Josimar de Maranhãozinho
Maranhãozinho adota silêncio após ser alvo de pedido de investigação
Política

Deputado é alvo de notícia-crime ingressada pelo seu novo desafeto, Aluísio Mendes, por suposta falsificação de documentos

Acostumado a responder e atacar até magistrados sempre que colocado sob suspeita, o deputado estadual Josimar Cunha Rodrigues, o Josimar de Maranhãozinho ou Moral da BR, recuou do tradicional estilo cabra-macho e adotou o silêncio sepulcral após ser alvo de pedido de investigação, feito pelo deputado Aluísio Mendes (PODE), seu mais novo desafeto político.

Segundo notícia-crime ingressada por Mendes no Ministério Público Eleitoral (MPE) contra Maranhãozinho, ele teria cometido falsificação de documentos — requisitos para o deferimento do registro de candidatura — nas eleições de 2014, quando apresentou o calhamaço à Justiça Eleitoral.

Um farto material foi anexado ao processo, inclusive assinaturas que seriam do deputado estadual, que é ainda presidente do PR no Maranhão, mas que não coincidem com seu nome ou não são iguais a outras a ele atribuídas. Há ainda um vídeo com sua história de vida, onde ele próprio diz ter estado no estado do Amazonas, mas no mesmo período em uma certidão escolar aponta que estaria estudando em São Luís.

Apesar da gravidade, Josimar de Maranhãozinho ainda não se manifestou da denúncia. Até à tribuna da Assembleia Legislativa, inclusive, ele tem evitado ir.

Aluísio Mendes denuncia Maranhãozinho por suposta falsificação de documentos
Política

Caso será analisado pelo MPE. Notícia-crime tem mais de 130 documentos e uma mídia em vídeo

O deputado federal Aluísio Mendes (PODE) deu entrada em notícia-crime no Ministério Público Eleitoral (MPE) do Maranhão visando à instauração de investigação federal contra o deputado estadual e presidente estadual do PR, Josimar Cunha Rodrigues, o Josimar de Maranhãozinho, por suposta falsificação de documentos apresentados à Justiça Eleitoral para registro de candidatura nas eleições de 2014.

Para a abertura de investigação federal foram apresentados mais de 130 documentos e uma mídia em vídeo em que constam vários elementos que necessitam de profunda averiguação. Há, por exemplo, assinaturas - que seriam de Maranhãozinho - que não coincidem com o nome do deputado estadual ou não são iguais a outras a ele atribuídas.

Na denúncia, é questionada ainda a autenticidade de documentos usados pelo presidente estadual do PR para comprovar a escolaridade declarada à Justiça Eleitoral.

Pelo Código Eleitoral, “falsificar, no todo ou em parte, documento particular ou alterar documento particular verdadeiro para fins eleitorais” é crime sujeito a reclusão de até cinco anos e pagamento de três a 10 dias-multa.

Segundo Aluísio Mendes, a denúncia é gravíssima e merece profunda investigação, pois trata de fatos que não podem ser tolerados ou aceitos, principalmente se cometidos por um homem público.

“Por isso pedimos a investigação e aguardamos as providências dos órgãos competentes, assim como temos agido com relação a todas as denúncias que chegam ao nosso gabinete”, ressaltou.

Márcio Weba e José Auricelio desviaram R$ 205 mil da merenda escolar, aponta CGU
Política

Prefeituras estavam sob o controle dos deputados Hemetério Weba e Josimar de Maranhãozinho quando ocorreram os desvios

Relatório divulgado nessa sexta-feira 18 pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) aponta que as prefeituras de Araguanã e Maranhãozinho desviaram R$ 205 mil da merenda escolar. O dinheiro foi enviado pelo governo federal, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Durante os anos em que ocorreram os desvios, 2012 e 2015, os municípios tinham como mandatários, respectivamente, Márcio Regino Mendonça Weba e José Auricelio de Morais Leandro.

