Wellington do Curso
Wellington quer repetir na Zona Rural efeito conquistado na Pai Inácio
Política

Deputado trabalha para que governo construa uma ponte de concreto, em parceria com a prefeitura de São Luís, entre os bairros Vila Itamar e Recanto Verde

O deputado estadual Wellington do Curso (PP) pode repetir na Zona Rural da capital o mesmo efeito conquistado no ano passado, quando após insistentes denúncias de sua autoria, registradas em vídeo, o Governo do Maranhão trabalhou em parceria com a Prefeitura de São Luís pela construção da chamada Ponte Pai Inácio, que liga os bairros Parque Vitória e Turu.

As obras estavam abandonadas pelo Executivo municipal há anos, mesmo tendo recebido dinheiro do governo federal, e só foram retomadas — e concluídas — após as denúncias feitas pelo parlamentar.

Apesar da Assembleia Legislativa do Maranhão ainda estar em recesso, o progressista reativou a unidade do projeto Gabinete Móvel há cerca de uma semana, em visita aos bairros Vila Itamar e Recanto Verde, localizados na Zona Rural de São Luís. Por lá,os moradores da região mostraram ao parlamentar uma ponte de madeira sem qualquer infraestrutura que liga as duas localidades.

Devido ao período chuvoso, a dificuldade e risco de queda em passar pelo local tem sido ainda maior, principalmente para crianças e idosos.

wellington-do-curso-zona-rural-sao-luis-2

Como os trabalhos no Legislativo serão reabertos somente no início de fevereiro próximo, Wellington se antecipou e apresentou à comissão de recesso da Casa duas proposições para que seja solicitado ao Executivo estadual, com urgência, a celebração de uma parceria com o Executivo municipal para a construção de uma ponte de concreto, como ocorreu com a Pai Inácio.

“Atendendo às reivindicações de moradores reinauguramos as atividades do Gabinete Móvel. A primeira ação ocorreu no bairro da Vila Itamar, na Zona Rural de São Luís. Embora a Assembleia Legislativa esteja de recesso, apresentamos duas proposições solicitando a construção de uma ponte para ligar a Vila Itamar ao Recanto Verde, bem como a parceria com o Governo do Estado para que essa obra seja realizada, a exemplo do que aconteceu na Ponte Pai Inácio. Já que a prefeitura não consegue executar obras emergenciais sozinha, esperamos que governo intervenha”, afirmou Wellington.

Ao ATUAL7 ele informou que, ainda esta semana, encaminhará ofícios aos secretários de Infraestrutura e de Obras do Estado e do Município, respectivamente, Clayton Noleto e Antônio Araújo, informando o problema. A ideia é reforçar a solicitação de parceria urgente entre o governo e a prefeitura para a construção e entrega da obra. Um outro ofício deverá ser encaminhado, também, ao próprio governador Flávio Dino (PCdoB).

Wellington acredita que a ação resultará na substituição imediata da ponte de madeira por uma de concreto, atendendo às reivindicações de moradores da Vila Itamar e Recanto Verde.

Wellington reativa “Gabinete Móvel” com ação na Zona Rural
Política

Em 2016, ações iniciadas pela unidade concretizaram a pavimentação da avenida que liga a MA-201 ao Socorrão II; conclusão das obras da ponte Pai Inácio e a pavimentação asfáltica da Avenida da Vitoria

Apesar da Assembleia Legislativa do Maranhão estar em recesso parlamentar, o deputado estadual Wellington do Curso (PP) reativou as atividades do chamado “Gabinete Móvel”, nesta terça-feira 10. A unidade, lançada no ano passado, reiniciou os trabalhos no bairro da Vila Itamar, localizado na Zona Rural de São Luís.

“Ouvir a população é o que nos motiva a cobrar e a fiscalizar. Em 2016, tivemos várias solicitações protocoladas que já foram aceitas e concretizadas, a exemplo da pavimentação da Avenida Tancredo Neves, que liga a MA-201 ao Socorrão II; a conclusão das obras da ponte Pai Inácio, que liga os bairros Parque Vitória e Turu, bem com a pavimentação asfáltica da Avenida da Vitoria, no Parque Vitoria e adjacências. Quem ganha com isso é a população”, frisou Wellington.

Na oportunidade, o deputado progressista ouviu moradores da Vila Itamar reclamações sobre a falta de saneamento básico, falta de estrutura e a falta de uma ponte de concreto para ligar o bairro ao Recanto Verde. No local, há apenas uma ponte de madeira em péssimas condições, onde o mato, lixo e esgoto tomam conta.

As informações colhidas pelo parlamentar deverão, agora, ser transformadas em proposições para serem apresentadas na Assembleia Legislativa, logo após o início dos trabalhos deste ano, em fevereiro.

gabinete-movel-wellinton-do-curso-zona-rural-vila-itamar-sao-luis-2

Como funciona

O “Gabinete Móvel” consiste em uma van em que Wellington do Curso e sua equipe percorrem bairros da capital e de demais municípios do Maranhão. No veículo, há uma espécie de sala de atendimento direcionada à população. O objetivo é receber denúncias e solicitações para, posteriormente, transformá-las em proposições na Assembleia Legislativa.

A unidade possui uma agenda que é previamente divulgada. Para solicitar a visita, qualquer cidadão pode entrar em contato com a equipe do deputado, por meio do número (98) 9 9911-0011 e justificar a solicitação. O contato é o mesmo no aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp.

