Política
MP pede que Seccor abra inquérito contra Márcio Jerry por corrupção
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Secretário é suspeito de oferecer dinheiro para liderança indígena encerrar protesto contra o governo. Simone Limeira, ex-secretária especial de Flávio Dino, também deve ser investigada por propinagem

A juíza Patrícia Marques Barbosa, titular da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, solicitou à Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor) que instaure inquérito policial criminal contra o o secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso, e a ex-secretária especial do governador Flávio Dino, Simone Limeira, por corrupção passiva.

O pedido tem por base investigação iniciada pelo Ministério Público Federal (MPF) a partir de representação feita pelos deputados Andrea Murad (PMDB) e Sousa Neto (PROS) em outubro de 2015, e encaminhada à promotora de Justiça Moema Figueiredo Viana Pereira, da 3ª Promotoria Justiça de Defesa do Patrimônio e da Probidade Administrativa, em agosto de 2016.

Robusto, o processo contém mais de 150 folhas, e está parado na Seccor desde a solicitação para abertura das investigações.

De acordo com os autos, Márcio Jerry é suspeito de haver oferecido dinheiro ao líder indígena guajajara Uirauchene Alves, para que ele paralisasse manifestações de índios que acamparam em frente ao Palácio dos Leões e na Assembleia Legislativa do Maranhão, em protesto contra os atrasos da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) no pagamento do transporte escolar para a região de Grajaú.

Já contra Simone Limeira, pesa a suspeita de que ela teria pedido e recebido propina de Uirauchene, para que fosse agilizada a liberação desses recursos do transporte escolar. À época da denúncia, ela chegou a entregar o cargo, sob a promessa de que mostraria ter sido acusada indevidamente. Até hoje, porém, ela nunca se manifestou sobre o assunto.

O ATUAL7 solicitou por e-mail à Secretaria de Estado da Comunicação Social e Assuntos Políticos (Secap) e à Delegacia-Geral da Polícia Civil, respectivamente, um posicionamento e o andamento do pedido de abertura de inquérito policial criminal, e aguarda retorno. A ex-secretária especial de Flávio Dino não foi localizada pela reportagem.

Justiça censura reportagens sobre Eduardo Braide e Máfia de Anajatuba
Política

Matérias tratavam sobre PIC do Gaeco e inquérito da PF. Documentos mostravam que integrantes de Orcrim eram lotados no gabinete do parlamentar

A Justiça do Maranhão, em resposta a uma ação do deputado estadual Eduardo Braide (PMN), censurou quatro reportagens produzidas pelo ATUAL7 sobre o parlamentar ser alvo de investigação do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Federal por haver empregado em seu gabinete integrantes da chamada Máfia de Anajatuba e por suposta apropriação indevida de recursos públicos.

Na sentença, há ainda uma determinação de pagamento de mais de R$ 50 mil de indenização ao deputado.

Segundo documentos mostrados nas publicações, o Procedimento Investigatório Criminal (PIC) do Ministério Público faz parte do calhamaço que levou o próprio Judiciário maranhense a determinar a cassação e prisão do então prefeito de Anajatuba, Hélder Aragão, no ano de 2015. Já o inquérito da PF trata sobre movimentações financeiras atípicas envolvendo empresas participantes da organização criminosa que saqueou os cofres públicos do município e o parlamentar.

Apenas uma das matérias censuradas tratava a respeito de outro assunto, precisamente sobre a forma com que Braide, então líder do bloco governista na Assembleia Legislativa, conduziu a votação sobre a proposta do Palácio dos Leões em aumentar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) de produtos e serviços.

Os conteúdos da reportagens originais foram retirados do site, logo após o ATUAL7 receber a intimação da decisão judicial.

IDAC e Emserh são alvos de inquérito no MPT desde 2015
Política

Em entrevistas sobre operação da PF, secretário afirmou que não havia qualquer ação desabonadora à conduta do instituto

O Instituto de Desenvolvimento e Apoio à Cidadania (IDAC) e a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh) são alvos de um inquérito civil no Ministério Público do Trabalho no Maranhão desde o dia 25 de junho de 2015.

Tramitando sob sigilo na Procuradoria Regional do Trabalho - 16ª Região com o número 000620.2015.16.000-0, segundo apurou o ATUAL7, o inquérito refere-se à denúncia de não assinatura da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), documento obrigatório para toda pessoa que venha a prestar algum tipo de serviço profissional no país.