Baixe o relatório completo da CGU

O primeiro tem como padrinho político o próprio pai, o deputado estadual Hemetério Weba Filho (PV). Já o segundo, reeleito em 2016, tem como patrono o deputado estadual Josimar de Maranhãozinho, presidente estadual do PR. Atualmente, é Josimar quem controla os cofres de Araguanã, onde colocou e reelegeu o correlegionário e empregado Valmir Amorim.

Segundo relatório, durante o exercício de 2012, o então prefeito de Araguanã surrupiou mais de R$ 109 mil dos cofres públicos da verba da merenda e ainda superfaturou quase R$ 2,3 mil em contratos para aquisição de gêneros alimentícios. A descoberta foi feita durante investigação da CGU, que detectou ausência de documentos comprobatórios referentes à movimentação de recursos na conta do Pnae. Márcio Weba foi recomendo pelo órgão a ressarcir ao erário o dinheiro público desviado.

Já em Maranhãozinho, município apontado pelo IBGE como um dos mais pobres do país, o prefeito José Auricelio é acusado pela CGU ter de desviado quase R$ 94 mil dos recursos do Pnae, dinheiro enviado para a compra da merenda escolar. Ele também recebeu a recomendação do órgão federal para ressarcir os cofres públicos a quantia desviada.

O acompanhamento da devolução dos recursos referentes aos prejuízos identificados pelo Ministério da Transparência ficou sob a responsabilidade do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que até recentemente teve como presidente o pré-candidato a deputado federal pelo PROS, Gastão Vieira.

Josimar, Detinha e Josinha Cunha tentaram habeas corpus para evitar prisão
Política

Pedido foi feito ao TRF 1. Outras pessoas ligadas a Maranhãozinho também recorreram ao tribunal com medo de serem presas

O deputado estadual Josimar Cunha Rodrigues, o Josimar de Maranhãozinho ou Moral da BR (PR), que foi beneficiado com R$ 150 mil doados pela empresa Ecovix, envolvida na Lava Jato, impetrou pelo menos dois habeas corpus no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região para evitar ser preso pela Polícia Federal (PF).

Baixe o primeiro habeas corpus impetrado por Josimar de Maranhãozinho
Baixe o segundo habeas corpus impetrado por Josimar de Maranhãozinho

Josimar de Maranhão e a esposa, a ex-prefeita de Centro do Guilherme, Detinha. Ambos tentaram evitar prisão pela PF com o habeas corpus
Divulgação Casal metralha Josimar de Maranhão e a esposa, a ex-prefeita de Centro do Guilherme, Detinha. Ambos tentaram evitar prisão pela PF com o habeas corpus

A ação ocorreu em janeiro de 2013, logo após ele e outras dez pessoas haverem sido indiciados pela PF pelos crimes de corrupção passiva, prevaricação, concussão, peculato e formação de quadrilha ou bando, durante a Operação COPII — cupim, em tupi-guarani —, deflagrada meses antes com o objetivo de reprimir a prática de extração irregular de madeira em terras indígenas localizadas nos municípios de Maranhãozinho e Centro do Guilherme, região Oeste do Maranhão.

Além de Josimar, os habeas corpus para evitar prisão pela Polícia Federal também abrigavam a ex-prefeita de Centro do Guilherme, Maria Deusdete Lima, a Detinha, esposa do parlamentar; e Maria Josenilda Cunha Rodrigues, a Josinha Cunha, prefeita de Zé Doca e irmã de Josimar de Maranhãozinho.

Os pedidos abrigavam, ainda, a secretária de Administração de Maranhãozinho, Vera Maria Xavier Silva; e Luciana Macedo Barbosa, ex-presidente da CPL do município de Maranhãozinho, atualmente nomeada no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

Quase todos são filiados ao Partido da República, que tem Josimar como presidente estadual.