Wellington pedirá a Luis Fernando e Dutra anulação de contrato com a Odebrecht
Política

Parlamentar realizou audiências públicas em São José e Ribamar e Paço do Lumiar. População dos dois municípios reclamou sobre a prestação de serviços pela empresa

O deputado estadual Wellington do Curso (PP) deve encaminhar por meio da Assembleia Legislativa do Maranhão, logo no início dos trabalhos legislativos deste ano, ofício aos prefeitos eleitos de São José de Ribamar, Luís Fernando Silva (PSDB), e Paço do Lumiar, Domingos Dutra (PCdoB), para que anulem o contrato celebrado entre as gestores anteriores dos respectivos municípios com a empresa Odebrecht Ambiental, para o fornecimento e tratamento da água e esgoto nas duas cidades.

A informação foi divulgada pela assessoria do parlamentar nesta segunda-feira 2, ao relembrar que Wellington já havia feito a solicitação da tribuna da Casa, após colher informações, durante a realização de audiências públicas, de que a empresa estaria prestando serviços de péssima qualidade e cobrando preços exorbitantes nas tarifas.

“Nós realizamos duas audiências públicas, ainda em 2015. A primeira aconteceu em Paço do Lumiar e contou, inclusive, com a participação do prefeito eleito, Domingos Dutra. Já na segundo discutimos a mesma problemática, só que no CAIC, em São José de Ribamar. Ouvimos a população dos dois municípios. Ainda assim, infelizmente, os antigos gestores não se posicionaram quanto à essa solicitação. Esperamos agora que os novos prefeitos analisem a possibilidade de rescindir esse contrato”, afirmou o progressista.

Dos 42 deputados, apenas um presta contas sobre destino de suas emendas
Política

Ação de Wellington do Curso foi feita nas redes sociais. Apesar de destino da verba ser saúde e educação, Palácio não liberou os recursos

Dos 42 deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, apenas um, Wellington do Curso (PP), agiu com total transparência com a coisa pública e prestou contas do destino de suas emendas parlamentares, para ser aplicadas pelo Palácio dos Leões no exercício de 2017.

Segundo publicou o progressista em suas redes sociais, as áreas de maior destaque foram a saúde e educação, que receberam, respectivamente, R$ 1,2 milhão e R$ 1 milhão para ações que priorizem as necessidades da população maranhense. O restante das emendas teve como destino a cultura, com R$ 800 mil; esporte e lazer, com R$ 300 mil; e, por fim, a agricultura familiar, com R$ 200 mil.

Cada deputado tem direito a R$ 3,5 milhões em emenda parlamentar, por ano. O destino da verba é feito pelos deputados no último mês de cada legislatura.

“Priorizamos as necessidades de nosso povo e identificamos na saúde e na educação. Por isso, destinamos R$ 1,2 milhão para ações na área da saúde e R$ 1 milhão para a educação”, afirmou Wellington.

O parlamentar criticou o Executivo por, embora conhecedor das grandes problemáticas sociais do estado, não ter liberado um centavo de suas emendas referentes ao exercício de 2016. Ele ainda condenou o aumento de R$ 15 milhões pelo governador Flávio Dino (PCdoB) para gastos em publicidade e propaganda para o próximo, ao mesmo tempo em que foi cortado, para o mesmo ano, R$ 65 milhões da área da educação. O Projeto de Lei de Orçamento Anual (PLOA) 2017 foi aprovado em sessão relâmpago pela base do governo na Assembleia, no penúltimo dia dos trabalhos legislativos deste ano.

“Esperamos que as emendas sejam liberadas pelo Executivo. Se é para investir, que se destine recursos para o que a sociedade realmente necessita. Apresentei propostas de alteração na previsão orçamentária de 2017, já que não há lógica ver que houve um aumento de mais de R$ 15 milhões na Comunicação enquanto que na Educação houve um corte de mais de R$ 65 milhões, algo incoerente com a realidade das necessidades do Maranhão. Destinei minhas emendas por coerência social, levando em consideração as necessidades da população”, pontuou.

Ainda segundo prestação de contas feita por Wellington nas redes sociais, essa não é a primeira vez em que ele prioriza os setores da saúde e educação. No final de 2015, a verba parlamentar do progressista para uso do governo no exercício de 2016 teve como destino a educação, inclusive com valor específico destinado para a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA); e ainda saúde, infraestrutura e cultura. No entanto, faltando apenas dois dias para o término do ano, os recursos não foram liberados pelo governador Flávio Dino.

Wellington cobra reposição de medicamentos na Feme
Política

Problema estaria persistindo há meses. Quase dez solicitações já foram feitas ao longo do ano

O deputado Wellington do Curso (PP) cobrou o governador Flávio Dino (PCdoB), na manhã desta quarta-feira 21, para que reponha, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), os medicamentos gratuitos que estão em falta na Farmácia Estadual de Medicamentos Especializados (Feme). A SES é comandada pelo advogado Carlos Lula.

De acordo com o parlamentar, somente no ano de 2016, já foram feitas por ele quase dez solicitações para que o governo faça a reposição dos medicamentos na Feme. Há meses que o problema estaria persistindo.

Estão em falta os medicamentos Anastrozol, indicado para diminuir a progressão do câncer de mama; Somatropina, que estimula o crescimento esquelético, aumenta o tamanho e número das células musculares e reduz os estoques de gordura; Galantamina, importante para as pessoas com doença de Alzheimer; Topiramato, para as pessoas que apresentam convulsões todos os dias em decorrência da paralisia cerebral; e Azatioprina, de suma importância para as pessoas com esclerose múltipla.

Para Wellington, é inadmissível que o governo permita que esses medicamentos estejam em falta.

“É inadmissível tudo isso! Como pode medicamentos que são para melhorias da saúde do povo estar em falta? Não é de agora que solicito a Secretaria de Saúde que reponha esses medicamentos. São remédios que vai ajudar quem está com câncer, é o remédio que irá ajudar as pessoas que apresentam doença de Alzheimer, as que sofrem com paralisia cerebral”, cobrou.

