de 2015, diferenciou-se por não concentrar suas ações somente em um setor ou em um reduto eleitoral, mas em todo o Maranhão. Entre tantos benefícios para a população, o deputado do PPS já carrega em seu histórico a responsabilidade pelo histórico asfaltamento da via que dá acessos aos hospitais do Servidor, que é estadual, e o Socorrão II, que é municipal. A avenida sempre foi abandonada pelo Governo do Estado e pelas prefeituras de Ribamar e de São Luís, até o dia em que o parlamentar gravou um vídeo viral chamando a atenção do poder público para a triste situação. É dele também a luta que culminou na anulação da tarifa abusiva cobrada pela Odebrecht Ambiental à população de Paço do Lumiar e São José de Ribamar, além da revogação da exigência da CNH em inscrição do curso CFO/UEMA.

Charles Dias

Forte candidato à Presidência da Seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o advogado criminalista se tornou um dos principais destaque de 2015 ao decidir retirar a candidatura no início de outubro, em apoio a outro candidato de oposição ao grupo dominante, Thiago Diaz. A movimentação certeira surtiu o efeito planejado e terminou com Diaz eleito para o triênio de 2016-2018.

Thiago Diaz

Lutando contra duas máquinas, o jovem advogado derrotou a candidata apoiada pelo Palácio dos Leões, Valéria Lauande, e pelo presidente da OAB-MA, Mário Macieira, em vitória achapante, pondo fim definitivo ao regime oligárquico que mandava e desmandava na Seccional maranhense há 20 anos.

Mário Macieira

Último representante da última oligarquia da OAB-MA, o ainda presidente da Seccional maranhense não conseguiu eleger sua candidata, e acabou descontando seus próprios erros nos outros. Desacostumado a ser contrariado, fez beicinho e saiu de todos os grupos do aplicativo pelo vazamento da informação. Teve gestão marcada pelo retrocesso, mas jura de pés juntos que entrega a entidade com as contas em dia e dinheiro em caixa.

Fernando Furtado

Suplente de deputado estadual no exercício do mandato, o comunista Fernando Furtado é o dono do prêmio "Racista do Ano". Em um único discurso, ele conseguiu atacar  a Justiça estadual e Federal, o PT, o Incra, a Igreja Católica e os índios. Apesar das burradas, ele fecha o ano dentro do Legislativo, por movimentação do Palácio dos Leões em conluio com as comissões de Direitos Humanos e de Ética, que usaram de burocracia e corporativismo para proteger o colega. Em acinte às entidades que pediram sua cabeça, ele ainda foi colocado pelos colegas para presidir a última sessão legislativa do ano.

Roberto Rocha

Eleito ao Senado Federal em 2014 sob a asa do governador Flávio Dino, ensaiou independência e traição logo no início do ano, mas foi surpreendido por uma batida da Polícia Civil e da Gaeco, que encontrou um cheque pertencente ao seu filho nos cofres do agiota Pacovan, em operações contra a Máfia da Agiotagem. Tagarelou nas redes sociais, mas recolheu-se menos de um dia depois. Nos últimos dias de dezembro, teve seu nome entre os mais citados em todo o Maranhão, não por ter mostrado "o que faz um senador", como prometera em campanha, mas por ter compartilhado em um grupo de WhatsApp a imagem de uma mulher nua e arreganhada, em "imagem subliminar" de "bom dia".

Roberto Albuquerque

Fundador do Grupo Dalcar e Guará, o principal financiar de campanhas políticas do Maranhão não conseguiu suportar a crise que assola o país e colocou a venda as duas as maiores concessionárias de veículos do Maranhão, Dalcar e Cauê de São Luís, no mesmo período em que boatos de fornecedores com pagamentos atrasados e dívidas com bancos ganharam força nos bastidores. A Guará, seu outro empreendimento, também vai mal, muito mal, por não ter conseguido aplicar no Palácio dos Leões projetos milionários que lhe tirariam do buraco da crise e poderiam lhe render audiência acima do traço.

Andrea Murad

Principal calo do Palácio dos Leões na Assembleia Legislativa, a parlamentar do PMDB termina o ano mais forte do que entrou. Além de ser a única integrante da Casa a defender a total independência constitucional do Legislativo em relação ao Executivo, foi em razão de denúncias de Andrea Murad que uma empresa que submetia trabalhadores ao regime de escravidão teve suas portas fechadas. A empresa prestava serviços ao Governo do Maranhão e à Prefeitura de São Luís.

Pacovan

Considerado pelo Ministério Público e pelas polícias Federal e Civil como o maior agiota do Maranhão, o ex-vendedor de bananas Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido por políticos e empresários como Pacovan, conseguiu na Justiça, pela quarta vez, a ser posto em liberdade, apesar das operações da Polícia Civil e da Gaeco encontrarem dezenas de documentos que compravam seu envolvimento no desvio de recursos públicos da merenda escolar, medicamentos, e do aluguel de máquinas e carros nos municípios maranhenses. Recentemente, ele também conseguiu na Justiça o desbloqueio de R$ 5.249.841,42 de empresas suas, quase o valor exato do dinheiro afanado dos cofres da Prefeitura de Bacabal, na gestão do ex-prefeito Raimundo Lisboa.

Natalino Salgado

Responsável pelo avanço da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o ex-reitor fecha o ano em quase unânime reconhecimento público da comunidade universitária, pelo quantidade de obras estruturais desenvolvidas nos campus - a maioria já entregue - e por ter ampliado as fronteiras do conhecimento e aberto novas oportunidades para milhares de jovens no estado. É altamente cotado para vice nas chapas dos principais candidatos a Prefeitura de São Luís, mas afirma reservada e publicamente que não pretende se envolver na política partidária.

