Zé Inácio
Projeto de Zé Inácio põe à prova esquerdismo de Flávio Dino
Política

Governador tem 15 dias para decidir se sanciona ou veta projeto que prevê a contratação de vigilância armada para atuar 24 horas por dia nas agências bancárias

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), tem o prazo de quinze dias, contados desde o último dia 30, para provar se confirma a sua permanência na ideologia esquerdista ou se adere ao capitalismo por meio de apoio a um de seus principais símbolos: o lucro dos bancos.

Durante esse decurso, Dino terá de decidir se sanciona ou veta projeto de lei do deputado estadual Zé Inácio (PT), já aprovado pela Assembleia Legislativa, que prevê a contratação de vigilância armada para atuar 24 horas por dia nas agências bancárias públicas e privadas do Maranhão, inclusive em finais de semana e feriados.

Por onde já foi sancionada, a proposta tem enfrentado forte pressão da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), contrária à criação de novas despesas com agentes de segurança nas unidades bancárias do país, embora o setor tenha lucrado, apenas nos primeiro trimestre de 2017, quase R$ 15 bilhões.

Do outro lado, o esquerdo, estão os representantes e filiados ao Sindicato dos Vigilantes do Maranhão, que defendem a relevância da proposta sob a justificativa de que ela prima pela segurança da população e garante postos de trabalho à categoria — independente do perigo que representa um vigilante com um 38 contra um bando altamente armado com metralhadoras e dinamite.

Posto à prova, Flávio Dino tem como saída apenas sancionar ou vetar o projeto de lei. Fazer de conta que a matéria não existe e deixar passar o prazo para que ela volte para a Assembleia Legislativa e seja promulgada pelo presidente da Casa, deputado Humberto Coutinho (PDT), será encarado como adesão do governador do Maranhão ao discurso dos banqueiros.

Eleições 2018: PT deve priorizar Márcio Jardim e encolher Zé Inácio
Política

Deputado foi derrotado no PED e passou a ter reeleição ameaçada. O outro nome do PT maranhense é Henrique Verdinhas

O Partido dos Trabalhadores no Maranhão deve ungir o secretário estadual de Esporte e Lazer, Márcio Jardim, como principal nome da legenda para a disputa eleitoral de 2018.

Jardim disputará para deputado estadual, com o peso de dois staffs.

O caminho foi apontado na eleição do Processo de Eleições Diretas (PED), quando o deputado estadual Zé Inácio foi esmagado pelo Palácio dos Leões, que colocou o assessor especial do governador Flávio Dino (PCdoB), Augusto Lobato, no comando estadual do PT.

Enquanto Zé Inácio tenta se agarrar numa tese, na foto oficial da vitória no PED, além de Dino e do secretário Márcio Jerry, Lobato aparece apenas com Márcio Jardim, já deixando claro quem será, com as bençãos do governo, o candidato do petismo para a Assembleia Legislativa no pleito do próximo ano.

Além de Jardim, o outro nome do PT maranhense é Henrique Sousa, mais conhecido entre os petistas como Henrique Verdinhas — com o nicho eleitoral do deputado federal Zé Carlos.

Derrota no PT ameaça reeleição de Zé Inácio
Política

Deputado esperava ser eleito para o comando do partido do Maranhão. Petista ficou sem poder de barganha com o Palácio

A derrota do deputado estadual José Inácio Sodré Rodrigues no Processo de Eleições Diretas (PED), no último sábado 13, vai muito além de não ter conquistado o comando do Partido dos Trabalhadores no Maranhão.

Sem o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a prefeitura de Itinga do Maranhão e agora sem a sonhada presidência do PT no estado, Zé Inácio, como é mais conhecido o parlamentar, passa a ter gravemente ameaçada a reeleição para a Assembleia Legislativa.

Enquanto candidato no PED, o petista espalhava ao vento que o PT maranhense seria protagonista nas eleições de 2018, insinuando a entrada do partido na disputa pela vaga de vice na chapa majoritária de Flávio Dino (PCdoB).

Por trás do belo discurso de resgate da dignidade do PT, porém, Zé Inácio esperava ser eleito para o comando do partido no estado para ter o que colocar na mesa na montagem da coligação e, assim, garantir a sua reeleição de deputado estadual — como fez Eliziane Gama (PPS) para chegar à Câmara dos Deputados, em 2014.

Como foi derrotado pelo próprio Palácio dos Leões no PED, que elegeu com folga o assessor especial de Flávio Dino, Augusto Lobato — que jamais botará o pé na parede pela vaga de vice e deve trabalhar outro nome do partido para o Legislativo estadual —, o deputado do PT passou a estar agora de mãos vazias, sem qualquer poder de barganha e contando apenas com a camaradagem do governo para destinar, pelo menos, algumas emendas.

Zé Inácio e Ricardo Rios barram pedido de informações a Clayton Noleto
Política

Veto ocorre menos de uma semana após a base governista ter rejeitado um outro pedido de informações à Sinfra

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, composta na sessão dessa segunda-feira 13 pelos deputados estaduais Zé Inácio (PT) e Ricardo Rios (SD), vetou pedido de informações sobre processos licitatórios realizados pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra), que tem como titular o secretário Clayton Noleto.

O pedido havia sido formulado pelo deputado Wellington do Curso (PP), que vem fiscalizando a aplicação dos recursos públicos na obra desde 2015.

