Michel Temer
Cassação: maioria dos ministros do TSE absolve Dilma e Temer
Política

Com decisão, Temer ganha sobrevida política e Dilma mantém o direito de disputar eleição

Em julgamento finalizado na noite desta sexta-feira 9, a maioria apertada dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ignorou provas de corrupção e votou pela absolvição da chapa Dilma-Temer, garantindo o direito da ex-presidente disputar eleições e a manutenção do atual presidente no Palácio do Planalto.

Na contagem geral, a petista e o peemedebista acumularam o apoio de quatro dos sete ministros.

Votaram inicialmente contra a cassação os ministros Admar Gonzaga, Napoleão Nunes Maia e Tarcisio Vieira Neto.

Já os ministros Luiz Fux e Rosa Weber votaram pela cassação, alinhando-se com o relator, Herman Benjamin, que também defendeu a condenação da chapa.

Neste momento, o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, justifica o voto de Minerva pela absolvição de Dilma Rousseff e Michel Temer.

Com o placar finalizado em 4 a 3, Temer ganha sobrevida política, já que ainda pode sofrer processo de impeachment pelo Congresso, e Dilma mantém o direito de disputar eleição.

Advogado do MA pede para OAB reexaminar pedido de impeachment de Temer
Política

Pedido foi feito por Pedro Leonel Pinto de Carvalho. Ele encaminhou ofício ao presidente da entidade

O processo de impeachment de presidentes da República é “traumático” e “convulsivo”. Por esse motivo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deveria rever seu pedido de impedimento de Michel Temer, entregue nesta quinta-feira 25, na Câmara dos Deputados. Essa é a opinião do advogado maranhense Pedro Leonel Pinto de Carvalho (foto), em ofício enviado ao presidente da entidade, Cláudio Lamachia. A informação é do Conjur.

Para Pedro Leonel Carvalho, a Ordem deveria convocar nova reunião plenária para reexaminar a questão. Ou, por via eletrônica, consultar os conselhos seccionais sobre o assunto. “Torna-se necessário que a OAB reflita diante do perigo a que expõe, afastando de si o fugitivo reluzir de um embate até agora exclusivamente político. Isso não só é desgastante como traiçoeiro para a OAB que tem de escolher entre seus pruridos de militância política e a governabilidade do Brasil”, diz o advogado.

Na denúncia contra o chefe do Executivo por crime de responsabilidade, a OAB destaca que não analisou a “licitude da gravação no aspecto de sua colheita ou suposta edição” e que o pedido se baseia no fato de o chefe do Executivo ter “reconhecido” a existência da reunião e dos diálogos com o empresário Joesley Batista, que teve o acordo de delação premiada homologada pelo no Supremo Tribunal Federal.

Duas condutas do presidente, de acordo com a OAB, configuram o cometimento de crime de responsabilidade. A primeira é a forma como se deu o encontro de Temer com o empresário, sem previsão na agenda oficial, além do fato de o presidente ter tratado, no diálogo, de interesses privados.

Para o advogado maranhense, porém, a OAB não levou em conta a fragilidade ou mesmo inexistência da prova dos alegados crimes. “No episódio, de alta sensibilidade para o momento vivenciado pela sociedade brasileira, com o país já exibindo índices positivos de recuperação econômica depois de anos de pertinaz recessão, de um lado, e, de outro, o salto no escuro no qual a governabilidade seria a primeira vítima — diante desse dilema a OAB preferiu, no processo do impeachment, conferir preeminência ao componente político lançando ao segundo e desprezível plano o requisito jurídico”, afirma.

PCdoB recebeu R$ 13 milhões da JBS para apoiar chapa Dilma-Temer em 2014
Política

Delação é do lobista Ricardo Saud. Ele disse à PGR que somente o ex-ministro Orlando Silva levou diretamente R$ 3 milhões

O diretor de “relações institucionais” da JBS, nome fantasia de lobistas na capital do país, Ricardo Saud, em seu primeiro depoimento a procuradores da Lava Jato que investigam o grupo empresarial, delatou que o Partido Comunista do Brasil, o PCdoB, recebeu ao todo R$ 13 milhões para a apoiar a chapa Dilma-Temer à Presidência da República, em 2014.

