Othelino Neto
Justiça rejeita contestação de Othelino Neto em processo de crime ambiental
Política

Comunista é acusado pelo MP-MA de ser coautor da destruição das matas ciliares do Rio Calhau. Ele ocupava a Secretaria de Estado de Meio Ambiente

A Justiça do Maranhão rejeitou contestação apresentada pelo vice-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Nova Alves Neto (PCdoB), em processo em que ele é acusado de ser coautor de um dos maiores crimes ambientais no Maranhão: a destruição das matas ciliares do Rio Calhau, em São Luís.

A decisão foi proferida na última semana de março deste ano, pelo juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da capital, que também deixou de acolher as alegações do réu Antônio Ubirajara Ferreira Maranhão, proprietário do terreno degradado. Além deles, também figuram no processo como polo passivo Cícero Mendes de Souza, Carlos Rogério Santos Araújo e a empresa Hidraele - Projetos e Serviços Ltda, considerados revéis na ação por não apresentarem contestação, mesmo após intimados.

A acusação de que o comunista e os outros envolvidos comentaram o crime ambiental é do promotor de Justiça Luis Fernando Cabral Barreto Junior, que cuida da 3ª Promotoria Especializada de Proteção do Meio Ambiente, Urbanismo e Patrimônio Cultural de São Luís. O processo se arrasta na Justiça desde 2005.

Em sua contestação, Othelino Neto, que à época do possível crime ocupava o cargo de secretário estadual do Meio Ambiente, suscitou preliminar de ilegitimidade passiva, alegando que os autos não demonstram a sua responsabilização ou participação na destruição das matas ciliares do Rio Calhau.

Na decisão, porém, o magistrado alertou que a responsabilidade civil por danos ambientais é objetiva (Lei n.º 6.938/81, art. 14, § 1º) e solidária (art. 3º, IV), vez que é pautada pela teoria do risco integral, independendo da comprovação de culpa ou dolo. Douglas Martins lembrou, ainda, que o Superior Tribunal de Justiça (STF) decidiu, no REsp n.º 1.071.741/SP, “para o fim de apuração do nexo de causalidade no dano urbanístico-ambiental e de eventual solidariedade passiva, equiparam-se quem faz, quem não faz quando deveria fazer, quem não se importa que façam, quem cala quando lhe cabe denunciar, quem financia para que façam e quem se beneficia quando outros fazem”.

“Portanto, figuram legalmente no polo passivo Antônio Ubirajara Ferreira Maranhão, proprietário do terreno degradado, e Othelino Nova Alves Neto, Secretário de Estado de Meio Ambiente à época, responsável pelo licenciamento e fiscalização destas áreas (fls. 252, 258 e 259).Assim, NÃO ACOLHO, as preliminares suscitadas”, despachou o juiz.

O vice-presidente da Assembleia Legislativa e os outros envolvidos terão de prestar depoimento pessoal na Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, em data a ser marcada, sobre a participação e envolvimento de cada um na degradação da área objeto do processo.

Baixo público e infidelidade partidária marcam convenção de testa de ferro
Política

Presidente do TCE-MA tenta voltar ao comando da cidade por meio de Zezildo Almeida. Ele conta com a ajuda do vice-presidente da AL-MA

O baixo comparecimento da população e de representatividade política marcou a convenção que oficializou a candidatura de Zezildo Almeida (PTB) a prefeito de Santa Helena como testa de ferro do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Maranhão, João Jorge Jinkings Pavão.

No comando das cofres do município de Santa Helena por oito anos consecutivos por meio de sua mulher, a ex-prefeita Maria Helena Pavão, o presidente do TCE-MA tenta retornar o controle e fazer da cidade uma especie de feudo eleitoral já nas eleições de outubro próximo. Inicialmente, o plano era lançar a própria esposa, mas a onda de denúncias contra sua gestão no órgão fiscalizador, como a de ter empregado o filho do vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão, acabou obrigando Pavão a retirá-lo do foco e recorrer ao nome do testa de ferro.

Realizada na tarde do último sábado 30 em uma casa de eventos em frente à Praça da Bandeira, no Centro do município, a convenção reuniu cerca de 300 pessoas, entre adultos e crianças, tendo mais balões que populares  no local.

Apesar do nome do clã Pavão para as eleições de Santa Helena neste ano ser o de Zezildo, as palavras de agradecimento e engradecimento dos poucos políticos presentes foram todas direcionadas à Helena.

Infidelidade partidária

Além do envolvimento político do presidente do TCE-MA na eleição, chamou também a atenção a presença do vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB). Ocorre que, embora a candidatura de Zezildo seja uma forma da oligarquia Sarney tentar renascer em Santa Helena, Othelino mostrou-se bem a vontade no evento, inclusive chegando a declarar que estava no local representando o governador Flávio Dino (PCdoB).

O comunista não se viu nenhum pouco constrangido, por exemplo, ao posar para fotos abraçado ao lado da mulher de Jorge Pavão e do deputado federal Victor Mendes (PSD), de quem no município de Pinheiro é, juntamente com o seu pai Filuca Mendes (PMDB), inimigo histórico.

Para populares ouvidos pelo ATUAL7, a presença do vice-presidente da AL-MA é uma incoerência grave do partido, já que a principal liderança do PCdoB em Santa Helena, o pastor Fernando Crente, é o atual vice-prefeito da cidade e que pretende a chapa ao lado do prefeito João Jorge Lobato, o Dr. Lobato (PPS). Alguns interpretaram a ação de Othelino como um ato de traição e infidelidade partidária, já que o Dr. Lobato foi o único prefeito da Baixada Maranhense a apoiar Flávio Dino nas eleições de 2014, e conta com o PCdoB em sua coligação.

A descoberta de funcionários fantasmas e contratos suspeitos na Assembleia Legislativa do Maranhão foi levantado por algumas pessoas como o principal motivo para a presença de Othelino Neto da convenção. Elas acreditam que seria uma forma de facilitar a aprovação de contas da Casa pelo TCE-MA. Tudo já estaria articulado entre Jorge Pavão e envolveria ainda o ex-presidente do tribunal, conselheiro Edmar Serra Cutrim.

