São Luís
Maranhão

Evento vai acontecer no próximo dia 19 de maio, em São Luís

São Luís irá sediar, no próximo dia 19 de maio, o I Fórum Maranhense de Psiquiatria. O encontro objetiva discutir a assistência psiquiátrica no estado do Maranhão.

Realizado pela Associação Maranhense de Psiquiatria com o apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM), (Conselho Regional de Medicina) do Maranhão e Conselho Regional de Enfermagem (Coren) do Maranhão, o fórum é aberto para toda a comunidade médica, bem como estudantes e profissionais interessados nas discussões.

As pautas do encontro visam debater desde a escassez de serviços de saúde mental, ausências leitos de psiquiatria em hospitais gerais, além de portaria do Ministério da Saúde que descredencia os três hospitais psiquiátricos do estado.

Promotores e juízes devem participar das discussões.

Entre os debates mais esperados, está a questão da Portaria n.º 1.727, de novembro de 2016, que determina o fechamento dos hospitais psiquiátricos no estado.

As inscrições e mais informações sobre o evento podem ser conseguidas no CRM e Coren do Maranhão.

Audiência pública discutirá situação de vendedores ambulantes de São Luís
Maranhão

Evento está marcado para acontecer às 15 horas desta quinta-feira 4, no auditório do Plenarinho da Assembleia Legislativa do Maranhão

Uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Maranhão discutirá a situação de vendedores ambulantes em São Luís. O evento está marcado para acontecer às 15 horas desta quinta-feira 4, no auditório do Plenarinho da Casa, por solicitação do deputado estadual Wellington do Curso (PP).

O progressista esteve reunido com dezenas de vendedores ambulantes dos Terminais de Integração da capital, que pediram ao parlamentar que intervisse junto ao poder pública pela abertura de diálogo com os trabalhadores. Eles afirmam que foram expulsos do local onde trabalhavam, há cerca de dois meses.

“Recebi os vendedores para ouvir suas demandas. Sou ex-vendedor de fruta em ruas, e como tal não poderia deixar de prestar apoio a essas famílias. É lamentável saber que todos os trabalhadores despejados são pais de família. Eles só querem uma solução. Querem, pelo menos, uma conversa com as autoridades competentes. Não cabe a mim, enquanto deputado, fornecer a permissão ou concessão para que utilizem os espaços dos terminais, mas quero ajudá-los, intermediar essa conversa, esse diálogo com a Prefeitura de São Luís, para que entrem em comum acordo”, destacou Wellington.

Estão confirmados para comparecer à audiência pública representares da Prefeitura de São Luís, Ministério Público, Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), Defensoria Pública, Consórcio Administrador dos Terminais e Sindicato do Comércio de Vendedores Ambulantes de São Luís.

Estudo aponta São Luís entre as piores capitais para se viver no Brasil
Política

Capital do Maranhão ficou em último lugar nas áreas saúde e segurança. Levantamento da consultoria Macroplan foi divulgado pela revista Exame

Levantamento realizado pela respeitada consultoria Macroplan aponta que a cidade de São Luís é uma das piores capitais para se viver no país. O estudo foi divulgado neste sábado 22, pela revista Exame.

Para chegar a esta conclusão, a consultoria analisou os municípios com mais de 266 mil habitantes em 16 indicadores divididos em quatro áreas distintas: saúde, educação e cultura, segurança e saneamento e sustentabilidade.

O ranking foi formado por um índice que vai de 0 a 1 – quanto mais próximo de zero, pior é a condição de vida no local. A capital do Maranhão ficou na rabeira em saúde e segurança, e uma das últimas nas outras áreas.

A cidade é administrada desde janeiro de 2013 pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), que inclusive já contratou os serviços da Macroplan. Considerado influente nas redes sociais, o pedetista ainda não deu qualquer declaração sobre a péssima colocação de São Luís no levantamento.

Confira as melhores e piores capitais para se viver no Brasil e o desempenho de cada uma delas nas quatro áreas analisadas pela consultoria:

O ranking das capitais do país

Ranking Capital Estado Índice
Curitiba PR 0,696
Florianópolis SC 0,686
Vitória ES 0,681
Belo Horizonte MG 0,677
São Paulo SP 0,673
Palmas TO 0,657
Campo Grande MS 0,645
Rio de Janeiro RJ 0,627
Goiânia GO 0,622
10º Porto Alegre RS 0,622
11º Boa Vista RR 0,593
12º João Pessoa PB 0,574
13º Cuiabá MT 0,569
14º Fortaleza CE 0,566
15º Salvador BA 0,555
16º Recife PE 0,543
17º Natal RN 0,542
18º Teresina PI 0,536
19º Rio Branco AC 0,529
20º Manaus AM 0,528
21º Aracaju SE 0,512
22º São Luís MA 0,508
23º Belém PA 0,486
24º Maceió AL 0,473
25º Porto Velho RO 0,470
26º Macapá AP 0,434

Como cada capital se saiu em educação e cultura

Ranking Capital UF Índice
Vitória ES 0,630
Florianópolis SC 0,619
São Paulo SP 0,579
Palmas TO 0,557
Belo Horizonte MG 0,546
Curitiba PR 0,543
Rio de Janeiro RJ 0,540
Cuiabá MT 0,536
Campo Grande MS 0,529
10º Teresina PI 0,526
11º Rio Branco AC 0,504
12º Goiânia GO 0,503
13º São Luís MA 0,494
14º Fortaleza CE 0,492
15º Porto Alegre RS 0,485
16º Manaus AM 0,465
17º Boa Vista RR 0,460
18º Recife PE 0,445
19º Porto Velho RO 0,439
20º Natal RN 0,434
21º João Pessoa PB 0,416
22º Aracaju SE 0,378
23º Belém PA 0,369
24º Salvador BA 0,369
25º Macapá AP 0,362
26º Maceió AL 0,341