Por meio do Requerimento 078/2017, o progressista solicitava de Noleto que enviasse à Casa cópias integrais dos processos licitatórios autuados ou que estejam em andamentos; pareceres ou notas técnicas; empenhos e inscrições em restos a pagar; ordens de pagamento; notas de crédito; prestações de contas e cópias de todos os documentos relacionados à contratação de empresas para a execução dos projetos de construção da obra da Ponte o Rio Gangan, mais conhecida como Ponte Pai Inácio, em São Luís.

Consultados pelo vice-presidente da Assembleia, deputado Othelino Neto (PCdoB), que presidia a sessão, os deputados Zé Inácio e Ricardo Rios, respectivamente, primeiro e terceiro secretários da Mesa, votaram pela rejeição ao pedido.

Sem transparência

Esta é a segunda vez, em menos de uma semana, que a base do Palácio dos Leões barra pedidos de acesso à informações públicas de contratos celebrados pela Sinfra.

Na semana passada, os deputados governistas rejeitaram pedido formulado pelo deputado Edilázio Júnior (PV), sobre a licitação da obra de construção de uma praça pública na Lagoa da Jansen, também localizada na capital.

Com a rejeição, o parlamentar ainda tentou protocolar um ofício na sede da Sinfra, pessoalmente, com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), porém, o local se encontrava estranhamente fechado, às escuras, em pleno horário de expediente.

‘Pré-sal’ tem cinco vagas garantidas na nova composição da Mesa Diretora
Política

Eleição antecipada será realizada nesta quinta-feira 10. Chapa pode mudar dois nomes, mas para entrada de outros parlamentares com fraco desempenho na Casa

Pelo menos cinco deputados ‘pré-sal’ estão garantidos na nova composição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão, para o biênio 2017-2018. Confirmada na segunda-feira pelo presidente do Legislativo, deputado Humberto Coutinho (PDT), que será reeleito para o cargo, a eleição antecipada será realizada nesta quinta-feira 10, em sessão extraordinária, a partir das 11 horas e 30 minutos. Além de Coutinho, também será reeleito o primeiro vice-presidente, deputado Othelino Neto (PCdoB), pelo Bloco Parlamentar Pelo Maranhão, o Blocão.

A antecipação da eleição somente foi possível após a promulgação do Projeto de Resolução Legislativa n.º 781/2016, submetido ao Plenário e aprovado por unanimidade, em dois turnos. Pelo Regimento Interno, a eleição deveria ocorrer a partir de primeiro de julho, mas com a nova redação a votação poderá ocorrer a qualquer tempo, a partir do segundo ano de mandato. A expectativa é de que a sessão ocorra em clima de tranquilidade.

Até ontem, estavam garantidos na nova composição da Mesa os ‘pré-sal’ Nina Melo (PMDB), na vaga destina ao Bloco de Oposição; Josimar de Maranhãozinho (PR), em uma das duas vagas destinadas ao Bloco União Parlamentar; e Fábio Macedo (PDT), Zé Inácio (PT) e Ricardo Rios (PEN), nas três últimas das cinco vagas a que tem direito o Blocão.

Embora, respectivamente, do partido e afilhado do presidente Humberto Coutinho, os deputados Fábio Macedo e Ricardo Rios ainda podem ser substituídos. Contudo, ainda que isso ocorra, as vagas continuam a ser ocupadas por parlamentares ‘pré-sal’, neste caso pelos deputados Fábio Braga (PTdoB) e Júnior Verde (PRB).

‘Alto clero’

Se confirmado os entendimentos de bastidores, somadas às de ‘altíssimo clero’ Humberto Coutinho e Othelino Neto, as vagas restantes serão ocupadas pelos ‘alto clero’ Adriano Sarney (PV), na vaga destinada à bancada do Partido Verde; e Stênio Rezende (PMB), na segunda e última vaga destinada ao Bloco União Parlamentar.

Com a composição da chapa praticamente encaminhada, falta definir apenas as posições dos indicados na Mesa, o que será feito antes da sessão.

Só em janeiro

Na atual composição, a direção da Assembleia Legislativa tem como presidente Humberto Coutinho; primeiro vice-presidente, Othelino Neto; segundo vice-presidente, Glalbert Cutrim (PDT); terceiro vice-presidente, Valéria Macedo (PDT) e quarto vice-presidente, Graça Paz (PSL). Na primeira secretaria está o deputado Edilázio Júnior (PV); na segunda o deputado Carlinhos Florêncio (PHS); na terceira secretaria o deputado Cesar Pires (DEM) e na quarta a deputada Francisca Primo (PT).

Apenas o dueto Glalbert Cutrim e Francisca Primo são considerados ‘pré-sal’ nesta composição, que se manterá inalterada até janeiro de 2017.

A divisão dos deputados por clero é feita pela imprensa que cobre os trabalhos da Assembleia Legislativa e é baseada no desempenho dos parlamentares na Casa. Atualmente, existem seis, divididos entre: ‘Altíssimo’, ‘Alto’, ‘Médio’, ‘Baixo’, ‘Baixíssimo’ e ‘Pré-sal’.