No Maranhão, o partido tem entre suas fileiras de frente o governador Flávio Dino, e é comandado pelo secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso, que aparecem ao centro na foto em destaque. Apesar da delação já haver sido tornado pública e dos dois serem palmatórias do mundo quando o envolvimento em corrupção é de outros partidos, nenhum se manifestou até agora nas redes sociais, onde geralmente fazem isso.

A compra do PCdoB, segundo Saud, foi estratégia criada pelo tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, e o repasse era autorizado pelo então ministro da Fazenda, Guido Mantega, e por Joesley Batista, dono da JBS — aquele que gravou e quase provoca a renúncia do presidente Michel Temer (PMDB).

Dos R$ 13 milhões recebidos pelos comunistas, conta o lobista, somente o ex-ministro Orlando Silva ficou sozinho com R$ 3 milhões, por ordem de João Vaccari, ex-tesoureiro do PT. Também acostumado a usar as redes sociais para acusar políticos e outros partidos de corrupção, o comunista manifestou-se pela última vez sobre as delações da JBS fazendo referência ao áudio-bomba do diálogo de Temer com Joesley Batista. Ele também aparece na foto em destaque, ao lado da mulher de Márcio Jerry, Lene Rodrigues.

“O Orlando Silva chegava com o pessoal do PCdoB, ficava um pouco para trás e dizia ‘O meu é por fora, hein, não tem nada a ver com esse povo dos 10 milhões, não’”, revelou Ricardo Saud à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Além do PCdoB, outros oito partidos também foram comprados pela JBS, ao custo total de R$ 174, 2 milhões, para apoiar a chama Dilma-Temer: PMDB, PP, PR, PSD, PROS, PDT, PRB e PV — sendo que apenas o PV não fazia parte oficialmente da coligação.

As propinas, segundo Ricardo Saud, foram repassadas por meio de doações oficiais e em dinheiro em espécie.

Deputado do MA que prega impeachment de Temer é réu no STF por peculato
Política

Weverton Rocha é acusado ainda de violação à lei de licitações. Caso é referente a contratação e a celebração de termo aditivo para reforma e ampliação do Costa Rodrigues

O deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA), ungido pelo próprio partido e pelo PCdoB, PT, PSB, Rede e PSOL como porta-voz do pedido de impeachment do presidente Michel Temer (PMDB) por suposto crime de responsabilidade, prega uma moralidade da qual seu curriculum político está longe de possuir.

Conhecido pelos maranhenses desde sua passagem pela falida UMES (União Municipal dos Estudantes Secundaristas), Rocha carrega entre sua coleção de processos por possíveis práticas contra a administração pública um que o tornou réu, recentemente, no Supremo Tribunal Federal (STF).

O caso em questão é a contratação e a celebração de um termo aditivo para reforma e ampliação do Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís. Neste processo, o deputado black bloc é acusado de crime de violações à lei de licitações e peculato, sendo este último quando há desvio de dinheiro público feito por agente público, que no caso, segundo a denúncia aceita pelo STF, é o próprio pedetista.

Assim como faz Temer sobre o áudio da conversa com o empresário Joesley Batista, da JBS, Weverton Rocha também nega que tenha praticado qualquer ilícito e diz que provará ser inocente. “Ao final da ação penal ficará provado que não houve obtenção de vantagem indevida ou injusta (...), não houve superfaturamento ou prejuízos ao erário público”, alega.

Contudo, para o Ministério Público do Maranhão, autor da denúncia, o líder do PDT na Câmara dos Deputados, no período em que era secretário estadual de Esporte e Juventude, atuou de forma irregular, para dispensar licitação para a reforma do ginásio. Na ação, há provas apresentadas pelo Parquet de que houve fraude no procedimento administrativo que redundou na contratação da empresa Maresia Construtora Ltda, tendo em conta omissões, descuidos e condutas irregulares cometidas por Weverton Rocha e assessores na secretarial estadual.

Ainda segundo a denúncia, a reforma do ginásio foi inicialmente contratada por R$ 1.988.497,34 (hum milhão, novecentos e oitenta e oito mil, quatrocentos e noventa e sete reais e trinta e quatro centavos), por meio de dispensa de licitação. Segundo o MP-MA, Weverton aditou o contrato em R$ 3.397.944,90 (três milhões, trezentos e noventa e sete mil, novecentos e quarenta e quatro reais e noventa centavos).