Como cada capital se saiu em saúde

Ranking Capital Estado Índice
Curitiba PR 0,692
Palmas TO 0,688
Vitória ES 0,686
Belo Horizonte MG 0,682
Florianópolis SC 0,671
Campo Grande MS 0,622
Goiânia GO 0,605
Fortaleza CE 0,601
São Paulo SP 0,598
10º Porto Alegre RS 0,593
11º Natal RN 0,587
12º Boa Vista RR 0,587
13º João Pessoa PB 0,577
14º Porto Velho RO 0,568
15º Teresina PI 0,557
16º Rio de Janeiro RJ 0,556
17º Manaus AM 0,554
18º Rio Branco AC 0,548
19º Cuiabá MT 0,548
20º Recife PE 0,544
21º Aracaju SE 0,537
22º Belém PA 0,535
23º Salvador BA 0,520
24º Maceió AL 0,507
25º Macapá AP 0,498
26º São Luís MA 0,497

 

Como cada capital se saiu em segurança

Ranking Capital Estado Índice
São Paulo SP 0,888
Florianópolis SC 0,851
Rio de Janeiro RJ 0,828
Campo Grande MS 0,803
Belo Horizonte MG 0,759
Boa Vista RR 0,759
Curitiba PR 0,741
Macapá AP 0,740
Belém PA 0,738
10º Porto Alegre RS 0,731
11º Manaus AM 0,726
12º Rio Branco AC 0,721
13º Salvador BA 0,705
14º Palmas TO 0,686
15º Vitória ES 0,670
16º Porto Velho RO 0,664
17º Recife PE 0,663
18º Natal RN 0,633
19º Cuiabá MT 0,617
20º João Pessoa PB 0,590
21º Goiânia GO 0,582
22º Aracaju SE 0,579
23º Maceió AL 0,523
24º Teresina PI 0,503
25º Fortaleza CE 0,477
26º São Luís MA 0,476

Como cada capital se saiu em saneamento e sustentabilidade

Ranking Capital Estado Índice
Curitiba PR 0,945
Goiânia GO 0,874
São Paulo SP 0,869
Salvador BA 0,868
Belo Horizonte MG 0,860
Porto Alegre RS 0,858
João Pessoa PB 0,831
Campo Grande MS 0,814
Rio de Janeiro RJ 0,811
10º Vitória ES 0,767
11º Palmas TO 0,764
12º Boa Vista RR 0,761
13º Florianópolis SC 0,758
14º Aracaju SE 0,672
15º Fortaleza CE 0,668
16º Recife PE 0,660
17º Cuiabá MT 0,641
18º Maceió AL 0,618
19º Natal RN 0,609
20º São Luís MA 0,566
21º Teresina PI 0,533
22º Manaus AM 0,505
23º Belém PA 0,495
24º Rio Branco AC 0,457
25º Macapá AP 0,316
26º Porto Velho RO 0,274

Fonte dos indicadores
*Todos os dados foram coletados de órgãos Governamentais da União, dos Estados e Municípios entre os anos de 2004 e 2015.

Suspensa lei da gratuidade de 30 minutos em estacionamentos de São Luís
Maranhão

Maioria dos desembargadores do TJ-MA suspendeu os efeitos da lei municipal que estabelecia a gratuidade. Ação foi proposta pela Associação Brasileira de Shopping Centers

Os desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) do Maranhão decidiram, por maioria dos votos, conceder medida cautelar para suspender os efeitos da lei municipal que estabelecia a gratuidade nos primeiros 30 minutos de uso dos estacionamentos privados de shopping centers de São Luís. O desembargador Bernardo Rodrigues foi o relator do processo.

A decisão – proferida em Sessão Plenária Jurisdicional – suspendeu a aplicação da Lei nº 6.113/2016 até o julgamento final de Ação de Direta de Inconstitucionalidade (Adin), proposta pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), sem efeito retroativo.

O desembargador Bernardo Rodrigues entendeu que a medida cautelar mereceu ser acolhida por apresentar fundamentação jurídica suficiente para constatar a possibilidade de que o direito pleiteado existe no caso concreto (fumus boni iuris) e a urgência em suspender a norma para evitar dano grave e de difícil reparação (periculum in mora). “A fumaça do bom direito se encontra caracterizada pelo fato de que a atividade de exploração da atividade de estacionamento em imóvel privado constitui matéria atinente ao direito de propriedade, portanto, no âmbito do Direito Civil, de competência privativa da União”, explicou o relator, com base no art. 22, inciso I da Constituição Federal, conforme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Abrasce sustentou que várias outras leis, que trataram do mesmo assunto da lei municipal, já foram declaradas inconstitucionais, entendendo que a intervenção no desenvolvimento na atividade de estacionamento, por dizer respeito à exploração econômica de propriedade privada, enquadra-se no ramo do Direito Civil, sendo, portanto, de competência privada da União, além de importar em transgressão ao direito de propriedade e aos princípios da livre iniciativa e livre concorrência. A associação também alegou que, ainda que a matéria em discussão não estivesse na esfera de competência exclusiva da União, a norma municipal não cuida de tema de interesse local, não podendo o Município de São Luís legislar, ainda que de forma concorrente, sobre a metodologia de cobrança pelo uso de estacionamentos privados.

Em sua defesa, o Município de São Luís alegou a ilegitimidade da Abrasce e afirmou que, embora o estacionamento explore área privada, é serviço de caráter coletivo que se utiliza de circulação de vias em seu perímetro externo, estando sujeita à fiscalização por agentes de trânsito, que podem aplicar multas no interior desses estabelecimentos, conforme a Lei n.º 13.146/2015.