Insistência de Toinho do Juvenil coloca TCE-MA sob suspeita
Política

Pré-candidato a vice-prefeito de Vargem Grande dá como certo novo parecer do tribunal sobre suas contas. Ele foi condenado a ressarcir os cofres públicos em mais de R$ 317 mil

A insistência do ex-presidente da Câmara Municipal de Vargem Grande, Antonio Gomes Lima, o Toinho do Juvenil (PCdoB), em ocupar a vice na chapa do pré-candidato a prefeito Carlinhos Barros (PCdoB), coloca o Tribunal de Contas do Estado (TCE) sob suspeita.

E num péssimo momento para o órgão fiscalizador.

Filiado no partido do governador Flávio Dino no ano passado, o neo comunista tem contado com uma ajudinha camarada do vice-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), para conseguir derrubar, no próprio TCE-MA, uma decisão do pleno da Corte que o condenou, em dezembro de 2014, por unanimidade, a ressarcir mais de R$ 317 mil aos cofres do município em “em razão de prática de ato de gestão ilegal, ilegítimo ou antieconômico, ou infração à norma legal e regulamentar de natureza contábil, financeira, orçamentária e patrimonial”.

A maracutaia com dinheiro público, segundo o tribunal, teria ocorrido no exercício financeiro de 2009.

Com o TCE-MA no centro do furação após descoberta de funcionários fantasmas, qualquer movimentação do órgão contra uma decisão unanime de seu próprio pleno pode chamar a atenção da Procuradoria Geral da República. A PRG foi acionada para abrir uma investigação criminal contra os conselheiros do Tribunal de Contas do Maranhão por conta de suposta participação de seu presidente em um esquema de tráfico de influência.

Vale lembrar que deputado Othelino Neto, padrinho de Toinho do Juvenil, é aliado de Pavão e lotado como auditor de controle externo do TCE-MA há quase 13 anos, embora só tenha trabalhado até hoje por apenas oito meses.

Deputados do MA levarão R$ 200 mil cada para abdicarem de independência ao governo
Política

Falta de autonomia da Casa deve ser mantida com a confirmação de que Flávio Dino aceitou dobrar o valor das emendas para o Carnaval deste ano

Com exceção de apenas cinco dos 42 deputados estaduais – os oposicionistas Adriano Sarney (PV), Andréa Murad (PMDB), Edilázio Júnior (PV) e Souza Neto (PTN), e o governista, porém não maria-vai-com-as-outras, Wellington do Curso (PPS) – todos parlamentares da Assembleia Legislativa do Maranhão devem barganhar com o governador Flávio Dino (PCdoB) a manutenção da falta de independência da Casa em relação às matérias de interesse do Executivo estadual, bem como combater e enterrar qualquer denúncia que seja levada ao plenário por um dos integrantes do quinteto.

A espécie de Chatô, isto é, não parlar e/ou não legislar contra o governo em troca de benefícios financeiros, vem sendo montada pela base governista desde o início do recesso parlamentar, no fim do ano passado, ao deixar "vazar" a possibilidade de que passaria a agir, logo no primeiro dia da volta aos trabalhos, com uma postura mais independente ao Palácio dos Leões, inclusive com o esfacelamento do maior bloco da Assembleia, o Bloco Parlamentar Unidos pelo Maranhão, mais conhecido como “Blocão”, composto por nada menos que 22 membros, que têm força para aprovar ou rejeitar, sozinhos, praticamente todos os tipos de proposições em plenário – à exceção de matérias que requeiram quórum qualificado.

Os deputados avaliaram e aprovaram o plano após perceberem que o governador dificultou o atendimento a seus pleitos no ano passado, sobretudo no que diz respeito ao pagamento das emendas, e os desrespeitou a obrigá-los a tomar chá de cadeira e de árvore para conseguirem ser recebidos no Palácio.

Não alheio às movimentações de aliados na Assembleia Legislativa, o comando político do comunista resolveu convencer o governador a aceitar a proposta levada pelo presidente da Casa, deputado Humberto Coutinho (PDT), de dobrar o valor das emendas para o Carnaval deste ano, fixada até os últimos dias do ano passado em R$ 100 mil por deputado governista não rebelde.

Além de cair na aplicação do Chatô  parlamentar, Dino também resolveu promover mudança administrativa na estrutura do governo, passando para o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, que é ex-deputado e sabe bem do que os ex-colegas de parlamento gostam, o poder de interlocução e articulação das demandas dos deputados junto ao Palácio dos Leões. Antes, essa função era exercida – ou pelo menos deveria ser – pelo agora secretário de Comunicação e Assuntos Federativos, Márcio Jerry Barroso, por meio de seu então adjunto, o vereador Ronaldo Chaves.

Espertalhões

De todos os governistas que receberão R$ 200 mil de emendas para o Carnaval, destaca-se a esperta de três: o próprio presidente do Legislativo e os deputados Othelino Neto (PCdoB) Rogério Cafeteira (PSC).

Os dois primeiros negociaram com o governo e os colegas de parlamento e devem ser mantidos nos cargos ora ocupados na Mesa Diretora da Casa, em eleição que deve ser antecipada para logo no começo do período legislativo; e o último, mesmo sob chibata constante de setores da imprensa financeiramente ligada ao Executivo estadual, arrancou um convite de Flávio Dino para que permanecesse na liderança do governo.

Vereador de Pinheiro chama Flávio Dino, Othelino Neto e Marcos Pacheco de mentirosos
Política

Parlamentar disse ainda que foi enganado e denunciou que profissionais do Hospital Regional Dr. Jackson Lago estão há três meses sem receber os salários

O vereador Stélio Castro Cordeiro, o Professor Stélio (PSDB), pertencente à base do governo Flávio Dino, usou a tribuna da Câmara de Vereadores de Pinheiro, nesta terça-feira 24, para denunciar que o comunista, o deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) e o secretário de Saúde Marcos Pacheco mentiram para a população do município durante a inauguração do Hospital Regional Dr. Jackson Lago, construído no governo Roseana Sarney e entregue recentemente por Dino para comando do aliado e pré-candidato a prefeito da cidade, o também comunista Leonardo Sá.

