Michel Temer
Deputados que votaram pró-Temer têm indicados no governo Dino
Política

Um dos parlamentares, Pedro Fernandes, colocou o próprio filho no comando da Agência Metropolitana

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), pode alegar qualquer motivo para não apoiar o nome do deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB) para o Senado Federal em 2018, menos sua posição pró-Temer na votação que livrou o presidente da República de um eventual julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) por suposta corrupção passiva.

Se esse fator fosse algo decisivo, pelo menos dois indicados para o comando de pastas do alto escalão do Palácio do Leões teriam sido exonerados logo manhã desta quinta-feira 3.

Um deles é Pedro Lucas Fernandes, presidente da Agência Executiva Metropolitana, pasta criada para abrigar o PTB. Ele é filho do deputado federal Pedro Fernandes, que além de votar a favor de Temer, ainda é sabujo do grupo Sarney no Maranhão, principal adversário de Dino no estado.

O outro, nomeado há pouco tempo, é Raimundo Oliveira Filho, mais conhecido por Raimundinho Lídio. Ex-prefeito do município de Paulino Neves, ele entrou na cota do PRB, após acordo com o deputado federal gastador Cléber Verde, por apoio do partido nas eleições do próximo ano.

Como os indicados de Pedro Fernandes e Cléber Verde não foram e nem serão exonerados, fica claro que Flávio Dino não busca “obediência”, mas apoio e tempo de legendas para a campanha eleitoral de 2018, coisa que Zé Reinaldo, que sequer tem partido para concorrer ao Senado, possui. Pelo menos não ainda, já que há uma articulação para a sua entrada no DEM, quando ele passará a também ter uma pasta, que será a Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (SEDEL).

Bancada do Maranhão: 11 votam a favor de Temer e sete contra
Política

Presidente é acusado pela PGR de corrupção passiva, com base na delação do grupo JBS

A maioria dos deputados federais pelo Maranhão votou a favor do presidente Michel Temer, durante apreciação da denúncia contra o peemedebista por corrupção passiva, com base na delação do grupo JBS.

O placar foi de 11 a favor de Temer e sete contra. Apenas o deputado federal Aluísio Mendes, que havia informado a imprensa que votaria contra o presidente, mudou o voto.

Na contagem geral, o Plenário rejeitou, por 263 votos a 227 e 2 abstenções, a autorização para o Supremo Tribunal Federal (STF) abrir processo criminal contra o presidente, por crime de corrupção passiva, seguindo parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Abaixo, confira como se posicionou cada um dos 18 deputados federais da bancada maranhense em relação à denúncia:

11 votaram a favor do parecer da CCJ — ou seja, votaram a favor de Temer:

• Aluísio Mendes (PODE)
• André Fufuca (PP)
• Cléber Verde (PRB)
• Hildo Rocha (PMDB)
• João Marcelo (PMDB)
• José Reinaldo Tavares (PSB)
• Júnior Marreca (PEN)
• Juscelino Rezende (DEM)
• Pedro Fernandes (PTB)
• Sarney Filho (PV)
• Victor Mendes (PSD)

7 votaram pelo contra o parecer da CCJ — ou seja, votaram contra o presidente:

• Deoclides Macedo (PDT)
• Eliziane Gama (PPS)
• Luana Costa (PSB)
• Rubens Pereira Júnior (PCdoB)
• Waldir Maranhão(PP)
• Weverton Rocha (PDT)
• Zé Carlos (PT)

Denúncia contra Temer divide bancada do Maranhão; confira placar
Política

Plenário da Câmara decide hoje se permite que o STF analise uma denúncia contra o presidente da República

A poucas horas da sessão em Brasília que vai analisar a denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro com base na delação do grupo JBS, a bancada federal do Maranhão segue dividida sobre como votar.

Segundo dados atualizados do jornal O Globo, dos 18 deputados federais maranhenses, sete se declaram publicamente favoráveis à aceitação da denúncia e ao afastamento do presidente, cinco assumem posição contrária, dois seguem indecisos e quatro evitaram responder.