Flávio Dino racha o PT do Maranhão
Política

Lideranças petistas divergiram sobre proposta feita pelo governador. Monteiro tenta reverter crise se desmentindo

A tentativa do governador Flávio Dino (PCdoB) em se lançar como liderança nacional ao compartilhar no jornal Folha de S. Paulo [sem dar os créditos] a proposta de grandes empresários sobre uma eventual aproximação entre o partido da presidente Dilma Rousseff e o PSDB para "salvar o país" acabou tendo o efeito contrário no Maranhão. Em vez de promover a união com o partido opositor, a proposta acabou resultando num racha no PT maranhense, além de criticas ao próprio Dino pela incoerência.

Principais lideranças do partido no Maranhão e ambos da mesma corrente do PT, a CNB (Construindo um Novo Brasil), o deputado estadual Zé Inácio e o presidente estadual do PT, Raimundo Monteiro, acabaram divergindo publicamente sobre a proposta. Pior: sobrou até para o deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB), aliado e padrinho político do governador, que teve uma proposta semelhante, o Pacto pelo Maranhão, ironizada pelo deputado petista.

Ao comentar sobre o assunto ao jornal O Estado, Zé Inácio defendeu a posição da base do partido e considerou impossível uma aproximação entre o PT e o PSDB, lembrando que as duas siglas protagonizaram as maiores disputas políticas no país dos últimos anos. Ele ainda criticou a postura de Flávio Dino, que no ano passado silenciou a a proposta de Zé Reinaldo, mas agora tenta promover a mesma ideia a nível nacional.

“Flávio Dino está com a síndrome de Zé Reinaldo. Ou os dois estão certos ou um está mais equivocado que o outro”, detonou.

Já Raimundo Monteiro, para não desagradar o comunista, também em declaração a O Estado, acabou desqualificando a posição do parlamentar do PT, avaliando o pacto como viável. Para ele, há sim a possibilidade de aproximação entre as duas legendas no plano nacional, desde que o objetivo seja, tão somente, a superação da crise político, econômica e social do país - ou seja, a mesma proposta feita por Zé Reinaldo para o governador Flávio Dino em relação a crise financeiro que atinge o Maranhão.

“Se houver interesse do PSDB e responsabilidade para melhorar o país, retirar o país dessa crise política, não vejo problema nenhum. É até importante se houver essa possiblidade”, disse.

Nos bastidores, a divergência entre Zé Inácio e Raimundo Monteiro já começa a render crise. Para tentar reverter o racha, ao ser pressionado desde cedo por petistas e pelo próprio deputado, Monteiro já tem dito que nunca declarou-se favorável à proposta de Dino, e que concorda piamente com tudo o que disse Zé Inácio, inclusive sobre a incoerência do governador em relação ao posicionamento tomado quando da proposta feita por Zé Reinaldo.

Zé Inácio precisa explicar como será a troca de ônibus por barcos e catamarãs
Política

Deputado é autor de Projeto de Lei que autoriza o Executivo a implantar o Bilhete Único Metropolitano, que inclui Alcântara ao serviço

Impulsionado pelo lançamento do Bilhete Único em São Luís e pela proximidade das eleições de 2016, o deputado Zé Inácio (PT) apressou-se em criar o Projeto de Lei n°. 057/2015, já aprovado em unanimidade pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão, que autoriza o governador Flávio Dino (PCdoB) a implantar o chamado Bilhete Único Metropolitano, que, em tese, integrará a plataforma ao serviço de transporte público de passageiros em parte da Região Metropolitana de São Luís.

Ocorre que para Alcântara, um dos cinco municípios que integram a Região Metropolitana de São Luís - a inclusão de Rosário, Bacabeira e Santa Rita aprovada em 2012 pela AL nunca foi sancionada - , a viagem de passageiros é feita via barcos e catamarãs, ambos feitos por entidades privadas. Como o Bilhete Único implantado pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) prevê o pagamento de somente uma tarifa, integração temporal por até 90 minutos e sentido único de viagem, o deputado precisa explicar para a população como se dará a mudança de tipo de transporte.

Atualmente, o passageiro que deseja ir para Alcântara precisa desembolsar R$ 15,00 se a viagem for feita de catamarã; e R$ 12,00 se de barco, o que aumenta a confusão do Bilhete Único Metropolitano. Além do passageiro correr o risco de pegar uma embarcação já lotada, outro problema se dá na mudança de transporte marítimo.

A não ser que o deputado Zé Inácio já tenha encontrado uma formula para que, além de poder trocar de ônibus por uma das duas embarcações em tempo hábil, o passageiro que quer chegar mais rápido ao seu destino também possa trocar de catamarã pela Bate Vento no meio da Baía de São Marcos.

Lideranças políticas do Maranhão analisam cenário de impeachment contra Dilma
Política

Governador e parlamentares federais e estaduais comentam abertura do processo de impeachment da presidente por Eduardo Cunha

Com a aceitação do pedido de abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), autorizada na noite de quarta-feira 2 pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se baseia na acusação de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (as chamadas pedaladas fiscais), uma comissão de deputados será criada para emitir um parecer sobre a abertura efetiva ou não do processo de impedimento da presidente.

A decisão de Cunha foi anunciada no dia em que representantes do PT no Conselho de Ética da Câmara anunciaram que votarão pela continuidade do processo que pede a cassação do mandato do presidente da Casa, que é acusado de mentir à CPI da Petrobras por ter afirmado que não tinha conta bancária no exterior.