Definindo que em Pinheiro há uma "política politiqueira" e que no Palácio dos Leões "há um governo que não governa", o vereador disse o Dino e Pacheco, durante a inauguração do hospital, teriam mentido ao dizer que a unidade já estava em pleno funcionamento. Ele usou como argumento um acidente como um homem que precisou buscar atendimento num hospital municipal, já que o estadual, mesmo já inaugurado, não tinha capacidade de atendimento. Ele denunciou ainda que os profissionais do hospital, responsáveis pela ala da hemodiálise, estão há três meses sem receber, e que um paciente chegou a falecer porque não conseguiu marcar uma consulta na central de marcação, que fica em São Luís.

Em outro trecho de seu discurso, Professor Stélio declarou que, após ser eleito, o governador Flávio Dino deixou de receber quem vai atrás de algo que não seja de seu interesse particular.

"Falar com o governador é a coisa mais difícil que existe no mundo. O homem popular, o homem que entrou em nossas casas pedindo voto, pedindo apoio, como se fosse um mendigo da política; e hoje lhe demos uma coroa, virou rei, e hoje não atende mais os súditos. Essa que é a realidade da política do Maranhão", reclamou.

Ao falar do deputado Othelino Neto, o vereador de Pinheiro lembrou que o parlamentar foi recentemente agraciado com o titulo de cidadão pinheirense, e defendeu que a honraria fosse cassada, por o deputado, segundo ele, não representar o município como deveria.

"Ele [Othelino Neto] não representa como deveria representar um ser humano, um homem que veste calça, porque tem mulher que veste saia e é mais macho que o que veste calça. Um homem que tem mostrado nos seus bastidores a política fascista, de fazer as intrigas, de fazer rompimentos antigovernamentais", declarou, acusando ainda o parlamentar de estar na "mesma quadrilha" do prefeito de Pinheiro, Filuca Mendes (PMDB), e do deputado federal Victor Mendes (PV), filho do gestor municipal. Ouça abaixo:

Vice-presidente da AL-MA responde a sete processos criminais por improbidade
Política

Othelino Neto é acusado de propinagem, roubo de dinheiro público, formação de quadrilha ou bando, peculato, corrupção passiva, dentre outros

O vice-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado estadual Othelino Neto (PCdoB), responde a pelo menos sete processos na Justiça estadual por acusações de crimes contra o erário, de formação de quadrilha e de improbidade administrativa. Os crimes imputados ao parlamentar referem-se a sua passagem pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), durante a gestão Jackson Lago (PDT). A informação é de O Estado.

De todos eles, o comunista já foi condenado apenas em um, por improbidade administrativa ambiental, concessão de licença sem cumprimento de formalidades e omissão do dever de fiscalização, em ação da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente.

Quadrilha

Dos seis restantes, um deles é decorrente de um inquérito policial que apura crime contra a ordem tributária. As acusações: formação de quadrilha ou bando, peculato, corrupção passiva, inserção de dados falsos em sistema de informações, condescendência criminosa e falsidade ideológica.

O processo é de 2010, dorme na 8ª Vara Criminal e foi remetido à Central de Inquéritos em 10 de novembro de 2015. O curioso é que os autos passaram nada menos que 888 dias parados e só voltaram a ser movimentados no dia 2 de outubro do ano passado.

Outros três processos tratam de improbidade administrativa. Um deles tramita na 2ª Vara da Fazenda Pública, também após denúncia do Ministério Público do Maranhão. Nesse caso, de 2014, a Promotoria identificou irregularidades na contratação do Instituto Superior de Educação Continuada (Isec) pela Sema.

Apenas em setembro deste ano Othelino apresentou contestação nesse caso, que aguarda decisão.

Gatunagem

Suspeitas de desvios de recursos de um contrato entre a Sema e a Serquip tratamento de resíduos sólidos levaram a outra ação na Vara de Interesses Difusos e Coletivos, a mesma onde tramita a terceira, por “violação aos princípios administrativos” e “danos ao erário” em contrato com UTE Porto do Itaqui Geração de Energia S/A.

Duas ações trata de “crimes contra a flora”, uma de 2010 e outra de 2013. Ambas referem-se, também, à passagem de Othelino Neto pela Sema e foram movimentadas pela última vez no mesmo dia, em 10 de novembro deste ano.

Propina

No mais adiantado dos processos contra o deputado Othelino Neto, o comunista já chegou a ser condenado por improbidade administrativa ambiental, concessão de licença sem cumprimento de for­­malidades legais e omissão do dever de fiscalização. A decisão, de 1º grau, é de janeiro de 2014. O parlamentar já recorreu ao Tribunal de Justiça.

A decisão é do juiz Manoel Ma­tos de Araújo Chaves, em ação proposta pela Promotoria de Defesa do Meio Ambiente. O processo remon­ta a sua passagem pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

O vice-presidente da Assembleia Legislativa também é acusado por um empresário de ter cobrado propina de R$ 700 mil para autorizar a licença de instalação de um empreendimento turístico na cidade de Carolina.

O depoimento do empresário foi dado à comissão de crimes contra o erário estadual em fevereiro de 2010. Três anos antes, Othelino também foi acusado de ter destinado pouco mais de R$ 35 mil para a construção de um Centro de Visitantes do Jardim Botânico de São Luís.

Othelino Neto toma lideranças de Fábio Braga em Vargem Grande
Política

Três pré-candidatos a prefeito e mais três vereadores do município foram tomados pelo comunista

O avanço do comunismo no Maranhão já engoliu pelo menos seis lideranças do deputado estadual Fábio Braga (PTdoB) no município de Vargem Grande.

Por lá, os pré-candidatos a prefeito pelo PCdoB Carlinhos Barros, Jorge Fortes e Conceição Mesquita, antes aliados de Braga, agora comem com Toinho do Juvenil da mão do deputado comunista Othelino Neto.

No último sábado 24, durante balaio de gato da legenda no município, a falta do secretário de Assuntos Políticos e Federativos, Márcio Jerry Barroso, foi substituída pela presença de Othelino.

Além dos pré-candidatos sarneysistas e fichas sujas, também abandonaram Fábio Braga os vereadores Germano Barros (PSD), Mundim (PRÓS) e Batista Lages (PCdoB).

Com aeronaves alugadas por R$ 5,6 milhões, Dino e auxiliares usam helicóptero do GTA
Política

Além do governador, até ex-auxiliar envolvida em pixuleco usou a aeronave de uso exclusivo para combate à criminalidade e transporte e salvamento de pacientes

O governador Flávio Dino (PCdoB) e seus auxiliares passaram a utilizar uma manobra no minimo antirrepublicana e que, como ocorria no governo anterior, onera de forma obscura os cofres públicos, mas garante ao governo do PCdoB uma queda postiça de despesas em relação aos gastos da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB).