Wellington quer penas mais severas para quem maltratar animais
Política

Há cerca de uma semana, 30 gatos foram exterminados em São Luís. Eles teriam sido atacados por cães levados por um homem ainda não identificado

Projeto de lei apresentado pelo deputado estadual Wellington do Curso (PP) pode impor penalidades mais severas para quem cometer maus-tratos a animais no Maranhão. A proposta foi apresentado pelo parlamentar nessa segunda-feira 28, durante sessão plenária.

¦ Baixe o PL que aumenta punição por maus-tratos contra animais no MA ¦

De acordo com o projeto, passa a ser considerado maus-tratos toda e qualquer ação ou omissão que implique abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação de animais silvestres, nativos ou exóticos, domésticos e domesticados. A prática de atos de crueldade contra os animais, diz o texto, será apurada em processo administrativo, que será feito por meio de reclamação em favor do ofendido; ato ou ofício de autoridade competente; comunicado de organização não governamental de defesa dos animais ou do meio ambiente; ou representação do Ministério Público ou da Defensoria Pública.

Entre as penalidades, a proposta prevê o custeio das despesas proveniente por qualquer lesão sofrida pelo animal nas hipóteses de atropelamento e violência em geral; multa; e a suspensão de financiamentos, provenientes de fontes oficiais de crédito e fomento cientifico.

A iniciativa ocorre em resultado ao extermínio de mais de 30 gatos há cerca de uma semana, na chamada Praça dos Gatos, localizada na Avenida dos Africanos, em São Luís. Segundo relatos, eles estavam numa área que tem sido utilizada para abrigar animais abandonados, quando teriam sido atacados por cães levados por um homem ainda não identificado.

Para Wellington, é necessário combater a impunidade com a qual os agressores de animais estão sendo tratados.

“O projeto tem por objetivo combater a impunidade com a qual os agressores de animais estão sendo tratados no Maranhão. Bem sabemos que há uma Lei estadual que almeja à proteção dos animais. No entanto, diante da análise de tal legislação, percebemos que é necessário que haja penas mais severas. Essa leveza no ato de punir acaba por gerar a sensação de impunidade”, destacou.

Wellington também disse que o objetivo da apresentação do Projeto é o de coibir atos de crueldade contra animais. “A sensação que predomina é a de que a crueldade tomou conta daqueles que sabem que ficarão impunes. Almejando combater tal realidade é que apresentamos o projeto”, afirmou.

Wellington representará o Brasil em missão internacional na China, Taiwan e EUA
Política

Progressista faz parte de comitiva formada por outros nove deputados ligados à direção da UNALE

O deputado estadual Wellington do Curso (PP) e comitiva formada por outros nove parlamentares de outros estados representarão o Brasil na Conferência Internacional das Cidades-Irmãs da China, em Chongqing, uma das cidades mais importantes do país.

O evento será realizado pela Associação Internacional das Cidades-Irmãs da China (CIFCA), entidade com a qual a União Nacional dos Legislativos Estaduais (UNALE) mantém acordo de cooperação, e tem início nesta segunda-feira 7, se estendendo até o próximo dia 21.

Além da Conferência, o progressista participará também de visita técnica em parceria com o Fórum Comunitário de Representantes dos Conselhos Locais de Taiwan (TCF), na Cidade de Taipé, capital de Taiwan; e de uma reunião sobre Gestão de Águas na sede da prefeitura da cidade de Nova York, nos EUA.

“É com grande alegria que tenho a honra de representar o meu país e, melhor, a população do meu estado em um evento tão importante quanto esse. Discutir temas como o desenvolvimento das cidades através da inovação, além da valoração turística e incentivo industrial é fundamental para que ampliemos nossas ideias, defendendo novos projetos e, assim, traçando meios que permitirão o avanço de nossa São Luís e, ainda, do nosso Maranhão”, declarou Wellington.

Nos eventos, haverá uma discussão sobre a inovação para o desenvolvimento e a cooperação para o compartilhamento. Também serão discutidos temas como o desenvolvimento das cidades voltadas para a inovação, além de abordar a cidade com baixo carbono e casa sustentável. Para finalizar as discussões, se debaterá sobre a inovação turística e incentivo à indústria de serviços modernos.

Toda a programação inicial foi co-organizada pela Associação de Amizade do Povo Chinês com os Países Estrangeiros.

Wellington desafia Flávio Dino a ir às ruas e aumenta polarização em São Luís
Política

Progressista e comunista disputam influência e carisma sobre o eleitorado da capital do Maranhão

O deputado estadual Wellington do Curso (PP) lançou um desafio ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), nesta quarta-feira 26, para que ambos percorram as ruas da capital afim de conhecer a realidade enfrentada pela população São Luís.

“Eu quero convidar o governador Flávio Dino para ir às ruas e ouvir a população. (...) Vamos às ruas, escutar e conversar com o povo. Governador, vamos visitar a São Luís da realidade e não a da propaganda”, desafiou.

A quatro dias da população ludovicense ir novamente às as urnas decidir quem comandará a cidade pelos próximos quatro anos, a disputa neste segundo turno está polarizada entre o progressista e o comunista, desde que Wellington declarou voto no candidato a prefeito pelo PMN, o também deputado estadual Eduardo Braide; e Dino, como resposta imediata diante da forte repercussão, correu para o Twitter para avisar aos seus seguidores que havia saído do muro e declarado voto do prefeito de São Luís e candidato à reeleição, Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

No primeiro turno, apesar de deputado de primeiro mandato e ter pouco menos de dois anos de carreira política, Wellington conquistou a terceira colocação na disputa, com 103.951 votos. Embora independente no parlamento estadual, até as últimas semanas que antecederam a votação do dia 5 de outubro, o deputado do PP fazia parte da base de apoio ao governador Flávio Dino na votação de matérias de interesse do governo na Assembleia. Contudo, diante da serie de ataques orquestrados pelo Palácio dos Leões à sua candidatura, que contou até com monitoramento clandestino feito por um carro que seria da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, Wellington acabou deixando a base do governo.