O processo relata que o IDAC, assim que contratado por dispensa de licitação pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) para gerir seis unidades estaduais de saúde, não se identificou e nem formalizou contrato de trabalho com os profissionais contratados para trabalhar no Hospital Geral de Barreirinhas.

Após tomar conhecimento do fato e instaurar o inquérito, o MPT-MA expediu diversas notificações ao instituto e à Emserh, sendo a mais recente datado no dia 23 de maio deste ano, solicitando algumas documentações para verificar as irregularidades citadas na denúncia. Como o processo segue sob sigilo, não foi possível confirmar se o IDAC e a Emserh chegaram a responder a alguma das solicitações. A reportagem solicitou por e-mail à Secretaria de Estado da Comunicação Social e Assuntos Políticos (Secap) um posicionamento sobre o assunto e aguarda retorno.

Grave, a revelação aponta que o secretário estadual de Saúde, Carlos Lula, que chegou a presidir a Emserh, faltou com a verdade sobre a idoneidade da organização social acusada de afanar mais de R$ 18 milhões dos cofres públicos do Estado. Em entrevistas relacionadas à Operação Rêmora, da Polícia Federal, o secretário se gabou do instituto por, de acordo com ele, nunca ter sido alvo de qualquer reclamação por parte de seus funcionários e na prestação dos serviços.

Apesar de haver faltado com a verdade sobre a conduta do IDAC, e de ainda ter usado da justificativa de que não sabia e nem tinha como saber dos desvios dos recursos públicos da saúde, Lula permanece no cargo sob proteção do governador Flávio Dino (PCdoB).

Caso seja instalada a CPI da Saúde do Maranhão, juntamente com o ex-secretário Ricardo Murad, o atual titular da SES deve ser um dos principais alvos das investigações.

Vice-governador vai à China tratar sobre siderúrgica no Maranhão
Política

Empreendimento terá um investimento total de US$ 8 bilhões. Usina deve ser instalada em Bacabeira

O vice-governador Carlos Brandão (PSDB) irá à Jinan, província de Shandong, na China, para dar sequência às negociações a respeito da implantação de uma siderúrgica no Maranhão.

A informação foi publicada no Diário Eletrônico da Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira 26, em mensagem encaminhada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) à Casa, comunicando a viagem do tucano, em missão de caráter oficial.

Segundo documento, Brandão deve se ausentar do país entre os dias 29 de junho a 18 de julho deste ano.

O projeto da China Brazil Xinnenghuan International Investment (CBSteel) envolve uma usina siderúrgica que produzirá fio máquina numa primeira fase e vergalhões, numa segunda, com investimento total de US$ 8 bilhões.

A usina deve ser instalada em Bacabeira, município que no início de 2015 teve cancelado pela Petrobras um projeto bilionário de construção de uma refinaria Premium.

Clayton Noleto usa tom enigmático sobre candidatura em 2018
Política

Secretário se manifestou pela primeira vez sobre o assunto. Concorrentes têm espalhado que ele desistiu da disputa

O secretário estadual de Infraestrutura, Clayton Noleto (PCdoB), usou tom enigmático ao ser questionado pelo ATUAL7 sobre haver desistido ou não de eventual candidatura a deputado federal nas eleições de 2018.

“Sou candidato a ajudar a melhorar a vida do povo do Maranhão”, respondeu.

É a primeira vez que ele próprio comenta sobre o assunto.

Um dos principais auxiliares da, até então, iminente pavimentação da reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB), Noleto teve a retirada de pré-candidatura disseminada por inimigos-íntimos que almejam o mesmo cargo que ele: uma das 18 vagas a quem tem direito o Maranhão na Câmara Federal.

Como a manifestação partiu agora do próprio secretário, que poderia simplesmente ter confirmado o boato sobre a desistência na disputa, volta a subir para três o número de secretários estaduais que concorrerão a deputado federal em 2018 pelo PCdoB.

Os outros dois são Márcio Jerry Barroso (Comunicação e Assuntos Políticos) e Jefferson Portela (Segurança Pública). Os três disputarão a foice e martelo com o deputado federal Rubens Pereira Júnior, que caminha para tentar a reeleição.