Charge de Linhares Júnior mostra de forma clara o que Flávio Dino pensava sobre o uso do helicóptero do GTA no governo Roseana e como pensa agora, em seu governo
Linhares Júnior Farsa Charge de Linhares Júnior mostra de forma clara o que Flávio Dino pensava sobre o uso do helicóptero do GTA no governo Roseana e como pensa agora, em seu governo

Apesar de já ter assinado um contrato de 5,6 milhões de reais com a empresa Heringer Táxi Aéreo para o aluguel de duas aeronaves - desde o 31 de julho - para descolocamento do governador e secretários de Estado, Dino e seus auxiliares continuam a utilizar o helicóptero do Grupo Tático Aéreo (GTA) da Polícia Militar do Maranhão em viagens da capital a outros municípios, sob a alegação de missões oficiais.

Na manhã de sábado 17, por exemplo, o secretário de Estado de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, foi flagrado, acompanhado de outro homem, embarcando em um helicóptero do GTA. O destino de Simplício foi a cidade de Godofredo Viana onde, segundo alegou, iria verificar "denúncias de irregularidades praticadas por empresas na região". Sobre a carona, porém, o secretário preferiu omitir-se.

Apesar da alegação de uso para missão oficial do governo, o helicóptero foi adquirido pelo governo anterior, ao custo de 14,9 milhões de reais, exclusivamente para reforço no combate à criminalidade - como escolta e vigilância de presos, operações de erradicação de plantio de maconha, repressão a assaltos em agências bancárias, apoio em combate a rebeliões no sistema prisional - e para no transporte e salvamento de pacientes. Por questão desta exclusividade, inclusive, a eleição de Flávio Dino foi embalada pela crítica ferrenha ao uso da aeronave por Roseana e auxiliares do governo peemedebista. Na época, Dino se rasgava nas redes sociais contra o uso do helicóptero do GTA em missões oficiais da governadora e secretários de Estado.

Agora, porém, com o comunista já eleito, antes de Simplício Araújo, o próprio governador Flávio Dino e os secretários Márcio Jerry, de Assuntos Políticos e Federativos - que ainda deu carona para o vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB); Marcos Pacheco, de Saúde; e até a ex-assessora confessa de recebimento de pixuleco, Simone Limeira, como mostra a imagem em destaque, também avacalharam o uso do helicóptero do GTA. Um charge do jornalista Linhares Júnior, abrigada ao lado, mostra bem a diferença entre o ontem e o hoje.

Gastos manipulados

Para avacalhar ainda mais, desta vez a população, como já é de praxe, o governador pretende fazer no final do ano um paralelo dos gastos com aluguel de aeronaves entre o seu governo e o de Roseana Sarney, mas escondendo a quantidade de horas e gastos com gasolina dos voos no helicóptero do Grupo Tático Aéreo da PM-MA.

Como o contrato de 5,6 milhões de reais com a Heringer é de apenas seis meses e não foi fechado em valor global, o montante deve ser pago de forma integral, ainda que as duas aeronaves locadas sequer tenham levantado voo. A Heringer, aliás, é conhecida doadora de campanha de Flávio Dino, tendo inclusive um membro da família dos proprietários organizado um evento com evangélicos com o comunista, em Imperatriz, onde fica a sede da empresa, durante a campanha de 2014.

Base do governo atropelou requerimento para votação de aumento do ICMS
Política

Presidente da CCJ usou ainda projeto inconstitucional para manobrar sessão em matéria de interesse do governo estadual

Os deputados da base do governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa do Maranhão usaram de ilícito para, em atendimento ao Poder Executivo, aprovarem o aumento de alíquota do Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviço (ICMS) no estado. Polêmico, o Projeto de Lei n.º 228/15, capeado pela mensagem n.º 115/2015 do governador comunista, aponta produtos como refrigerantes, cosméticos importados e ração animal como itens de luxo ou supérfluos.

Aprovado na última segunda-feira do mês de setembro, o aumento da alíquota do ICMS deveria ter sido votado em uma sessão extraordinária a ser realizada logo após a sessão ordinária, e não ser analisado a toque de caixa pelas comissões técnicas e votado no plenário, durante sessão suspensa, como ocorreu.

Líder do Bloco do Governo, Eduardo Braide mentiu em pleno plenário ao dizer que projeto era sobre garantia de que o ICMS de compras feitas pela internet ficariam no estado
Kristiano Simas/Agência Assembleia Mentiroso Líder do Bloco do Governo, Eduardo Braide mentiu em pleno plenário ao dizer que projeto era sobre garantia de que o ICMS de compras feitas pela internet ficariam no estado

É o que aponta a Ordem do Dia da sessão do último dia 28, quando ocorreu a artimanha.

Segundo o documento, o requerimento n.º 520/2015, de autoria do deputado Fábio Macedo, que é presidente da Comissão de Ética e por isso responsável por, dentre outras coisas, evitar esse tipo de manobra, solicitava que o pedido de urgência feito pelo Executivo fosse votado em sessão extraordinária, após a sessão ordinária, e não que fosse suspensa a sessão em tramite para o parecer das comissões técnicas.

Apesar de omitir o trecho em que o líder do Bloco do Governo, deputado Eduardo Braide (PMN) faltou com a verdade ao justificar aos demais parlamentares que o projeto se tratava da garantia de que o ICMS de compras feitas pela internet ficariam no estado, as notas taquigráficas da sessão em que foi aprovado o aumento da alíquota do imposto de 1% para 2% mostram que a manobra partiu do deputado Marco Aurélio (PCdoB).

Durante a sessão, após o presidente da Casa, deputado Humberto Coutinho (PDT), colocar em votação e aprovar o requerimento de Fábio Macedo, o deputado comunista solicitou a anuência dos líderes das comissões para que a sessão fosse suspensa para a votação de projeto de sua autoria que tratava de outro assunto, isto é, do Projeto de Lei n.º 220/2015, que denomina “Hospital Ribamar Cunha” o Hospital Macrorregional de Imperatriz, de construção iniciada pelo governo anterior e com prazo de entrega pelo atual governo para fevereiro do próximo ano. Por conivência, cumplicidade ou puro deslize, coube então a Coutinho inserir nesse meio tempo o projeto de autoria do governador Flávio Dino para ser votado e aprovado de forma antirregimental, e não na decidida pelos próprios deputados segundos antes, que seria em sessão extraordinária, após a sessão em curso, conforme o requerimento de Fábio Macedo.