Ciente da liderança política e popular alcançada por Wellington nestas eleições, Flávio Dino evitou responder ao desafio e teria confessado a aliados mais próximos que teme que a declaração de voto do progressista dê a vitória à Eduardo Braide no próximo dia 30. O medo do comunista é que, além da possível derrota de seu candidato, a influência e o carisma de Wellington em São Luís e em outros municípios do estado interfiram em seu projeto de poder a longo prazo, isto é, nas eleições de 2018 e 2020.

Segundo turno em São Luís fica polarizado entre Wellington e Flávio Dino
Política

Influência do progressista e do comunista no eleitorado passou a ser o centro do debate após declarações públicas de voto

A menos de quatro dias para a população de São Luís ir as urnas decidir quem comandará a cidade pelos próximos quatro anos, a disputa eleitoral na capital ficou polarizada entre o deputado estadual Wellington do Curso (PP) e o governador Flávio Dino (PCdoB), que não concorrem ao pleito mas dividem a atenção do eleitorado após declarações públicas de voto neste segundo turno.

A polarização, que já começava a ser desenhada no último fim de semana, foi confirmada nessa segunda-feira 24, quando Wellington utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa para declarar apoio e voto ao candidato do PMN, Eduardo Braide.

Diante da forte repercussão, o governador Flávio Dino, que já havia descido do muro e gravado um vídeo que iria ao ar somente na próxima sexta-feira 28, resolveu antecipar a declaração de voto e correu para o Twitter, afirmando que continuará caminhando com o prefeito de São Luís e candidato à reeleição, Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Por ordem de Dino, a gravação foi ao ar na noite daquele dia.

Embora já tenha se passado quase dois dias da declaração de voto de ambos, nos bastidores, em rodas de profissionais de imprensa, publicações na mídia local, grupos de WhatsApp e Telegram, e, principalmente, nas redes sociais, o assunto principal deixou de ser os candidatos Eduardo Braide e Edivaldo Júnior — e até mesmo o debate da TV Mirante, que acontece depois de amanhã — e passou a ser a disputa entre o progressista e o comunista, sobre qual dos dois terá mais influência junto ao eleitorado nessa reta final da eleição.

Para alguns, Wellington é quem sairá vitorioso na disputa com o governador do Maranhão. A justificativa para isso é que, mesmo não indo para o segundo turno como candidato, Wellington é o fiel da balança na decisão do pleito, pois sua declaração de voto teria não apenas consolidado o apoio de seus eleitores que já haviam decido por Eduardo Braide, mas como também, diante de sua carisma, os que estavam indecisos.

Já para outros, a entrada pública de Flávio Dino na disputa é que pode ser interpretada como fiel da balança na eleição, pois teria confirmado aos eleitores que têm medo de arriscar numa mudança de gestão que a parceria entre Governo do Estado e Prefeitura de São Luís ficará mais consolidada ainda se Edivaldo for reeleito prefeito.

Analistas e torcidas à parte, a resposta de quem realmente decidiu a eleição com a sua entrada no segundo turno, porém, só será revelada na abertura das urnas no próximo domingo 30, com influência direta em 2018 e 2020.

Wellington deve anunciar voto no segundo turno com base na coerência
Política

Anúncio será feito na próxima semana. Progressista ficou em terceiro colocado no primeiro turno, com 103.951 votos conscientes

Terceiro colocado no primeiro turno na eleição para prefeito de São Luís, com expressivos 103.951 votos conscientes, o deputado estadual Wellington do Curso (PP) deve anunciar, no início da próxima semana, que posição tomará para o segundo turno. O pronunciamento é aguardado desde o dia 2 de outubro, quando as urnas apontaram para a disputa entre Edivaldo Holanda Júnior (PDT) e Eduardo Braide (PMN), que será decidida no próximo dia 30.

Diante da responsabilidade política e legitimidade popular, o progressista deve optar pelo caminho da coerência e anunciar que seu posicionamento será o da neutralidade, isto é, o voto nulo.

Explica-se:

De todas as possibilidades, a mais impossível de acontecer é que Wellington decida por apoiar Edivaldo Júnior. Isso ocorre porque o parlamentar se tornou o principal opositor do pedetista em São Luís, desde que iniciou seu mandato na Assembleia Legislativa do Maranhão, no início de 2015. Foi o progressista, por exemplo, quem investigou e denunciou o esquema dos R$ 33,2 milhões do Isec (Instituto Superior de Educação Continuada), e praticamente obrigou o Ministério Público do Maranhão a acompanhar o caso.

Como o deputado do PP é avesso à corrupção, seria incoerente, portanto, declarar apoio e voto em Edivaldo.

Já em relação a Eduardo Braide, foi o próprio Wellington quem relembrou, durante debate realizado na TV Mirante, no dia 28 de setembro, que o candidato do PMN, enquanto parlamentar, seguia investigado pela Polícia Federal por envolvimento com integrantes da Máfia de Anajatuba. Segundo relembrou o deputado do PP, Braide teria enviado parte de suas emendas parlamentares para o município por meio de empresas participantes da Organização Criminosa (Orcrim), fato já comprovado por meio de documentos oficiais da própria Assembleia Legislativa e publicados pela imprensa local.