A acusação afirma, também, que Weverton colaborou com o proprietário da Maresia Construções, Leonardo Lins Arcoverde, para que houvesse o desvio dos valores auferidos pelo contrato celebrado com a secretaria em benefício próprio do empresário.

“Não renunciarei”, afirma Temer após denúncias
Política

Presidente afirmou que não teme delação da JBS

O presidente Michel Temer (PMDB-RJ) afirmou, na tarde desta quinta-feira 18, em coletiva no Palácio do Planalto, que não teme delação e que não renunciará.

“No Supremo, mostrarei que não tenho nenhum envolvimento com esses fatos. Não renunciarei. Repito: não renunciarei. Sei o que fiz e sei a correção dos meus atos. Exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação de dubiedade e de dúvida não pode persistir por muito tempo”, declarou.

O pronunciamento de Temer foi motivado pela delação premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS.

As delações já foram homologadas pelo mistro-relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edison Fachin, que também autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente.

Eliziane defende renúncia de Temer e novas eleições
Política

Parlamentar foi autora do pedido de convocação de Eduardo Cunha na CPI da Petrobras

A deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA) avaliou como insustentável a permanência no cargo do presidente da República, Michel Temer (PMDB-RJ), após as revelações de que ele deu aval para que o dono da JBS mantivesse pagamento de recursos financeiros para comprar o silêncio de Eduardo Cunha.

Gama foi autora de pedido, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, de convocação para ouvir Cunha quando ele ainda era presidente da Câmara dos Deputados.

“Este episódio é o mais grave envolvendo o presidente da República, o que exige o seu imediato afastamento das funções para que os brasileiros possam ir às urnas e escolher diretamente um novo mandatário”, disse a deputada da base aliada.

Para a parlamentar, houve flagrante quebra de decoro e o presidente agiu de forma incompatível com o cargo que ocupa.

“O Brasil de hoje não tolera atitudes como as reveladas nesta quarta-feira, onde um presidente da República concorda com um ato reprovável do ponto de vista moral e jurídico. Voltemos às diretas já”, finalizou.

Em visita de Temer, chineses anunciam aporte de R$ 10,8 bilhões no Maranhão
Política

Investimentos foram anunciados ontem 2. Governador tentou “faturar” com os anúncios

Investidores da CBSteel oficializaram em Xangai, nessa quinta-feira 1º, durante a visita do presidente Michel Temer (PMDB) à China, aporte de US$ 3 bilhões (R$ 9,75 bilhões) para uma siderurgia no Maranhão. No mesmo evento, que reuniu cerca de 100 empresários brasileiros e 250 chineses, a China Communications Construction Company (CCCC) informou um aporte de US$ 460 milhões (R$ 1,5 bilhão) para um terminal multicargas em São Luís. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com a publicação, a Hunan Dakang disse também que investirá US$ 1 bilhão (R$ 3,25 bilhões) em agricultura no Brasil. E a Embraer fechou a venda de pelo menos quatro aviões para dois grupos chineses. Ao todo, a China investirá cerca de R$ 15 bilhões no país.

“Agora, o Brasil sabe onde quer chegar”, disse o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, no evento com os empresários. Ele afirmou que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff “restabeleceu a estabilidade política” no país. Mas reconheceu que o Brasil continua mergulhado em uma grave crise financeira, que restringe sua capacidade de investimentos em infraestrutura. Esse cenário, ressaltou, cria oportunidades para empresas estrangeiras em busca de projetos de longo prazo.

Na última terça-feira 30, o blog do Gilberto Léda revelou que o governador Flávio Dino (PCdoB) havia tentado uma “vaguinha” na comitiva do presidente Michel Temer que iria para a China.

O presidente Michel Temer, contudo, não cedeu espaço ao comunista, que provavelmente iria tentar “faturar” com o anúncio feito pelos chineses.