Projeto anticonstitucional

Presidente da CCJ, Marco Aurélio apresentou e colocou em votação projeto inconstitucional que garantiu manobra
Agência Assembleia Desprovido de conhecimento? Presidente da CCJ, Marco Aurélio apresentou e colocou em votação projeto inconstitucional que garantiu manobra

A aprovação a toque de caixa do PL 220/2015, de autoria do deputado Marco Aurélio, confirma a manobra da base governista para aprovar de forma ilícita e por meio de artimanha o aumento da alíquota do ICMS no estado, além outras matérias de interesse do governo, conforme denunciou ontem o deputado Adriano Sarney (PV).

De acordo com o artigo 43, III, da Constituição Estadual, e com jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é de competência privativa ao chefe do Poder Executivo a iniciativa de propor projetos de lei que disponham sobre a organização administrativa do estado. Logo, se seguisse os tramites regimentais, e passasse primeiro pelo crivo da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, cujo presidente é o próprio Marco Aurélio, em uma reunião na sala da CCJ, em uma sessão extraordinária ou sessão ordinária posterior, o PL utilizado pelo comunista para a manobra sequer tinha sido levado ao plenário por padecer de inconstitucionalidade.

O próprio governador Flávio Dino é quem confirmará essa observação, em mensagem que deve agora enviar à Assembleia Legislativa, vetando integralmente o projeto inconstitucional do presidente da CCJ aprovado de forma antirregimental e ilícita pelo plenário, já que o requerimento do deputado Fábio Macedo pedia de forma clara que o aumento da alíquota do ICMS fosse votado somente em sessão extraordinária.

Um semana antes da base governista manobrar casando os dois projetos para aprovação, inclusive, Dino já havia encaminhado mensagem à Assembleia Legislativa informando o veto integral por inconstitucionalidade ao Projeto de Lei nº 093/2015, de autoria do deputado Othelino Neto (PCdoB), idêntico ao de Marco Aurélio, pois denominava o Hospital Regional de Pinheiro de Hospital Regional Doutor Jackson Lago. O hospital acabou levando o nome sugerido, mas por iniciativa do governo, como determina a lei.

Márcio Jerry e Othelino Neto traem aliados e lançam sarneyzista em Vargem Grande
Política

Secretário e deputado filiaram ao PCdoB empresário que controla os cofres da prefeitura desde 2009

Um plano perpetrado pelo secretário de Articulação Política e Assuntos Federativos, Márcio Jerry Barroso, e o vice-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto, ambos do PCdoB, jogou para escanteio aliados do governador Flávio Dino com maior base eleitoral no município de Vargem Grande, para lançar na disputa pela prefeitura, em 2016, um conhecido sarneyzista.

Após quase sete anos comendo dinheiro público em contratos que vão do fornecimento de cheiro verde à combustível, o empresário José Carlos de Oliveira Barros, o Carlinhos, saiu do PMDB, onde era apadrinhado da ex-governadora Roseana Sarney e do ex-ministro do Turismo Gastão Vieira, e pulou para o PCdoB, no colo de Jerry e Othelino. Dono da Real Brasil Oleama, o empresário, que na foto em destaque aparece ao lado de Jerry, é conhecido ainda como falsário de título eleitoral e por colocar defunto para votar desde o tempo em que disputou e ficou em último lugar na disputa pela prefeitura, em 1996.

A manobra da dupla comunista foi considerada pela população da região como traição ao grupo da ex-prefeita Aparecida Leite, liderança maior de Vargem Grande pelo trabalho executado na cidade durante os dois mandatos e pelo histórico do marido, o saudoso deputado Kleber Leite.

Nos bastidores, a informação é que o grupo de Aparecida Leite lançará candidato próprio, Wellington Leite, independente do golpe de Jerry e Othelino.

Manobra de Othelino impede transparência em contrato de R$ 33 milhões de Edivaldo
Política

Vice-presidente da AL era secretário de Meio Ambiente no mesmo ano em que o Isec se envolveu em tramoias com a pasta

O deputado estadual Wellington do Curso (PPS) lastimou, na sessão legislativa dessa terça-feira 15, o indeferimento de um Requerimento, de sua autoria, que solicitava informações quanto à contratação suspeita do Instituto Superior de Educação Continuada (Isec), ao custo de R$ 33 milhões, pelo prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), restando pouco menos de um ano para as eleições.

A  reprovação do Requerimento do parlamentar se deu após manobra do vice-presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PCdoB), envolvido em um dos maiores escândalo de roubo florestal já visto no país, ocorrido em 2008, mesmo ano em que o Isec havia sido descoberto em tramoias na Secretaria de Meio Ambiente, cujo titular da pasta era o próprio Othelino.

Ao ter o requerimento indeferido, Wellington disse estranhar a “reprovação” da Mesa Diretora da AL, já que apenas solicitava informações quanto à contratação do Isec pelo Executivo municipal.

“É um tanto quanto estranho o indeferimento da simples solicitação de informações presente no requerimento 476/2015. Ora, na solicitação em si não há nada que mereça ser reprovado e, tampouco, censurado. Expresso aqui a minha decepção, já que sequer o requerimento foi apreciado pelo Plenário, sendo indeferido pela Mesa. Independente disso, continuarei sim sendo a voz da população do Maranhão e não permitirei que os ludovicenses fiquem ser ter acesso à informação e, assim, à justificativa da realização do exorbitante contrato que destina 33 milhões ao Isec", desabafou.

Atulhado em escândalos de corrupção, Othelino Neto saiu-se pela tangente, pedindo que fosse respeitada a decisão da Mesa Diretora.

Entenda o caso

A Prefeitura de São Luís suplementou o orçamento da Secretaria Municipal Extraordinária de Governança Solidária e Orçamento Participativo, elevando em mais de 114 mil por cento do orçamento.