Diante do cenário de há aqueles que defendem e os que são contrários ao impeachment, o Atual7 buscou ouvir políticos de várias vertentes para entender o que cada um deles pensa sobre o caso que, como no restante do Brasil e do mundo, repercutiu em todo o Maranhão. Confira abaixo:

Flávio Dino (PCdoB)

Nem o Congresso, nem o Supremo, aprovarão ideia tão disparatada quanto esse impeachment sem base constitucional.

Só para uma coisa serve esse tumulto inconstitucional: dificultar o entendimento nacional que o Brasil precisa para sair da crise.

Inusitado que, em nome de combater as tais pedaladas fiscais, haja aceno e apoio para pontapés contra a Constituição e o Estado de Direito.

O Brasil precisa de estabilidade institucional, respeito à Constituição e de diálogo entre as forças políticas para sair da crise econômica.

Eliziane Gama (Rede)

Acho procedente. Não podemos fechar os olhos pro que está acontecendo no país. Tanto o processo do Cunha no Conselho de Ética, como Comissão Especial pro impeachment precisam funcionar normalmente.

Rubens Pereira Júnior (PCdoB)

Considero claro abuso de poder e desvio de finalidade do presidente da Câmara Eduardo Cunha, ao autorizar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, logo após ele ficar ciente que ele não teria os votos do PT para absolvê-lo no Conselho de Ética. É claro e notório que não passa de uma retaliação antidemocrática e autoritária.

Não há um rito definido pelo STF, que já barrou outras vezes e irá barrar desta vez, a retaliação de Eduardo Cunha. Reafirmo que vamos ingressar com um mandado de segurança para entrar junto ao Supremo a fim de barrar a decisão de Eduardo Cunha.

Iremos ao Supremo para garantir, em primeiro lugar, que seja definido um rito do julgamento, onde haja a previsão a ampla defesa, do devido processo constitucional, e só então, depois, é que iremos avaliar o mérito do pedido. Não há possibilidade de se processar sem antes ter um rito definido. Sem rito não há processo e tenho certeza que o Supremo, mais uma vez, irá barrar essa atitude do presidente Eduardo Cunha, que se transcreve em abuso de poder e um desvio de finalidade.

Wellington do Curso (PPS)

Minha opinião é que precisa ser averiguado. O Brasil precisa ser passado a limpo. O Brasil vive uma grande crise econômica, financeira e principalmente crise política e ética. Eu sou a favor de que possa ser averiguado, de que possa ser realmente investigado, para que nós possamos superar esse momento e ter a retomada do crescimento e da estabilidade no país.

Não podemos pensar em estabilidade jogando simplesmente a sujeita pra debaixo do tapete.

Andrea Murad (PMDB)

Estamos discutindo internamente e irei me pronunciar assim que o PMDB decidir qual posição adotará sobre o processo de impeachment da presidente Dilma, mas ressalto que estou preocupada com a deterioração das instituições nacionais, que se continuar pode provocar uma ruptura grave no país, com consequências imprevisíveis.

A presidente e o PT perderam todas as condições de governabilidade e é necessário uma ação política concreta para o livrar o país do caos em que se encontra. Sobre o impeachment, é uma questão que a Câmara dos Deputados irá deliberar porque é de sua competência exclusiva, e espero que o PMDB assuma uma posição que preserve os interesses da nação.

Que o PMDB vá de encontro aos anseios do povo brasileiro.

Rogério Cafeteira (PSC)

Não sou simpático ao PT e não gosto de Dilma, mas estamos num estado democrático de direito. Não existe até agora razão pra que ela seja "impeachmada". Seria um golpe!

Glalbert Cutrim (PRB)

O momento que estamos vivendo, acredito ser prejudicial uma mudança de governo. O certo seria reunir as "cabeças pensantes", os líderes de todos os setores, para que seja discutida uma maneira de alavancar o país. Não vejo motivos pra impeachment da Presidenta Dilma, mas defendo a união de quem quer o bem do Brasil para, juntos, driblarmos a crise. Somente desta forma, apontaríamos mecanismos concretos para enxugar a máquina administrativa e reestruturar a divisão do bolo tributário, refazendo e invertendo a pirâmide do pacto federativo e, desta forma, beneficiando, de fato, os municípios.

Zé Inácio (PT)

É totalmente arbitrária e revanchista a decisão do Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de acatar o processo de impeachment contra a Presidenta Dilma. O deputado mostra, desta forma, o seu total descompromisso com a democracia e a legalidade constitucional, agindo de forma irresponsável e infundada, em represália à decisão do PT de apoiar a admissibilidade da representação contra ele no Conselho de Ética.

Temos certeza que a Presidenta Dilma não vai recuar um milímetro da disputa política. Uma mulher que tem em seu histórico a luta incansável contra o regime militar, nas décadas passadas, não abaixará a cabeça diante das ações arbitrárias de quem não tem compromisso com o povo brasileiro, de quem possui conta no exterior e oculta do conhecimento público a existência de bens pessoais.

Para finalizar, parafraseio a Presidenta Dilma ao discursar na abertura do Congresso da CUT, neste ano:

"[...] Quem tem força moral, reputação ilibada e biografia limpa suficientes para atacar a minha honra? Quem?".

Este alguém, decerto, não é o Eduardo Cunha!".

Zé Inácio vai cobrar de MOB falta de fiscalização em embarcações tipo catamarã
Política

Ns última sexta-feira 20, embarcação naufragou a cerca de um quilômetro e meio da praia da Ponta d´Areia, em São Luís

O deputado estadual Zé Inácio (PT) usou a tribuna da Assembleia Legislativa, nesta segunda -feira 23, para falar da sua preocupação com o acidente ocorrido na sexta-feira 20, com uma embarcação com destino à cidade de Alcântara.