Dilmista, Flávio Dino afirma que ainda vai analisar proposta de Temer
Política

Presidente interino ofereceu a suspensão da dívida dos Estados com a União até o fim do ano. Proposta foi feita durante encontro com os governadores das 27 unidades da federação

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou oficialmente que ainda vai analisar se aceita ou não a proposta feita pelo presidente interino da República, Michel Temer (PMDB), em alongar as dívidas estaduais com a União por mais 20 anos. A informação foi publicação no site de notícias do próprio Palácio dos Leões, alimentado pela Secretaria de Estado de Comunicação e Articulação Política (Secap).

“Após mais uma rodada de negociações, os Estados discutiram a proposta feita pelo Governo Federal para aliviar o pagamento dos passivos. A renegociação das dívidas também alonga em 20 anos os pagamentos dos débitos com a União. A carência concedida nesses primeiros 24 meses será cobrada ao final desse período de desconto (...). O governador Flávio Dino afirmou que o Maranhão vai analisar a proposição da União”, revela a Secap.

A proposta foi feita na segunda-feira 20, no Palácio do Planalto, em Brasília, em encontro de Temer com os governadores das 27 unidades da federação. Pela oferta, os governadores terão também suspendidos, até janeiro de 2017, o pagamento das parcelas mensais das dívidas dos Estados com a União, com descontos graduais de aproximadamente 5,5 pontos percentuais por mês, até junho de 2018.

Dino, como é de conhecimento público, é aliado estridente da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), tendo inclusive atacado Michel Temer de “golpista” por diversas vezes, durante o processo de impeachment na Câmara e quando da chegada do pedido de afastamento da petista no Senado.

Caso decida por não aceitar a proposta feita por Michel Temer — ou mesmo apenas permaneça em oposição cega ao governo federal — o dilmismo do governador do Maranhão pode prejudicar o estado e a população maranhense, que, por grave crise financeira e econômica, já enfrenta com um ano e meio de nova gestão greves dos policiais civis, agentes penitenciários, peritos criminais e funcionários do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Maranhão.

Temer ignora o Maranhão em primeira viagem oficial ao Nordeste
Política

Chamado de “golpista” pelo governador Flávio Dino, presidente interino vai visitar na semana que vem os estados de Pernambuco e Alagoas

O presidente interino Michel Temer (PMDB) resolveu ignorar o Maranhão na primeira viagem oficial que pretende fazer a Região Nordeste como mandatário em exercício do Palácio do Planalto.

Apesar da viagem ser um ofensiva do peemedebista no principal reduto eleitoral petista no país, e do Maranhão ter sido o estado que mais contribuiu proporcionalmente para a reeleição de Dilma Rousseff (PT), Temer pretende visitar apenas os estados de Pernambuco e Alagoas.

As viagens estão programas para acontecer já na semana que vem.

Desde o início do processo de impeachment de Dilma na Câmara, Temer vinha afirmado a interlocutores que, ao assumir interinamente o governo, daria como prioridade atender às necessidades de governos estaduais de coalização e dos gestores que não entraram diretamente na disputa política relacionada ao afastamento da petista.

Ao tomarem conhecido disso, aliados do governo Flávio Dino (PCdoB), a exemplo do ex-governador e deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB), ainda chegaram a tentar mudar o posicionamento colegial do comunista, que além de trabalhar intensamente contra o impeachment da presidente Dilma, ainda passou a chamar publicamente a todos de “golpistas”. Dino, porém, nunca recuou, levando Michel Temer a declarar que achou “desnecessária” a intromissão do governador do Maranhão em assuntos relacionados ao impeachment presidencial.

Durante sua passagem pelos estados de Pernambuco e Alagoas, que são governados por partidos aliados à administração interina, Temer pretende visitar obras e iniciativas do governo federal e sancionar medida provisória, apresentada pela gestão anterior, que reabre prazos e concede benefícios para a quitação ou renegociação de dívidas de produtores rurais e de caminhoneiros.

“É urgente fazer um governo de salvação nacional”, diz Michel Temer
Política

Presidente interino falou pela primeira vez à nação em cerimônia que deu posse a 23 ministros

O presidente interino Michel Temer (PMDB) empossou os novos ministros do governo e falou pela primeira vez à nação na tarde desta quinta-feira 12 . No discurso de 30 minutos, Temer pregou a união do país, defendeu o equilíbrio fiscal e redução de gastos como meio de sair da crise e apostou em ambiente atrativo para investimentos, mas foi além e afirmou que o Brasil precisa de “salvação” e que o caminho para isso é o diálogo.