A movimentação despertou os questionamentos da população, principalmente por a destinação de todo o recurso, isto é, dos R$ 33 milhões, ser para as contas do Instituto Superior de Educação Continuada, que possui idoneidade questionável, em razão de já ter sido denunciado por diversas vezes na Justiça por supostas irregularidades. Além de destinar R$ 33 milhões apenas ao Isec, questiona-se ainda o objetivo da contratação, sendo essa o 'aculturamento das discussões sociais' e 'mapeamento das entidades sociais do município e sua regularidade'. Por isso, o deputado do PPS solicitou que fosse instaurada uma auditoria no Processo Administrativo de Contratação do instituto pela Prefeitura de São Luís, a fim de atenuar as eventuais dúvidas quanto à aplicação do recurso, pela suspeita do dinheiro público ser utilizado para uma "Bolsa Eleição".

Após ter o Requerimento indeferido, o deputado Wellington do Curso protocolou, no início da tarde de ontem, um ofício, no Tribunal de Contas do Estado (TCE), com o protocolo nº 9.750/2015, solicitando que fosse instaurada auditoria no processo administrativo de contratação do Isec pela administração Edivaldo Holanda Júnior.

Réu e condenado por gatunagem, Othelino Neto tenta esconder ponte fantasma
Política

Prefeito de São Luís anunciou e colocou placa de construção da obra em outubro de 2013. Verba informada na placa sumiu

O deputado estadual e vice-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), resolveu dar alguns pitacos, nesta quarta-feira 2, sobre a ponte fantasma sobre o Rio Gangan, a Pai Inácio, que deveria existir no Turu, e cujo o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), anunciou em mídia oficial como obra federal, colocou uma placa de que a obra era municipal, mas passados quase dois anos não construiu a tal ponte e ainda por cima não consegue explicar onde foi parar o dinheiro público.

Prefeito de São Luís precisa explicar quem embolsou o dinheiro informado na placa para a construção da ponte Pai Inácio. Agora cúmplice, Othelino também
Hilton Franco Cadê o dinheiro que estava aqui? Prefeito de São Luís precisa explicar quem embolsou o dinheiro informado na placa para a construção da ponte Pai Inácio. Agora cúmplice, Othelino também

Segundo Othelino, Edivaldo é um político de bem, correto, probo, e que, apesar de ter anunciado a construção da ponte em outubro de 2013, na época não era possível dar andamento aos serviços, iniciados somente agora, com recursos estaduais. Ainda de acordo com o deputado comunista, os quase 8 milhões de reais enviados pelo governo federal não contemplavam a construção da Pai Inácio, e teve como destino apenas a construção de um sistema de drenagem e recuperação de mananciais de águas pluviais do Gangan.

Além da defesa equídea confessar que houve crime de estelionato eleitoral por parte de Edivaldo, já que o prefeito de São Luís não apenas declarou, mas também colocou no local uma placa de construção da ponte, informando que havia recursos oriundos do município para obra, de resto, quem é Othelino Neto?

Uma rápida pesquisa no sistema de consultas processuais do Tribunal de Justiça do Maranhão, o JurisConsult, responde facilmente a pergunta.

De peripécias conhecidas pelo Ministério Público desde o ano de 2007, o deputado que tenta abafar o caso da ponte fantasma responde a nada menos que 22 processos na Justiça, sendo a sua maioria de origem criminal, por malversação de dinheiro público, mais conhecido popularmente por roubo, corrupção, gatunagem, tendo conseguido escapar das grades apenas por força de habeas corpus preventivo, que trancou a maioria dos inquéritos policiais e das ações penais movidas pelo MP estadual.

É o caso de um dos processos, o de n.º 0039842014, onde Othelino Neto responde por formação de quadrilha ou bando; falsidade ideológica; corrupção passiva qualificada; inserção de dados falsos no sistema de informação; condescendência criminosa, omissão penalmente relevante e por crimes contra a administração ambiental. Pela extensão das provas, só este processo possui 561 folhas, 03 volumes e 03 apensos.

Investigações da Polícia Civil apontam Othelino Neto como cabeça do maior esquema de desvio de recursos e liberação de licenças ambientais da história do Maranhão
JurisConsult/TJMA Ele entende de mutretagem Investigações da Polícia Civil apontam Othelino Neto como cabeça do maior esquema de desvio de recursos e liberação de licenças ambientais da história do Maranhão

Nele, quem acusa o escondedor de ponte fantasma de ilícitos é a extinta Comissão de Investigação de Crimes contra o Erário Público (CICCEE), criada em 2009 pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, para investigar a conduta de ex-secretários estaduais - atualmente plagiada pelo atual governo com o nome de Secretaria de Transparência e Controle.

Em outro, onde chegou a ter recursos negados recentemente pelo Judiciário Maranhense, Othelino Neto foi condenado por improbidade administrativa ambiental, concessão de licença sem cumprimento de formalidades legais e omissão do dever de fiscalização. Explicando em detalhes, a outra parte condenada pela Justiça por corrupção, a empresa Limp Fort, havia sido multada pela Secretaria de Meio Ambiente, então ocupada por Othelino, mas conseguiu uma redução dada pelo comunista de 90%, bem como a compensação de 10% restante do valor da multa.

O vice-presidente da Assembleia Legislativa também conseguiu escapar das grades mesmo após uma longa investigação da Polícia Civil apontá-lo como "chefe de uma organização criminosa que desviou pelo menos R$ 100 milhões" por meio da comercialização ilegal de autorizações para desmatamento por meio de “créditos virtuais”, inseridos de maneira fraudulenta em um sistema de controle (Ceprof/Sisflora).

Como se percebe, quando subiu a tribuna para tentar defender o prefeito de São Luís e esconder a ponte fantasma e o escamoteio de recursos públicos, Othelino Neto falava de algo que conhece com propriedade, e ainda complicou mais ainda a difícil situação de Edivaldo Júnior, pois como bem questionou o deputado Wellington do Curso em resposta que enquadrou Othelino sobre o destino da verba para a construção da ponte Pai Inácio: o prefeito cometeu estelionato ou ladroagem?

Protegido: Envolvido em agiotagem toma posse na AL e ganha foro privilegiado
Política

Toca Serra deve duas folhas de cheque encontradas pela Seic e Gaeco no cofre do agiota Pacovan

Livrou-se temporariamente de um pedido de prisão, em primeira instância, o suplente de deputado estadual Domingos Erinaldo Sousa Serra, o Toca Serra (PTC), irmão do prefeito Pedro do Rosário, Irlan Serra, mesmo partido.