Márcio Jerry

Homem forte do governo Flávio Dino, Jerry mostrou ao Maranhão que, após anos e anos estudando como combater a Oligarquia Sarney, acabou virando especialista em suas práticas. Além de empregar a mulher e até o ex-esposo da mulher no governo comunista, ele ainda sinecurou todas as suas cunhadas e um de seus irmãos, e perseguiu aliados espalhando práticas de propinagem dentro do governo. Ele termina o ano ainda ressuscitando o apelido de "Coveiro", ao enterrar a aliança entre o PCdoB e o PDT por querer lavar a alma elegendo o prefeito de Imperatriz em 2016. Além da questão pessoal, o secretário de Assuntos Políticos e Federativos também estaria de olho no super imposto da Suzano Papel e Celulose que passará a ser pago para o município a partir de 2017.

Humberto Coutinho

De padrinho a apadrinhado do governador Flávio Dino, o coronel de Caxias entrou para a história como o presidente mais submisso ao Palácio dos Leões de toda a Assembleia Legislativa do Maranhão. Além de ter sido enrolado na questão das emendas, nem mesmo o vinho e jantar mensal prometido aos colegas conseguiu sequer agendar com o comunista. Também viu seu poder diminuir em relação a candidatura ao Senado nas eleições de 2018. Teve como única vitória a pesada luta contra o câncer.

Sidney Pereira

Então vice-prefeito de Anajatuba, o dono de empresa fantasma ganhou o comando dos cofres da cidade após estranho e intransparente acordo com o Ministério Público do Maranhão, mesmo tento atuando na mesma organização criminosa que saqueou a Prefeitura de Anajatuba. Sidney Pereira é exemplo vivo de que "o crime compensa".

Weverton Rocha

Referência do PDT nacional, o deputado black bloc foi um dos mais atuantes parlamentares maranhenses de todo o Congresso Nacional em 2015, o que lhe rendeu a acensão ao alto clero da desejada lista anual do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que o considerou como um dos principais "operadores-chave" do processo legislativo. Saiu de licença numa manobra arrojada para dar lugar a Rosângela Curado por 120 dias, em contundente resposta a uma manobra do Palácio dos Leões. Por ter filiado as principais lideranças com chance de eleição ou reeleição em 2016, é reconhecido como único em todo o Maranhão a ameaçar concretamente a hegemonia dinista, inclusive com o poder de derrubar a candidatura de Flávio Dino em 2018.

Eliziane Gama

Dona da maior votação para a Câmara Federal, a deputada ganhou destaque pelas movimentações erradas mas que deram certo na promoção de sua pré-candidatura a Prefeitura de São Luís em 2016. Embora estagnada nas pesquisas, fecha o ano em liderança absoluta. Sofreu certo desgaste junto ao eleitorado por ser contra a redução da maioridade penal, mas ganhou novos adeptos pela excelente desenvoltura na CPI da Petrobras e pela independência que mantém em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Neto Evangelista

Se alguma entidade distribuísse esse tipo de prêmio, o secretário de Desenvolvimento Social do Maranhão seria o vencedor unânime do troféu "covarde do ano". O tucano foi a vergonha política de 2015, ao silenciar ao ato de truculência do governador Flávio Dino para com a sua sogra e prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge. Apontado no início do ano como um dos principais concorrentes à Prefeitura de São Luís em 2016, fecha o ano entregando sopas e calado, após tentar comprar briga, mas ser atropelado pelo neófito Fábio Macedo.

André Gossain

O excelente trabalho que vinha desenvolvendo a frente da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) não foi suficiente para manter o delegado no cargo. Embora tenha caído, destacou-se positivamente em 2015 por, somado ao que fez enquanto titular da Seic, ter enquadrado e desmentido publicamente o titular da SSP-MA, delegado Jefferson Portela, anilhado do Palácio dos Leões. Outros delegados que também caíram do cargo este ano preferiram silenciar.

Cleonice Freire

A ex-presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão fechou o ano manchada por greves e, principalmente corrupção, do alto ao pé de sua toga. Ele também colecionou dezenas de críticas de magistrados, que não encontraram nos fóruns sequer água para beber ou papel para qualquer tipo de serventia.

 

Ricardo Murad

O ex-secretário de Saúde do Maranhão foi perseguido pelo Palácio dos Leões, enfrentando com a coragem que lhe é peculiar a abertura de uma CPI na Assembleia Legislativa, direcionada apenas para o período em que esteve a frente da SES. A CPI morreu no nascedouro. Recentemente, também foi alvo de uma operação direcionada na Polícia Federal, a Sermão aos Peixes, que embora tenha encontrado diversos casos de corrupção nos governos Zé Reinaldo, Jackson Lago e até no governo Flávio Dino, resolveu concentrar esforços apenas em Murad. Nenhum dos três pedidos de prisão feitos pela PF contra ele foi aceito pela Justiça, por "fragilidade" de provas. Murad mostrou ainda força ao pautar o governo Flávio Dino, durante todo o ao de 2015,  por meio do perfil pessoal que mantém no Facebook.

Lidiane Rocha

A ex-prefeita de Bom Jardim ficou conhecida nacional e internacionalmente por ostentar nas redes sociais enquanto as crianças do municípios não tinha aulas e as escolas estavam sucateadas e sem merenda escolar. Chegou a desmoralizar a Polícia Federal, por nunca ter sido encontrada, mas acabou se entregando após um acordo esquisito com a Justiça Federal. De volta as redes sociais, voltou a ostentar, e ainda acusou a imprensa de "não ter Deus no coração" por julgá-la como corrupta.

Roseana Sarney

Quem acreditou que a ex-governadora havia se aposentado da política cometeu um erro de avaliação. De recesso das decisões políticas desde o ano passado, a peemedebista ressurgiu enquadrando o governador Flávio Dino, por tentar desviar a opinião pública sua de incapacidade de governar. Autora de quase todas as grandes obras construídas na capital, passou a ter seu nome cogitado a disputar a Prefeitura de São Luís em 2016 - com os olhos voltados para o Executivo estadual em 2018, devido a popularidade de Dino estar cada vez mais bicando. Assumiu o comando do PMDB maranhense, mas indicou e trabalha pela escolha do vereador Fábio Câmara no PMDB para a disputa municipal majoritária da capital.