Também pela aversão à corrupção – até mais em relação ao candidato do PMN, já que o esquema de Anajatuba atuou em quase 70 prefeituras e desviou, segundo a PF e o Gaeco, muito mais dinheiro público que o esquema do Isec –, Wellington apoiar Braide é ir de encontro a tudo que ele sempre pregou na tribuna da AL-MA, e até fora dela. Conta ainda o fato de que Braide, enquanto vice-presidente da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) da Assembleia, foi quem barrou diversos projetos de lei de Wellington, para depois reapresentá-los como de sua própria autoria.

Apoiar os investigados Edivaldo Júnior ou Eduardo Braide seria, portanto, trocar seis por meia dúzia, ou até mesmo numa linguagem mais contextualizada, seria como trocar zero por nada.

Por outro lado, se declarar neutralidade nesse segundo turno do pleito, além de agir com coerência já quase extinta na política maranhense nos dias atuais, Wellington já mantém a independência que vem marcando seu mandato legislativo, independente de quem seja o eleito.

“Foram mais de 100 mil votos conscientes”, diz Wellington em agradecimento
Política

Progressista atribuiu a conquista primeiramente a Deus, depois aos que somaram força e acreditaram em seu projeto de governo para a cidade

O deputado estadual Wellington do Curso (PP) agradeceu, em texto postado nas redes sociais, a expressiva votação que obteve como candidato a prefeito da capital pela coligação “Por Amor a São Luís”. Na publicação, Wellington atribui a conquista primeiramente a Deus, depois a cada um dos que com ele somaram força e acreditaram em seu projeto de governo para a cidade. “Quem diria que alguém que está como deputado há menos de 2 anos já disputaria com tantos outros que nasceram em berço político?”, questionou-se.

Wellington agradeceu cada palavra de incentivo e cada sugestão que recebeu ao longo da campanha. Para o progressista, a experiência foi um momento que o fez perceber a força do povo. “Foram mais de 100 mil votos. Não são votos comuns. São votos conscientes. Votos de esperança, votos de quem acredita que é possível transformar”, assinalou. Leia na íntegra:

“Obrigado Senhor!

Hoje à noite, recebemos com alegria o resultado da eleição para prefeito de São Luís. Não foi apenas uma eleição. Foi um momento em que percebemos a força do povo. Quem diria que alguém que está como deputado há menos de 2 anos já disputaria com tantos outros que nasceram em berço político?

Quem foi responsável por toda a nossa vitória foi Deus e, depois, cada um de vocês. Foram mais de 100 mil votos. Não são votos comuns. São votos conscientes. Votos de esperança, votos de quem acredita que é possível transformar.

Por tudo isso, eu só quero AGRADECER.

Primeiramente, agradecer a Deus por nos ter concedido essa oportunidade e ter dado forças para caminharmos, de forma íntegra. Por nos ter permitido vencer os ataques com a coragem de quem prefere “perder” a ter que se corromper.

Agradeço aos meus familiares, aos meus amigos e assessores, a todos os que mergulharam nessa onda azul.

Agradeço a todos os que sonharam esse mesmo sonho com a gente. Agradeço por cada palavra de incentivo, por cada sugestão. Agradeço a forma carinhosa como fomos recebidos em cada reunião. Agradecer as manifestações públicas de carinho. Aos que acreditaram no nosso novo jeito de fazer política, eu reafirmo o meu compromisso de continuar trabalhando, diariamente, por um Maranhão melhor. A nossa candidatura surgiu nas ruas, surgiu no coração do povo e é por causa desse povo que eu continuarei trabalhando.

Se há palavras que resumem toda essa nossa trajetória, são esperança e força. A esperança de quem não desiste de uma São Luís melhor e a força que nos faz prosseguir!

Muito feliz. Obrigado, povo de São Luís!”

Vai ter 2º turno: Escutec confirma crescimento de Wellington e queda de Edivaldo
Política

Crescimento do progressita e queda do pedetista aponta para o despertamento da Ilha Rebelde diante das mazelas da cidade

A disputa eleitoral em São Luís será decidida em dois turnos. É o que aponta a última pesquisa Escutec/O Estado, divulgada neste sábado 1º.

De acordo com o levantamento, feito inclusive após o desempenho de cada candidato no debate da TV Mirante, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), deve ter 41,5% dos votos neste domingo 2. Em segundo lugar, consolidou-se o candidato pela coligação “Por Amor a São Luís”, Wellington do Curso (PP), com 27,5%, apontado pela população como único que pode acabar com os 30 anos de desmandos da oligarquia do PDT na cidade.

Os dois apresentaram curvas diferentes em uma semana.

Em comparação com a pesquisa anterior, do dia 24 de setembro, o progressista Wellington cresceu 3,5 pontos e pode inclusive passar de Edivaldo nessa reta final. Já o pedetista, apesar do gasto milionário de campanha, caiu 3,8 pontos, o que aponta para o despertamento da Ilha Rebelde diante das mazelas da cidade e da campanha eleitoral de Edivaldo que mostra uma cidade irreal.

Ainda de acordo com os números, a candidata Eliziane Gama (PPS) deve terminar a eleição em terceira colada. No levantamento, ela aparece com 8,38%; seguida por Eduardo Braide (PMN), com 7,25%. Na sequência, aparecem Fábio Câmara (PMDB), com 4%; Rose Sales (PMB), com 2,75%; Zeluís Lago (PPL), com 1%; Valdeny Barros (PSOL), 0,75%; e Cláudia Durans (PSTU), 0,5%.

Não sabem ou não responderam somaram 3,75% e outros 2,63% disseram não votar em nenhum dos candidatos.