Além de fuga à possível prisão, eles tentavam adiar depoimentos perante o delegado de polícia responsável pela operação COPII, Alexandre Lucena. Contudo, ao julgar os pedidos, o desembargador federal Hilton Queiroz negou-lhe seguimento. Segundo Queiroz, por a parte coatora ser delegado da Polícia Federal, o habeas corpus não era de competência daquela Corte.

Ao ATUAL7, o advogado Rogério Chaves Souza, do escritório Carlos Sérgio de Carvalho Barros – Advogados Associados, que defendeu o clã Cunha na processo, informou que não atende mais a conta da parte criminal no escritório. A reportagem tentou contato com o advogado Carlos Sérgio, mas ele não retornou. O deputado Josimar e os demais pacientes do habeas corpus não foram localizados até a publicação desta matéria.

Operação COPII

De acordo com as investigações da PF, o deputado estadual mais votado do Maranhão era o cabeça da organização criminosa que cobrada uma taxa para a entrada de caminhões na Reserva Indígena Alto Turiaçu, para extração de grande quantidade de madeira de forma ilegal.

À época da operação, a PF chegou a cumprir mandatos de busca e apreensão na prefeitura de Maranhãozinho e no escritório do Josimar, em São Luís. Ele e a esposa, Detinha, chegaram se evadir do local com a chegada da polícia.

Palácio garantiu R$ 103 mil para cachê de Pablo em Maranhãozinho
Política

Verba foi liberada pelo secretário Diego Galdino. Outros R$ 100 mil foram para Araguanã. Municípios são controlados pelo deputado Josimar de Maranhãozinho

O Palácio dos Leões retirou R$ 103 mil do cofres públicos para garantir a festa de aniversário do município de Maranhãozinho, um dos mais pobres do país. A data foi comemorada no último dia 21, em show realizado na BR-316, fechada a mando do deputado estadual Josimar de Maranhãozinho, que presidente o Partido da República no estado.

Josimar de Maranhãozinho, o Moral da BR, é aclamado por Pablo do Arrocha em festa patrocinada pelo Palácio dos Leões
Blog do Jarivânio Circo, mas sem pão Josimar de Maranhãozinho, o Moral da BR, é aclamado por Pablo do Arrocha em festa patrocinada pelo Palácio dos Leões

A festa foi embalada ao som do cantor de brega Pablo do Arrocha, conhecido como o “Rei da Sofrência”, e bancada com o dinheiro enviado pelo secretário de Cultura e Turismo, Diego Galdino de Araújo, por meio de um convênio assinado com o prefeito da cidade, José Auricélio (PR), no dia 9 de dezembro.

Embora tenha prefeito, o município de Maranhãozinho é controlado pelo deputado do PR, há quase uma década e meia. Por lá, ele é adorado e conhecido como Moral da BR, em alusão à chefia que tem sobre a rodovia federal que corta a cidade.

Para agradar Josimar de Maranhão, que lidera ainda o segundo maior bloco da Assembleia Legislativa, com oito deputados, o Palácio liberou outros R$ 100 mil, para ser usado na festa de Réveillon de Araguanã, controlada por outro prefeito obediente ao Moral da BR, Valmir Amorim (PR). Curiosamente, o dinheiro foi liberado pelo secretário Diego Galdino no dia em que Josimar comemorava o aniversário da outra cidade, Maranhãozinho. Um presentaço!

Circo, mas sem pão

Além de beneficiar Maranhãozinho e Araguanã, Galdino garantiu, ainda, R$ 154.500,00 para o prefeito reeleito de Barão do Grajaú, Gleydson Resende (PCdoB); R$ 121.620,00 para o prefeito reeleito de João Lisboa, Jairo Madeira (PSDB);  R$ 200.850,00 para o prefeito de Senador Alexandre Costa, o pecuarista José Carneiro Filho, o Carneirinho (PSDB); e, para fechar a conta da festa, R$ 203 mil para o prefeito reeleito de Fernando Falcão — cidade de menor IDH do estado —, Adailton Cavalcante (PDT).