Tyrone Silva desbloqueia R$ 5,2 milhões de empresas pertencentes a Pacovan
Política

Valor é próximo de verba desviada dos cofres da Prefeitura de Bacabal. Agiota já havia sido beneficiado pela Justiça com soltura

Se a determinação do desembargador Jorge Rachid em retirar das grades o agiota Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido por políticos e empresários como Pacovan, já havia posto dúvidas à utilidade das operações contra a máfia da agiotagem no Maranhão, uma nova decisão de outro membro do Judiciário maranhense pôs em dúvida agora a serventia da Superintendência de Combate a Corrupção (Seccor) e da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), da Polícia Civil; e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público estadual.

Por determinação do desembargador Tyrone Silva, datada da semana passada, quase todo o dinheiro bloqueado pela Justiça de três empresas que seriam do agiota foram liberados.

Ao todo, de pouco mais de R$ 7 milhões que havia sido bloqueados, o total de R$ 5.249.841,42 - quase o mesmo valor afanado dos cofres da Prefeitura de Bacabal, na gestão do ex-prefeito Raimundo Lisboa - já podem ser movimentados novamente por Pacovan, apontado nas investigações da Polícia Civil e do MP-MA como cabeça do esquema de desvio de recursos públicos da merenda escolar, medicamentos, e do aluguel de máquinas e carros nos municípios maranhenses.

Além de desqualificar as investigações, operações e até os próprios titulares da Seccor, Seic (delegados Lawrence Melo Pereira e Tiago Bardal) e Gaeco (promotor Marco Aurélio), a decisão dos magistrados também expôs a falta de segurança aos cofres públicos prometida pelo titular da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Maranhão, delegado Jefferson Portela, que logo após a quarta prisão de Pacovan, no dia 19 de novembro passado, declarou que movimentador do mercado paraleloe os outros integrantes da quadrilha, não importando quem fosse, responderiam por seus crimes.

“Estes criminosos, em sua ânsia vampiresca de acumular patrimônio, surrupiaram o dinheiro da merenda escolar, da moradia, das estradas, da urbanização das cidades, infernizando o meio social. Bandido é bandido. Não importa quem ele seja, deve responder por seus crimes”, prometeu.

Apesar da nova vitória no Poder Judiciário do Maranhão, ainda há esperanças de que o agiota e outros sete envolvidos na máfia que operou em Bacabal, após o recesso forense, possam voltar para as grades pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, fraude em processo licitatório, peculato e organização criminosa.

Pode ser que Portela se referia a essa esperança.

Soltura de Pacovan pela quarta vez desqualifica operações contra a agiotagem
Política

Apontado pela PF, Polícia Civil e Gaeco como o maior agiota do Maranhão já foi preso em 2011, 2013 e duas vezes em 2015

A nova decisão da Justiça pela soltura do agiota Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido por políticos e empresários como Pacovan, pôs dúvidas à utilidade das operações contra a máfia da agiotagem no Maranhão, que segundo a Polícia Federal, a Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público estadual surrupia recursos públicos da merenda escolar, medicamentos, e do aluguel de máquinas e carros nos municípios maranhenses.

No plantão judicial do último sábado 12, Pacovan foi solto pelo desembargador Jorge Rachid Mubarak Maluf, sob a alegação de que possui residência fixa, ocupação, e que o crime pelo qual ele é acusado, peculato-furto na forma tentada, não caracteriza a necessidade de manutenção de sua prisão.

Esta é a quarta vez que Josival Cavalcante da Silva é solto pela Justiça após ser preso, baseado em robustez de provas, por agiotagem.

PF desqualificada

Apontado pela PF, Polícia Civil e Gaeco como o maior agiota do Maranhão, Pacovan conheceu as grades pela primeira vez em maio de 2011, no bojo da Operação Usura, da Polícia Federal. Na época, segundo as investigações, ele havia movimento cerca de R$ 25 milhões em apenas dois anos, em organização criminosa que envolvia oito prefeitos, entre eles Raimundo Lisboa (Bacabal); Raimundo Galdino Leite, o Boca Quente (São João do Paraíso); Nilton Ferraz (Santa Luzia do Paruá); e Raimundo Sampaio, o Natim (Zé Doca). Somente da Prefeitura de São João do Paraíso, a PF encontrou o total de 91 cheques no cofre de Pacovan.

Já solto, em setembro de 2013, a Polícia Federal voltou a prender o agiota, durante a Operação Usura II, após quebra de sigilos bancários de três contas movimentadas por ele apontarem que pelo menos R$ 12 milhões das prefeituras de Bacabal e Zé Doca foram parar em uma outra conta sua. Na época, além Pacovan, a PF também levou Edna Cavalcanti, sua esposa. De oito, a lista de prefeituras operadas subiu para 20, incluindo como principais movimentadoras as de Bacabal, Cururupu, Zé Doca, Caxias e Paço do Lumiar.

Depoimentos pra cá, depoimentos pra lá, e poucos dias depois Pacovan voltou às ruas, por onde permaneceu livre até maio de 2015.

Polícia Civil e Gaeco desqualificados

Em ação conjunta da Polícia Civil do Maranhão e o Gaeco, Josival Cavalcante da Silva voltou a ser preso durante as operações Morta-Viva e Maharaja, por operações com recursos - desta vez não federais - movimentados pelos prefeitos Richard Nixon (Bacuri) e Edvan Costa (Marajá do Sena), e os ex-prefeitos Perachi Roberto de Farias Morais (Marajá do Sena) e Raimundo Nonato Sampaio (Zé Doca), além de empresários.

A lista de prefeituras envolvidas na organização criminosa subiu novamente, passando para 42 - e já deveria ter subido para 52 -, mais cheques e documentos de prefeituras e empresas foram encontrados do cofre de Pacovan, que foi solto novamente pela Justiça após poucos dias de depoimentos. Nesta operação, somente da Prefeitura de Santa Inês foram encontrados 23 cheques no cofre do agiota.