A pesquisa Escutec/O Estado ouviu 800 eleitores entre os dias 28 e 30 de setembro. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o protocolo MA-­05600/2016. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança de 95%.

Hilux que monitorou Wellington seria da Secretaria de Segurança do MA
Política

Progressista repudiou ação de membros do governo e do próprio Flávio Dino. Comunistas tentaram associá-lo à facções criminosas

A Toyota Hilux preta flagrada, nesta quinta-feira 29, monitorando o candidato a prefeito pela coligação “Por amor a São Luís”, Wellington 11 (PP), seria da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) do Maranhão.

A informação foi repassada ao ATUAL7 por fontes da Inteligência da própria SSP-MA, após consulta foi feita nas redes do SIGO (Sistema Integrado de Gestão Operacional), Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Maranhão, Infoseg (Rede Nacional de Integração de Informações de Segurança Pública, Justiça e Fiscalização), Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas) e a um sistema sigiloso federal.

Na consulta, foi constatado que a placa da Toyota Hilux, OJB-2761, é fria, isto é, não existe em nenhum da base de dados pesquisada. Segundo as fontes, quando isso ocorre, é porquê o veículo pertence à própria SSP-MA, que utiliza vários veículos desse mesmo porte para campanas feitas pelo famigerado “velado”.

O caso

Wellington cumpria agenda de campanha na Praça Dom Pedro II, onde gravava seu último programa eleitoral e concedia entrevista a TV Mirante, quando percebeu que duas pessoas dentro do veículo o fotografavam. A ação ocorreu no momento em que ele, como membro da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Maranhão, parou a gravação para dialogar com mulheres de apenados no Sistema Penitenciário do Maranhão, que realizavam um protesto nas proximidades do Palácio dos Leões, sede do Poder Executivo estadual.

Imagem mostra que o candidato Wellington 11 estava gravando programa eleitoral e concedendo entrevista no momento da manifestação
Wellington 11 / Facebook Protesto ao fundo... Imagem mostra que o candidato Wellington 11 estava gravando programa eleitoral e concedendo entrevista no momento da manifestação

Ao notar que haviam sido percebidos, o motorista do veículo fechou o vidro e saiu em disparada. O progressista ainda correu atrás do carro, chegando inclusive a bater no vidro da porta dianteira, porém o motorista avançou com o veículo e evadiu-se do local.

Diante do monitoramento, Wellington se dirigiu à AL-MA, onde protocolou um pedido na Presidência para que a Casa solicite da Polícia Federal investigação sobre a ação criminosa.

Desespero

Não há confirmação oficial, mas pode ter partido do veículo que monitorava Wellington fotos disparadas em grupos de WhatsApp por pessoas ligadas ao Palácio dos Leões. As imagens compartilhas, coincidentemente, mostram o momento em que o candidato, como parlamentar da CDH da AL-MA, conversava com as mulheres dos apenados, e foram disparadas exatamente do mesmo local onde a Toyota Hilux com placa fria estava estacionada.

Hilux que monitorou Wellington seria da Secretaria de Segurança do MA

A possível ligação entre os dois fatos aponta para um ato de desespero do comando comunista, devido a iminente derrota do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, candidato do Palácio, para o candidato a prefeito pela coligação “Por amor a São Luís”.

Outro fato curioso que reforça essa suspeita é que, curiosamente, no mesmo momento em que essas pessoas espalhavam essas imagens, o secretário de Comunicação e Articulação Política, Márcio Jerry Barroso, e o próprio governador Flávio Dino (PCdoB), utilizaram o microblogging Twitter para associar Wellington à facções criminosas, insinuando que ele as estaria apoiando.

Candidato repudia ação do governo

Em nota oficial publicada na rede social Facebook, Wellington declarou que repudia a notícia caluniosa espalhada por Márcio Jerry e blogs ligados ao Palácio dos Leões. Ele afirmou ainda que “repugna qualquer ação que incentive a criminalidade e reafirmou que seguirá trabalhando, ignorando os ataques típicos de uma política arcaica, mentirosa e pautada em acusações infundadas”.

Na nota, o progressista repudiou de forma veemente “que um membro do mais alto escalão do Governo Estadual se utilize de mentiras e armação para atentar contra sua conduta ilibada, na tentativa de jogá-lo contra a opinião pública”.

Uso da máquina

Esta não seria a primeira vez que o Palácio dos Leões abusa de poder politico e usa da máquina pública em desfavor do adversário de sua cria na disputa.

Ontem 28, a Justiça do Maranhão pôs fim a um factoide criado por membros do governo estadual para macular a imagem de Wellington junto ao eleitorado. Em decisão proferida pelo juiz Cícero Dias, titular da 4ª Vara da Fazenda Pública do Maranhão, a Justiça concordou que Wellington não poderia figurar como réu numa ação usada de forma política pelo procurador-geral do Estado, Rodrigo Maia, porque o progressista não é proprietário de um terreno nas proximidades da Via Expressa, em São Luís, e decidiu encerrar a ação, por ilegitimidade do pólo passivo. E um dos trechos, o magistrado frisou que houve perseguição contra Wellington por parte do Estado.

“O réu [Wellington], com documentos, provou não ter a propriedade da área objeto da demanda e também não há prova de que ele tenha praticado esbulho ou que detenha a posse a qualquer título da referida área. Por outro lado, o autor [Estado do Maranhão], mesmo sabendo que o réu sempre alegou não ter praticado esbulho ou deter qualquer poder sobre o imóvel objeto da lide, evitou apontar pessoa diversa responsável pelo esbulho denunciado. O réu, na realidade, é parte ilegítima para figurar no pólo passivo da demanda, razão por que acolho a preliminar suscitada e extingo o processo sem resolução de mérito”, despachou Dias.