A votação do parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Casa sobre a denúncia ocorre nesta quarta-feira 2, um dia após o retorno dos trabalhos do Legislativo. O parecer recomenda o veto à denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o que, na prática, impede que Temer se torne alvo de uma ação penal pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que definiu o rito da votação da admissibilidade da denúncia, a estimativa é de que a votação tenha início às 14 horas e se encerre às 19 horas. Cada deputado terá direito a até 15 segundos para o uso da palavra no momento de pronunciar seu voto. É necessário o quorum de 342 deputados para que a votação seja iniciada.

Em declarações à imprensa até aqui, os sete parlamentares maranhenses que disseram que votarão contra o parecer da CCJ, permitindo o prosseguimento da denúncia, são: Aluísio Mendes (PODE); Deoclides Macedo (PDT); Eliziane Gama (PPS); Luana Costa (PSB); Rubens Pereira Júnior (PCdoB); Weverton Rocha (PDT); e Zé Carlos (PT).

Outros cinco deputados federais maranhenses informaram à imprensa que darão aval ao parecer da CCJ, votando pela rejeição da denúncia: Alberto Filho (PMDB); Cléber Verde (PRB); Hildo Rocha (PMDB); Júnior Marreca (PEN); e Juscelino Filho (DEM).

Já a dupla maranhense do PP na Câmara, André Fufuca e Waldir Maranhão, ainda não decidiu como votará; e o restante dos deputados — João Marcelo Souza (PMDB); José Reinaldo Tavares (PSB); Pedro Fernandes (PTB); e Victor Mendes (PSD) — evitou o assunto publicamente ao longo de praticamente cinco semanas, desde a apresentação da denúncia pela PGR, na esteira de revelações de executivos da JBS.

Se até o início da votação houver mudanças de posicionamento ou apresentação pública de voto dos indecisos e fujões, esta publicação será atualizada.

Fundeb: Temer ainda não cumpriu acordo com municípios do Maranhão
Política

Governo federal tem até o fim deste mês para depositar R$ 168 milhões nas contas das prefeituras. Verba é referente à antecipação da compensação do Fundeb

Prefeitos e prefeitas de todas as regiões do Maranhão estão apreensivos. O governo federal ainda não cumpriu acordo firmado no último dia 11 em Brasília, no qual se comprometeu em depositar nas contas dos municípios, até o fim deste mês, R$ 168 milhões referentes a antecipação da compensação do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

Durante a reunião, acompanhado dos ministros Mendonça Filho (Educação) e Henrique Meirelles (Fazenda), o presidente Michel Temer deu garantias à bancada federal maranhense e ao presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), Cleomar Tema, que haveria a antecipação aos municípios na ordem de R$ 168 milhões, resultante da complementação do Fundeb, por parte do governo federal, de todo o segundo semestre deste ano.

O acordo, segundo a ser celebrado, foi a forma encontrada para amenizar os problemas financeiros das prefeituras ocasionados pelo sequestro dos valores determinado pela portaria governamental.

No entanto, como até o momento o acordo ainda não foi cumprido, gestores municipais começam a ficar preocupados, principalmente no que diz respeito a não conseguir honrar a folha de pagamento do setor da educação.

A mesma preocupação também alcança o presidente a diretoria da Famem, que tem procurado por diversas vezes os representantes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e da Secretaria Nacional do Tesouro Nacional, mas recebido a informação de que a antecipação não poderá ser feita, uma vez que a medida, caso adotada, terá de beneficiar todos os estados e municípios da região Nordeste, o que causaria um impacto negativo nos cofres da União de mais de R$ 740 milhões.