Preso outra vez em meados de novembro passado, novamente pela Polícia Civil - juntamente com outro agiota, Eduardo Barros, o Imperador; e o ex-prefeito de Bacabal, Raimundo Lisboa -, ele voltou a passar alguns dias detido para prestação de depoimento, mas já está solto de novo, por o desembargador Jorge Rachid entender que, conforme a decisão que também soltou o ex-tesoureiro da Prefeitura de São Mateus, Washington José Oliveira Costa, não houve crime algum da quadrilha pelo fato dos cheques roubados da prefeitura não terem sido sacados.

Roberto Rocha diz que esposa vai questionar PF sobre inquérito da Sermão aos Peixes
Política

Ana Cristina Ayres Diniz teve seu nome relacionado em esquema de corrupção em Balsas. Descoberta foi feita em interceptação telefônica de acusados

O senador Roberto Rocha (PSB-MA) divulgou nota, no início da noite dessa quarta-feira 2, na qual rebate revelação feita pelo Atual7 sobre as suspeitas de que sua mulher, Ana Cristina Ayres Diniz, segundo relatório da Polícia Federal relacionado à Operação Sermão aos Peixes, tenha recebido propina e participado de um esquema de superfaturamento de licitação encabeçado por investigados pela PF.

Roberto Rocha divulgou nota em que acusa a Polícia Federal de fazer interpretações absurdas feitas sem qualquer fundamento na realidade dos fatos
Divulgação Sermão ao Peixes Roberto Rocha divulgou nota em que acusa a Polícia Federal de fazer interpretações absurdas feitas sem qualquer fundamento na realidade dos fatos

Na nota, que pode ser conferida na íntegra ao lado, Rocha nega as acusações contra a sua esposa, alegando que Ana Cristina Diniz nunca exerceu cargo público em qualquer esfera de governo e que ela não conhece as duas pessoas da gravação. “Diante da gravidade dos fatos maldosamente imputados a ela”, diz, um advogado foi constituído para questionar a legitimidade da escuta contida no inquérito da Polícia Federal.

Ele promete ainda acionar a imprensa na Justiça por ter divulgado o trecho do relatório em que sua mulher é apontada como participante do esquema de corrupção.

Procurada pelo Atual7 desde a deflagração da Operação Sermão aos Peixes, a Polícia Federal tem alegado não que omite declaração a respeito de operações que estão em andamento e revestidas em sigilo, no caso as interceptações telefônicas. Resta saber se agora seguirá com a mesma linha ou adotará outra, por ser tratar de respostas à mulher de um senador da República.

Pote

Em conversa telefônica com o sócio da Centro de Medicina Clínica Ltda, interceptada pela Polícia Federal com autorização da Justiça no início de dezembro do ano passado, o empresário Charles Miranda Lopes menciona, segundo a PF, a esposa do senador maranhense, cunhada do prefeito de Balsas, Luís Rocha Filho, o Rocinha (PSB), ao comentar que pagava propina para uma agente do município por conta da licitação fraudulenta e do esquema de superfaturamento de biópsias realizadas rede pública de saúde do município.

Para a Polícia Federal, essa pessoa seria a mulher do senador Roberto Rocha, que era tratada por Charles como “secretária de saúde de Balsas”, que “gosta de um pote”.

Família suspeita

Esta não é a primeira vez que um familiar de Roberto Rocha tem o nome envolvido em esquema de corrupção desbaratado pela polícia.

Em maio deste ano, durante as operações "Morta Viva" e "Maharaja", que investiga crimes de agiotagem nas prefeituras do Maranhão, homens da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e do Grupo de Atuação Especial no Combate a Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão encontraram um cheque de 120 mil reais, pertencente ao vereador Roberto Rocha Júnior (PSB), filho do senador maranhense, no cofre do agiota Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido como Pacovan.

Até hoje o Rocha Júnior nunca se manifestou, mas o seu pai, provocado por um seguidor numa rede social, em ação semelhante a esta tomada contra a Polícia Federal, chegou a achacar o governo Flávio Dino e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), comandada pelo delegado Jefferson Portela, prometendo ir a SSP saber qual o "agente público canalha" que vazou a cópia do cheque de seu filho para setores da imprensa maranhense.

Após o achaque, de la pra cá, o achado no cofre de Pacovan foi aparentemente esquecido pela Polícia Civil - e provavelmente até devolvido.

Vídeo: ex-tesoureiro da Prefeitura de São Mateus envolvido em agiotagem é algemado
Política

Washington Oliveira Costa foi preso na madrugada de sexta-feira 20. Ele é autor de uma das assinaturas em cheques da prefeitura encontrados com Pacovan

O vídeo abaixo, gravado pela equipe de reportagem da TV Difusora de Bacabal, mostra o momento exato em que o ex-tesoureiro da Prefeitura de São Mateus, Washington José Oliveira Costa, chega à cidade de Bacabal, especificamente no Socorrão, no último sábado 21, para fazer exame de corpo de delito antes de ser transferido para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.

Conforme revelado pelo Atual7, o ex-auxiliar teve prisão decretada e foi capturado pela Polícia Civil na madrugada de sexta-feira 20, um dia antes, durante operação da Superintendência de Combate a Corrupção (Seccor) contra a Máfia da Agiotagem no Maranhão.

Um fato curioso é que no dia da prisão, segundo fontes, Washington Oliveira Costa estava de posse de um aparelho de notebook dentro do veículo que conduzia. Apesar de em todas as operações a polícia ter o histórico de apreender esse tipo de equipamento para averiguações, este caso em especial não houve apreensão do aparelho, que, ainda segundo fontes, contém informações sigilosas de toda a suposta transação do prefeito Miltinho Aragão com agiotas que teriam financiado sua campanha em 2012.