Prefeito de Coelho Neto contrata R$ 405 mil em serviços funerários
Política

Acordo foi firmado em abril e vai até o final deste ano. Serão até 300 caixões, a maioria adulto

O prefeito de Coelho Neto, Américo de Sousa (PT), pretende gastar até R$ 405 mil em serviços funerários com a população pobre do município. O contrato foi firmado na penúltima semana de abril deste ano, com empresa Francisco Dantas da Costa, localizada na própria cidade.

Embora o documento não informe o prazo de vigência contratual, segundo consulta feita pelo ATUAL7 ao Sistema de Acompanhamento Eletrônico de Contratação Pública (Sacop) do Tribunal de Contas do Estado (TCE), a data final vai até o dia 31 de dezembro deste ano. Baixe cópia do contrato.

Pelo acordo, a empresa deverá fornecer até 200 urnas funerárias simples adulto e até 100 infantil.

Também está previsto até 300 tanatopraxia, procedimento de preparação do cadáver para o velório ou funeral, e até 30 mil quilômetros de translado.

O contrato é assinado pela secretaria municipal de Assistência Social e Segurança Alimentar, Rosemare Santana do Nascimento.

CPI da Saúde: deputados só assinam se investigação pegar governo Zé Reinaldo
Política

Andréa Murad e Sousa Neto se baseiam em relatório da Sermão aos Peixes. PF aponta que ICN começou a operar na SES por articulação de ex-primeira-dama

Pelo menos duas assinaturas dadas como certas para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Maranhão, para investigar contratos e convênios celebrados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), já não podem mais ser contadas pelo deputado Wellington do Curso (PP), autor da proposta.

Apesar de defensores da CPI, os deputados Sousa Neto (PROS) e Andréa Murad (PMDB) não aprovam o requerimento apresentado pelo progressista, na última quinta-feira 22, para que as investigações sejam apenas do período de 2008 a 2017. Segundo os parlamentares, para por o caso em pratos limpos, as investigações deveriam abranger também o governo de José Reinaldo Tavares (PSB), quando foram feitas as primeiras contratações de terceirizadas para gerir as unidades estaduais públicas de saúde.

“Foi ele quem começou com esse modelo de gestão. Então não tem como deixar, quem começou o processo, de fora”, declarou Sousa Neto.

De fato, conforme atesta relatório relacionado ao inquérito da Operação Sermão aos Peixes, foi durante o governo Zé Reinaldo que uma das organizações sociais acusadas pela Polícia Federal de afanar o dinheiro público da saúde, o Instituto Cidadania e Natureza (ICN), começou a operar no estado.

Baseada em dados abertos e publicações de blogs, a PF levantou que, além de contratos de mais de R$ 1 bilhão firmados entre o ICN e a então secretária estadual de Saúde, Helena Duailibe — prima de Ricardo Murad e atual secretária de Saúde de São Luís —, os proprietários do instituto eram ainda empregados diretamente pela SES para trabalhar nos hospitais estaduais.

A ex-primeira-dama, Marcelo Trovão, inclusive, é apontada pela Polícia Federal como responsável pela entrada no instituto nos cofres do Palácio dos Leões. Até mesmo o ex-deputado Aderson Lago, que é pai do atual secretário estadual de Transparência e Controle, Rodrigo Lago, é citado no inquérito da Sermão aos Peixes, como possível beneficiário do esquema criminoso.

Assinaturas

Até agora, não há informações de quantos e quais deputados já assinaram o requerimento para a instalação da CPI da Saúde. Para ser oficialmente instalada, é necessária a adesão pelo menos 14 dos 42 deputados da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Pelo governo, após ser liberado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), o deputado Bira do Pindaré declarou-se publicamente a favor da comissão. Se instalada, ele pode, inclusive, chegar a presidi-la.

Candidata ou não, Roseana terá papel central na eleição de 2018
Política

Peemedebista possivelmente está no segundo turno, se entrar na disputa. Caso não entre, será cabo eleitoral de peso

A ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) terá papel central na eleição de 2018, seja como protagonista, disputando o Palácio dos Leões contra o governador Flávio Dino (PCdoB), e provavelmente chegando ao segundo turno; ou como personagem de bastidor, utilizando de sua carisma e tirocínio político como cabo eleitoral de Roberto Rocha (PSB) ou Maura Jorge (PODE), únicos nomes oficialmente declarados na corrida até o momento — ou Eduardo Braide (PMN), com quem já teria conversado às escondidas.