Três deputados do MA negam autorização ao STF para investigar Temer
Política

Hildo Rocha, Cléber Verde e Juscelino Filho foram contrários à continuidade da investigação da denúncia contra o presidente da República. Apenas Pereira Rubens Júnior foi favorável

A maioria esmagadora de deputados federais do Maranhão integrantes da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara rejeitou, no início da noite desta quinta-feira 13, relatório do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) que recomendava a autorização da Casa para que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue a denúncia de corrupção passiva contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB), por suposto crime de corrupção passiva. A denúncia foi feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

PMDB, PR, PP, PTB, PSD, DEM, PRB, PROS, SD, PV e PSC orientaram o voto contra a denúncia, enquanto PT, PSB, PDT, PCdoB, PODE, PPS, PHS, REDE e PSOL foram contrários. O PSDB e o PV liberaram suas bancadas para que votassem como considerassem melhor.

Quatro deputados federais maranhenses fazem parte da CCJ. Três deles, Hildo Rocha (PMDB), Cléber Verde (PRB) e Juscelino Filho (DEM) votaram pela rejeição à autorização. Apenas um, Rubens Pereira Júnior votou a favor.

Em nova votação, por 41 a 24 votos e uma abstenção, a comissão confirmou posicionamento contrário à continuidade da investigação da denúncia contra o presidente da República. O texto foi apresentado por Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG).

Agora o texto seguirá para plenário. Para que a denúncia não seja aceita, Temer precisará de 172 votos. A nova votação está marcada para o dia 2 de agosto próximo.

Bancada se reúne com Temer para tratar do corte no Fundeb no Maranhão
Política

Desconto do Fundo nas prefeituras maranhenses será de R$ 177 milhões. Já o Estado sofrerá um corte da ordem de R$ 47 milhões

A bancada federal maranhense se reúne com o presidente Michel Temer (PMDB), às 11 horas desta terça-feira 11, para tratar sobre o corte de R$ 224 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) do Maranhão.

O anúncio foi feito pelo líder na bancada na Câmara, deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB), por meio das redes sociais. “Presidente Temer receberá a bancada do Maranhão no Congresso, amanhã [hoje], as 11:00, pra tratar da situação do Fundeb”, declarou.

A preocupação dos deputados diz respeito à portaria nº 823/2017, publicada pelo governo federal na semana passada, autorizando o desconto de R$ 177 milhões das contas das prefeituras maranhenses referente ao ajuste anual do Fundeb de 2016. Já o Estado sofrerá um corte da ordem de R$ 47 milhões. Conforme a portaria, o desconto deverá ser feito até o próximo dia 14, o que causará um enorme déficit financeiro nos municípios, prejudicando consideravelmente, dentre outras coisas, o setor educacional e o pagamento dos profissionais que nele trabalham.

Em abril, um acordo firmando pelo governo federal com a bancada e a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), agora desfeito com a portaria, garantia a edição de uma medida provisória que parcelaria o pagamento dos recursos referentes ao ajuste do Fundeb. O compromisso assumido era de que o pagamento poderia ser feito de forma segmentada, de 10 a 12 parcelas.

No sábado 8, o deputado federal André Fufuca, que é 2º vice-presidente da Câmara dos Deputados, buscou apoio junto ao presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), para que ele intercedesse junto a Temer no cumprimento do acordo. Desde o domingo 9, o presidente da Famem, Cleomar Tema, embarcou para Brasília para discutir com os parlamentes maranhenses uma saída para crise. Ele deve participar da reunião de logo mais com o presidente da República.

Temer escolhe apoiada por Sarney para substituir Janot na PGR
Política

Mais votado, Nicolao Dino foi alvo do mesmo tipo de preterição de seu irmão, o governador Flávio Dino, na escola do PGJ

O presidente Michel Temer escolheu, nesta quarta-feira 28, a subprocuradora Raquel Dodge para o comando da Procuradoria-Geral da República (PGR), em substituição ao atual procurador-geral, Rodrigo Janot. Ele termina o mandato em setembro próximo.