Cheques da Prefeitura de São Mateus

Durante as operações “Maharaja” e “Morta-Viva”, homens da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público encontraram no cofre do agiota Josival Cavalcanti, o Pacovan, vários cheques e documentos, dentre eles duas folhas de cheque do Banco do Brasil pertencentes a Prefeitura de São Mateus, assinado nos dias 31 de março e 30 de abril deste ano, no valor de R$ R$ 106.667,00 cada.

Cheque que estava em posse de Pacovan tem outra assinatura, além da feita pelo ex-tesoureiro da Prefeitura de São Mateus
Divulgação E a outra pessoa? Cheque que estava em posse de Pacovan tem outra assinatura, além da feita pelo ex-tesoureiro da Prefeitura de São Mateus

Em nota pública, divulgada após o vazamento das folhas apreendidas pela polícia, Washington Oliveira Costa assumiu a culpa pelo repasse do cheque a Pacovan e disse que o prefeito Miltinho Aragão (PSB), que é aliado e ex-sócio do governo Flávio Dino (PCdoB), não havia autorizado a operação.

Além da assinatura de Washington Oliveira Costa, porém, uma outra assinatura também consta nas duas folhas de cheque pertencentes a Prefeitura de São Mateus. Estranhamente, diferente de outras ações contra a agiotagem, a Polícia Civil vem mantendo-se em silêncio em relação a esta segunda pessoa. Nem mesmo a prisão do ex-tesoureiro foi divulgada pelo Palácio dos Leões.

Em São Luís desde o dia da prisão do ex-auxilar, o prefeito de São Mateus voltou a cidade ontem 23, com a garantia de que Washington Oliveira Costa sairá de Pedrinhas até, no máximo, a próxima quinta-feira 26.

Máfia da Agiotagem: Polícia prende ex-tesoureiro da Prefeitura de São Mateus
Política

Cheques da prefeitura foram encontrados em posse do agiota Pacovan. Ex-auxiliar assumiu a culpa pelo repasse

Foi preso preventivamente, nessa sexta-feira 20, em operação contra a Máfia da Agiotagem, o ex-tesoureiro da Prefeitura de São Mateus, Washington José Oliveira Costa. Um pedido de prisão contra ele já havia sido expedido há dias, mas só ontem ele foi localizado.

Ele foi levado direto para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Cheque da Prefeitura de São Mateus que estava em posse de Pacovan foi assinado por duas pessoas
Divulgação Agiotagem Cheque da Prefeitura de São Mateus que estava em posse de Pacovan foi assinado por duas pessoas

Durante as operações “Maharaja” e “Morta-Viva”, homens da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público encontraram no cofre do agiota Josival Cavalcanti, o Pacovan, vários cheques e documentos, dentre eles duas folhas de cheque do Banco do Brasil pertencentes ao município, assinado nos dias 31 de março e 30 de abril deste ano, no valor de R$ R$ 106.667,00 cada.

Em nota pública, o ex-auxiliar assumiu a culpa pelo repasse do cheque a Pacovan e disse que o prefeito Miltinho Aragão (PSB) não havia autorizado a operação.

Além da assinatura de Washington José Oliveira Costa nas duas folhas de cheque, uma outra assinatura também estava no documento. Questionado pelo Atual7 se, por conta do "Aragão", a outra assinatura era do chefe do Executivo - que é aliado do governador Flávio Dino (PCdoB) -, o delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros, não soube informar. Foi tentado contato com o delegado Lawrence Melo Pereira, da Superintendência de Combate a Corrupção (Secor), mas ele não atendeu as chamadas e nem retornou contato.

O prefeito Miltinho Aragão (PSB) está em polvorosa e se articula para tirar Washington Oliveira Costa de Pedrinhas ainda hoje. Miltinho tenta evitar que a esposa do ex-tesoureiro de São Mateus conte à imprensa o que sabe sobre o caso.

Raimundo Lisboa, Eduardo DP e Pacovan são presos em operação contra agiotagem
Política

Todos foram conduzidos para a Seic, em São Luís. Após depoimento, serão encaminhados para Pedrinhas

A Polícia Civil do Estado do Maranhão, por intermédio da Superintendência de Combate à Corrupção, deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira 18, mais uma operação contra agiotagem.

Nesta etapa, denominada El Berite II, foram presos, em cumprimento a mandados de prisão preventiva, o ex-prefeito de Bacabal, Raimundo Lisboa; o agiota Josival Cavalcanti, conhecido por Pacovan, e sua esposa Edna Pereira; o agiota Eduardo José Barros Costa, conhecido por Eduardo DP, mas que se intitula Eduardo Imperador; além de Aldo Araujo de Brito, ex-secretário municipal de Bacabal e Gilberto Ferreira, ex-tesoureiro na gestão de Raimundo Lisboa.

Também teve prisão decretada o agiota Gláucio Alencar, mandante do assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá.

Segundo investigações da Superintendência de Combate à Corrupção, eles são responsáveis por desvios de 4,5 milhoes de reais. Após depoimento na Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), em São Luís, todos devem ser encaminhados direto para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Agressões e protesto marcam visita de Flávio Dino ao município de São Mateus
Política

Manifestantes estamparam em faixas cópia de um dos cheques do Executivo municipal encontrados pela polícia com o agioata Pacovan

O governador Flávio Dino (PCdoB) foi recebido com protestos na cidade de São Mateus, no sábado 22, durante visita ao município comandado pelo aliado e ex-sócio Miltinho Aragão (PSB). De helicóptero, o comunista pousou em um terreno pertencente ao gestor, já cercado por jagunços, que impediram que professores em greve pudessem se aproximar do governador.

Miltinho, que teve dois cheques da Prefeitura de São Mateus encontrados pela polícia no cofre do agiota Pacovan, deveria estar sendo investigado e até já ter sido preso, mas segue livre das grades por proteção do Palácio dos Leões.

Os protestos foram organizados em parte pelo Força Sindical, que é ligada ao Solidariedade, partido comandado no Maranhão pelo secretário de Estado de Industria e Comércio, Simplício Araújo.