Todo o dinheiro, que até antes de dezembro pertencia ao Orçamento da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), foi liberado por meio de convênios para ser utilizado pelos prefeitos em festas de fim de ano, que é o que a população gosta e aprova.

Deputado beneficiado por investigada na Lava Jato já foi indiciado pela PF
Política

Segundo delegado, investigações seriam estendidas ao município de Centro do Guilherme. Cidade é comandada por Detinha, esposa do parlamentar

O deputado estadual Josimar Cunha Rodrigues, o Josimar de Maranhãozinho (PR), que foi beneficiado com R$ 150 mil doados pela empresa Ecovix, uma das empresas do grupo Engevix Construções Oceânicas S/A, investigada na Lava Jato, já foi indiciado pela Polícia Federal (PF) pelos crimes de corrupção passiva, prevaricação, concussão, peculato e formação de quadrilha ou bando.

A ação ocorreu em 2012, fruto das investigações da Operação COPII — cupim, em tupi-guarani —, com o objetivo de reprimir a prática de extração irregular de madeira em terras indígenas localizadas nos municípios de Maranhãozinho e Centro do Guilherme, região Oeste do estado.

Além de Josimar, outras dez pessoas também foi indiciadas.

De acordo com as investigações, o deputado estadual mais votado do Maranhão era o cabeça da organização criminosa que cobrada uma taxa para a entrada de caminhões na Reserva Indígena Alto Turiaçu, para extração de grande quantidade de madeira de forma ilegal. À época da operação, a PF chegou a cumprir mandatos de busca e apreensão na prefeitura de Maranhãozinho e no escritório do Josimar, em São Luís. Segundo a polícia, além de Josimar, a quadrilha era formada por servidores municipais, madeireiros e índios.

O delegado responsável pela operação, Alexandre Lucena, chegou a declarar, durante a divulgação do resultado da ação policial, que outras investigações acerca do caso seriam estendidas ao município vizinho de Centro do Guilherme, cuja prefeita, Maria Deusdete Lima, a Detinha (PR), é esposa de Josimar de Maranhãozinho.

O ATUAL7 entrou em contato com a defesa do parlamentar para saber sua posição sobre o caso, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. A reportagem tentou contato, ainda, com o próprio Josimar de Maranhãozinho e sua assessoria de imprensa, porém não obteve êxito.

Deputado mais votado do MA foi beneficiado com R$ 150 mil de investigada na Lava Jato
Política

Dinheiro é oriundo das contas da Ecovix. Josimar de Maranhãozinho é conhecido como Moral da BR por fechar a rodovia que corta o município para fazer festas

O deputado estadual Josimar de Maranhãozinho (PR), mais votado nas eleições de 2014, foi beneficiado em pelo menos R$ 150 mil oriundos de uma das investigadas pela Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF) pelas denúncias de corrupção na Lava Jato: a Ecovix, uma das empresas do grupo Engevix Construções Oceânicas S/A.

A informação e levantamento é do Blog do Maldine Vieira. O ATUAL7 solicitou por e-mail à assessoria do parlamentar um posicionamento sobre o assunto e aguarda retorno.

De acordo com a reportagem, em dados obtidos no Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi constado que o valor, depositado inicialmente em cheque para o diretório nacional do Partido Republicano, foi repassado dias depois para a conta de campanha de Maranhãozinho, que é preside a legenda no Maranhão.

Ex-prefeito do município de Maranhãozinho — de onde vem o alcunha —, Josimar é conhecido no Alto Turi como Moral da BR, por ter costume de fechar a BR que corta a cidade de Maranhãozinho para a realização de festas e por controlar praticamente todas as prefeituras da região, elegendo e reelegendo de irmã a até mesmo motorista.

Em 2014, ele alcançou a expressiva votação de quase 100 mil votos, após ter avançado em lideranças políticas de dezenas de municípios até então controlados por raposas antigas da política maranhense. Ao TSE, Josimar, que é empresário do ramo da construção civil, distribuição de medicamentos e pecuária, informou ter desembolsado quase um milhão de reais para conseguir o feito nas urnas.