Segundo fontes, a peemedebista tem revelado repetidamente que “montará no cavalo apenas se ele estive selado”. Pela declaração, além de si própria e dos votos que possui, Roseana depende de pelo menos uma movimentação externa para decidir que papel interpretar.

Para entrar na disputa, ela tem como principal incentivo o fato de Dino estar pilhado no maior esquema de corrupção já investigado e desbaratado pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), por suposto recebimento de propina e caixa dois da Odebrecht.

A ex-governadora espera que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorize a PGR à devassar a vida política e particular do adversário, aumentando o risco dele ser alvo de operações da PF e até mesmo ser afastado do cargo ou preso.

Com o comunista deixando de ser o franco favorito na disputa, Roseana aumentará as chances de levar a eleição para o segundo turno, e com possibilidade de ser eleita.

Já se decidir ficar mesmo fora da disputa, a ex-governadora do Maranhão poderá usar a sua força para ser a principal cabo eleitoral de qualquer um dos possíveis candidatos de oposição ao comunista em 2018.

Neste cenário, o nome não precisa ser necessariamente apoiado pelo clã, mas somente pela ex-governadora.

Apesar de quase inacreditável, esse tipo de situação não seria novidade. Nas eleições de 2014, era somente ela quem apoiava a candidatura de Luís Fernando Silva (PSDB) — assim como foi somente ela, de seu grupo, que não apoiou Edison Lobão Filho (PMDB).

“Não está nos meus planos disputar como vice”, garante Madeira
Política

No bastidor, comentários dão conta da formação de chapa entre PSDB e PMDB para derrotar Flávio Dino

O ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), esclareceu que não há a possibilidade de ele entrar na disputa majoritária como vice, nas eleições de 2018.

“Não está nos meus planos disputar eleição como vice”, garantiu o tucano, reiterando que seu desejo é entrar na corrida pela Câmara dos Deputados.

A especulação surgiu após o arquivamento do pedido de cassação do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) pelo presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, João Alberto Sousa (PMDB-MA). No bastidor, há fortes comentários de que livramento teria sido em razão de uma articulação em prol da formação de chapa entre os dois partidos para a disputa pelo governo estadual, contra a reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB).

Neste sentido, Madeira poderia ocupar a vaga de vice de Roseana Sarney. Ele rechaça.

“Isso é especulação. Nunca admiti disputar vaga de vice de ninguém. Até porque o mais provável é o PSDB apoiar o Roberto rocha”, aponta.

Nina Melo coloca gestão de Felipe Camarão em dúvida
Política

Peemedebista reclamou do corte de R$ 9 milhões na Uema. Secretário estaria ignorando requerimentos sobre situação de escolas no interior do Maranhão

A deputada estadual Nina Melo (PMDB) fez um duro discurso na Assembleia Legislativa do Maranhão, no meio da última semana, onde colocou em dúvida a gestão do procurador Felipe Costa Camarão à frente da Secretaria de Estado da Educação (Seduc). Ele é apontado por aliados do Palácio dos Leões como provável vice na chapa de reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB), por falta de opções.

Segundo a peemedebista, um requerimento foi encaminhado à Camarão para que ele apresente justificativas para o corte de quase R$ 9 milhões no orçamento da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) — parte para ser utilizado nos festejos de São João.

“É um absurdo! Não se pode falar em educação, em dignidade com um corte tão significativo quanto esse na educação, principalmente quando se trata em nível superior. Como teremos uma sociedade mais digna e mais justa se não temos investimentos na Uema?”, questionou.

Nina Melo reclamou ainda da situação em que se encontra a estrutura física do Centro de Ensino (CE) Professor Ribamar Torres, em Pastos Bons, que necessita urgentemente de uma reforma. Segundo ela, já foi encaminhado pelo menos dois requerimentos ao titular da Seduc sobre o caso, mas nunca houve resposta.

“A escola está caindo aos pedaços, não tem condições de abrigar mais de quinhentos estudantes num ambiente como aquele. Uma parte da escola já foi interditada pela Defesa Civil e é imperativo que se tome uma atitude para reformar essa escola o quanto antes”, disse.