Sobre a alegação de ilegitimidade da associação, o desembargador Bernardo Rodrigues ressaltou que a legitimidade está caracterizada na Constituição Estadual, quando estabelece, como partes legítimas para propor ação direta de inconstitucionalidade, as federações sindicais, as entidades de classe de âmbito estadual ou municipal e os conselhos regionais de representação profissional legalmente instituídos; e no Estatuto Social da Abrasce, quando dispõe sobre a possibilidade de ajuizamento de Adin.

O desembargador considerou, ainda, o fato de a associação já ter defendido, junto ao STF, o interesse dos seus associados, referente à cobrança por serviço de estacionamento em locais privados.
“Na espécie, a Lei n.º 6.113/2016 invade, sem qualquer dúvida, matéria de Direito Civil, porquanto estabelece regras sobre elementos essenciais do direito de propriedade, o que não confunde, em hipótese alguma, com o direito consumerista regido pela Lei n.º 8078/90,” concluiu o relator.

Teto de escola cai e fere professora e alunos em São Luís
Maranhão

Acidente ocorreu por volta das 13h30min, quando a aula estava começando

Uma professora e dois alunos ficaram feridos, nesta segunda-feira 27, após o desabamento de parte do telhado da Unidade de Ensino Básico Darcy Ribeiro, localizada no Sacavém, em São Luís, pertencente à rede municipal pública de ensino.

O acidente ocorreu por volta de 13h30min, na sala do 6.º Ano, quando a aula estava começando.

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De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, a docente e os estudantes tiveram ferimentos leves e foram encaminhados para Hospital Municipal Djalma Marques, o Socorrão I, no Centro.

Entre as causas apontadas para o acidente estão a intensidade das chuvas ocorridas nos últimos dias em São Luís e a presença de cupim na estrutura do prédio.

Caema deixa moradores dos condomínios Gran Village Turu sem água
Maranhão

Bomba de poço de responsabilidade da companhia apresentou defeito há mais de 24 horas. Caema culpa Cemar pela demora em resolver o problema

Moradores dos condomínios Gran Village Turu II, III e IV, localizado na Chácara Brasil, em São Luís, estão sem abastecimento de água há mais de 24 horas.

O poço que abastece as unidades, de responsabilidade da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), apresentou defeito na bomba, ocasionando a falta d'água.

Segundo a empresa Assecon Administradora e Contabilidade Ltda, que cuida dos condomínios, a Caema foi alertada sobre a situação e chegou a ir ao local, onde o problema foi detectado. Contudo, segundo a administradora, a companhia não deu previsão de quando o conserto será feito.

Procurada pelo ATUAL7, a Caema alegou que “a falha de abastecimento no poço tem relação com a instalação elétrica que acarretou em problemas na bomba”, e que “a resolução de tais problemas elétricos foi solicitada à prestadora de serviços da Cemar”, para que, somente então, a própria Caema “pudesse proceder com os procedimentos técnicos”.

A estatal afirmou que, “após esse processo”, as atividades para o conserto na bomba “foram retomadas”, e que “desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira (7) uma equipe está no local executando manutenção”.

A reportagem procurou a Cemar, e aguarda retorno.

Todas as praias de São Luís e Ribamar são impróprias para banho, aponta levantamento
Política

ATUAL7 já havia mostrado que o Palácio dos Leões divulga laudos de balneabilidade com sete a até 15 dias de atraso

Levantamento realizado pela Folha de S.Paulo em 1.180 praias do país aponta que todas as praias da Região Metropolitana de São são impróprias para banho.

Os dados de balneabilidade foram analisados com base em normas federais para medir a qualidade das águas, método adotado pela Cetesb (órgão ambiental de SP), que identifica as praias entre “ótima” e “péssima” a partir dos levantamentos semanais.

No sábado passado, dia 28, o ATUAL7 já havia mostrado que os laudos de balneabilidade das praias da capital e de São José de Ribamar são divulgados com sete a até 15 dias de atraso. Isto significa dizer que, quem cai nas águas poluídas das praias só terá conhecimento de que correu risco de contaminação duas semanas depois.

Enquanto o Palácio dos Leões divulga a balneabilidade das praias como próprias ou impróprias para o banho baseando-se apenas no laudo mais recente, o levantamento da Folha mostra que uma praia é considerada própria se não tiver registrado mais de 1.000 coliformes fecais para cada 100 ml de água na semana de análise e nas quatro anteriores.

São José de Ribamar

Praia: Meio
Ponto de medição: Bar do Capiau
Situação: Péssima

Praia: Meio
Ponto de medição: Bar da Praia
Situação: Péssima

Praia: Araçagi
Ponto de medição: Fatimas Bar
Situação: Péssima

Praia: Araçagi
Ponto de medição: Bar Novo Point
Situação: Péssima

Praia: Araçagi
Ponto de medição: Bar do Isaac
Situação: Péssima

São Luis

Praia: Ponta d’Areia
Ponto de medição: Forte Santo Antônio
Situação: Péssima

Praia: Ponta d’Areia
Ponto de medição: Edifício Herbene Regadas
Situação: Péssima

Praia: Ponta d'Areia
Ponto de medição: Hotel Praia Mar
Situação: Péssima

Praia: Ponta d'Areia
Ponto de medição: Bar do Dodô
Situação: Péssima

Praia: Ponta d'Areia
Ponto de medição: Praça de Apoio ao Banhista
Situação: Péssima