Apesar da pressão que vinha sofrendo, Temer usou do mesmo tipo de preterição do irmão do procurador Nicolao Dino, o governador Flávio Dino (PCdoB), que também escolheu o segundo colocado na lista tríplice elaborada por integrantes do Ministério Público, no caso estadual, para comandar a Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ). Nicolao foi o mais votado na lista tríplice da eleição interna da Associação Nacional dos Procuradores da república (ANPR).

Desde o início da disputa para a sucessão de Janot, Raquel era considerada a candidata preferida de caciques do PMDB, dentre eles o ex-senador José Sarney (PMDB-AP). Ela é a primeira mulher a ser nomeada para o comando da PGR e prometeu dar prosseguimento às investigações da Lava Jato, que tem dentre os pilhados o próprio governador do Maranhão.

Antes de ser nomeada, Raquel Dodge ainda precisar ser submetida a uma sabatina no Senado. Se for aprovada, ela assume mandato por dois anos.

Cassação: maioria dos ministros do TSE absolve Dilma e Temer
Política

Com decisão, Temer ganha sobrevida política e Dilma mantém o direito de disputar eleição

Em julgamento finalizado na noite desta sexta-feira 9, a maioria apertada dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ignorou provas de corrupção e votou pela absolvição da chapa Dilma-Temer, garantindo o direito da ex-presidente disputar eleições e a manutenção do atual presidente no Palácio do Planalto.

Na contagem geral, a petista e o peemedebista acumularam o apoio de quatro dos sete ministros.

Votaram inicialmente contra a cassação os ministros Admar Gonzaga, Napoleão Nunes Maia e Tarcisio Vieira Neto.

Já os ministros Luiz Fux e Rosa Weber votaram pela cassação, alinhando-se com o relator, Herman Benjamin, que também defendeu a condenação da chapa.

Neste momento, o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, justifica o voto de Minerva pela absolvição de Dilma Rousseff e Michel Temer.

Com o placar finalizado em 4 a 3, Temer ganha sobrevida política, já que ainda pode sofrer processo de impeachment pelo Congresso, e Dilma mantém o direito de disputar eleição.

Advogado do MA pede para OAB reexaminar pedido de impeachment de Temer
Política

Pedido foi feito por Pedro Leonel Pinto de Carvalho. Ele encaminhou ofício ao presidente da entidade

O processo de impeachment de presidentes da República é “traumático” e “convulsivo”. Por esse motivo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deveria rever seu pedido de impedimento de Michel Temer, entregue nesta quinta-feira 25, na Câmara dos Deputados. Essa é a opinião do advogado maranhense Pedro Leonel Pinto de Carvalho (foto), em ofício enviado ao presidente da entidade, Cláudio Lamachia. A informação é do Conjur.

Para Pedro Leonel Carvalho, a Ordem deveria convocar nova reunião plenária para reexaminar a questão. Ou, por via eletrônica, consultar os conselhos seccionais sobre o assunto. “Torna-se necessário que a OAB reflita diante do perigo a que expõe, afastando de si o fugitivo reluzir de um embate até agora exclusivamente político. Isso não só é desgastante como traiçoeiro para a OAB que tem de escolher entre seus pruridos de militância política e a governabilidade do Brasil”, diz o advogado.

Na denúncia contra o chefe do Executivo por crime de responsabilidade, a OAB destaca que não analisou a “licitude da gravação no aspecto de sua colheita ou suposta edição” e que o pedido se baseia no fato de o chefe do Executivo ter “reconhecido” a existência da reunião e dos diálogos com o empresário Joesley Batista, que teve o acordo de delação premiada homologada pelo no Supremo Tribunal Federal.

Duas condutas do presidente, de acordo com a OAB, configuram o cometimento de crime de responsabilidade. A primeira é a forma como se deu o encontro de Temer com o empresário, sem previsão na agenda oficial, além do fato de o presidente ter tratado, no diálogo, de interesses privados.