Terreno: Justiça extingue processo e confirma perseguição contra Wellington
Política

Governador Flávio Dino pode ser cassado pelo uso da máquina pública em favor de seu candidato e em perseguição a um adversário

A Justiça do Maranhão extinguiu, nesta quinta-feira 28, o processo movido pelo Estado contra o deputado estadual e candidato a prefeito da capital pela coligação “Por amor a São Luís”, Wellington 11 (PP), por suposta invasão de um terreno às margens da Via Expressa.

Desde o início da campanha eleitoral, o assunto vem sendo utilizado massivamente por setores ligados ao Palácio dos Leões, pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) e pelos sistemas Mirante e Difusora de Comunicação, respectivamente, pertencentes aos clãs Sarney e Lobão, para denegrir e difamar a honra do progressista.

Na decisão, contudo, o juiz Cícero Dias, titular da 4ª Vara da Fazenda Pública do Maranhão, concordou que Wellington não poderia figurar como réu na ação porque não é proprietário do imóvel e decidiu encerrar a ação, por ilegitimidade do pólo passivo. E um dos trechos, o magistrado frisou que houve perseguição contra Wellington por parte do Estado.

“O réu [Wellington], com documentos, provou não ter a propriedade da área objeto da demanda e também não há prova de que ele tenha praticado esbulho ou que detenha a posse a qualquer título da referida área. Por outro lado, o autor [Estado do Maranhão], mesmo sabendo que o réu sempre alegou não ter praticado esbulho ou deter qualquer poder sobre o imóvel objeto da lide, evitou apontar pessoa diversa responsável pelo esbulho denunciado. O réu, na realidade, é parte ilegítima para figurar no pólo passivo da demanda, razão por que acolho a preliminar suscitada e extingo o processo sem resolução de mérito”, despachou Dias.

A afirmação da própria Justiça de que houve, de fato, perseguição do Estado contra Wellington, confirma o uso da máquina pública pelo governador Flávio Dino (PCdoB) em favor de sua cria, o atual mandatário da cidade, Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

Terreno: Justiça extingue processo e confirma perseguição contra Wellington
Terreno: Justiça extingue processo e confirma perseguição contra Wellington
Terreno: Justiça extingue processo e confirma perseguição contra Wellington

Ontem 27, o ATUAL7 publicou que o procurador-geral do Estado, Rodrigo Maia Rocha, pode ser preso pelo crime de sonegação de papel ou objeto de valor probatório. Ex-secretário municipal de Meio Ambiente de Edivaldo Júnior, Maia prejudicou o candidato adversário de seu chefe ao reter os autos do processo, prejudicando sua defesa e a demora da decisão da Justiça. Pelo crime, ele pode pegar de seis meses a três anos de cadeia, além de ser condenado ao pagamento de multa.

Já o governador Flávio Dino, devido ao abuso político e uso da máquina pública no período eleitoral, em prol de Edivaldo e em perseguição ao adversário do pedetista, pode ser cassado e ter seus direitos políticos suspensos. Diante dos fatos, uma ação deve ser movida contra ele ainda esta semana.

Sob risco de prisão, Rodrigo Maia devolve processo usado para atacar Wellington
Política

Chefe da PGE ainda pode parar na cadeia por retenção dos autos. Entrega foi feita após decisão judicial, mas fora do prazo

O procurador-geral do Estado, Rodrigo Maia Rocha, devolveu o processo de um terreno localizado nas proximidades da Via Expressa, em São Luís, utilizado pelo Palácio dos Leões e pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) para atacar o candidato a prefeito pela coligação “Por Amor a São Luís”, Wellington 11 (PP).

A devolução foi feita no final da manhã desta terça-feira 27, após Maia ser informado do recebimento, ontem 26, na PGE, de um mandado de busca e apreensão contra o Estado, por meio de sua pessoa, para devolver os autos do processo.

Caso não obedecesse a ordem judicial, o chefe da PGE poderia ser preso pelo crime de retenção de autos, podendo levar de seis meses a três anos de cadeia, além de condenado ao pagamento de multa. Contudo, ainda que tenha devolvido os autos por força judicial, o procurador-geral ainda pode ser indiciado pela polícia e ser condenado à mesma pena por ter devolvido a documentação fora do prazo determinado.

O pedido de instauração de inquérito policial contra ele pode ser requisitado pela própria polícia ou pela Justiça, além de ser encaminhado para a Seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para que sejam apuradas e julgadas pelo Tribunal de Ética da instituição, segundo uma determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A ação abusiva de Rodrigo Maia aponta ainda para o uso claro da máquina pública estadual em favor do candidato do governador Flávio Dino (PCdoB) e o uso da estrutura do governo para fazer fato político em perseguição a um adversário, no caso Wellington, já que Rodrigo Maia agiu dolosamente, isto é, com vontade livre e consciente de prejudicar o progressista.

Isso acontece porque esse processo não deveria estar na PGE desde o início, já que o prazo era comum entre as partes. De acordo com o CPC (Código do Processo Civil), quando isso ocorre, a lei determina que o processo tem de ficar na Serventia Judicial para consulta das partes. Neste sentido, a conduta de Maia, segundo o Artigo 356 do CPC, caracteriza crime de sonegação de papel ou objeto de valor probatório.

Wellington desafia Edivaldo: “Vamos debater cara a cara, não fuja da luta”
Política

Prefeito tem tem fugido de todos os debates nesta eleição. Progressista alertou que o homem público tem de ser de fato público, e acima de tudo homem de verdade

O candidato a prefeito pela coligação “Por Amor a São Luís”, Wellington 11 (PP), usou o horário eleitoral gratuito para fazer um convite para a população da capital e lançar um desafio ao prefeito e candidato a reeleição, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), que tem se fugido de todos os debates e eventos realizados até aqui.