Praia: Ponta d'Areia
Ponto de medição: Hotel Brisa Mar
Situação: Péssima

Praia: São Marcos
Ponto de medição: Bares do Chef e Marlene’s
Situação: Péssima

Praia: São Marcos
Ponto de medição: Barraca da Marcela
Situação: Péssima

Praia: São Marcos
Ponto de medição: Agrupamento Batalhão do Mar
Situação: Péssima

Praia: São Marcos
Ponto de medição: Ipem e Bar Kalamazoo
Situação: Péssima

Praia: São Marcos
Ponto de medição: Foz do rio Calhau
Situação: Péssima

Praia: Calhau
Ponto de medição: À direita da elevatória 2 da Caema
Situação: Péssima

Praia: Calhau
Ponto de medição: Pousada Tambaú
Situação: Péssima

Praia: Calhau
Ponto de medição: Bar Malibu
Situação: Péssima

Praia: Olho d’Água
Ponto de medição: À direita da elevatória Iemanjá 2
Situação: Péssima

Praia: Olho d’Água
Ponto de medição: À direita da elevatória Pimenta 1
Situação: Péssima

Riscos

O banho de mar em áreas impróprias pode resultar em problemas de saúde, sobretudo doenças gastrointestinais ou de pele, como micoses. Especialistas, contudo, não descartam contaminação até mesmo em praias consideradas limpas — embora a chance seja bem menor.

“As classificações das praias são uma probabilidade. Gostaria de saber se, em determinada praia, vai ficar doente ou não. Mas, do ponto de vista da ciência, não é tão simples. Há diversas variáveis”, diz Paulo Guimarães Barrocas, pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz.

Uma das variáveis é a saúde do banhista. Pessoas com o sistema imunológico frágil, como crianças e idosos, correm mais risco, assim como as com doenças que comprometem o sistema imunológico.

Os testes também têm efeito limitado, pois não identificam vírus que em águas muito contaminadas podem transmitir até hepatite A.

Outro foco de contaminação, que não é medido nos testes de balneabilidade, é a areia poluída com lixo.

Prefeitura garante na Justiça 60% da frota em circulação nesta segunda-feira
Maranhão

Multa será de R$ 10 mil por hora para a empresa ou consórcio que descumprir a decisão

A Prefeitura de São Luís obteve na Justiça, por meio da Procuradoria Geral do Município (PGM), decisão favorável à população com relação à greve dos trabalhadores rodoviários, caso os rodoviários confirmem a paralisação prevista para esta segunda-feira 23, motivada por questões trabalhistas entre os rodoviários e as empresas do setor de transporte.

Com a decisão, fica assegurada a circulação de pelo menos 60% da frota na capital. A multa será de R$ 10 mil por hora para a empresa ou consórcio que descumprir a decisão.

A determinação foi proferida pelo presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desembargador James Magno Araújo Farias. No documento, ele reforça que o sistema de transporte constitui serviço de suma importância para a população. “O movimento grevista somente pode ser exercido de forma legítima, quando envolve atividade de natureza essencial, se for garantida a prestação dos serviços indispensáveis com o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade”, afirma a decisão.

A Ação de Tutela Cautelar Antecedente ajuizada pela prefeitura já havia requerido a manutenção do serviço, argumentando o caráter essencial do serviço de transporte público e, entre outros fatores, o fato de que, no caso da paralisação, os sindicatos não informaram o percentual dos trabalhadores que deverão permanecer em atividade.

PM-MA invade casa sem mandado judicial e destrói tudo
Maranhão

Denúncia é do advogado Diogo Cabral. Ele cobrou do governador Flávio Dino o fim desse tipo de ação

Pelo menos quatro agentes da Polícia Militar do Maranhão invadiram a casa de uma mulher na periferia de São Luís, na noite dessa quinta-feira 12, sem mandado judicial e destruíram a residência. A denúncia foi publicada no Twitter pelo militante e advogado da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), Diogo Cabral, em postagem direcionada ao governador Flávio Dino (PCdoB).

“Flávio Dino, determine que a PMMA cumpra os preceitos do Estado Democrático de Direito e que não invada casas de cidadãos de bem da periferia. Ontem 4 policiais invadiram a casa de uma trabalhadora, negra, da periferia de São Luís. Destruíram tudo, sem mandado judicial”, postou.

Segundo julgamento mais recente do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre esse tipo de situação, de novembro de 2015, a invasão pode ter sido ilegal. Pelo entendimento firmado, a possibilidade da polícia invadir residências sem a necessidade de mandados pode ser executado apenas em situações que envolvam depósito ou porte de drogas, extorsão mediante sequestro e cárcere privado, ou seja, situações que exigem ação imediata da polícia.

Ainda em publicações direcionadas ao governador do Maranhão, Cabral denunciou que invasões da PM-MA em residências na periferia da capital, sem posse de mandados judiciais, são práticas constantes. Para ele, além de refém das facções criminosas, a população fica, ainda, à mercê a truculência policial.

“Essa prática é cotidiana na periferia de SLZ e as pessoas que ali moram são reféns de facções e da truculência policial. Flávio Dino, a lógica de guerra às drogas, além de encarcerar em massa, viola direitos, solapa garantias individuais e Mata”, disse o advogado.

Trânsito da Avenida Litorânea será alterado para as festas de fim de ano
Maranhão

Intervenção foi divulgada pela SMTT. Tráfego ficará proibido em alguns trechos

A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) vai realizar alterações no trânsito e nos transportes urbanos da capital, em função das festividades de fim de ano em São Luís. As ações de disciplinamento ocorrerão nas vias de acesso à orla marítima com acesso pela Avenida dos Holandeses, concentrando-se na Avenida Litorânea, onde haverá um trecho interditado no local de concentração do tradicional evento de Réveillon.