Apoio do PR à reeleição de Edivaldo Júnior custará R$ 5 milhões
Política

Valor é referente a um pagamento sustado pelo governador Flávio Dino a uma empreiteira do deputado Josimar de Maranhãozinho

Um pequeno gesto do governador Flávio Dino (PCdoB) para a afilhado Edivaldo Holanda Júnior (PDT), mas grande para os cofres públicos do estado, pode levar o Partido da República, o PR, a entrar de cabeça, corpo e alma no projeto de reeleição do prefeito de São Luís.

O gesto: o repasse de R$ 5 milhões para a conta de uma das empreiteiras do deputado estadual Josimar de Maranhãozinho, presidente estadual da legenda.

O valor é referente a serviços supostamente executados pela empresa do parlamentar, ainda durante o governo Roseana Sarney, em construção de poços artesianos pelo interior do Maranhão, principalmente na região controlada por Josimar. Ao assumir o controle do Palácio dos Leões, Dino mandou sustar todos os pagamentos feitos pelo seu antecessor, o governador-tampão Arnaldo Melo (PMDB), para a realização de uma auditoria. De lá pra cá, o resultado da auditoria nunca saiu, o pagamento para  a empreiteira de Maranhãozinho nunca foi feito, e acabou entrando na mesa de negociação das eleições de outubro próximo.

Raposa, embora de primeiro mandato, o parlamentar mandou o recado para Edivaldo Júnior por meio do ex-deputado Hélio Soares (PR), que recentemente assumiu o cargo de secretário de Articulação Política da Prefeitura de São Luís. Ele espera que Edivaldo interceda junto ao governador pelo pagamento em troca da entrada do PR na base de apoio eleitoral do afilhado.

O recado é simples, segundo próprio Josimar de Maranhãozinho tem afirmado em rodas de política: pagou, fechou!

‘Pré-sal’ tem cinco vagas garantidas na nova composição da Mesa Diretora
Política

Eleição antecipada será realizada nesta quinta-feira 10. Chapa pode mudar dois nomes, mas para entrada de outros parlamentares com fraco desempenho na Casa

Pelo menos cinco deputados ‘pré-sal’ estão garantidos na nova composição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão, para o biênio 2017-2018. Confirmada na segunda-feira pelo presidente do Legislativo, deputado Humberto Coutinho (PDT), que será reeleito para o cargo, a eleição antecipada será realizada nesta quinta-feira 10, em sessão extraordinária, a partir das 11 horas e 30 minutos. Além de Coutinho, também será reeleito o primeiro vice-presidente, deputado Othelino Neto (PCdoB), pelo Bloco Parlamentar Pelo Maranhão, o Blocão.

A antecipação da eleição somente foi possível após a promulgação do Projeto de Resolução Legislativa n.º 781/2016, submetido ao Plenário e aprovado por unanimidade, em dois turnos. Pelo Regimento Interno, a eleição deveria ocorrer a partir de primeiro de julho, mas com a nova redação a votação poderá ocorrer a qualquer tempo, a partir do segundo ano de mandato. A expectativa é de que a sessão ocorra em clima de tranquilidade.

Até ontem, estavam garantidos na nova composição da Mesa os ‘pré-sal’ Nina Melo (PMDB), na vaga destina ao Bloco de Oposição; Josimar de Maranhãozinho (PR), em uma das duas vagas destinadas ao Bloco União Parlamentar; e Fábio Macedo (PDT), Zé Inácio (PT) e Ricardo Rios (PEN), nas três últimas das cinco vagas a que tem direito o Blocão.

Embora, respectivamente, do partido e afilhado do presidente Humberto Coutinho, os deputados Fábio Macedo e Ricardo Rios ainda podem ser substituídos. Contudo, ainda que isso ocorra, as vagas continuam a ser ocupadas por parlamentares ‘pré-sal’, neste caso pelos deputados Fábio Braga (PTdoB) e Júnior Verde (PRB).