Protegido pelo Palácio dos Leões - isto mesmo, pelo governador Flávio Dino -, o neo parlamentar deveria estar sendo investigado e já preso pela polícia por envolvimento com um dos maiores agiotas do Maranhão, Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan, mas teve seu caso abafado e assumiu, nessa terça-feira 18, a vaga do deputado Edivaldo Holanda (PTC), que saiu de licença por 121 dias.

Durante uma operação conjunta da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e da Grupo de Atuação Especial no Combate a Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público estadual, Toca Serra teve pelo menos duas folhas de cheque do Banco do Brasil, assinadas por ele próprio, encontradas dentro do cofre de Pacovan. Uma no valor de R$ 1.060,000,00 (hum milhão e sessenta mil reais) e outro de R$ 1.500,000,00 (hum milhão de quinhentos mil reais).

De posse da prova do envolvimento do mais novo detentor de foro privilegiado na República do Maranhão, a polícia já poderia ter mandado Toca Serra direto para a cadeia, coisa que agora só pode ser feita por determinação de um desembargador.

Tudo em Casa

A posse do envolvido na Máfia da Agiotagem foi feita por outro envolvido em desvio de recursos públicos, o vice-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB). No caso de Othelino, que também entrou na AL por meio de suplência, e automaticamente também está sob foro privilegiado desde então, quase uma dezenas de processos controle ele por malversação de dinheiro público dorme nos porões do Tribunal de Justiça do Maranhão. Uma investigação em curso, porém, deve acorda toda a turma.

Toinho do Juvenil garante que condenação no TCE será resolvida por Othelino Neto
Política

Ex-presidente da Câmara de Vereadores de Vargem Grande foi condenado pelo tribunal em 2014, por subtrair dinheiro público

Tão certo como dois mais dois são quatro, e que somando com outros números pode-se chegar a um milhão, o ex-presidente da Câmara Municipal de Vargem Grande, Antonio Gomes Lima, vulgo Toinho do Juvenil (PCdoB), tem garantido em Vargem Grande que será o candidato do governo a prefeito da cidade nas eleições de 2016, embora tenha a ficha suja por condenação recente pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Maranhão.

A garantia, segundo Toinho, teria sido dada por seu padrinho, o vice-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), nomeado e mantido como auditor de controle externo do TCE-MA há quase 13 anos, embora só tenha trabalhado até hoje por apenas oito meses.

Em dezembro do ano passado, o afilhado político de Othelino Neto teve suas contas, referentes ao exercício financeiro de 2009, rejeitas pelo pleno do tribunal, por unanimidade, após o relator do processo, conselheiro Álvaro César de França Ferreira, em análise minuciosa, descobrir que o neo comunista havia subtraído dinheiro dos cofres públicos por meio de mais de uma dezena de maracutaias.

De acordo com o Acórdão PL-TCE n.º 953/2014, Toinho do Juvenil teve suas contas julgadas irregulares "em razão de prática de ato de gestão ilegal, ilegítimo ou antieconômico, ou infração à norma legal e regulamentar de natureza contábil, financeira, orçamentária e patrimonial".

Pela apresentação de contas incompleta, divergência nos valores de despesas realizadas em sua gestão, ausência de procedimentos licitatórios, e até pelo pagamento de subsídios de vereadores superior ao estabelecido - uma espécie de mensalinho, o ex-presidente da Câmara Municipal de Vargem Grande, foi condenado a devolver, em valores não atualizados, o total de R$ 317.219,40 aos cofres do Estado e do município, em multas e ressarcimento.

Abaixo, trecho da condenação que Toinho do Juvenil garante que será resolvida por Othelino Neto no TCE-MA:

 

Acórdão PL-TCE n.º 53/2014 condenou o ficha suja Toinho do Juvenil a devolver dinheiro ao erário
TCE MA Pego com a mão da cumbucaAcórdão PL-TCE n.º 53/2014 condenou o ficha suja Toinho do Juvenil a devolver dinheiro ao erário
Inagro: José Ataíde repete alegação de Fernando Fialho sobre povoado fantasma
Política

Sabatinado na AL, ex-titular da Sedes alegou que houve erro material na assinatura e publicação dos convênios para obras em inexistente povoado de Trechos

Em nota distribuída a satélites do governo Flávio Dino, o chefão do Instituto de Agronegócios do Maranhão (Inagro), José de Jesus Reis Ataíde, repetiu a mesma alegação dada aos então deputados de Oposição, no dia 1º de julho de 2013, pelo ex-secretário de Estado do Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar (Sedes), Fernando Fialho, durante sabatina na Assembleia Legislativa do Maranhão.

Extrato de Convênio assinado pelo próprio José Ataíde para execução de serviços de infraestrutura em um povoado fantasma de São Luís - e Tuntum
Diário Oficial MA Escreveu não leu... Extrato de Convênio assinado pelo próprio José Ataíde para execução de serviços de infraestrutura em um povoado fantasma de São Luís - e Tuntum

Segundo José Ataíde, o Inagro não tem participação no esquema milionário de desvio de recursos públicos por meio de convênios fraudulentos para obras no povoado fantasma de Trechos, registrado em extratos de convênios publicados no Diário Oficial do Maranhão como localizado em São Luís/Tuntum, no convênio n.º 078-cv/2012, de pouco mais de 408 mil reais, celebrado entre a Sedes e o Inagro; e Raposa, no convênio n.º 082-cv/2012, celebrado entre a Sedes e o Instituto Vera Macieira.

Ataíde alegou ainda que a publicação do extrato de convênio no dia 18 de outubro de 2012, na página 15 do caderno Terceiros do D.O., para a execução de projeto de recuperação de estrada vicinal no povoado de Trechos', não teria passado de uma "falha". Ainda em sua defesa e da entidade a qual controla, o presidente do Inagro diz ainda que a falha "fora devidamente retificada através da errata publicada no diário oficial de 11 de junho de 2013, publicação de terceiros, página 21", neste caso, para outro povoado de Tuntum - este, sim, confirmado pelo Atual7 como existente -, o de Aldeias.

Pois bem.