Segundo divulgado pela SMTT, na Avenida Litorânea, o trecho compreendido entre o retorno próximo ao Bar Pioneiro até a Ponte sobre o Rio Pimenta (cruzamento da Rua das Graças e Rua Vale Rio Pimenta – Parque Atlântico), local onde ocorrerá a festa de Réveillon, ficará proibido o tráfego, bem como o acesso de veículos nas transversais da área a partir das 5 horas do dia 31 de dezembro de 2016 até às 5 horas do dia 2 de janeiro de 2017.

Neste período, o ingresso na área interditada se restringirá aos carros de serviços do evento, devidamente credenciados, veículos da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes e veículos da Limpeza Urbana, além de viaturas da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e ambulâncias.

O erro de Eduardo Braide: ele pensou que São Luís fosse Anajatuba
Política

Candidato do PMN deu de ombros para a opinião pública diante da suspeita de que lavou dinheiro e se apropriou de recursos públicos por meio da Máfia de Anajatuba

Candidato a prefeitura de São Luís pelo nanico PMN, o deputado estadual Eduardo Braide atravessou a temporada de caça ao voto fantasiado de apolítico e inimigo número 1 das raposas da política em geral, pensando que a capital do Maranhão fosse Anajatuba, onde ele também conseguiu mais do que dobrar os seus votos e com isso ser o mais votado no município, na última eleição para o Legislativa estadual.

Suspeito de lavagem de dinheiro e de apropriação indevida de recursos públicos por meio da chamada Máfia de Anajatuba, Braide sempre se comportou com tranquilidade olímpica em relação ao que pensava o ludovicense diante de sua ligação umbilical e profissional com os cabeças e demais membros da organização criminosa que saqueou os cofres daquela cidade.

Tudo miragem.

Quando Eduardo Braide se candidatou a prefeito de São Luís, faltou-lhe a percepção de que o comportamento que era assimilado na cidade coração da quadrilha que roubou quase outras 70 prefeituras não seria aceitável em São Luís. No início da semana final do pleito, quando se comprovou por meio de documentos oficiais que ele segue não somente investigado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), mas também pela Polícia Federal (PF) após vultuosas movimentações financeiras atípicas em sua conta-corrente, sua candidatura se tornou insustentável e virou pó.

Nas redes sociais, onde dominava desde o debate passado na TV Mirante, realizado no primeiro turno, diante do confronto com outros documentos, usuários passaram a duvidar sobre a honestidade que o candidato carregava em sua retórica e certidões negativas, já que as próprias certidões atestavam que as negativas contavam para qualquer investigação de corrupção, exceto as sob sigilo.

Mas ainda havia um luz no fim do túnel: o segundo e último debate na TV Mirante, no segundo turno, onde Eduardo Braide poderia se sobressair e massacrar o seu adversário, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Contudo, logo no início do primeiro bloco, ao confrontado por Edivaldo sobre qual sua participação na Máfia de Anajatuba, Braide acabou ficando nervoso, esqueceu a resposta que havia treinado, gaguejou por diversas vezes e não respondeu as perguntas feitas.

A relação da população ludovicense foi imediata e fraturou a candidatura de Braide, que já vinha afundando quando ele insistiu em faltar com a verdade ao dizer que nunca havia sido investigado. Apesar de seus próprios seguidores suplicarem em suas redes sociais para que se explicasse sobre as graves acusações que pesam contra ele, o candidato do PMN deu de ombros, acusou blogueiros de achaque e lidou com a opinião pública como curral, julgando que poderia trabalhar no plano eleitoral ludovicense nos mesmos moldes em que trabalhou sua reeleição para deputado estadual no município saqueado pela Orcrim. Acabou derrotado.

Edivaldo Júnior derrota Eduardo Braide e é reeleito prefeito de São Luís
Política

Pedetista venceu a eleição após a população despertar para o fato que seu adversário, Eduardo Braide, é investigado pela PF e pelo Gaeco

Com 100,00% das urnas apuradas, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) confirmou a liderança na votação do primeiro turno e foi reeleito prefeito de São Luís, após obter 53,94% dos votos válidos. O segundo colocado, Eduardo Braide (PMN) registrou 46,06% do total dos votos válidos. Votos brancos e nulos totalizaram 4,46%.

No primeiro turno, o prefeito reeleito teve o primeiro maior tempo no horário eleitoral entre os candidatos, com 3 minutos e 39 segundos. Já o seu adversário, por ter disputado apenas com o nanico PMN, teve direito a apenas 10 segundos de exposição, mas ainda assim acabou surpreendo nos debates da TV Guará e Mirante, levanto os eleitores a trocarem de voto nos últimos dias da eleição no primeiro turno.

Contudo, a revelação de que Eduardo Braide é investigado pela Polícia Federal (PF) e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) por lavagem de dinheiro e suposto envolvimento na chamada Máfia de Anajatuba fez com que o candidato caísse na preferência do eleitorado. Também pesou contra ele as revelações de que fez contratos com empresas ligadas ao seu pai, o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Carlos Braide, durante sua passagem pela Caema (Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão).

A ampla coligação que elegeu Edivaldo Júnior teve 12 partidos: além do PDT, selaram apoio à candidatura ainda no primeiro turno PTB, PRB, PSC, PR, DEM, PROS, PCdoB, PTC, PSL, PEN e PT.

Dentre os principais responsáveis pela vitória de Edivaldo nas urnas estão os secretários municipais Digo Lima (Habitação e Urbanismo), Helena Duailibe (Saúde) e Olímpio Araújo (Orçamento Participativo), além do deputado federal e presidente do PDT no Maranhão, Weverton Rocha. O governador Flávio Dino (PCdoB), embora tenha saído do muro nos últimos dias do pleito, não teve qualquer influência na decisão final do eleitorado que optou pelo pedetista.