‘Alto clero’

Se confirmado os entendimentos de bastidores, somadas às de ‘altíssimo clero’ Humberto Coutinho e Othelino Neto, as vagas restantes serão ocupadas pelos ‘alto clero’ Adriano Sarney (PV), na vaga destinada à bancada do Partido Verde; e Stênio Rezende (PMB), na segunda e última vaga destinada ao Bloco União Parlamentar.

Com a composição da chapa praticamente encaminhada, falta definir apenas as posições dos indicados na Mesa, o que será feito antes da sessão.

Só em janeiro

Na atual composição, a direção da Assembleia Legislativa tem como presidente Humberto Coutinho; primeiro vice-presidente, Othelino Neto; segundo vice-presidente, Glalbert Cutrim (PDT); terceiro vice-presidente, Valéria Macedo (PDT) e quarto vice-presidente, Graça Paz (PSL). Na primeira secretaria está o deputado Edilázio Júnior (PV); na segunda o deputado Carlinhos Florêncio (PHS); na terceira secretaria o deputado Cesar Pires (DEM) e na quarta a deputada Francisca Primo (PT).

Apenas o dueto Glalbert Cutrim e Francisca Primo são considerados ‘pré-sal’ nesta composição, que se manterá inalterada até janeiro de 2017.

A divisão dos deputados por clero é feita pela imprensa que cobre os trabalhos da Assembleia Legislativa e é baseada no desempenho dos parlamentares na Casa. Atualmente, existem seis, divididos entre: ‘Altíssimo’, ‘Alto’, ‘Médio’, ‘Baixo’, ‘Baixíssimo’ e ‘Pré-sal’.

Política

Bastidores davam conta de que houve um acerto finam ontem, em Brasília, pelo apoio à Eliziane Gama na capital

O presidente do PR no Maranhão, Josimar de Maranhãozinho
Divulgação Ainda não fechou O presidente do PR no Maranhão, Josimar de Maranhãozinho

Apesar dos diálogos constantes, o Partido da República (PR) segue indefinido sobre quem apoiar nas eleições de 2016 na capital.

Quem garante isso é o próprio presidente da legenda no estado, deputado Josimar de Maranhãozinho, em resposta ao Atual7 sobre conversas de bastidores de que houve um acerto final, intermediado pelo vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), no início da noite dessa quinta-feira 17, em Brasília.

"PR não fechou com ninguém ainda", disse.

 

Política

Encontro aconteceu nessa segunda-feira (15). Deputada federal deve entrar na disputa pela Prefeitura de São Luís

A deputada Eliziane Gama e o presidente do PR no Maranhão, Josimar de Maranhãozinho
Divulgação Eleições 2016 A deputada Eliziane Gama e o presidente do PR no Maranhão, Josimar de Maranhãozinho

A deputada federal Eliziane Gama, do PPS, voltou a se reunir, nessa segunda-feira (15), com o presidente do Partido da República (PR) no Maranhão, deputado estadual Josimar de Maranhãozinho, para discutir a formação de uma eventual aliança entre as legendas na eleições de 2016. Além do PR, há conversas adiantadas também com o DEM, PP, PTB e PSDB.

A ideia é construir um projeto forte e que atenda aos anseios reais da população, em contraponto às promessas feitas e não cumpridas pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior, do PTC.

Na conversa, Josimar garantiu que o partido tem interesse claro na disputa na capital maranhense, e que ela é uma das opções. Gama avaliou o encontro como positivo e disse que semanalmente fará visita às lideranças partidárias. "Hoje tivemos um bom encontro com o PR, com o deputado Josimar. Na pauta, tratativas para as eleições de 2016", destacou.

Para o presidente do PR, o partido está disposto a continuar mantendo o diálogo. “O caminho é esse. Esta é a segunda vez que a deputada nos visita e começamos a discutir o apoio em 2016”, disse.