Durante o ocorrido, cerca de 50 passageiros estavam a bordo na embarcação que por pouco não se tornou em tragédia. As pessoas foram salvas pelo Corpo de Bombeiros e pelo Grupo Tático Aéreo (GTA) da Polícia Militar do Maranhão, que estavam próximo ao local do acidente. “O Catamarã naufragou por conta da precariedade que tinha a embarcação, além, logicamente, da quantidade de passageiros que extrapolou o limite máximo que a embarcação comportava que era de 32 passageiros e tinham 50”, disse o parlamentar.

Zé Inácio chamou a atenção das autoridades, principalmente da Marinha para este caso. “Como deputado vou solicitar uma reunião na Capitania dos Portos, na representação da Marinha aqui em São Luís, para que nós possamos discutir esse tema. A Marinha precisar exercer o seu dever, que é fiscalizar as embarcações”, denunciou.

Segundo o deputado, essa situação se dá principalmente por falta de fiscalização, por conta do transporte hidroviário São Luís/Alcântara ser muito mais precário que o de ferryboat. Ele afirmou ainda que irá tomar providências, junto à Agência de Mobilidade Urbana (MOB), em relação à falta de fiscalização desse tipo de transporte.

Fernando Furtado insinua corrupção no Incra na gestão de Inácio e Monteiro
Política

Declaração foi dada na mesma audiência pública em que deputado do PCdoB atacou indígenas da terra Awá-Guajá

O deputado estadual Fernando Furtado (PCdoB) foi além de ataques à indígenas da terra Awá-Guajá, durante audiência pública organizada pela CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil) e pela Faema (Federação de Agricultura e Pecuária do Maranhão) para discutir a desintrusão de terra por parte de produtores rurais de São João do Carú.

O deputado Zé Inácio, acusado por Furtado de ter gerido o Incra sob corrupção
Kristiano Simas/Agência Assembleia Suspeito O deputado Zé Inácio, acusado por Furtado de ter gerido o Incra sob corrupção

Após agredir verbalmente os índios, chamando-os de "bando de veadinhos", o comunista baforou também para cima do PT, partido da base aliada do governador Flávio Dino, e ainda insinuou corrupção no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Maranhão durante as gestões do deputado Zé Inácio e o também petista Raimundo Monteiro.

“Quando se fala em INCRA companheiros, vocês que não têm culpa de nada, mas sabem tanto quanto eu, o INCRA é uma caixa preta de desmando e de corrupção, desvio de conduta. Eu falo isso porque eu sei que pessoas, não vou citar nomes para não comprometer ninguém, mas tem uma colega de vocês que fazia as casas por ai, dos projetos e fazia miséria, comia o dinheiro, fazia as casas mal feitas. Eu tenho que dizer a vocês, porque hoje eu tenho o livre arbítrio de poder dizer a verdade que antes não podia dizer. Então eu preciso agora com esse novo governo lavar essa roupa suja e comercar a botar uma roupa limpa no varal. O nosso povo do Maranhão não merece isso, povo trabalhador, povo lutador, um povo que não quer esmola, esse povo quer seus direitos garantidos, respeitados para trabalhar. Então companheiros, eu quero dizer que aqueles parlamentares de ontem que esteve embreados com vocês, talvez tiveram um pouco de medo, de vim aqui onde tá o exercito fazendo desmando, olhar de perto, ir pra frente da luta com vocês, porque tiveram medo, iaí tem um ditado popular que diz ‘quem tem medo de morrer não nasce’, não nasce, não nasce. Então gente eu quero dizer a todos e a todas que é importante nesse momento que o companheiro Francisco, que os companheiro do INCRA, mesmo com toda a dificuldade hoje, porque eu conheço a história do INCRA quando Inácio esteve lá, quando o Monteiro teve lá, conheço quando todos do PT passaram por lá, no MDA no INCRA, infelizmente tem que ser dito, o PT se prostituiu”, declarou Furtado.

Repercussão

A nova revelação das declarações do deputado do PCdoB deve provocar estremecimentos entre o partido do governador e os petistas no Maranhão, e deve ter resposta na Assembleia Legislativa, onde o deputado Zé Inácio é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, com poder para enquadrar Fernando Furtado pelos primeiros ataques proferidos, contra os índios.

Além dos áudios já vazados das falas do parlamentar comunista contra os índios e contra os petistas, há ainda outros em que ele ataca a Igreja Católica, o juiz federal Carlos Madeira, o Tribunal de Justiça do Maranhão e os deputados Cléber e Júnior Verde.

Protesto contra a “Maternidade da Morte” marca véspera do Dia das Mães em Caxias
Política

Quase 200 crianças morreram na Maternidade Carmosina Coutinho, em Caxias, só em 2014. Outras 20 nasceram, mas ficaram cegas

Dezenas de cruzes espalhadas pela Praça da Matriz, no município de Caxias, foi a maneira encontrada pelas mães de quase 200 crianças mortas em 2014 na Maternidade Carmosina Coutinho, a “Maternidade da Morte”, como forma de protesto contra um dos piores casos de descasos com a saúde pública no Maranhão.

