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Médica de Barra do Corda que receitou remédio para cavalo à paciente será denunciada pelo CRM/MA


Norma B. H. Rodriguez indicou metocarbamol ao paciente. Medicação é exclusiva para o uso veterinário no Brasil.





Atual7

Trabalhando no município maranhense de Barra do Corda por meio do programa federal Mais Médicos, a médica cubana Norma B. H. Rodriguez deve ser denunciada, na próxima semana, à Promotoria da Saúde do Maranhão. Ela é acusada de receitar o relaxante muscular metocarbamol a um paciente com osteoartrose. Embora legalmente permitida em Cuba – por meio de comprimidos, a medicação é exclusiva para o uso veterinário no Brasil – onde é líquida, e serve para cavalos, cães e gatos.

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Medicamento de uso veterinário deveria ser tomado de 12/12 horas pelo paciente. Em Cuba seria permitido, mas no Brasil não. Foto: Reprodução / Perito.Med

SEM O REVALIDA Medicamento de uso veterinário deveria ser tomado de 12/12 horas pelo paciente. Em Cuba seria permitido, mas no Brasil não. Foto: Reprodução / Perito.Med

De acordo com o presidente do CRMA/MA (Conselho Regional de Medicina do Maranhão), Abdon Murad, um ofício da Superintendência da Vigilância Sanitária do Maranhão afirma não existir autorização de qualquer medicamento com a substância ativa (metocarbamol) no banco de dados da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A cópia da receita que teria sido prescrita pela cubana ganhou o Estado após uma publicação feita pelo Atual7, no último dia 21, denunciando a informação passada pelo perito do INSS, Francisco Cardoso.

Com a repercussão, setores da mídia maranhense ligados ao prefeito de Barra do Corda, Eric Costa (PSC), desconhecendo o DEF (Dicionário de Especialidades Farmacêuticas) – o mais completo guia para prescrição de medicamentos do País, chegaram a publicar que a questão era apenas cultural, e não de erro médico.

Médica cubana em Barra do Corda receita remédio para cavalo à paciente com osteoartrose


A médica Norma B. H. Rodriguez indicou metocarbamol ao paciente. Medicação é exclusiva para o uso veterinário no Brasil.





Atual7

A foto de um receituário escrito por uma médica cubana em Barra do Corda tem causado o maior reboliço nas redes sociais. A data do documento é do dia 11 de novembro deste ano.

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Medicamento de uso veterinário deveria ser tomado de 12/12 horas pelo paciente. Foto: Reprodução / Perito.Med

SEM O REVALIDA Medicamento de uso veterinário deveria ser tomado de 12/12 horas pelo paciente. Foto: Reprodução / Perito.Med

Trabalhando no município maranhense por meio do programa federal Mais Médicos, a médica Norma B. H. Rodriguez indicou o relaxante muscular metocarbamol a um paciente com osteoartrose. A medicação é exclusiva para o uso veterinário no Brasil e serve para cavalos, cães e gatos.

A denúncia foi inicialmente publicada, no último dia 17, no Blog Perito.Med, comandado pelo perito do INSS, Francisco Cardoso, que também denunciou outros casos de receituários e diagnósticos equivocados dos médicos cubanos em outros cantos do País.

Imagem da caixa e do frasco do metocarbamol. Foto: Reprodução

PRA CAVALO Imagem da caixa e do frasco do metocarbamol. Foto: Reprodução

‘Revolucionário tratamento de osteoartrose ‘à moda cubana’: Dipirona 500 mg 01 cp de 8/8h (avançado esquema analgésico) associado a complexo B (ah, agora sim, sinergismo puro) e, cereja do bolo, Metocarbamol (Robaxin). Mesmo se fosse para humanos, não existe indicação de relaxante muscular em osteoartrose na ausência de outras afecções’, escreveu Cardoso no Perito.Med, sobre o caso de Barra do Corda.

O Atual7 chegou a fazer contato com a assessoria do Ministério da Saúde na manhã dessa quarta-feira (20), mas não obteve qualquer resposta. Um novo contato foi feito na manhã desta quinta (21) e, novamente, o site não respondeu aos questionamentos levantados.

A reportagem também tentou contato com o secretário Municipal de Saúde de Barra do Corda, Alexandre Miranda Leite, e com o prefeito da cidade, Eric Costa (PSC). Nenhuma das ligações, no entanto, foi retornada até a publicação desta matéria.

Ministro da Saúde diz que se consultaria com médicos reprovados no Revalida


Segundo Alexandre Padilha, a atuação no Mais Médicos é diferente das exigências do exame federal.





Da Folha de S.Paulo

O ministro Alexandre Padilha (Saúde) defendeu, nesta sexta-feira (1º), os médicos reprovados no Revalida, exame federal para reconhecer o diploma de medicina obtido no exterior, e que atuam no Mais Médicos.

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Para Padilha, 'uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa'. Foto: Reprodução

FALAR É FÁCIL Para Padilha, ‘uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa’. Foto: Reprodução

A Folha revelou que um grupo de 48 profissionais do Mais Médicos foi reprovado no exame. Padilha afirmou que os profissionais reprovados no Revalida podem fazer os atendimentos do Mais Médicos. ‘Eu me consultaria sem nenhum problema’, disse.

Segundo o ministro, a atuação no Mais Médicos é diferente das exigências do Revalida. ‘Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Os médicos do Mais Médicos estão aqui para cuidar da atenção básica. O Revalida é para quem quer operar, quem quer fazer procedimentos de alta complexidade’, disse.