Uma outra unidade da rede pública estadual, o Centro de Ensino (CE) Dr. José Neiva, também em Pastos Bons, teve as aulas paralisadas em reivindicação recente de alunos. De acordo com a parlamentar, eles saíram às ruas para pedir que a Seduc contrate professores para a escola. Nina denunciou que foi necessária a reivindicação por parte dos estudantes, já que, segundo ela, o CE Dr. José Neiva possuía apenas três professores.

“Fica aqui a minha crítica, a minha indignação quanto à Secretaria de Educação. Não dá para falar em escola digna, não dá para falar em dignidade na educação com um corte de milhões na Uema e com escolas estaduais caindo aos pedaços. Eu não vejo resultado na educação do Maranhão”, lamentou.

João Alberto arquiva pedido de cassação de Aécio Neves
Política

Peemedebista alegou falta de provas contra o tucano

O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), decidiu arquivar numa canetada, nesta sexta-feira 23, o pedido de cassação do mandato do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG).

“O pedido não me convenceu. Indeferi por falta de provas”, alegou o peemedebista por meio da assessoria de imprensa.

A representação contra Aécio foi protocolada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e pelos deputados Alessandro Molon (Rede-RJ) e Ivan Valente (PSOL-SP), logo depois de o tucano ter sido afastado das funções parlamentares por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), como consequência da delação do empresário Joesley Batista, do grupo JBS.

Aécio chegou a ser gravado pedindo dinheiro ao empresário e falando em tentativas para travar as investigações da Lava Jato.

Os autores do pedido de cassação ou qualquer integrante do Conselho de Ética tem até dois dias úteis para recorrer da decisão, desde que conte com o apoio de cinco parlamentares.

Relatora recua e Sebastião Madeira tem julgamento adiado
Política

Tucano pode ficar ficha-suja até 2022. Nova data foi marcada para o próximo dia 29

A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão adiou, a pedido da desembargadora Ângela Salazar, que responde pela Relatoria, o julgamento do processo que pode confirmar o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), como oficialmente ficha suja.

Madeira é pré-candidato a deputado federal, mas corre o risco de ficar de fora das eleições de 2018.

O julgamento final estava marcado para acontecer nessa quinta-feira 22, mas foi adiado para a próxima sessão ordinária subsequente, dia 29. Antes, Salazar já havia recuado pela primeira vez ao apresentar voto pela suspensão de decisão anterior que havia confirmado o ex-prefeito como ficha-suja até 2022.

Em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público, o tucano é acusado de haver celebrado, indevidamente, contrato de prestação de serviços de limpeza urbana da cidade com a empresa Limp Fort, sem a realização de processo licitatório, sob a alegação de dispensa em razão da emergência da situação.

Para o Parquet, a dispensa configurou burla ao procedimento licitatório e violação aos deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições, se enquadrando nas condutas descritas pela Lei de Improbidade Administrativa.

Devido ao suposto benefício irregular, a Limp Fort também é ré no processo.

Palácio dos Leões quer Bira na presidência da CPI da Saúde
Política

Governo pretende indicar ainda o relator da comissão. Plano é controlar o que e quem poderá ser investigado

O Palácio dos Leões deu início, na sessão dessa quinta-feira 22, ao plano de tomar de conta da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, proposta pelo deputado Wellington do Curso (PP) para investigar contratos e convênios firmados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), nos governos Jackson Lago, Roseana Sarney e Flávio Dino.

Um dia depois do líder do governo, deputado Rogério Cafeteira (PSB), revelar que a base estava liberada para assinar a instalação da CPI, o deputado Bira do Pindaré (PSB) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão para declarar que apoia a criação da comissão.

“Estou inteiramente à disposição. (...) O que nos interessa é que seja apurado, é que seja investigado, que a gente chegue aos responsáveis pelo desvio do dinheiro público e que eles sejam punidos. É isso o que nós desejamos e é por isso que eu subscrevo a CPI ”, jurou.

Para que a comissão seja instalada, é necessária a adesão de pelo menos 14 assinaturas.

Segundo fontes palacianas, com a declaração de Bira em apoio à comissão e às investigações, a estratégia é aguardar as investidas de Wellington para garantir a coleta de outras assinaturas.

Caso os demais parlamentares do Bloco Independente, do qual o progressista faz parte, tomarem uma posição uniforme pela instalação da CPI, outros deputados da base também assinarão imediatamente a proposta, antes dos poucos membros do Bloco Parlamentar de Oposição que pretendem assinar, para que a maioria do colegiado seja formada por governistas. O plano do governo é garantir tanto a Presidência quanto a Relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito.

