Josinha Cunha
Justiça suspende licitação em Zé Doca por suspeita de fraude
Política

Município é controlado pelo deputado Josimar de Maranhãozinho. Prefeita é irmã do parlamentar

Um pregão eletrônico de licitação para contratar empresa para o fornecimento de oxigênio medicinal para o hospital municipal de Zé Doca, cidade localizada na região Oeste Maranhense, foi interrompido pela Justiça na semana passada devido a suspeita de fraude. A informação é do Blog do Guilherme Seba.

A suspensão foi determinada pela juíza Denise Pedrosa Torres, que cuida da 1ª Vara da Comarca de Zé Doca. A magistrada atendeu a pedido de tutela de urgência pleiteado pela empresa B C Rodrigues, com sede em São Luís, que impetrou com mandado de segurança pela suspensão do processo licitatório.

Segundo a assessoria jurídica da empresa, o pregoeiro da Comissão Permanente de Licitação (CPL) da cidade, Herbet Costa Pereira Júnior, e a prefeita Maria Josenilda Cunha Rodrigues, a Josinha (PR), teriam cometido ato ilegal e arbitrário.

Eles têm o prazo de 10 dias, que encerra-se na semana que vem, para prestarem informações a respeito do caso.

O município é controlado pelo deputado Josimar de Maranhãozinho. Ele é irmão de Josinha Cunha e presidente do PR no estado.

Josimar, Detinha e Josinha Cunha tentaram habeas corpus para evitar prisão
Política

Pedido foi feito ao TRF 1. Outras pessoas ligadas a Maranhãozinho também recorreram ao tribunal com medo de serem presas

O deputado estadual Josimar Cunha Rodrigues, o Josimar de Maranhãozinho ou Moral da BR (PR), que foi beneficiado com R$ 150 mil doados pela empresa Ecovix, envolvida na Lava Jato, impetrou pelo menos dois habeas corpus no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região para evitar ser preso pela Polícia Federal (PF).

Baixe o primeiro habeas corpus impetrado por Josimar de Maranhãozinho
Baixe o segundo habeas corpus impetrado por Josimar de Maranhãozinho

Josimar de Maranhão e a esposa, a ex-prefeita de Centro do Guilherme, Detinha. Ambos tentaram evitar prisão pela PF com o habeas corpus
Divulgação Casal metralha Josimar de Maranhão e a esposa, a ex-prefeita de Centro do Guilherme, Detinha. Ambos tentaram evitar prisão pela PF com o habeas corpus

A ação ocorreu em janeiro de 2013, logo após ele e outras dez pessoas haverem sido indiciados pela PF pelos crimes de corrupção passiva, prevaricação, concussão, peculato e formação de quadrilha ou bando, durante a Operação COPII — cupim, em tupi-guarani —, deflagrada meses antes com o objetivo de reprimir a prática de extração irregular de madeira em terras indígenas localizadas nos municípios de Maranhãozinho e Centro do Guilherme, região Oeste do Maranhão.

Além de Josimar, os habeas corpus para evitar prisão pela Polícia Federal também abrigavam a ex-prefeita de Centro do Guilherme, Maria Deusdete Lima, a Detinha, esposa do parlamentar; e Maria Josenilda Cunha Rodrigues, a Josinha Cunha, prefeita de Zé Doca e irmã de Josimar de Maranhãozinho.

Os pedidos abrigavam, ainda, a secretária de Administração de Maranhãozinho, Vera Maria Xavier Silva; e Luciana Macedo Barbosa, ex-presidente da CPL do município de Maranhãozinho, atualmente nomeada no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

Quase todos são filiados ao Partido da República, que tem Josimar como presidente estadual.

Além de fuga à possível prisão, eles tentavam adiar depoimentos perante o delegado de polícia responsável pela operação COPII, Alexandre Lucena. Contudo, ao julgar os pedidos, o desembargador federal Hilton Queiroz negou-lhe seguimento. Segundo Queiroz, por a parte coatora ser delegado da Polícia Federal, o habeas corpus não era de competência daquela Corte.

Ao ATUAL7, o advogado Rogério Chaves Souza, do escritório Carlos Sérgio de Carvalho Barros – Advogados Associados, que defendeu o clã Cunha na processo, informou que não atende mais a conta da parte criminal no escritório. A reportagem tentou contato com o advogado Carlos Sérgio, mas ele não retornou. O deputado Josimar e os demais pacientes do habeas corpus não foram localizados até a publicação desta matéria.

Operação COPII

De acordo com as investigações da PF, o deputado estadual mais votado do Maranhão era o cabeça da organização criminosa que cobrada uma taxa para a entrada de caminhões na Reserva Indígena Alto Turiaçu, para extração de grande quantidade de madeira de forma ilegal.

À época da operação, a PF chegou a cumprir mandatos de busca e apreensão na prefeitura de Maranhãozinho e no escritório do Josimar, em São Luís. Ele e a esposa, Detinha, chegaram se evadir do local com a chegada da polícia.

Zé Doca: “acordaço” aumenta salários de prefeita eleita, vice, vereadores e secretários
Política

Todos receberão acima da remuneração do governador do Maranhão, que é de pouco mais de R$ 15,4 mil

Um “acordaço” promoveu o aumento salarial da prefeita eleita de Zé Doca e irmã do deputado estadual Josimar de Maranhãozinho, o Moral da BR (PR), Maria Josenilda Cunha Rodrigues, a Josinha Cunha (PR); da vice-prefeita eleita, Ana Angélica Moura Sampaio (PSD); dos vereadores eleitos e reeleitos da Câmara; e de todos os futuros secretários do município.

O aumento foi aprovado, em unânime, pelo Plenário da Câmara de Vereadores da cidade, há pouco mais de um mês. Pelo acerto, os vencimentos da prefeita e vice eleitas teve um aumento de 25%; do secretariado o acréscimo de 71%; além de 85% nos salários dos próprios vereadores – isso tudo para participar de apenas uma sessão por semana.

Pela proposta, em vez de receber 16 mil mensais reais, Josinha Cunha passará a receber 20 mil reais; e Ana Sampaio passará de 8 mil reais para 10 mil reais. Os parlamentes da cidade, que atualmente ganham 6 mil reais, passarão a receber 11 mil reais. Já o salário dos secretários municipais pula de 3,5 mil reais para 6 mil reais.

O projeto foi elaborado e sancionado pela própria Câmara de Vereadores. De acordo com a Lei Orgânica do município, o texto não precisa ir à sanção do Poder Executivo municipal para entrar em vigor. Pelo texto, o reajuste passa a valer a partir de janeiro de 2017. Se sancionado, todos passarão a ganhar acima da remuneração do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que atualmente recebe pouco mais de 15,4 mil reais.

Revoltada, a população de Zé Doca tem colhido assinaturas para derrubar o aumento. Mais de 2 mil pessoas já assinaram uma petição popular que dará origem a uma ação na Justiça.