Campanha

Durante a campanha, Edivaldo destacou o asfaltamento de milhares de ruas em toda a São Luís, em parceria com o governo estadual; a entrega de centenas de moradias em parceria com o governo federal, pelo programa Minha Casa, Minha Vida; e, principalmente, a entrega de novos ônibus, todos equipados com ar-condicionado, após a inédita licitação dos transporte público.

O pedetista também enfatizou que, apesar da crise econômica e financeira que afeta o país, colocou iluminação nova em quase todas as grandes avenidas da capital e conseguiu iniciar a construção das primeiras creche-escolas prometidas ainda durante a campanha eleitoral passada, de 2012, e da tão sonhada reforma do Hospital da Criança, já quase concluída.

Quem é Edivaldo Holanda Júnior

Edivaldo Júnior tem 38 anos e é o atual prefeito de São Luís. Começou a carreira política em 2004, quando foi eleito vereador pela cidade. Foi reeleito em 2008 para o cargo, com uma votação três vezes maior que a anterior. Dois anos depois, em 2010, o reconhecimento deste trabalho o presenteou com uma votação consagradora para deputado federal. Ele foi o mais votado em São Luís e tornou-se líder de seu então partido, o PTC, na Câmara dos Deputados.

Em 2012, sob o apadrinhamento de Flávio Dino (PCdoB), foi eleito prefeito de São Luís, derrotando seu ex-aliado, João Castelo (PSDB).

Apesar de não ter cumprido quase nenhuma das promessas de campanha que fez durante a campanha passada, conseguiu reverter o baixo índice de aprovação à sua gestão nos últimos meses que antecederam ao pleito, principalmente devido aos erros de seus principais adversários na disputa.

Assim como o seu adversário no segundo turno, Edivaldo Júnior também é investigado por corrupção. Dentre os principais processos a que é alvo está o do famoso esquema do Isec, onde R$ 33,2 milhões teriam sido desviados dos cofres públicos para a compra de votos nesta eleição, justamente por meio da pasta comandada por Olímpio Araújo.

Mais de 600 mil eleitores de São Luís são esperados para votar neste 2º turno
Política

Deste total, 298 mil 250 são homens e 361 mil 529 mulheres. Eleição é uma das mais acirradas de todos os tempos

Eleitores de São Luís, capital do Maranhão, voltam às urnas neste domingo 30, para, neste 2º turno, decidir quem será o prefeito da cidade a partir do dia 1º de janeiro de 2017. Concorrem à vaga o atual prefeito e candidato à reeleição, Edvaldo Holanda Júnior (PDT), e o candidato do PMN, deputado estadual Eduardo Braide.

São 659 mil 778 eleitores aptos a votar.

Deste total, 298 mil 250 são homens e 361 mil 529 mulheres, que votarão distribuídos em 260 locais de votação, onde funcionam 1.968 seções e irão trabalhar 7.872 mesários.

Marcada com troca mútua de acusações e documentos que comprovam que os dois postulantes são investigados por corrupção, a disputa eleitoral deste ano é uma das mais acirradas de todos os tempos, segundo todos os institutos de pesquisas que mediram a intenção de voto do eleitor ludovicense.

Apesar de Edivaldo aparecer, nos últimos levantamentos, levemente a frente de seu adversário, não se pode apontar ainda qual dos dois sairá vitorioso.

O governador Flávio Dino (PCdoB) e o grupo liderado pelo ex-senador José Sarney (PMDB-AP) apoiaram, nos bastidores, os dois candidatos, porém somente o comunista, já na última semana do pleito, decidiu divulgar publicamente o seu voto e que continuaria apoiando apenas com o candidato do PDT.

De mais preparado a mais corrupto: Eduardo Braide em dois debates na Mirante
Política

Comparação foi feita com base nos documentos em que os candidatos comprovaram que seu adversário é investigado por possível envolvimento ilícito com dinheiro público

Depois de dois debates na TV Mirante nestas eleições, um no primeiro e o outro no segundo turno, o candidato a prefeito de São Luís pelo PMN, deputado Eduardo Salim Braide, pulou da condição de mais preparado para a de mais corrupto.

Isso ocorre porquê, numa comparação simples entre os documentos que compravam que ele o seu adversário na disputa, o prefeito e candidato à reeleição, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), estão sendo investigados por corrupção, Braide acabou levando a pior.

Pelo documento publicado na rede social do candidato do PMN, restou comprovado que, apesar de que tenha dito no debate que é homem sério e que não é bandido, desde o dia 17 de março deste ano, pesa contra Edivaldo Júnior uma Ação População por ato de improbidade administrativa, que corre na 5ª Vara da Fazenda Pública de São Luís.

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Já no documento publicado pelo pedetista, por sua vez, ficou também comprovado que Eduardo Braide, embora ande no bolso e tenha em suas redes sociais uma calhamaço de certidões negativas de “nada consta”, é investigado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro e apropriação indevida de recursos públicos, no esquema criminoso de empresas de fachada conhecido como a Máfia de Anajatuba.

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Neste sentido de troca de acusações mútuas, sobre quem seria mais corrupto que o outro, enquanto Edivaldo Holanda Júnior é alvo de uma ação de improbidade cujo entrada foi dada pelo advogado José Ribamar de Araújo e Sousa Dias e o empresário Albery Batistella, Eduardo Braide é alvo de investigação aberta pela própria Polícia Federale pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) —, após o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) encaminhar ao Ministério Público Federal a informação de que houve vultosa movimentação financeira em sua conta bancária, e dele estar umbilical e profissionalmente ligado aos cabeças e demais integrantes da organização criminosa (orcrim) que assaltou os cofres públicos daquele município.