Após alertar que o homem público tem de ser de fato público, e acima de tudo homem de verdade, Wellington lembrou que Edivaldo tem fugido de todos os debates nesta campanha, além de todos dos problemas da cidade, reaparecendo somente agora nos últimos seis meses, por causa das eleições, mas mostrando uma cidade que não é a mesma da realidade.

“Eu quero fazer uma proposta a você eleitor e um desafio ao prefeito: para você, eu peço que confie seu voto para que eu vá para o segundo turno. Aí, a coisa vai ser diferente. Nós vamos ter o mesmo tempo de decisão e vamos poder debater cara a cara, só dois dois, eu e o prefeito. Edivaldo, não fuja da luta. Venha debater comigo e com a população os problemas da cidade. Você terá muitas explicações a dar ao eleitor”, desafiou.

Nas redes sociais, usuários compararam o desafio feito a Edivaldo Júnior a um outro feito por Wellington, ao pai do prefeito, o deputado estadual Edivaldo Holanda (PTC), há seis meses, para que os dois pegassem um ônibus juntos ou visitassem a Central de Marcação de Consultas (Cemarc), a fim de confirmarem se a São Luís de verdade era a mesma mostrada na propaganda do prefeito. Na época, Edivaldo pai não topou.

Assista ao vídeo:

Wellington firma compromissos com profissionais da Atenção Básica
Política

Enfermeiros denunciaram que, das 110 unidades de saúde da capital, 65 tiveram os recursos federais bloqueados pelo Ministério da Saúde em função da má gestão de Edivaldo Júnior

O deputado estadual e candidato a prefeito da coligação “Por Amor a São Luís”, Wellington 11 (PP), firmou nesta última terça-feira (20), durante reunião com enfermeiros e enfermeiras que trabalham na rede municipal de saúde da capital, compromissos para reestruturar e fortalecer o setor da Atenção Básica; e garantir melhorias [de trabalho e salariais] para categoria.

No encontro, além de declararem voto no candidato progressista, os profissionais da enfermagem, dos sete distritos da estratégia da saúde da família, revelaram dados alarmantes que mostram o verdadeiro estado de caos da saúde pública de São Luís. Também estiveram presentes na reunião representantes do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde.

A categoria apresentou a Wellington, que estava acompanhado do seu candidato a vice-prefeito, vereador Roberto Rocha Júnior (PSB), suas principais reivindicações. Todas foram prontamente aceitas pelo candidato e constam no seu próprio plano de governo. São elas: isonomia salarial; incorporação dos adicionais através da implantação de um plano de cargos, carreiras e vencimentos; garantia de condições mínimas de trabalho; reestruturação e informatização [com implantação do prontuário eletrônico] das Unidades Básicas de Saúde; garantia de equipamentos, medicamentos e outros insumos estratégicos, dentre eles veículos para realização de visitas domiciliares.

“São reivindicações justas e que já constam no nosso plano de governo. Além dos compromissos assumidos, faremos mais: realizaremos concurso para os agentes comunitários de saúde; implantaremos uma unidade específica para atendimento de queimados; iremos recuperar a infraestrutura das unidades, mantê-las em bom funcionamento, garantir os insumos necessários e construir novas. Faremos tudo isso e muito mais visando fortalecer o setor da Atenção Básica e desafogar o atendimento de média e alta complexidade. Recursos existem. O problema é que são mal aplicados pelo atual gestor”, afirmou Wellington.

A enfermeira Silvia Nava disse que, infelizmente, o atual prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) não dialoga com a categoria. Explicou que, além de não ouvir os profissionais, não investiu no setor da Atenção Básica, situação que colocou São Luís na condição de uma das capitais brasileiras com os piores índices neste setor.

Só para se ter uma ideia do desleixo do atual prefeito para com o setor e seus profissionais, das 110 unidades de saúde da capital, 65 tiveram os recursos federais bloqueados pelo Ministério da Saúde em função da má gestão praticada por Edivaldo Jr.

“A realidade é que precisamos de mudança. E mudar significa eleger como o próximo prefeito de São Luís o deputado Wellington”, disse.

Caos na Atenção Básica

Os profissionais apresentaram dados sobre os indicadores negativos da Atenção Básica gerida por Edivaldo Jr. O levantamento foi feito com base em informações da plataforma Data SUS e da revista Estudos Avançados, da Universidade de São Paulo (USP), uma das publicações científicas mais renomadas do país.

No programa de combate a hanseníase, São Luís aparece na primeira colocação negativa na taxa de incidência, com 4,9 casos para cada 100 mil habitantes. No combate à doença em pacientes menores de 15 anos, a capital é a segunda pior do Brasil, com dois casos para cada dez mil habitantes.

No combate a tuberculose, São Luís também figura entre as cinco cidades com os piores desempenhos, com 46,5 casos para cada 100 mil pessoas.

No quesito abandono do tratamento contra tuberculose, a capital apresenta o segundo pior índice do país, com 15,3%, resultado da inoperância e da falta de investimentos no setor por parte de Edivaldo Holanda Júnior.

Para Roberto Rocha Júnior, as informações apresentadas pela categoria mostram que, ao contrário do que tenta passar em sua propaganda paga, o atual prefeito não tem competência para gerir e não pode continuar penalizando a população ludovicense.

“Precisamos de um prefeito comprometido, atuante e que tenha disposição para enfrentar os problemas e resolvê-los. O companheiro Wellington reúne todas essas condições para ser o prefeito que mais irá investir no setor da Atenção Básica”, comentou.