Deputado que criticou reportagem da Record já foi indiciado pela PF por corrupção
Política

Josimar de Maranhãozinho e Detinha foram indiciados, em 2012, crimes de corrupção passiva, prevaricação, concussão, peculato e formação de quadrilha ou bando

O deputado estadual Josimar de Maranhãozinho, do PR, que criticou a reportagem exibida pela TV Record no domingo passado, por mostrar o município administrado por sua mulher e correligionária, Maria Deusdete Lima, a Detinha, como um dos mais miseráveis do pais, já foi indiciado pela Polícia Federal, juntamente com a própria esposa, pelos crimes de corrupção passiva, prevaricação, concussão, peculato e formação de quadrilha ou bando.

Deflagrada em meados de 2011 pela PF a partir de investigações da Operação Arco de Fogo, em que várias pessoas foram presas, a Operação Cupim apontou Josimar e Detinha como cabeças de um esquema criminoso que atuava em áreas indígenas no Maranhão, em que era cobrada uma taxa para entrada de caminhões para extração de grande quantidade de madeira de forma ilegal.

O nome da operação policial, COPII, que significa cupim em tupi-guarani, uma praga que é considerada perigosa e que ataca a madeira e outros produtos agrícolas, foi em alusão ao ataque violento causado pelo casal ao meio ambiente e aos cofres públicos.

Na última etapa da operação, já em 2012, a PF fez buscas nas prefeituras de Maranhãozinho e Centro do Guilherme, na residência e escritório do parlamentar em São Luís, e na residência de outras pessoas envolvidas no esquema.

- O que nos causou espanto foi o poder financeiro da quadrilha, com grande quantidade de bens adquiridos recentemente por um dos envolvidos no esquema, que é avaliado em aproximadamente R$ 30 milhões. - declarou o delegado Alexandre Lucena durante a operação, em referência à Josimar Cunha.

Segundo a Polícia Federal, o esquema funcionava com as prefeituras de Centro do Guilherme, comandada desde então por Detinha, e Maranhãozinho, na época comanda por Josimar, cobrando uma taxa de R$ 150, que dava direito a um tíquete para que cada caminhão, previamente cadastrado no município, entrasse na reserva indígena e de lá extraísse a madeira ilegalmente.

Cerca de 20 caminhões, por dia, saíam carregados do local, sem autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Polícia Federal; e sem que o dinheiro fosse repassado aos cofres públicos.

Além de Josimar de Maranhãozinho e de sua mulher Detinha, participavam do crime quatro policiais militares e vários funcionários públicos que, armados ilegalmente, faziam barreiras e cancelas.

Deputado critica Record por mostrar miséria em cidade administrada por sua mulher
Política

Centro do Guilherme, no Maranhão, foi apontado em rede nacional como um dos municípios mais miseráveis do país

Eleito com a maior votação entre os concorrentes a Assembleia Legislativa do Maranhão, o deputado Josimar Cunha Ribeiro, o Josimar de Maranhãozinho, do PR, não gostou de uma reportagem exibida na noite dessa segunda-feira (23), na TV Record, que evidenciou o drama de famílias que pouco têm o que comer em municípios do interior do Maranhão, inclusive Centro do Guilherme, administrado por sua mulher e correligionária, Maria Deusdete Lima, a Detinha, que manda e desmanda na cidade há seis anos.

Para Josimar de Maranhãozinho, ninguém em Centro do Guilherme passa fome ou vive na miséria
Agência Assembleia População bem cuidada Para Josimar de Maranhãozinho, ninguém em Centro do Guilherme passa fome ou vive na miséria

Em ataque histérico durante a sessão desta terça-feira (24), o parlamentar subiu a tribuna pela segunda vez depois de eleito para expressar sua insatisfação em relação ao programa Repórter Record Investigação, que percorreu a ‘Estrada da Fome’ para mostrar em rede nacional quem são as pessoas que sobrevivem à base de farinha e água suja na cidade comanda por Detinha, além de revelar a face mais cruel da fome: a exploração sexual de meninas em troca de comida.