“É urgente pacificar a nação e unificar o Brasil. É urgente fazermos um governo de salvação nacional”, destacou. “O povo brasileiro há de prestar sua colaboração para tirar o país dessa grave crise em que nos encontramos. O diálogo é o primeiro passo para enfrentarmos desafios para avançar e garantir retomada do crescimento”, disse.

Temer disse que o país precisa resgatar a credibilidade por meio de parcerias público-privadas para gerar empregos e recuperação a economia. “O Estado precisa cuidar da segurança, da saúde e da educação. O restante pode ser compartilhado com a iniciativa privada”, declarou.

Para recuperar a economia, o presidente interino defendeu que é fundamental que estados e municípios tenham autonomia. “Estados e municípios precisam ganhar autonomia verdadeira, sob a égide de uma federação real”, disse. Ele comentou que vai levar para frente as reformas trabalhista e previdenciária, para garantir o pagamento das aposentadorias e a geração de empregos.

Miche Temer garantiu que os programas sociais do governo Dilma Rousseff serão mantidos, pois, segundo ele, o que funciona bem precisa ser continuado. Sabemos que o Brasil, lamentavelmente, ainda é um país pobre. Reafirmo, e o faço em letras garrafais, que vamos manter os programas sociais Sabemos que o Brasil, lamentavelmente, ainda é um país pobre. Reafirmo, e o faço em letras garrafais, que vamos manter os programas sociais”, disse. Ele citou o Bolsa Família, o Pronatec, o Minha Casa Minha Vida.

Como prometido anteriormente, Temer comentou sobre a Operação Lava Jato, mas foi breve: “A Lava Jato tornou-se referência e, como tal, deve ser protegida de qualquer tentativa de enfraquecê-la”.

Senado afasta Dilma da Presidência; Temer assume nesta quinta
Política

Afastamento foi confirmado por 55 votos a 22. Pelo Maranhão, apenas Roberto Rocha e Edison Lobão votaram pela admissibilidade do impeachment

O Senado Federal aprovou a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A decisão foi tomada às 6 horas e 30 minutos, após uma sessão de quase 21 horas no plenário do Casa. O vice Michel Temer (PMDB), deve assumir seu lugar interinamente nesta quinta-feira 12. Será a 41ª pessoa a ocupar o cargo de presidente da República.

Com 78 senadores presentes, 55 votaram contra Dilma e 22 a favor. Não houve abstenções. Pelo Maranhão, dos três os senadores, apenas Roberto Rocha (PSB) e Edison Lobão (PMDB) votaram pela admissibilidade do impeachment. Era preciso maioria simples, ou seja, a maioria dos senadores presentes, para que o pedido fosse aceito.

Agora, o Senado terá até 180 dias para julgar o mérito da acusação contra a presidente. Se o placar desta votação for repetido quando o Senado julgar o mérito da acusação contra Dilma, em até 180 dias, chegará ao fim definitivo da era do PT no poder, iniciada com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva em 2003. Isso porque são necessários, nesta próxima etapa, 54 votos para Dilma perder o mandato presidencial.

A presidente é acusada de editar decretos de créditos suplementares sem aval do Congresso e de usar verba de bancos federais em programas do Tesouro, as chamadas "pedaladas fiscais". Sua defesa entende que não há elementos para o afastamento.

Sarney Filho desbanca Roseana e garante ministério no governo Temer
Política

Ideia é aproximar o PV de camadas populares da sociedade e barrar o avanço da Rede Sustentabilidade

Uma das condicionantes impostas pelo ex-senador José Sarney ao vice-presidente Michel Temer para apoiar o impeachment da presidente Dilma Rousseff foi a concessão de pelo menos um ministério a um de seus filhos: Sarney Filho ou Roseana Sarney.

No início dessa semana, o vice-presidente bateu o martelo: deixaria o Ministério do Meio Ambiente nas mãos do PV, de Sarney Filho. Com isso, está descartada a possibilidade da ex-governadora do Maranhão assumir alguma pasta no governo Temer.