Padilha citou como exemplo a Austrália, cujo programa de atração de médicos, segundo ele, tem uma proposta similar, onde médicos estrangeiros têm um registro para trabalhar na atenção básica. Se desejarem fazer outros procedimentos, devem buscar o registro completo.

Padilha considerou o programa um sucesso, desconversou ao ser perguntado sobre as críticas e disse que tem escutado muito mais elogios. ‘O programa recebe muito mais elogios do que críticas. Quando eu viajo, a população diz que está muito satisfeita’.

Em nota, o CFM (Conselho Federal de Medicina) defendeu a exigência do Revalida no Mais Médicos. ‘Oferecer indivíduo com perfil distinto é iludir os moradores das áreas mais carentes, pois se houver um caso grave esse médico de segunda linha terá dificuldades em agir, podendo, inclusive, causar até danos maiores’, afirmou o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila.

Os 48 médicos reprovados estão entre os 681 selecionados para a primeira rodada do programa, criado pelo governo federal para enviar médicos para atuar na atenção básica prioritariamente no interior do país.

No total, 1.440 candidatos formados no exterior não passaram para a segunda fase do Revalida. Além do exame, os médicos formados no exterior podem tentar validar o diploma em universidades que tenham um processo próprio de validação do documento.

PGR deve investigar Abdon Murad e CRM/MA à pedido da AGU


Presidente do conselho maranhense tem negado o registro provisório para intercambistas de programa federal.





Atual7

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Maranhão (CRM/MA), Abdon Murad Neto, deve ser investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

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O presidente do CRM/MA, Abdon Murad, que entrou na Justiça para não conceder registro a estrangeiros do 'Mais Médicos'. Foto: Divulgação / CRMMA

MENOS MÉDICOS NO MARANHÃO: O presidente do CRM/MA, Abdon Murad, que entrou na Justiça para não conceder registro a estrangeiros do ‘Mais Médicos’. Foto: Divulgação / CRMMA

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ontem (25) que a PGR investigue os conselhos regionais de Medicina (CRMs) e os presidentes das entidades por não cumprirem as normas do Programa Mais Médicos. O pedido foi protocolado pelo procurador-geral da União, Paulo Henrique Kuhn.

Segundo a AGU, a conduta dos conselhos que se recusam a autorizar registro provisórios de médicos é uma ‘reação política e corporativista’ contra o programa. Por serem autarquias, os CRMs devem seguir as normas da Administração Pública.

‘Está-se diante de uso excessivo do poder decorrente do exercício da função pública em detrimento direto do direito individual dos intercambistas, bem como por consequência dos direitos da coletividade em se beneficiar da importante política pública’, disse Kuhn, no documento.

Desde o início do Mais Médicos no País, o presidente do CRM/MA tem ameaçado entrar com uma ação na Justiça Federal para ter garantido o direito de não emitir registros provisórios aos médicos estrangeiros inscritos no programa ‘Mais Médicos’ no Estado.

Abdon Murad quer que os médicos estrangeiros sejam obrigados a passar pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) antes de ter o registro concedido.

‘Não vamos dar registro para médico estrangeiro só porque a Dilma, o [ministro da Saúde, Alexandre] Padilha e o [da Educação, Aloizio] Mercadante, a tríade do mal no Brasil, estão mandando’, chegou a declarar o presidente CRM do Maranhão.

Segundo o Ministério da Saúde, os conselhos não podem se negar a conceder o registro provisório aos estrangeiros, previsto na MP do Mais Médicos, a não ser que a Justiça dê uma liminar.

Até a decisão final, que poderá chegar ao STF (Supremo Tribunal Federal), os médicos estrangeiros poderão trabalhar normalmente no Brasil, mesmo sem o Revalida.

Curso de Medicina passa de 6 para 8 anos para quem ingressar na faculdade em 2015


Estudantes de medicina terão de trabalhar 2 anos no SUS para obter diploma.





Atual7

Os estudantes de medicina que começarem o curso em 2015 terão de trabalhar por dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) como requisito necessário para ter o diploma. A medida valerá para todas as escolas de medicina públicas e privadas do País, mas ainda vai demorar a ter resultados.

Segundo a nova regra, os estudantes deverão começar o segundo ciclo da formação apenas em 2021, quando tiverem passado pelos seis anos do primeiro ciclo de formação.

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Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de lançamento do Pacto Nacional pela Saúde, Mais Hospitais e Unidades de Saúde, Mais Médicos e Mais Formação. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / ABr

Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de lançamento do Pacto Nacional pela Saúde, Mais Hospitais e Unidades de Saúde, Mais Médicos e Mais Formação. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / ABr

A norma faz parte da medida provisória (MP) assinada nesta segunda-feira (8) pela presidente Dilma Rousseff (PT), e regulamentado por portaria conjunta dos ministérios da Educação e da Saúde.

Entre elas estão as regras para o programa ‘Mais Médicos para o Brasil’, lançado hoje em cerimônia realizada no Palácio do Planalto e que contou com as presenças da presidente Dilma Rousseff (PT), do vice Michel Temer (PMDB), dos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Educação, Aloízio Mercadante, além de governadores, prefeitos e parlamentares de vários Estados.

O programa prevê o preenchimento das vagas na atenção básica à saúde nas regiões onde há carência desses profissionais. Será dada prioridade aos médicos com registro no Brasil, que deverão começar suas atividades em 2 de setembro.

As vagas que sobrarem deverão ser, primeiramente, para os brasileiros formado no exterior e, por fim, para os médicos estrangeiros. Estes devem começar a trabalhar em 18 de setembro. O número de vagas ainda não foi fechado e vai depender da demanda.