As alegações utilizadas por José Ataíde, que garfou recentemente contrato de 15.5 milhões de reais do governo Flávio Dino, são as mesmas utilizadas por Fernando Fialho no Legislativo maranhense, e, salienta-se, não aceitas pelos então oposicionistas Rubens Pereira Júnior, Othelino Neto, Bira do Pindaré e Marcelo Tavares.

Convocado para depor sobre os convênios suspeitos celebrados pela Sedes, e sobre a inexistência do povoado Trechos em um dos municípios registrados no Diário Oficial do Estado, Fialho alegou que houve um "um erro material", oriundo "de um lapso nos procedimentos internos da Secretaria", e que já havia determinado a correção do objeto dos convênios "mediante o ofício nº 396/2013 GAB/SEDES, de 06 de junho de 2013", ou seja, somente após as denúncias e quase um ano após os convênios já terem sido celebrados com o Inagro e o Instituto Vera Macieira - que ganhou toda a repercussão na mídia, com exceção de um blog atualmente governista, por a maracutaia ser maior: 4.9 milhões de reais.

Caça fantasmas não aceitou

Fernando Fialho, durante alegação de erro nos extratos dos convênios para obras no povoado inexistente de Trechos
JR Lisboa/Agência Assembleia Recordar é viver Fernando Fialho, durante alegação de erro nos extratos dos convênios para obras no povoado inexistente de Trechos

Na época da sabatina, manifestando-se sobre as correções no D.O. - alegação utilizada por Fernando Fialho e José Ataíde para convencerem de que não houve subtração de dinheiro público - o hoje chefe da Casa Civil foi um dos primeiros a afirmar que não se sentiu convencido com as explicações, e a afirmar que as obras em Trechos não foram feitas no município apontado no extrato original do convênio.

Então líder da Oposição estadual, o hoje deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB) lembrou que a denúncia de que o povoado Trechos - apontado como existente ora em São Luís, ora em Raposa - não existe estava correta, e que o alterar o objeto do convênio somente após a descoberta da fraude não resolveria o problema.

Da mesma opinião também compartilharam os hoje vice-presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto, e o secretário de Estado da Ciência e Tecnologia, Bira do Pindaré, sendo Othelino o mais duro do quarteto, apelidado na época de 'Caça fantasmas'. "Então o Diário Oficial está mentindo? Não é a oposição que manda a resenha dos contratos, dos convênios para o Diário Oficial. É o governo. Alguém está mentindo", disparou.

Othelino Neto atropela Flávio Dino e Nauro Machado para atingir José Sarney
Política

No último dia 12, o governador do Maranhão reinaugurou uma praça no Centro Histórico da capital com o nome do poeta maranhense

Na intenção de atingir o ex-senador José Sarney (PMDB), o deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) vem atropelando, desde o dia 17, o governador Flávio Dino, mesmo partido, e o poeta e escritor maranhense Nauro Machado, um dos maiores nomes da literatura e filosofia do país.

Em indicação apresentada a junto à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, Othelino solicitou a troca do nome da ponte José Sarney, no centro da capital, pelo nome como já é conhecida popularmente: ponte do São Francisco. A alegação é que uma lei federal proíbe este tipo de homenagem, e por isso uma Comissão Especial seria instalada, em atendimento a um requerimento de sua autoria, para fazer um levantamento de todos as obras e logradouros públicos do estado que têm nome de pessoas ainda vivas.

O requerimento foi aprovado na sessão desta segunda-feira (22), contra os votos dos deputados Andrea Murad, Nina Melo e Roberto Costa, do PMDB; Edilázio Júnior e Adriano Sarney, do PV; e Sousa Neto, do PTN.

Ocorre, porém, que - além da Lei 6.454 ter sido instituída em 1977 e a ponte ter sido "batizada" de José Sarney em 1969 - o próprio Dino reinaugurou, no último dia 12, com a presença do homenageado, a obra de revitalização da Praça Nauro Machado, uma das mais importantes do Centro Histórico de São Luís.

Durante a reinauguração, o poeta maranhense, que esteve no local acompanhado da esposa, mesmo acometido de crises de labirintite, ouviu do governador que a reforma da praça ocorreu "em primeiro lugar", porque ele merece a homenagem.

"Nós tivemos de reformar essa praça, em primeiro lugar porque o Nauro Machado merece. O Nauro é um homem valente, além de ser um homem gentil, genial, corajoso, visceral. Além de tudo, ele está aqui numa generosidade extrema, com o nosso governo e com a cidade que ele ama, porque ele está aqui meio tonto, com labirintite", declarou Flávio Dino, em meio a pedido de aplausos do público presente ao homenageado.

Sem tomar conhecimento de que seria constrangido publicamento pelo vice-presidente da Assembleia Legislativa, o comunista ainda emendou na reinauguração da praça: "E eu tenho a presença do Nauro aqui, e da sua companheira de vida inteira, a professora Arlete, mostram o quanto é importante esse momento".

Governo vai usar Hospital Macrorregional de Pinheiro para promover candidato
Política

Candidato do deputado Othelino Neto, do PCdoB, vai ocupar o cargo de diretor-geral da unidade

O governador do Maranhão, Flávio Dino, do PCdoB, pretende usar o Hospital Regional de Pinheiro Dr Antenor Abreu, em Pinheiro, para promover o candidato do vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto, também do PCdoB, ao cargo de prefeito do município, nas eleições de 2016.

Trata-te do vereador Leonardo Sá, do PDT, que já esteve reunido em meados de maio com o secretário de Estado da Saúde, Marcos Pacheco, e com a assessora especial designada pelo governo para tratar do assunto, Ana Lúcia Nunes.

O nome de Sá, que na imagem acima aparece de camisa amarela, ao lado Pacheco, deve ser anunciado como diretor-geral no dia da inauguração da unidade, remarcada para ocorrer na primeira semana de agosto próximo.

Desde o ano passado, se aproveitando do favoritismo de Dino nas eleições, Othelino e Sá já articulavam o uso da máquina estadual para abocanhar os cofres de Pinheiro. De lá pra cá, a dupla já fez politicagem por meio de troca de títulos de cidadão maranhense para o vereador e pinheirense para o deputado. Agora, com Flávio Dino no governo, a direção do Hospital Macrorregional de Pinheiro será usada de forma eleitoreira, como faziam os Sarneys, quando no poder.