Para o advogado maranhense, porém, a OAB não levou em conta a fragilidade ou mesmo inexistência da prova dos alegados crimes. “No episódio, de alta sensibilidade para o momento vivenciado pela sociedade brasileira, com o país já exibindo índices positivos de recuperação econômica depois de anos de pertinaz recessão, de um lado, e, de outro, o salto no escuro no qual a governabilidade seria a primeira vítima — diante desse dilema a OAB preferiu, no processo do impeachment, conferir preeminência ao componente político lançando ao segundo e desprezível plano o requisito jurídico”, afirma.

PCdoB recebeu R$ 13 milhões da JBS para apoiar chapa Dilma-Temer em 2014
Política

Delação é do lobista Ricardo Saud. Ele disse à PGR que somente o ex-ministro Orlando Silva levou diretamente R$ 3 milhões

O diretor de “relações institucionais” da JBS, nome fantasia de lobistas na capital do país, Ricardo Saud, em seu primeiro depoimento a procuradores da Lava Jato que investigam o grupo empresarial, delatou que o Partido Comunista do Brasil, o PCdoB, recebeu ao todo R$ 13 milhões para a apoiar a chapa Dilma-Temer à Presidência da República, em 2014.

No Maranhão, o partido tem entre suas fileiras de frente o governador Flávio Dino, e é comandado pelo secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso, que aparecem ao centro na foto em destaque. Apesar da delação já haver sido tornado pública e dos dois serem palmatórias do mundo quando o envolvimento em corrupção é de outros partidos, nenhum se manifestou até agora nas redes sociais, onde geralmente fazem isso.

A compra do PCdoB, segundo Saud, foi estratégia criada pelo tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, e o repasse era autorizado pelo então ministro da Fazenda, Guido Mantega, e por Joesley Batista, dono da JBS — aquele que gravou e quase provoca a renúncia do presidente Michel Temer (PMDB).

Dos R$ 13 milhões recebidos pelos comunistas, conta o lobista, somente o ex-ministro Orlando Silva ficou sozinho com R$ 3 milhões, por ordem de João Vaccari, ex-tesoureiro do PT. Também acostumado a usar as redes sociais para acusar políticos e outros partidos de corrupção, o comunista manifestou-se pela última vez sobre as delações da JBS fazendo referência ao áudio-bomba do diálogo de Temer com Joesley Batista. Ele também aparece na foto em destaque, ao lado da mulher de Márcio Jerry, Lene Rodrigues.

“O Orlando Silva chegava com o pessoal do PCdoB, ficava um pouco para trás e dizia ‘O meu é por fora, hein, não tem nada a ver com esse povo dos 10 milhões, não’”, revelou Ricardo Saud à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Além do PCdoB, outros oito partidos também foram comprados pela JBS, ao custo total de R$ 174, 2 milhões, para apoiar a chama Dilma-Temer: PMDB, PP, PR, PSD, PROS, PDT, PRB e PV — sendo que apenas o PV não fazia parte oficialmente da coligação.

As propinas, segundo Ricardo Saud, foram repassadas por meio de doações oficiais e em dinheiro em espécie.

Deputado do MA que prega impeachment de Temer é réu no STF por peculato
Política

Weverton Rocha é acusado ainda de violação à lei de licitações. Caso é referente a contratação e a celebração de termo aditivo para reforma e ampliação do Costa Rodrigues

O deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA), ungido pelo próprio partido e pelo PCdoB, PT, PSB, Rede e PSOL como porta-voz do pedido de impeachment do presidente Michel Temer (PMDB) por suposto crime de responsabilidade, prega uma moralidade da qual seu curriculum político está longe de possuir.

Conhecido pelos maranhenses desde sua passagem pela falida UMES (União Municipal dos Estudantes Secundaristas), Rocha carrega entre sua coleção de processos por possíveis práticas contra a administração pública um que o tornou réu, recentemente, no Supremo Tribunal Federal (STF).