Ainda comparando as acusações de corrupção de um contra o outro, enquanto não se tem conhecimento de que e de quanto se trata o suposto dano ao erário apenas nos cofres de São Luís por parte de Edivaldo Júnior no processo que corre na 5ª Vara da Fazenda Pública da capital, em relação a Eduardo Braide não se pode dizer o mesmo, pois é de conhecimento público e notório que a Máfia de Anajatuba operou em quase 70 prefeituras de todo o Maranhão, e delas roubou quase R$ 60 milhões da saúde e da educação — dinheiro este maior até que o envolvendo o famigerado esquema do Isec, que foi de R$ 33,2 milhões.

Talvez por saber que o que pesa contra ele é mais forte e consistente do que o que pesa contra Edivaldo, é que Eduardo Braide não tenha conseguido o esperado massacre no debate contra o prefeito, e ainda tenha se perdido em alguns momentos na fala, além de até se engasgado e de ainda, nervoso em um vídeo publicado no Facebook após o final do debate, ter chamado Edivaldo Júnior de “nosso candidato”.

Esta nova condição do candidato do PMN pode, inclusive, ser sentida diretamente nas redes sociais, devido a diminuição considerável de usuários saindo em sua defesa e de uma parte considerável do eleitorado ludovicense publicar em seus perfis que, após esse segundo debate, já pensa votar em branco ou nulo.

É como se a população que trocou o voto após assistir o primeiro debate da TV Mirante, e acabou votando nele por achá-lo o mais preparado para administrar a cidade, tivesse acordado ao saber quem é Eduardo Braide, e que, de políticos de boa retórica mas de pouca eficiência administrativa e muito envolvimento em casos de corrupção, basta Fernando Collor de Mello e José Sarney.

Eduardo Braide é investigado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro
Política

Documentos mostram que investigações iniciaram em fevereiro de 2014. PF também apura envolvimento de prefeitos no esquema criminoso

Documentos da Procuradoria Regional da República (PRR) 1ª Região, publicados com exclusividade pelo Blog do Neto do Ferreira, confirmam que o candidato a prefeito de São Luís pelo PMN, deputado Eduardo Braide, é investigado pela Polícia Federal por suposta apropriação indevida de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

Sigilosas, as investigações fazem parte do Inquérito Policial Instaurado pela PF para apurar vultuosas movimentações financeiras atípicas feitas por Braide; o instituto Escutec – Pesquisas de Mercado e Opinião Ltda, pertencente ao empresário Fernando Júnior; e as empresas de fachada A4 Serviços e Entretenimento, A. J. F. Júnior Batista Vieira - ME e Vieira e Bezerra - ME (atual F. C. B. Produções e Eventos), operadas pelo próprio Fernando Júnior em conluio com o pai e o ex-assessor-fantasma do candidato a prefeito da capital do estado, respectivamente, Carlos Braide e Fabiano Bezerra, por meio do dispêndio de recursos públicos em diversas prefeituras no Maranhão.

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Todos, segundo as investigações, inclusive os prefeitos, fazem parte da chamada Máfia de Anajatuba, desbaratada pela própria Polícia Federal e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) após a revelação do esquema pelo programa Fantástico, da Rede Globo, na estreia do quadro “Cadê o dinheiro que tava aqui?”, em novembro de 2014.

De acordo com a documentação, o processo foi aberto desde o dia 2 de fevereiro daquele ano, após o Relatório de Inteligência Financeira n.º 11595, encaminhado pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) à PRR - 1ª Região, apontar as movimentações financeiras atípicas perpetradas por Eduardo Braide. Atualmente, os autos se encontram na 5ª Câmara do Tribunal Regional Federal (TRF) 1ª Região, no Distrito Federal, em Brasília, responsável por casos de combate à corrupção e crimes de responsabilidade.

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O inquérito é conduzido pela Polícia Federal, que requisitou ao presidente da PRR - 1ª Região, procurador Ronaldo Meira de Vasconcelos Albo, o prazo de mais 90 dias para concluir as investigações. Como além de Eduardo Braide há diversos outros investigados, no dia 20 de abril deste ano, o procurador-chefe autorizou à PF que possa indicar a necessidade  de desmembramento das investigações, para apurar evento por evento, isto é, como o esquema atuou em cada município em que roubou dinheiro público da educação e da saúde.

Em outro documento, datado do último dia 5, Ronaldo Albo informa que, em decorrência das eleições municipais [já que Eduardo Braide concorre ao cargo de prefeito, assim como outros envolvidos concorreram à reeleição — tendo alguns, inclusive, chegado a se reeleger], a Polícia Federal deve logo indicar, com base nas investigações, quais dos investigados possuem foro privilegiado no TRF 1ª Região, bem como indicar elementos objetivos, concretos e convincentes de participação dessas autoridades no esquema criminoso.

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A comprovação, com documentos atuais, de que Eduardo Braide é investigado pela Polícia Federal confirma reportagem do ATUAL7 dessa terça-feira 25, que questionou o uso de certidões de “nada consta” pelo candidato do PMN como forma de provar aos eleitores que segue uma vida pública proba. Desde que a ligação direta de Braide com a Máfia de Anajatuba foi revelada, o prefeiturável vem ameaçando blogueiros e jornalistas de cadeia e pagamento de indenizações, por meio de processos nas esferas penal e cível.