Aproveitando a passagem do governador pela cidade, e pela proteção dada por este ao prefeito Miltinho Aragão, os professores estamparam em dezenas de faixas uma das cópias dos dois cheques pertencentes ao município encontrados com o agiota.

Faixas com o alerta "prefeito o dinheiro é nosso e não do Pacovan" e de pedidos de "socorro" a Flávio Dino também foram levadas. Assim que o helicóptero de Flávio Dino pousou, os manifestantes levantaram as palavras de ordem "prefeito a culpa é sua, professora na rua".

Confusão e pancadaria

Segundo relatos de testemunhas ao Atual7, o presidente e o advogado da Força Sindical no Maranhão, respectivamente, Frazão Oliveira e Danilo Cosse; o presidente do Sindicato dos Professores Municipais de São Mateus (SINDSEMA), Ribamar Martins; e o diretor da Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais do Estado do Maranhão (FETRACSE), Fernando Beserra, foram agredidos por jagunços de Miltinho Aragão por se aproximarem do governador.

Um dos jagunços, segundo as testemunhas, seria sobrinho do prefeito de São Mateus, que durante a confusão teria desferido um suco do rosto do advogado Danilo Cosse.

Agiotagem: preso volta a comandar município após decisão relâmpago de desembargador
Política

Richard Nixon foi parar atrás das grades juntamente com o agiota Pacovan, no início do maio

Apesar do governador Flávio Dino (PCdoB) prometer durante o discurso de posse que o seu governo engrossaria o caldo contra a corrupção, a operação contra agiotagem e desvio de recursos em municípios maranhenses, deflagada no início de maio, parece ter resultado em nada.

O desembargador Lourival Serejo, que voltou Nixon ao comando de Bacuri em decisão relâmpago
Tribunal de Justiça MA É vapt, e vupt O desembargador Lourival Serejo, que voltou Nixon ao comando de Bacuri em decisão relâmpago

Menos de dois meses após ser preso por homens da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), como um dos integrantes da quadrilha do agiota Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido como "Pacovan", o vice-prefeito de Bacuri, Richard Nixon (PMDB), que passou apenas 10 dias vendo o sol nascer quadrado, além de se encontrar solto, voltou a comando do município após decisão relâmpago do desembargador Lourival de Jesus Serejo Sousa, vice-presidente e corregedor do TRE-MA.

De acordo com o Blog do Luís Pablo, que revelou a agilidade de Serejo a volta de Nixon aos cofres de Bacuri, a decisão do magistrado tem o total de 15 laudas e o tempo recorde de apenas 1h11min para retornar o envolvido com agiotagem e outras maracutais ao cargo.

Outro fato grave também chama a atenção. Segundo o blogueiro, o processo teria subido já concluso ao gabinete do desembargador no TJ-MA, mesmo estando Lourival Serejo, quando saiu a decisão, presente na sessão do TRE-MA.

Como o desembargador não é o The Flash – o homem mais rápido do mundo; personagem de uma série da TV americana -, e nem tem poderes para quebrar o princípio da impenetrabilidade da matéria, que diz que um corpo não pode ocupar ao mesmo tempo dois lugares distintos no espaço, ele terá de explicar como conseguiu estar em dois lugares ao mesmo tempo.

Do contrário, cairá a forte suspeita de que a decisão já estava pronta, sem Lourival Serejo sequer ter lido o processo, mas apenas assinado uma liminar em favor de um acusado pela Polícia Civil do Maranhão de sagrar os cofres públicos.

O caso é grave e deve chegar ao conhecimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Proteção dos Leões

Um dia após a prisão de Nixon e Pacovan, o governador Flávio Dino declarou nas redes sociais que a agiotagem e a corrupção prosperaram no Maranhão porque tinham proteção no Palácio dos Leões, e que no atual governo essa proteção não existe, e que, por isso, a polícia pode agir.

Alegando que cada Poder é responsável pela tomada de suas ações, o comunista explicou que "quem decide sobre prisões é o Poder Judiciário. Livremente. Cabe a Polícia fornecer provas contra corruptos".

Como o vendedor de notas frias ganhou uma decisão relâmpago, é amigo de um deputado aliado ao Palácio dos Leões e está tão solto que voltou ao comando da Prefeitura de Bacuri, parece que a polícia no atual governo não forneceu provas suficientes contra ele.

Assessor de Márcio Jerry e dono de cheques encontrados com Pacovan são sócios em construtora fantasma
Política

Walter França Júnior é sócio de Uthan Avelino Carvalho na Construtora Ramos França Ltda, investigada pelo MP-MA por suspeita de participação em esquema fraudulento

É delicada e cada vez mais próxima a relação do secretário de Articulação Política e Assuntos Federativos, Márcio Jerry Barroso, com donos de cheques encontrados por homens da Polícia Civil e da Gaeco no cofre do agiota Josival Cavalcanti da Silva, o Pacovan, no bojo das Operações “Maharaja” e “Morta-Viva”.

Além de José Wellington da Silva Leite, filho da ex-prefeita de Vargem Grande, Maria Aparecida da Silva Ribeiro, e superintendente da pasta comandada por Jerry, a nomeação de um outro assessor na Articulação Política também deve ser investigada pela comissão de delegados e de promotores que apura o envolvimento de políticos e empreiteiros na máfia da agiotagem - e que pode de forma independente investigar, inclusive, se o próprio governador Flávio Dino (PCdoB) não é, ou foi, um dos beneficiados no esquema criminoso.

Walter França Júnior, ao lado do senador Roberto Rocha, do governador Flávio Dino, e do sua esposa, a vice-prefeita de Godofredo Viana, Karinne Silva Andrade (de óculos)
Todos Pelo Maranhão Mais do que uma foto de campanha Walter França Júnior, ao lado do senador Roberto Rocha, do governador Flávio Dino, e do sua esposa, a vice-prefeita de Godofredo Viana, Karinne Silva Andrade (de óculos)

Trata-se de Walter França Silva Júnior, marido da vice-prefeita do município de Godofredo Viana, Karinne Silva Andrade (PDT), nomeado por Dino desde o dia 16 de janeiro de 2015, mas com efeitos retroativos ao 1º dia do mesmo mês, no cargo de Assessor Especial, simbologia DGA, uma das mais bem pagas pelo poder público estadual.