O caso em questão é a contratação e a celebração de um termo aditivo para reforma e ampliação do Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís. Neste processo, o deputado black bloc é acusado de crime de violações à lei de licitações e peculato, sendo este último quando há desvio de dinheiro público feito por agente público, que no caso, segundo a denúncia aceita pelo STF, é o próprio pedetista.

Assim como faz Temer sobre o áudio da conversa com o empresário Joesley Batista, da JBS, Weverton Rocha também nega que tenha praticado qualquer ilícito e diz que provará ser inocente. “Ao final da ação penal ficará provado que não houve obtenção de vantagem indevida ou injusta (...), não houve superfaturamento ou prejuízos ao erário público”, alega.

Contudo, para o Ministério Público do Maranhão, autor da denúncia, o líder do PDT na Câmara dos Deputados, no período em que era secretário estadual de Esporte e Juventude, atuou de forma irregular, para dispensar licitação para a reforma do ginásio. Na ação, há provas apresentadas pelo Parquet de que houve fraude no procedimento administrativo que redundou na contratação da empresa Maresia Construtora Ltda, tendo em conta omissões, descuidos e condutas irregulares cometidas por Weverton Rocha e assessores na secretarial estadual.

Ainda segundo a denúncia, a reforma do ginásio foi inicialmente contratada por R$ 1.988.497,34 (hum milhão, novecentos e oitenta e oito mil, quatrocentos e noventa e sete reais e trinta e quatro centavos), por meio de dispensa de licitação. Segundo o MP-MA, Weverton aditou o contrato em R$ 3.397.944,90 (três milhões, trezentos e noventa e sete mil, novecentos e quarenta e quatro reais e noventa centavos).

A acusação afirma, também, que Weverton colaborou com o proprietário da Maresia Construções, Leonardo Lins Arcoverde, para que houvesse o desvio dos valores auferidos pelo contrato celebrado com a secretaria em benefício próprio do empresário.

“Não renunciarei”, afirma Temer após denúncias
Política

Presidente afirmou que não teme delação da JBS

O presidente Michel Temer (PMDB-RJ) afirmou, na tarde desta quinta-feira 18, em coletiva no Palácio do Planalto, que não teme delação e que não renunciará.

“No Supremo, mostrarei que não tenho nenhum envolvimento com esses fatos. Não renunciarei. Repito: não renunciarei. Sei o que fiz e sei a correção dos meus atos. Exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação de dubiedade e de dúvida não pode persistir por muito tempo”, declarou.

O pronunciamento de Temer foi motivado pela delação premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS.

As delações já foram homologadas pelo mistro-relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edison Fachin, que também autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente.

Eliziane defende renúncia de Temer e novas eleições
Política

Parlamentar foi autora do pedido de convocação de Eduardo Cunha na CPI da Petrobras

A deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA) avaliou como insustentável a permanência no cargo do presidente da República, Michel Temer (PMDB-RJ), após as revelações de que ele deu aval para que o dono da JBS mantivesse pagamento de recursos financeiros para comprar o silêncio de Eduardo Cunha.

Gama foi autora de pedido, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, de convocação para ouvir Cunha quando ele ainda era presidente da Câmara dos Deputados.

“Este episódio é o mais grave envolvendo o presidente da República, o que exige o seu imediato afastamento das funções para que os brasileiros possam ir às urnas e escolher diretamente um novo mandatário”, disse a deputada da base aliada.

Para a parlamentar, houve flagrante quebra de decoro e o presidente agiu de forma incompatível com o cargo que ocupa.

“O Brasil de hoje não tolera atitudes como as reveladas nesta quarta-feira, onde um presidente da República concorda com um ato reprovável do ponto de vista moral e jurídico. Voltemos às diretas já”, finalizou.