A articulação entre o PV e o PMDB começou cerca de dez dias antes da votação do impeachment, ocorrido no dia 17 de abril. O PV, que tem entre seus ícones o senador paranaense Álvaro Dias, recebeu aval de Temer de que ganharia pelo menos uma pasta. A preferida dos verdes sempre foi o Meio Ambiente. A ideia é aproximar o PV de camadas populares da sociedade e barrar o avanço da Rede Sustentabilidade, sigla criada por Marina Silva.

Tendo conhecimento disso, José Sarney passou a articular diretamente com Temer a concessão da pasta para Sarney Filho, tido como um representante ideal para o PMDB na fase de transição. Sarney Filho é reconhecido em Brasília com um nome intimamente ligado ao meio ambiente e, para Temer, ele se encaixa na lista de “notáveis” para integrar a equipe de recomposição ministerial.

Oficialmente, José Sarney e Sarney Filho negam a indicação. Mas fontes ligadas ao vice-presidente já falam de Sarney Filho como novo ministro do Meio Ambiente.

Michel Temer deve excluir Flávio Dino de ações do governo
Política

Outros governadores que se manifestaram oficialmente contra o impeachment já começam a articular uma aproximação com o vice-presidente

O vice-presidente Michel Temer (PMDB) tem afirmado a interlocutores que, em um eventual governo, dará como prioridade atender às necessidades de governos estaduais de coalização e dos gestores que não entraram diretamente na disputa política relacionada ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Integrantes do PMDB afirmam que isso é um claro recado ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que trabalhou intensamente contra o impeachment da presidente Dilma. Fontes próximas ao vice-presidente afirmam que Temer achou “desnecessária” a intromissão de Dino em assuntos relacionados ao impeachment presidencial.

Além disso, um outro fator que pode complicar a gestão Dino no futuro, caso Temer assuma o governo, é a influência do ex-senador José Sarney (PMDB-AP) e da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB). Ambos devem ter espaço cativo na administração peemedebista e já foram chamados por Temer a ajudar a dar os rumos do próximo governo.

Atualmente, até mesmo integrantes do governo admitem que Dino fez uma “aposta errada” ao fazer campanha em favor da presidente Dilma. O maior erro, na avaliação de membros do governo, foi fazer uma aposta na “fidelidade do PP”. “Se nem Lula conseguiu o apoio do PP, Dino dificilmente conseguiria”, disse um interlocutor do Palácio do Planalto ao Atual7.

Outros governadores que se manifestaram oficialmente contra o impeachment, como Wellington Dias (PT-PI), já começam a articular uma aproximação com Michel Temer. O vice-presidente tem se aproximado sobremaneira do PSDB mais ligado ao senador José Serra (PSDB), o que deve facilitar a interlocução do peemedebista com estados como São Paulo e Paraná. Na região Nordeste, Temer tem dito a aliados que pretende priorizar estados como Pernambuco e Bahia, que se declararam amplamente a favor o impeachment e cujas bancadas trabalharam pela saída da presidente Dilma Rousseff.

Apoio de Sarney a Michel Temer visa ministério e retorno em 2018
Política

Pasta seria dada à ex-governadora Roseana Sarney. Ideia, no entanto, não é bem vista por setores mais progressistas do PMDB

O amplo apoio dado pelo ex-presidente José Sarney à queda da presidente Dilma Rousseff (PT) deve influenciar decisivamente nas eleições ao governo do Estado do Maranhão em 2018. Interlocutores do ex-presidente admitem nos bastidores que o apoio dado à articulação do vice-presidente Michel Temer teve dois grandes objetivos: o retorno da família Sarney (ou do PMDB) ao governo do estado em 2018 e a concessão de um ministério à ex-governadora Roseana Sarney.

Desde o final de 2014, Sarney tem admitido a aliados que teve algumas rusgas com a presidente Dilma Rousseff, principalmente por ela não ter apoiado, naquele ano, a candidatura do ex-senador Edison Lobão Filho, que foi capitaneada pelo grupo Sarney. Na ocasião, foi justamente Temer que, para tentar apaziguar os ânimos entre o PT de Lula e Dilma e o PMDB, desembarcou em São Luís e fez questão de ajudar na campanha em favor do filho do ex-ministro e senador Edison Lobão (PMDB).