Conforme denunciado pelo Atual7, com exclusividade, desde o início do ano, Walter França Júnior é um dos donos da construtora fantasma Ramos França Ltda, registrada no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) com endereço onde, na verdade, existem apenas residências. O outro sócio da Ramos França é Uthan Avelino de Jesus Carvalho, que teve três folhas de cheques em seu nome encontrados pela Polícia Civil e pela Gaeco no cofre do agiota Pacovan durante operação contra agiotagem no início de maio.

Por coincidência - ou não! -, é ex-secretário de Saúde do município de Santa Rita, administrado por Antonio Cândido Santos Ribeiro, o Tim (PRB), que poucos meses antes da nomeação do assessor especial de Márcio Jerry, fechou um contrato entre a prefeitura e a Construtora Ramos França para locação de máquinas pesadas - um dos escorredouros de verba desviada pela agiotagem -, no valor de R$ 1.228.680,00 (um milhão, duzentos e vinte e oito mil, seiscentos e oitenta reais).

Questionado pelo Atual7 sobre os critérios adotados para a nomeação de Walter França Júnior para o cargo, o secretário de Articulação Política negou informações que, pela Lei de Acesso à Informação, deveriam ser públicas, mas acabou deixando vazar que o cargo dado ao sócio do Uthan Avelino Carvalho teria sido por indicação de alguém, que não quis declinar o nome.

- Foi uma indicação que eu acolhi. Isso é um assunto particular. O critério adotado foi o que é adotado pra todo mundo que é cargo de comissão. Ele foi sugerido, foi apreciado o curriculum, e ele foi incorporado a uma equipe técnica da Secretaria. Eu não devo essa satisfação a você. Quem me indicou... Imagina só?! Eu não reforço ilações patrulheiras - respondeu Jerry.

Pela rede que envolve Uthan Avelino Carvalho, Walter França Júnior, a construtora fantasma e três folhas cheques encontrados em posse de Pacovan, há suspeitas agora de que a indicação para Jerry tenha partido do próprio agiota, o que deve ser investigado pela Polícia Civil e pela Gaeco.

Construtora fantasma

Suspeitas de irregularidades levaram o MP-MA a investigar  o contrato firmado entre a empresa de Walter França Júnior e a Prefeitura de Santa Rita
Diário Oficial do MA No flagra! Suspeitas de irregularidades levaram o MP-MA a investigar o contrato firmado entre a empresa de Walter França Júnior e a Prefeitura de Santa Rita

Apesar de declarar à Receita Federal, Junta Comercial do Estado do Maranhão (Jucema), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) do Maranhão e até à Prefeitura de Santa Rita que suas atividades funcionam na Rua Castelo Branco, S/N, Centro de Santa Rita, a empresa pertencente ao assessor especial de Márcio Jerry e ao dono de três folhas cheques encontrados no cofre do agiota Pacovan não existe no local informado em sua documentação.

Ao tentar encontrar a empreiteira, a reportagem constatou que no endereço existem apenas residências, e nenhum dos moradores na área soube informar sobre a existência da Construtora Ramos França, que é ainda acusada pelo Ministério Público - com mais outras três empresas - de participar de um esquema fraudulento que envolve a construção de estradas vicinais, construção de uma ponte, prestação de serviços de locação de máquinas pesadas e serviços de limpeza pública no município de Santa Rita.

Agiotagem e avião não declarado

A ligação de Walter França Júnior com o governo Flávio Dino não se iniciou apenas quando de sua nomeação.

Durante a campanha eleitoral de 2014, a presença do sócio de Uthan Avelino Carvalho - que teve dois cheques encontrados com Pacovan, pisa-se - e de sua mulher, Karinne Silva Andrade, com o então candidato comunista foi sempre bastante constante.

O perfil de Karinne Andrade em uma rede social, por exemplo, onde se identifica como advogada da Secretaria de Estado de Infraestrutura, contém dezenas de registros dela e de seu marido ao lado do governador do Maranhão, inclusive um de um avião utilizado na campanha rumo ao comando da caneta dos Leões, porém não declarado na prestação de contas à Justiça Eleitoral.

Curiosamente, o senador Roberto Rocha, do PSB, também aparece nessa foto. Ele é pai do vereador por São Luís Roberto Rocha Júnior, também do PSB, outro que teve cheque encontrado pela Polícia Civil e pela Gaeco dentro do cofre do agiota Pacovan.

Vaza a lista de cheques e cartões de políticos e empreiteiros encontrados no cofre de Pacovan
Política

Cunhado de deputado federal, irmão de prefeito e ex-presidente da Câmara Municipal de São Luís devem ser chamados para depor na Seic

O Blog do Neto Ferreira divulgou, nesta quinta-feira (21), com exclusividade, a lista completa dos talões e folhas de cheques; cartões de crédito e de débito; notas promissórias e pastas de documentos de compra e venda de imóveis de políticos, prefeituras, empresas e empreiteiros, encontradas por homens da Polícia Civil e da Gaeco no cofre do agiota Josival Cavalcanti da Silva, o Pacovan, durante as Operações “Maharaja” e “Morta-Viva”.

Entre os nomes divulgados, destacam-se o do cunhado do deputado federal Zé Carlos do PT, Uthan Avelino de Jesus Carvalho; do irmão do prefeito de Pedro do Rosário e suplente de deputado estadual, Domingos Erinaldo Sousa Serra, o Toca Serra (PTC); do assessor de Márcio Jerry, José Wellington da Silva Leite; dos vereadores de São Luís, Roberto Rocha Júnior (PSB) e Isaías Pereirinha (PSL); e da Prefeitura de São Mateus, comandada pelo aliado e ex-sócio de Flávio Dino, Miltinho Aragão. Entre as empresas, há cheques da Agropol Agropecuária e Projetos; R2FC Engenharia e Arquitetura Ltda; Lastro Engenharia Incorporações Ltda; Premier Serviços Gerais Ltda; e Alcino Automóveis Comis de Veículos.