Em visita de Temer, chineses anunciam aporte de R$ 10,8 bilhões no Maranhão
Política

Investimentos foram anunciados ontem 2. Governador tentou “faturar” com os anúncios

Investidores da CBSteel oficializaram em Xangai, nessa quinta-feira 1º, durante a visita do presidente Michel Temer (PMDB) à China, aporte de US$ 3 bilhões (R$ 9,75 bilhões) para uma siderurgia no Maranhão. No mesmo evento, que reuniu cerca de 100 empresários brasileiros e 250 chineses, a China Communications Construction Company (CCCC) informou um aporte de US$ 460 milhões (R$ 1,5 bilhão) para um terminal multicargas em São Luís. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com a publicação, a Hunan Dakang disse também que investirá US$ 1 bilhão (R$ 3,25 bilhões) em agricultura no Brasil. E a Embraer fechou a venda de pelo menos quatro aviões para dois grupos chineses. Ao todo, a China investirá cerca de R$ 15 bilhões no país.

“Agora, o Brasil sabe onde quer chegar”, disse o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, no evento com os empresários. Ele afirmou que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff “restabeleceu a estabilidade política” no país. Mas reconheceu que o Brasil continua mergulhado em uma grave crise financeira, que restringe sua capacidade de investimentos em infraestrutura. Esse cenário, ressaltou, cria oportunidades para empresas estrangeiras em busca de projetos de longo prazo.

Na última terça-feira 30, o blog do Gilberto Léda revelou que o governador Flávio Dino (PCdoB) havia tentado uma “vaguinha” na comitiva do presidente Michel Temer que iria para a China.

O presidente Michel Temer, contudo, não cedeu espaço ao comunista, que provavelmente iria tentar “faturar” com o anúncio feito pelos chineses.

Dilmista, Flávio Dino afirma que ainda vai analisar proposta de Temer
Política

Presidente interino ofereceu a suspensão da dívida dos Estados com a União até o fim do ano. Proposta foi feita durante encontro com os governadores das 27 unidades da federação

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou oficialmente que ainda vai analisar se aceita ou não a proposta feita pelo presidente interino da República, Michel Temer (PMDB), em alongar as dívidas estaduais com a União por mais 20 anos. A informação foi publicação no site de notícias do próprio Palácio dos Leões, alimentado pela Secretaria de Estado de Comunicação e Articulação Política (Secap).

“Após mais uma rodada de negociações, os Estados discutiram a proposta feita pelo Governo Federal para aliviar o pagamento dos passivos. A renegociação das dívidas também alonga em 20 anos os pagamentos dos débitos com a União. A carência concedida nesses primeiros 24 meses será cobrada ao final desse período de desconto (...). O governador Flávio Dino afirmou que o Maranhão vai analisar a proposição da União”, revela a Secap.

A proposta foi feita na segunda-feira 20, no Palácio do Planalto, em Brasília, em encontro de Temer com os governadores das 27 unidades da federação. Pela oferta, os governadores terão também suspendidos, até janeiro de 2017, o pagamento das parcelas mensais das dívidas dos Estados com a União, com descontos graduais de aproximadamente 5,5 pontos percentuais por mês, até junho de 2018.

Dino, como é de conhecimento público, é aliado estridente da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), tendo inclusive atacado Michel Temer de “golpista” por diversas vezes, durante o processo de impeachment na Câmara e quando da chegada do pedido de afastamento da petista no Senado.

Caso decida por não aceitar a proposta feita por Michel Temer — ou mesmo apenas permaneça em oposição cega ao governo federal — o dilmismo do governador do Maranhão pode prejudicar o estado e a população maranhense, que, por grave crise financeira e econômica, já enfrenta com um ano e meio de nova gestão greves dos policiais civis, agentes penitenciários, peritos criminais e funcionários do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Maranhão.

Temer ignora o Maranhão em primeira viagem oficial ao Nordeste
Política

Chamado de “golpista” pelo governador Flávio Dino, presidente interino vai visitar na semana que vem os estados de Pernambuco e Alagoas

O presidente interino Michel Temer (PMDB) resolveu ignorar o Maranhão na primeira viagem oficial que pretende fazer a Região Nordeste como mandatário em exercício do Palácio do Planalto.