Latinhas de leite com cruzes são expostas em memória dos bebês mortos na "Maternidade da Morte"
Amadeus Jr/Facebook Dor e Revolta Latinhas de leite com cruzes são expostas em memória dos bebês mortos na "Maternidade da Morte"

Além das cruzes, que foram fixadas em latas de leite vazias, o protesto foi acompanhado de faixas que carregavam a dor de uma frase chocante: "Quase 200 mães não poderão comemorar o seu dia".

Pertencente à oligarquia Coutinho, a "Maternidade da Morte" passou a abocanhar toda a verba pública para o setor após uma manobra do ex-prefeito da cidade, Humberto Coutinho, do PDT, hoje presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão e tio do atual prefeito, Leonardo Barroso Coutinho, o Léo, PSB.

Apesar de reportagens nacionais da Band e da Record noticiarem em rede nacional e internacional que, além das mortes de quase 200 bebês, outras 20 que conseguiram nascer ficaram cegas, as autoridades locais tem permanecido em silêncio, como forma de não se indispor com o presidente da AL, acusado pelo Ministério Público de ser um dos responsáveis diretos pelas mortes dos bebês: R$ 523.479,19 enviados pelo SUS para a aquisição de equipamentos para implantação de uma UTI Pediátrica na maternidade da cidade foram escamoteados por ele. Na época do desvio, houve 234 óbitos na maternidade, sendo 145 nenonatal, 87 fetal e dois materno.

Do total de 42 deputados estaduais abrigados no Palácio Manuel Beckman, apenas três (Wellington do Curso, Andrea Murad e Zé Inácio) se manifestaram, até então, sobre o matadouro de crianças em Caxias, e prometeram voltar ao assunto após uma visita in loco.

Na Câmara Federal, a falta de sensibilidade e de responsabilidade com a dignidade humana é ainda maior: nenhum dos 18 parlamentares insinuou qualquer discurso ou reação.

Já no governo estadual, comandado pelo comunista Flávio Dino, do PCdoB, diante do discurso de mudança e de libertação que o levou ao comando do Palácio dos Leões, o silêncio sepulcral chega a causar ânsia e vergonha.

Afilhado político histórico de Humberto Coutinho, a quem define como copiloto de seu governo, Dino engoliu uma dor semelhante e recente a sofrida pelas mães de Caxias e escondeu o coração e os dedos. Usuário ativo das redes sociais para criticar os descasos provocados pelo clã Sarney e seus aliados, o comunista tem feito de conta que nada aconteceu, que em Caxias crianças não morreram, não morrem, e que o prefeito Léo Coutinho é um dos melhores do país.

Apenas três de 42 deputados se preocupam com mortes de bebês em Caxias
Política

Wellington do Curso, Andrea Murad e Zé Inácio foram os únicos a discutir o tema durante a sessão legislativa dessa terça-feira (28)

A sessão legislativa dessa terça-feira (28) serviu para mostrar que apenas três, dos 42 deputados da Assembleia Legislativa do Maranhão, demostraram humanidade e preocupação com a morte de quase 200 bebês, só em 2014, na Maternidade Carmosina Coutinho, em Caxias, de propriedade do presidente da Casa, deputado Humberto Coutinho (PDT).

Apelidada de "Maternidade da Morte" pelo Repórter Record Investigação, que exibiu ainda que a unidade funciona sem alvará da prefeitura, Vigilância Sanitária e Corpo de Bombeiros, por lá os bebês que sobrevivem aos partos ficam cegos.

Reportagem “Maternidade da Morte” revoltou e chocou todo o país e apenas três deputados do Maranhão
Montagem/Atual7 Matadouro Reportagem “Maternidade da Morte” revoltou e chocou todo o país e apenas três deputados do Maranhão

Cientes do descaso da administração do prefeito Léo Coutinho (PSB), sobrinho de Humberto, os deputados Wellington do Curso (PPS), Andrea Murad (PMDB) e Zé Inácio (PT) usaram seus tempo na tribuna e de aparte para discutir o assunto.

Andrea lembrou que, além das mortes, as crianças que conseguiram sobreviver ao parte ficaram cegas, e denunciou que durante a passagem de seu pai, o ex-secretário Ricardo Murad, pela Saúde estadual, um relatório da Vigilância Sanitária foi produzido apontando o que a reportagem da Record mostrou. A oposicionista prometeu aguardar o retorno de Humberto Coutinho à Assembleia para cobrar uma solução para a matança de crianças.

- Ontem não sei se os deputados assistiram a questão de Caxias. Mas, infelizmente, o que aconteceu nessa maternidade de Caxias, através do sobrinho do Presidente desta Casa, é uma vergonha. Eu, como mãe, assistindo aquela reportagem ontem, fiquei emocionada, olhando aquelas criancinhas cegas, que vão ver a vida no escuro. A vida vai passar e verão somente o escuro dentro delas. Quer dizer que acontece isso com várias e várias crianças e ninguém toma uma posição, nada. A vigilância sanitária na gestão de Ricardo Murad fez todo um relatório disso que está acontecendo agora em Caxias. Eu depois vou aprofundar nesse assunto até porque sou acusada de falar as coisas sem a presença das pessoas. Mas eu não considero que esse caso de Caxias, eu preciso falar na presença do deputado Humberto. É um fato que saiu em rede nacional. E depois eu vou me pronunciar sobre ele - pontuou.