Segundo declarou ao Atual7 o delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros, "todos que tiveram documentos apreendidos com o agiota serão ouvidos a respeito". Ainda segundo Barros, todos devem depor na Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) ainda este ano.

A lista completa dos cheques, cartões de crédito e de débito, notas promissórias e pastas de documentos de compra e venda de imóveis encontrados em poder do agiota Pacovan pode ser acessada diretamente no Blog do Neto Ferreira.

Agiotagem: Polícia encontra cheque de assessor de Márcio Jerry no cofre de Pacovan
Política

Filho da ex-prefeita de Vargem Grande, Maria Aparecida Ribeiro, Wellington Leite é superintendente da Secretaria de Estado de Articulação Política

José Wellington da Silva Leite, filho da ex-prefeita de Vargem Grande, Maria Aparecida da Silva Ribeiro, pode ser o próximo investigado pela Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) a ser levado à delegacia dentro de um camburão, a exemplo do que ocorreu, nessa segunda-feira (19), com o ex-prefeito de Bacabal, Raimundo Lisboa, também suspeito de envolvimento na Máfia da Agiotagem.

Wellington Leite e a mãe, Maria Aparecida, durante a campanha eleitoral de Flávio Dino e Roberto Rocha
Divulgação Governador e o ex-dono do cheque, agora de Pacovan Wellington Leite e a mãe, Maria Aparecida, durante a campanha eleitoral de Flávio Dino e Roberto Rocha

De acordo com publicação do Blog do Neto Ferreira, Wellington Leite teve um cheque, da Caixa Econômica Federal (CEF), encontrando pela polícia dentro do cofre do agiota Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido no mercado financeiro paralelo como "Pacovan". Apenas os campos do valor e da assinatura foram preenchido, levantando a suspeita de que a folha seria resgatada.

Aliado do governador Flávio Dino, do PCdoB, o filho da ex-prefeita de Vargem Grande foi sinecurado no Estado, desde o dia 19 de janeiro - mas com efeito retroativo ao 1º dia do mesmo mês - no pomposo cargo de superintendente da Secretaria de Estado de Articulação Política e Assuntos Federativos, pasta comandada pelo comunista Márcio Jerry Barroso. A mãe de Wellington Leite, curiosamente, é conhecida no estado como campeã de ações do Ministério Público por escamoteamento de dinheiro público.

Questionado pelo blogueiro Neto Ferreira sobre o investigado pela comissão de agiotagem estar nomeado na Articulação Política do governo, Jerry desconversou, mas acabou revelando que se manifestará após tomar conhecimento oficial do caso, isto é, após a Polícia Civil abrir para ele a lista dos investigados, o que é ilegal.

Agiotagem de Todos Nós

Wellington Leite não é o primeiro aliado do governador do Maranhão a ter folhas de cheque encontradas em posse do agiota Pacovan, porém é mais um que continua a solto.

No último dia 4, durante as Operações “Maharaja” e “Morta-Viva”, também foram encontrados duas folhas de cheques pertencentes à Prefeitura de São Mateus, comandada pelo ex-sócio de Flávio Dino, Miltinho Aragão; e uma folha de cheque pertencente ao vereador Roberto Rocha Júnior, filho do senador Roberto Rocha, todos do PSB.

Únicos datados, os cheques de Miltinho foram assinados no mês de abril deste ano, o que confirma que, no governo Flávio Dino, a agiotagem continua rolando solta e corroendo os cofres de prefeituras do Maranhão, a exemplo do que ocorria no governo anterior, da peemedebista Roseana Sarney.

Política

Segundo a polícia, outras quatro pessoas também foram presas na Operação “El Berite”

Ex-prefeito de Bacabal preso por suspeita de agiotagem
Divulgação/ Polícia Civil El Berite Ex-prefeito de Bacabal preso por suspeita de
agiotagem

O ex-prefeito de Bacabal, Raimundo Lisboa, foi preso na manhã desta terça-feira (19), em mais uma operação da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público (MP) Estadual no combate à agiotagem.

Raimundo Lisboa foi prefeito do município entre 2004 e 2012 e também foi ex-presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem).

Durante a Operação “El Berite” foram presos ainda outras quatro pessoas, todas ligadas à prefeitura: Manoel Moura Macedo, Ezequiel Farias e Francisco Soares e Aldo Araújo Brito, ex-presidente da comissão de licitação de Bacabal. Foi realizada, também, a prisão coercitiva de Maria do Carmo Xavier.

Todos eles serão conduzidos para a Seic.

O ex-prefeito de Bacabal mantinha negócios permanentes com o agiota Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido no mercado financeiro paralelo como "Pacovan", a quem entregava cheques em branco da Prefeitura de Bacabal e, inclusive bens, patrimoniais, como uma fazenda no povoado São Paulo Apóstolo.

Além de Pacovan, outro agiota, Gláucio Alencar, que permanece preso como um dos mandantes do assassinato do jornalista Décio Sá, também tinha negócios na agiotagem com Raimundo Lisboa.

Agiotagem no Maranhão

As operações "El Berite", "Morta Viva", "Maharaja" e "Imperador", são desdobramentos da "Operação Detonando", realizada em 2012 após o assassinato do jornalista Décio Sá.

Na época, a polícia descobriu que o que motivou o assassinato foi uma postagem, no "Blog do Décio", referente à morte do agiota Fábio Brasil, no Piauí.

Imagem da fazenda Santa Teresinha, localizada no povoado São Paulo Apóstolo, entregue por Lisboa ao agiota Pacovan
Blog do Louremar Fernandes Nas mãos da agiotagem Imagem da fazenda Santa Teresinha, localizada no povoado São Paulo Apóstolo, entregue por Lisboa ao agiota Pacovan