Para Maranhãozinho, Centro do Guilherme foi colocado injustamente entre as mais pobres do Maranhão pelo fato da cidade não ter sido incluída pelo governador Flávio Dino (PCdoB) no rol dos 30 municípios de menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) no estado.

O deputado afirmou que sua esposa trabalha muito pela cidade, colocando asfalto em algumas ruas, e construindo escolas e postos de saúde - curiosamente mesmo ramo em que o marido atua como empresário: construção civil, distribuição de medicamentos, além de pecuária.

- Quando Detinha assumiu a prefeitura, aquele povoado não tinha asfalto e hoje tem, não tinha escola e hoje tem, não tinha água potável e hoje tem, não tinha posto de saúde e hoje tem. A prefeita não se deu por satisfeita e está construindo outro posto de saúde mais adequados. Eles foram atrás de casos isolados. Acho que a mídia, deveria ter mais critério para falar aquilo que realmente está acontecendo - criticou.

Além de Centro do Guilherme, os municípios de Belágua, Marajá do Sena e Fernando Falcão, respectivamente administrados pelos prefeitos Adalberto do Nascimento, do PT; Edivan Costa, do PMN; e Adailton Cavalcante, do PMDB, também foram evidenciados pelo programa da Record como cidades onde quase a totalidade da população sente a dor da fome.

Deputados fecham blindagem à parentes para votarem em Humberto Coutinho
Política

Negociação foi fechada há duas semanas, durante almoço em um restaurante na capital

Sete deputados estaduais de primeiro mandato fecharam com o governador Flávio Dino (PCdoB) a blindagem de familiares supostamente envolvidos com desvio de recursos públicos em prefeituras do Maranhão em troca de voto no candidato do comunista à Presidência da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Humberto Coutinho, do PDT.

Ao fundo, deputados conversam sobre proposta de blindagem feita por Flávio Dino por meio de Humberto Coutinho
Yuri Almeida/Atual7 Negociata Ao fundo, deputados conversam sobre proposta de blindagem feita por Flávio Dino por meio de Humberto Coutinho

A blindagem seria nos convênios auditados pela Secretaria de Transparência e Controle, comanda pelo advogado Rodrigo Lago.

Inicialmente formadores de um grupo independente e que apoiaria a candidatura do deputado Wellington do Curso (PPS) para presidir a Casa, os parlamentes Ana do Gás (PRB), Júnior Verde (PRB), Vinícius Louro (PR), Ricardo Rios (PEN), Josimar de Maranhãozinho (PR), Zé Inácio (PT) e Glaubert Cutrim (PRB) acertaram os detalhes finais da proposta oferecida por Dino por meio de Coutinho durante um almoço em um restaurante na área nobre da capital, no último dia 8. O ex-deputado Raimundo Louro também participou da reunião.

Os beneficiados seriam o prefeito de Santo Antônio dos Lopes, Eunélio Mendonça (PSD), esposo de Ana do Gás; o ex-deputado estadual Raimundo Louro (PR), pai de Vinícius; o prefeito de Vitória do Mearim, Dóris Rios (PV), pai de Ricardo; a prefeita de Centro do Guilherme, Maria Deusdete Lima, a Detinha (PR), esposa de Josimar; e o prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim (PMDB), irmão de Glaubert. Os deputados Júnior Verde e Zé Inácio, que mantiveram convênios com prefeituras quando comandaram a Secretaria da Pesca do Maranhão - por meio do testa de ferro Dayvson Franklin de Souza, e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) do Maranhão, respectivamente, foram os únicos a negociar a própria blindagem.

Além da proteção durante as auditorias dos convênios feitas pela Transparência e Controle, foi negociado ainda o apoio do governador do Maranhão na disputa pelo comando dos municípios em que os parlamentares mantém as suas bases eleitorais, nas eleições de 2016.