Wellington do Curso externou a sua preocupação com a dignidade humana, e propôs que a Comissão de Saúde da Assembleia realize visita "in loco" à Carmosina Coutinho, para esclarecer de fato o que leva a maternidade a se transforma em um matadouro de crianças.

- O Brasil se consternou com a dignidade humana. Ontem, pela segunda vez, uma emissora de TV levou a todos os lares do Brasil uma denúncia sobre a morte de mais de 200 crianças, famílias dizimadas, gerações perdidas e um absurdo de crianças sequeladas pelo resto da vida. É através dessa proteção que se concretizará todo catálogo de direitos humanos encartado na Constituição Federal. E, em Caxias, não há essa proteção. O que vimos foi a completa falta de respeito ao que é mais caro ao ser humano: a sua dignidade - detonou.

Já o deputado Zé Inácio, durante aparte, colocou a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Assembleia, da qual preside, à disposição para também realizar uma visita "in loco" à "Maternidade da Morte".

- Já defiro o seu Requerimento pela Comissão de Direitos Humanos, para que possam fazer a visita in loco. Nós podemos fazer juntos. Se a Comissão de Saúde recuar [por conto do presidente, deputado Stênio Rezende, ser governista], mas a Comissão de Direitos Humanos não recuará. Nós iremos lá atendendo o seu Requerimento.

Nascido em outras maternidades, mas cegos

Apesar de não terem nascido na "Maternidade da Morte", três parlamentares se fizerem de cegos para o problema enfrentado pelos pais e mães de Caxias.

Durante a sessão legislativa, os deputados Eduardo Braide (PMN), Levi Pontes (SD) e Othelino Neto (PCdoB) chegaram a interromper e contestar a fala dos poucos deputados que se indignaram com a morte dos bebês na Carmosina Coutinho.

Uma vergonha!

Saiba quais deputados querem a exoneração de jornalistas e blogueiros na Assembleia
Política

Parlamentares não aceitam que profissionais da imprensa que cobrem a Casa publiquem denúncias conta suas ações no mandato

Diretor de Comunicação da Assembleia ficou encarregado de explicar o be a bá aos profissionais da imprensa que cobrem a Casa
Reprodução O preço do silêncio Diretor de Comunicação da Assembleia ficou encarregado de explicar o be a bá aos profissionais da imprensa que cobrem a Casa

Pelo menos nove deputados estaduais do Maranhão aguardam o retorno do presidente da Casa, deputado Humberto Coutinho (PDT), para o cumprimento de um acordo costurado na época da eleição da Mesa Diretora, que garantia que nenhum dos 42 parlamentares do Legislativo estadual seria denunciado ou mesmo criticado por profissionais da imprensa nomeados no setor de Comunicação.

A pressão pela exoneração de jornalistas e blogueiros voltou a ser exigida na semana passada, após um blogueiro recém-chegado na folha de pagamento novamente chamar o líder do governo na Assembleia, deputado Rogério Cafeteira (PSC), de Rogério Porcão; e de uma postagem requentada sobre a nomeação do ficha suja Raimundo Monteiro no gabinete do deputado Zé Inácio (PT).

Capitaneados pelo presidente interino da AL, deputado Othelino Neto (PCdoB), que cobrou de um outro parlamentar sobre sua ligação com um bogueiro do interior do Maranhão que tem produzido uma serie de reportagens sobre sua coleção de indiciamentos criminais, o bloco da mordaça resolveu escalar o diretor de Comunicação Carlos Alberto Ferreira para anunciar a cada um dos jornalistas e blogueiros em rebeldia como funciona o código de conduta para quem recebe pela Assembleia Legislativa.

Até agora, apesar de um novato ter reclamado de perseguição por parte de blogueiros alinhados ao projeto do governador Flávio Dino (PCdoB) para São Luís, oficialmente apenas nove deputados fazem parte do bloco da mordaça: Othelino Neto (PCdoB); Rogério Cafeteira (PSC); Zé Inácio (PT); Sérgio Frota (PSDB); Rigo Teles (PV); Júnior Verde (PRB); Fernando Furtado (PCdoB); César Pires (DEM); e Edson Araújo (PSL).

Ficha suja, Raimundo Monteiro é nomeado no gabinete de Zé Inácio
Política

Petista possui duas condenações do TCU por desvio de dinheiro público. Deputado pode responder por crime de responsabilidade

Nomeação de companheiro ficha suja pode custar o mandato de Zé Inácio
Agência Assembleia É do PT Nomeação de companheiro ficha suja pode custar o mandato de Zé Inácio

O deputado estadual Zé Inácio, do PT, nomeou em seu gabinete, na última quinta-feira (5), para o cargo em Comissão Símbolo DGA de Assessor Especial Legislativo, o correlegionário e ficha suja Raimundo Monteiro dos Santos, condenado em dois processos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por desvio de recursos públicos no período em que dirigiu a Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Maranhão.

A nomeação é irregular e viola a Lei n.º 9.881/2013, a chamada Lei da Ficha Limpa do Servidor Público, que disciplina a nomeação para os cargos em comissão e funções gratificadas no âmbito do Poder Executivo e Legislativo do Maranhão.

De acordo com a lei — que busca maior rigor e a excelência no poder público —, todos os cargos em comissão e funções gratificadas que compõem a administração direta ou indireta, no Executivo ou Legislativo, devem ser ocupados por cidadãos que não tenham qualquer tipo de restrição pessoal ou profissional, isto é, que não tenham condenações por Órgão Colegiado por falcatruas com o dinheiro do contribuinte.