A amigos, Sarney sempre se queixou desse detalhe e atribuiu a esse isolamento de Dilma um dos fatores pelos quais perdeu o controle do governo do estado do Maranhão. Uma fonte ligada ao ex-presidente chegou a ressaltar na noite de domingo 17, durante a votação do impeachment, que “Dilma estava pagando por ignorar um articulador político hábil como Sarney”.

Em conversas reservadas com Michel Temer, conforme fontes ligadas ao peemedebista, o PMDB sinalizou que poderia dar um ministério para Roseana Sarney. A ideia, no entanto, não é bem vista por setores mais progressistas do partido que enxergam, nessa possibilidade, um desgaste desnecessário quando Temer assumir a presidência.

Nesse primeiro momento, Temer quer montar um governo com 20 ministérios, compostos por políticos e por líderes sociais. Por isso, em um processo de reconciliação nacional, o nome de Roseana aparece como uma alternativa marginal nesse processo. Para evitar “maiores polêmicas”, conforme informações de um peemedebista ligado a Temer.

Justamente por isso, o vice-presidente também prometeu dar total suporte ao grupo Sarney para voltar ao poder no Maranhão em 2018. O candidato sarneyzista ainda não está definido, mas pode ser a própria Roseana a princípio. Nessa articulação, Sarney também tentará dificultar a vida do governador Flávio Dino (PCdoB) na esfera federal. Fontes ligadas a Temer afirmam que o vice-presidente, também, não achou “nada simpático” o governador maranhense ter se manifestado na disputa política entre Temer e Dilma e ter encorpado o discurso de que o impeachment era “um golpe em curso”.

Michel Temer cumpre agenda no Maranhão nesta quinta-feira
Política

Vice-presidente da República realizará palesta na sede da OAB-MA e terá o apoio da Fundação Ulysses Guimarães

Com o objetivo de estabelecer diálogo com a sociedade civil e a militância do PMDB, e buscar soluções para o cenário econômico-social brasileiro, o vice-presidente da República, Michel Temer, chega ao Maranhão, nesta quinta-feira 3, e cumpre agenda na capital durante toda a manhã.

Advogado constitucionalista, Temer realizará a palestra “Conversando com a Sociedade – Uma visão constitucionalista”, que acontecerá às 9 horas e 30 minutos no auditório da Seccional maranhense da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), logo após coletiva de imprensa na Sala de Reuniões do Conselho da OAB-MA.

Representantes de instituições participarão do encontro.

Após o evento, o peemedebista segue para agenda com a militância do PMDB do Maranhão. A reunião tem como finalidade fortalecer a unidade da legenda em todas as regiões do país. Desde o mês de janeiro, o vice-presidente da República tem viajado pela Brasil em campanha interna no PMDB.

Palestra

A visita de Michel Temer ao Maranhão marcará a vinda dos projetos “Caravana da Unidade” e “Uma ponte para mudar o Brasil”, este último tema de sua palestra, que será realizada na sede da Ordem e terá o apoio da Fundação Ulysses Guimarães. Entre as temáticas a serem abordadas está a necessidade de uma urgente reforma política, que combata não apenas as consequências, mas as causas da corrupção.

Com sua visão jurista, Temer explanará sobre a preservação da economia brasileira, no sentido de tornar viável o seu desenvolvimento, devolvendo ao Estado a capacidade de executar políticas sociais que combatam efetivamente a pobreza e criem oportunidades para todos. Além de abordar a urgente simplificação do modelo tributário, de modo a estimular o desenvolvimento sustentável do país.

Para o presidente da OAB-MA, Thiago Diaz, a iniciativa da Fundação, bem como do PMDB, mostra a preocupação em discutir o momento vivido pelo país juntamente com a população. “Assim levamos o debate à sociedade civil com entendimento e cooperação para que possamos todos enfrentar e vencer os desafios que se aproximam”, disse. Presidente em exercício do PMDB, Remi Ribeiro ainda destaca: “A palestra serve de norte para a união dos brasileiros de boa vontade”, concluiu.