Em debates, sabatinas e entrevistas em que é convidado a participar, Braide tem afirmado, inclusive, que as notícias de sua ligações com os cabeças e demais integrantes da quadrilha são factoides. Há cerca de suas semanas, ele chegou a incitar membros do Conselho Regional de Medicina (CRM) a processar blogueiros, afirmando que as revelações de que ele empregou quase todos os membros da organização criminosa como funcionários fantasmas em seu gabinete seriam tentativas de difamá-lo.

Mais cedo, por exemplo, o ATUAL7 mostrou que só Fabiano Bezerra embolsou quase R$ 840 mil como assessor-fantasma no gabinete de Eduardo Braide e de seu pai. Em outra reportagem, ontem 26, foi mostrado que um laranja do esquema também levou dinheiro público da AL-MA como funcionário fantasma de Braide, mais de R$ 243 mil.

Diante dos novos documentos que comprovam que as publicações sobre as investigações contra ele são todas baseadas em fatos, caberá agora à Justiça decidir quem está ao lado da verdade, se ele ou os blogueiros.

Wellington desafia Flávio Dino a ir às ruas e aumenta polarização em São Luís
Política

Progressista e comunista disputam influência e carisma sobre o eleitorado da capital do Maranhão

O deputado estadual Wellington do Curso (PP) lançou um desafio ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), nesta quarta-feira 26, para que ambos percorram as ruas da capital afim de conhecer a realidade enfrentada pela população São Luís.

“Eu quero convidar o governador Flávio Dino para ir às ruas e ouvir a população. (...) Vamos às ruas, escutar e conversar com o povo. Governador, vamos visitar a São Luís da realidade e não a da propaganda”, desafiou.

A quatro dias da população ludovicense ir novamente às as urnas decidir quem comandará a cidade pelos próximos quatro anos, a disputa neste segundo turno está polarizada entre o progressista e o comunista, desde que Wellington declarou voto no candidato a prefeito pelo PMN, o também deputado estadual Eduardo Braide; e Dino, como resposta imediata diante da forte repercussão, correu para o Twitter para avisar aos seus seguidores que havia saído do muro e declarado voto do prefeito de São Luís e candidato à reeleição, Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

No primeiro turno, apesar de deputado de primeiro mandato e ter pouco menos de dois anos de carreira política, Wellington conquistou a terceira colocação na disputa, com 103.951 votos. Embora independente no parlamento estadual, até as últimas semanas que antecederam a votação do dia 5 de outubro, o deputado do PP fazia parte da base de apoio ao governador Flávio Dino na votação de matérias de interesse do governo na Assembleia. Contudo, diante da serie de ataques orquestrados pelo Palácio dos Leões à sua candidatura, que contou até com monitoramento clandestino feito por um carro que seria da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, Wellington acabou deixando a base do governo.

Ciente da liderança política e popular alcançada por Wellington nestas eleições, Flávio Dino evitou responder ao desafio e teria confessado a aliados mais próximos que teme que a declaração de voto do progressista dê a vitória à Eduardo Braide no próximo dia 30. O medo do comunista é que, além da possível derrota de seu candidato, a influência e o carisma de Wellington em São Luís e em outros municípios do estado interfiram em seu projeto de poder a longo prazo, isto é, nas eleições de 2018 e 2020.

Segundo turno em São Luís fica polarizado entre Wellington e Flávio Dino
Política

Influência do progressista e do comunista no eleitorado passou a ser o centro do debate após declarações públicas de voto

A menos de quatro dias para a população de São Luís ir as urnas decidir quem comandará a cidade pelos próximos quatro anos, a disputa eleitoral na capital ficou polarizada entre o deputado estadual Wellington do Curso (PP) e o governador Flávio Dino (PCdoB), que não concorrem ao pleito mas dividem a atenção do eleitorado após declarações públicas de voto neste segundo turno.

A polarização, que já começava a ser desenhada no último fim de semana, foi confirmada nessa segunda-feira 24, quando Wellington utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa para declarar apoio e voto ao candidato do PMN, Eduardo Braide.

Diante da forte repercussão, o governador Flávio Dino, que já havia descido do muro e gravado um vídeo que iria ao ar somente na próxima sexta-feira 28, resolveu antecipar a declaração de voto e correu para o Twitter, afirmando que continuará caminhando com o prefeito de São Luís e candidato à reeleição, Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Por ordem de Dino, a gravação foi ao ar na noite daquele dia.

Embora já tenha se passado quase dois dias da declaração de voto de ambos, nos bastidores, em rodas de profissionais de imprensa, publicações na mídia local, grupos de WhatsApp e Telegram, e, principalmente, nas redes sociais, o assunto principal deixou de ser os candidatos Eduardo Braide e Edivaldo Júnior — e até mesmo o debate da TV Mirante, que acontece depois de amanhã — e passou a ser a disputa entre o progressista e o comunista, sobre qual dos dois terá mais influência junto ao eleitorado nessa reta final da eleição.

Para alguns, Wellington é quem sairá vitorioso na disputa com o governador do Maranhão. A justificativa para isso é que, mesmo não indo para o segundo turno como candidato, Wellington é o fiel da balança na decisão do pleito, pois sua declaração de voto teria não apenas consolidado o apoio de seus eleitores que já haviam decido por Eduardo Braide, mas como também, diante de sua carisma, os que estavam indecisos.

Já para outros, a entrada pública de Flávio Dino na disputa é que pode ser interpretada como fiel da balança na eleição, pois teria confirmado aos eleitores que têm medo de arriscar numa mudança de gestão que a parceria entre Governo do Estado e Prefeitura de São Luís ficará mais consolidada ainda se Edivaldo for reeleito prefeito.

Analistas e torcidas à parte, a resposta de quem realmente decidiu a eleição com a sua entrada no segundo turno, porém, só será revelada na abertura das urnas no próximo domingo 30, com influência direta em 2018 e 2020.