Se acionado pelo Ministério Público (MP) Estadual, além de obrigatoriamente ter de exonerar Monteiro, Zé Inácio poderá responder pelo crime de responsabilidade, que pode levá-lo à perda do cargo e à suspensão de seus direitos políticos.

 

Política

Obra recebeu investimentos federais de R$ 1,8 milhão antes de ser encerrada pelo governo federal

O deputado estadual Zé Inácio, do PT, saiu em defesa de seus companheiros de partido, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff, nessa terça-feira (3), em acalorada discussão na Assembleia Legislativa sobre o encerramento dos projetos de investimento para a implantação da refinaria Premium I, cuja obras estavam em andamento no município de Bacabeira.

O deputado estadual do PT, Zé Inácio
JR lisboa/Agência AL Novato O deputado estadual do PT, Zé Inácio

Segundo dados de balanços da Petrobras, a refinaria Premium I teve investimentos federais na ordem de R$ 1,8 bilhão - em valores não-atualizados monetariamente.

Apesar de defender a formação de uma frente parlamentar para pressionar a Petrobras e o Ministério de Minas e Energia a rever a decisão de encerrar a obra, Inácio rebateu a proposta de uma Moção de Repúdio do deputado César Pires (DEM) contra a decisão de Dilma e da presidente estatal, Graça Foster, e a acusação do deputado Othelino Neto (PCdoB), que culpou diretamente o ex-presidente Lula pelo prejuízo no empreendimento.

- O nosso papel não é simplesmente o de fazer bandeira política em favor da refinaria, lutas partidárias. Nós temos que criar uma comissão e uma frente parlamentar suprapartidária em favor do Maranhão e que possamos envolver o governador Flávio Dino - defendeu o petista.

Novato na Casa, o deputado do PT acabou sendo durante repreendido por Othelino.

- A crítica ao fim do sonho da refinaria não se trata de um desaforo a presidenta Dilma, e muito menos ao governo do PT. Sou filiado ao PCdoB com muito orgulho, o nosso partido pertence a base de apoio da presidente Dilma, mas nem o fato do meu partido fazer parte da base de apoio da presidenta Dilma, me permite fechar os olhos para um ato escandaloso como esse que foi não trazer mais a refinaria para o Maranhão. Em primeiro lugar sempre estará o meu Estado - rebateu o comunista.

Zé Inácio ainda polemizou com o antigo companheiro de partido, Bira do Pindaré (PSB), que também acusou Dilma e Lula.

- O Othelino até que não me surpreende, pois parece que ele ainda está sentindo que está no PPS, fazendo sempre oposição ao governo federal. Mas o que me causa estranheza é a forma como o deputado Bira se manifesta dizendo que o presidente Lula, que é a maior liderança hoje viva desse país, seja o culpado pelo fracasso da refinaria - provocou.

Deputados fecham blindagem à parentes para votarem em Humberto Coutinho
Política

Negociação foi fechada há duas semanas, durante almoço em um restaurante na capital

Sete deputados estaduais de primeiro mandato fecharam com o governador Flávio Dino (PCdoB) a blindagem de familiares supostamente envolvidos com desvio de recursos públicos em prefeituras do Maranhão em troca de voto no candidato do comunista à Presidência da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Humberto Coutinho, do PDT.

Ao fundo, deputados conversam sobre proposta de blindagem feita por Flávio Dino por meio de Humberto Coutinho
Yuri Almeida/Atual7 Negociata Ao fundo, deputados conversam sobre proposta de blindagem feita por Flávio Dino por meio de Humberto Coutinho

A blindagem seria nos convênios auditados pela Secretaria de Transparência e Controle, comanda pelo advogado Rodrigo Lago.

Inicialmente formadores de um grupo independente e que apoiaria a candidatura do deputado Wellington do Curso (PPS) para presidir a Casa, os parlamentes Ana do Gás (PRB), Júnior Verde (PRB), Vinícius Louro (PR), Ricardo Rios (PEN), Josimar de Maranhãozinho (PR), Zé Inácio (PT) e Glaubert Cutrim (PRB) acertaram os detalhes finais da proposta oferecida por Dino por meio de Coutinho durante um almoço em um restaurante na área nobre da capital, no último dia 8. O ex-deputado Raimundo Louro também participou da reunião.

Os beneficiados seriam o prefeito de Santo Antônio dos Lopes, Eunélio Mendonça (PSD), esposo de Ana do Gás; o ex-deputado estadual Raimundo Louro (PR), pai de Vinícius; o prefeito de Vitória do Mearim, Dóris Rios (PV), pai de Ricardo; a prefeita de Centro do Guilherme, Maria Deusdete Lima, a Detinha (PR), esposa de Josimar; e o prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim (PMDB), irmão de Glaubert. Os deputados Júnior Verde e Zé Inácio, que mantiveram convênios com prefeituras quando comandaram a Secretaria da Pesca do Maranhão - por meio do testa de ferro Dayvson Franklin de Souza, e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) do Maranhão, respectivamente, foram os únicos a negociar a própria blindagem.

Além da proteção durante as auditorias dos convênios feitas pela Transparência e Controle, foi negociado ainda o apoio do governador do Maranhão na disputa pelo comando dos municípios em que os parlamentares mantém as suas bases eleitorais, nas eleições de 2016.