Política

Vice-presidente da República diz que história do vereador peemedebista confunde-se com a de milhares de cidadãos ludovicenses

O vereador Fábio Câmara (PMDB) participou, nesta quarta-feira 17, no Palácio do Planalto, em Brasília, de uma audiência com o vice-presidente da República, Michel Temer. O encontro foi intermediado pelo ex-deputado Chiquinho Escórcio (PMDB), assessor especial da Vice-Presidência da República.

Michel Temer elogia Fábio Câmara e reforça candidatura própria do PMDB em São Luís
Eleições 2016 Michel Temer elogia Fábio Câmara e reforça candidatura própria do PMDB em São Luís

No Gabinete da Vice-presidência da República, Câmara e Temer conversaram sobre pré-candidatura a prefeito de São Luís, os efeitos da crise econômica que afeta, sobretudo, os municípios e também sobre assuntos relacionados ao partido. Durante o bate-papo bastante descontraído, o vereador peemedebista relembrou uma frase do nosso saudoso líder Ulysses Guimarães para reforçar sua pré-candidatura.

— Estou aqui para dizer que me coloquei como pré-candidato em São Luís. E um projeto nacional de poder do PMDB, passa, obrigatoriamente, pelo bom desempenho nas eleições municipais. Mas quero dizer, sobretudo, relembrando uma frase do nosso saudoso líder Ulysses Guimarães, que começo pelo começo. Pelo nosso começo: Os militantes. Sem eles não somos nada. Com eles, podemos ser tudo. O PMDB tem o tamanho dos seus militantes — declarou Fábio Câmara.

O vice-presidente da República confirmou apoio à proposta de candidatura própria do partido, às eleições municipais de outubro, em São Luís. "Estarei em São Luís no inicio do próximo mês, para reforçar o projeto de candidatura própria do PMDB", disse Michel Temer. Na ocasião, Temer disse que gostou de ouvir a história de Fábio Câmara dentro do partido. “É uma história que confunde-se em muito com a história de milhares de cidadãos ludovicenses”, concluiu ao final de nossa conversa.

Diretrizes nacionais

A tese de pré-candidatura da legenda na capital maranhense está baseada nas diretrizes do PMDB nacional, que orientam o partido a lançar candidatos próprios nas capitais e na maioria dos municípios brasileiros.

Temer diz que eleição de comissão do impeachment suspensa pelo STF foi legítima
Política

Vice-presidente da República se reunirá nesta quarta-feira com a presidente Dilma Rousseff, às 19h30min

O vice-presidente da República, Michel Temer, declarou nesta quarta-feira 9 que a eleição da comissão especial na Câmara dos Deputados que analisará o pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) foi um ato legítimo da competência da Casa. A informação é de Reuters.

“A Câmara dos Deputados ontem (terça-feira) tomou uma deliberação no exercício legítimo da sua competência e, posteriormente, em fase de medida judicial, o Supremo suspendeu temporariamente essa medida. Isso revela exatamente que nós vivemos num regime de uma normalidade democrática extraordinária, as instituições estão funcionando. Nós devemos preservar aquilo que as instituições estão fazendo”, disse Temer, em breve declaração a jornalistas.

Em movimentação que contou com a articulação do deputado André Fufuca (PEN-MA), a chapa governista foi derrotada na eleição dos membros da comissão, no primeiro teste para o governo desde que foi aceito o pedido de abertura de impedimento contra a petista. Em votação secreta numa sessão tumultuada, a chapa apoiada por partidos de oposição recebeu 272 votos, enquanto a governista conquistou 199.

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu provisoriamente a formação da comissão especial na Câmara, em resposta a ação impetrada pelo PCdoB, partido do governador Flávio Dino e aliado ao governo.

Temer, que é presidente nacional do PMDB, não respondeu a perguntas de jornalistas, mas fez um gesto negativo, ao ser perguntado se haveria debandada de seu partido do governo. O vice-presidente da República, que teve uma carta de desabafo escrita à Dilma vazada na noite de segunda-feira 7 , disse que o país vive “num regime de uma normalidade democrática extraordinária” e que “as instituições estão funcionando”.

Ele se reunirá nesta quarta-feira com Dilma, às 19h30min, e afirmou que falará com jornalistas após o encontro.