Apesar da viagem ser um ofensiva do peemedebista no principal reduto eleitoral petista no país, e do Maranhão ter sido o estado que mais contribuiu proporcionalmente para a reeleição de Dilma Rousseff (PT), Temer pretende visitar apenas os estados de Pernambuco e Alagoas.

As viagens estão programas para acontecer já na semana que vem.

Desde o início do processo de impeachment de Dilma na Câmara, Temer vinha afirmado a interlocutores que, ao assumir interinamente o governo, daria como prioridade atender às necessidades de governos estaduais de coalização e dos gestores que não entraram diretamente na disputa política relacionada ao afastamento da petista.

Ao tomarem conhecido disso, aliados do governo Flávio Dino (PCdoB), a exemplo do ex-governador e deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB), ainda chegaram a tentar mudar o posicionamento colegial do comunista, que além de trabalhar intensamente contra o impeachment da presidente Dilma, ainda passou a chamar publicamente a todos de “golpistas”. Dino, porém, nunca recuou, levando Michel Temer a declarar que achou “desnecessária” a intromissão do governador do Maranhão em assuntos relacionados ao impeachment presidencial.

Durante sua passagem pelos estados de Pernambuco e Alagoas, que são governados por partidos aliados à administração interina, Temer pretende visitar obras e iniciativas do governo federal e sancionar medida provisória, apresentada pela gestão anterior, que reabre prazos e concede benefícios para a quitação ou renegociação de dívidas de produtores rurais e de caminhoneiros.

“É urgente fazer um governo de salvação nacional”, diz Michel Temer
Política

Presidente interino falou pela primeira vez à nação em cerimônia que deu posse a 23 ministros

O presidente interino Michel Temer (PMDB) empossou os novos ministros do governo e falou pela primeira vez à nação na tarde desta quinta-feira 12 . No discurso de 30 minutos, Temer pregou a união do país, defendeu o equilíbrio fiscal e redução de gastos como meio de sair da crise e apostou em ambiente atrativo para investimentos, mas foi além e afirmou que o Brasil precisa de “salvação” e que o caminho para isso é o diálogo.

“É urgente pacificar a nação e unificar o Brasil. É urgente fazermos um governo de salvação nacional”, destacou. “O povo brasileiro há de prestar sua colaboração para tirar o país dessa grave crise em que nos encontramos. O diálogo é o primeiro passo para enfrentarmos desafios para avançar e garantir retomada do crescimento”, disse.

Temer disse que o país precisa resgatar a credibilidade por meio de parcerias público-privadas para gerar empregos e recuperação a economia. “O Estado precisa cuidar da segurança, da saúde e da educação. O restante pode ser compartilhado com a iniciativa privada”, declarou.

Para recuperar a economia, o presidente interino defendeu que é fundamental que estados e municípios tenham autonomia. “Estados e municípios precisam ganhar autonomia verdadeira, sob a égide de uma federação real”, disse. Ele comentou que vai levar para frente as reformas trabalhista e previdenciária, para garantir o pagamento das aposentadorias e a geração de empregos.

Miche Temer garantiu que os programas sociais do governo Dilma Rousseff serão mantidos, pois, segundo ele, o que funciona bem precisa ser continuado. Sabemos que o Brasil, lamentavelmente, ainda é um país pobre. Reafirmo, e o faço em letras garrafais, que vamos manter os programas sociais Sabemos que o Brasil, lamentavelmente, ainda é um país pobre. Reafirmo, e o faço em letras garrafais, que vamos manter os programas sociais”, disse. Ele citou o Bolsa Família, o Pronatec, o Minha Casa Minha Vida.

Como prometido anteriormente, Temer comentou sobre a Operação Lava Jato, mas foi breve: “A Lava Jato tornou-se referência e, como tal, deve ser protegida de qualquer tentativa de enfraquecê-la”.