Neste caso, como Bira é o queridinho e de extrema confiança de Flávio Dino (PCdoB), ele foi liberado a ser o primeiro governista a apoiar a instalação da CPI para já marcar o assento da presidência da comissão. Para a Relatoria, ainda segundo fontes, é analisado a indicação do deputado Marco Aurélio (PCdoB).

Com o domínio dos dois principais assentos da comissão especial, e ainda com a maioria dos membros da CPI, o Palácio dos Leões é quem controlará o que e quem poderá ser investigado, bem como quem será eventualmente punido.

Adriano alerta empresários sobre programa de crédito do governo
Política

Segundo parlamentar, proposta deveria ter sido discutida na recém-criada Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa

O deputado estadual Adriano Sarney (PV) fez nesta semana um alerta a respeito da Medida Provisória nº 233/2017, editada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), que institui o Programa Maranhão Juros Zero, aprovada na Assembleia na quarta-feira 21.

Segundo o parlamentar, essa proposta deveria ter sido discutida na recém-criada Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa, que ele preside, bem como seguir o trâmite normal da Casa, passando pelas comissões temáticas.

“É uma clara tentativa do governador Flávio Dino de suprir o aumento de impostos que ele impõe aos empresários e à toda a população”, critica.

De acordo com Adriano, é preciso ficar atento para alguns pontos do Maranhão Juros Zero. “Por exemplo, esse programa não tem carência. O micro empresário toma um empréstimo e no mês seguinte já tem que começar a pagar a primeira parcela. Também não sabemos quais são as taxas que serão pagas. Enfim, tudo isso nós tínhamos que discutir mais”, disse o deputado.

Segundo o parlamentar, o setor de micro e pequenos empresários e empresárias compõem uma rede de milhares de pessoas, que representam 98% das empresas do estado, uma parcela importante da sociedade que certamente vai se unir para fiscalizar esse programa do governo.

“Vamos acompanhar a quantidade de tomadores de empréstimo, monitorar a curva de inadimplência e colher mais informações junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica, porque esse é um projeto que tem parceria de bancos oficiais. Nós queremos saber como esse projeto vai funcionar, de fato, para que não seja apenas mais uma iniciativa puramente eleitoreira do governo comunista”, explicou Adriano.

Clã Sarney usa Roseana, mas não tem nome para enfrentar Flávio Dino
Política

A um ano das convenções, grupo não sabe quem apoiar para governo e tem apenas um pré-candidato para o Senado

Restando pouco mais de 12 meses para as convenções partidárias, o que ainda sobrou do clã Sarney no Maranhão não sabe quem apoiar para o governo estadual em 2018 e tenta forçar a entrada da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) no embate direto contra o governador Flávio Dino (PCdoB), mesmo tendo conhecimento do medo da peemedebista de enfrentar novamente as urnas e, principalmente, o comunista num debate eleitoral.

Em 2006, quando ficou cara a cara com Jackson Lago, pelo segundo turno, a peemedebista mordia os lábios e se tremia constante e visivelmente, além de se atrapalhar a todo momento com o calhamaço que levou para a tribuna. Num dos momentos de nervosismo, inclusive, Roseana chegou a derrubar todos os documentos no chão, sendo alvo de piada de seu adversário, que estava com a palavra e abdicou de seu tempo para que ela pudesse recolher os papeis.

Para não se expor novamente ao vexame, ela está decidida a não entrar na disputa. Mas até encontrar outro nome, os caciques do clã pretendem continuar a insistir com a falsa pré-candidatura da ex-governadora.

Senado

A falta de alguém forte no seio oligárquico, porém, não se resume apenas à disputa pelo Palácio dos Leões. Até agora, o grupo, que na última eleição em que disputou o Senado Federal chegou ao ponto de brincar com o eleitor em quem ele deveria votar primeiro, segue apenas com um único nome para senador, e que mesmo sendo um sarneysista-raiz, ainda não teve e nem terá musculatura suficiente para, até o final da corrida, reunir pelo menos cinco grandes lideranças estaduais num palanque.

No recente levantamento feito pelo Instituto Escutec, por exemplo, apesar da consulta apontar que a maioria dos entrevistados tomou conhecimento da citação e acredita num possível envolvimento de Dino na Lava Jato, e de que tanto Roseana quanto o ministro Sarney Filho (PV) aparecem na frente, em todos os cenários, respectivamente, para o governo e o Senado, o clã teve receio de divulgar o resultado por avaliar que a diferença apontada na pesquisa aponta mais para o risco de uma eventual derrota da chapa majoritária do para a vitória dos candidatos do grupo.

Segundo fontes próximas à família Sarney, a expectativa era de que Roseana pudesse aparecer — sabe-se lá como — com pelo menos 20% à frente de Flávio Dino. Contudo, quando recebeu da Escutec o resultado e viu que a maior diferença não chegou a sequer 8%, a ordem direta foi para que a pesquisa não fosse divulgada — o que acabou não acontecendo, pois houve vazamentos em resposta a um pesquisa palaciana.

Ainda de acordo com fontes, em relação a Zequinha, o clã analisa que, embora ele tenha liderado com folga no levantamento para o Senado, caso não se encontre um nome forte para encabeçar a chapa na disputa pelo governo, o caçula do ex-senador José Sarney (PMDB-AP) poderá nadar em qualquer modalidade político-eleitoral, mas acabará morrendo na praia.

João Alberto

Há algumas semanas, o grupo Sarney chegou a ventilar a possibilidade do senador João Alberto Souza (PMDB-MA) entrar na disputa contra Flávio Dino, usando o forte discurso que lhe rendeu o apelido de Carcará, de como deveria ser tratada a segurança pública e bandidagem. Mas como a própria pesquisa Escutec mostrou, na espontânea, que a população quase não lembra de João Alberto para o governo e para uma possível reeleição ao Senado, essa ideia foi sumariamente descartada.

Eliziane Gama sequer é lembrada em pesquisa para o Senado
Política

Levantamento foi feito pelo Instituto Escutec em 80 municípios maranhenses

Para seguir no projeto de ser senadora pelo Maranhão, a deputada federal Eliziane Gama (PPS) precisa, como diz no ditado popular, comer muito feijão.

Humilhada nas urnas nas eleições de 2016 após ser apontada como eleita e terminar no amargo quarto lugar, Gama sequer foi lembrada pelo eleitor maranhense no levantamento feito pelo Instituto Escutec, em junho último, em 80 municípios.

De acordo com a consulta, pela espontânea, os nomes lembrados pelo eleitor foram Sarney Filho (PV), Lobão Filho (PMDB), Zé Reinaldo (PSB), Weverton Rocha (PDT), Gastão Vieira (PROS), Waldir Maranhão (PP), João Alberto (PMDB), Clóvis Fecury (DEM) e até mesmo o vereador de São Luís, Dr. Gutemberg (PSDB).

Na pesquisa estimulada, ela também foi totalmente ignorada.

Os nomes apontados pela Escutec foram apenas de Sarney Filho, Zé Reinaldo, Gastão Vieira, Lobão Filho, Waldir Maranhão, Weverton Rocha e Clóvis Fecury.

Segundo o Escutec, 2034 pessoas foram ouvidas.

Para 64,6% da população do MA, Flávio Dino está envolvido na Lava Jato
Política

Levantamento foi feito pelo Instituto Escutec em 80 municípios

Pelo menos 64,6% da população do Maranhão acredita que o governador Flávio Dino (PCdoB) está mesmo envolvido na Lava Jato, maior esquema de desvio de dinheiro público e de corrupção já desbaratado pela Polícia Federal no país.

O levantamento é do Instituto Escutec, após consulta em 80 municípios, em junho último.

Conforme mostrado mais cedo pelo ATUAL7, 53,5% da população tomou conhecimento de que o comunista foi citado por delatores da Odebrecht como beneficiário de dinheiro por fora e por dentro, nas eleições de 2010 e 2014.

Ao todo, segundo petição da procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao ministro Edison Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), R$ 400 mil teriam sido repassados pela empresa para as campanhas de Flávio Dino, a pedido do próprio comunista, sendo que metade desse dinheiro não teria sido declarado à Justiça Eleitoral.

Para esse universo que respondeu ter tomado conhecimento da citação do governador maranhense no esquema, a Escutec quis saber quem acredita que ele esteja envolvido.

Apenas 24,7% respondeu acreditar que não há envolvimento dele na Lava Jato, 10,7% não sabem ou não responderam ao questionamento.