José Reinaldo Tavares
Barroso abre vistas à PGR sobre prescrição em inquérito contra Zé Reinaldo
Política

Deputado é investigado na Lava Jato por corrupção ativa e passiva. Ele teria se beneficiado de propina da Odebrecht

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroto, relator do inquérito contra o deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB) na Lava Jato, abriu vistas à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que se manifeste sobre possível ocorrência da prescrição da pretensão punitiva no caso.

A decisão é do início deste mês, e foi tomada em conjunto com a não apreciação, por ora, do pedido de dilação de prazo feito pela PGR — baixe o documento.

Pilhado na Lava Jato em delação premiada de ex-executivos da Odebrecht, Zé Reinaldo, ex-governador do Maranhão, é investigado por corrupção ativa e passiva.

Segundo a acusação, ele teria sido conivente com o pagamento de propina ao então procurador-geral do Estado, Ulisses César Martins de Sousa, para a liberação de valores a que a empreiteira tinha direito de receber do Executivo estadual.

Como os fatos denunciados supostamente ocorreram em 2006, o prazo prescricional de 20 anos do crime imputado ao parlamentar, que tem mais de 70 anos, cai pela metade.

Deputados que votaram pró-Temer têm indicados no governo Dino
Política

Um dos parlamentares, Pedro Fernandes, colocou o próprio filho no comando da Agência Metropolitana

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), pode alegar qualquer motivo para não apoiar o nome do deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB) para o Senado Federal em 2018, menos sua posição pró-Temer na votação que livrou o presidente da República de um eventual julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) por suposta corrupção passiva.

Se esse fator fosse algo decisivo, pelo menos dois indicados para o comando de pastas do alto escalão do Palácio do Leões teriam sido exonerados logo manhã desta quinta-feira 3.

Um deles é Pedro Lucas Fernandes, presidente da Agência Executiva Metropolitana, pasta criada para abrigar o PTB. Ele é filho do deputado federal Pedro Fernandes, que além de votar a favor de Temer, ainda é sabujo do grupo Sarney no Maranhão, principal adversário de Dino no estado.

O outro, nomeado há pouco tempo, é Raimundo Oliveira Filho, mais conhecido por Raimundinho Lídio. Ex-prefeito do município de Paulino Neves, ele entrou na cota do PRB, após acordo com o deputado federal gastador Cléber Verde, por apoio do partido nas eleições do próximo ano.

Como os indicados de Pedro Fernandes e Cléber Verde não foram e nem serão exonerados, fica claro que Flávio Dino não busca “obediência”, mas apoio e tempo de legendas para a campanha eleitoral de 2018, coisa que Zé Reinaldo, que sequer tem partido para concorrer ao Senado, possui. Pelo menos não ainda, já que há uma articulação para a sua entrada no DEM, quando ele passará a também ter uma pasta, que será a Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (SEDEL).

Após segundo blefe sobre saída, Zé Reinaldo permanece no PSB
Política

Deputado sonha em disputar o Senado pelo DEM e com o apoio de Flávio Dino

Pouco mais de semana depois de novamente blefar que havia deixado o PSB para disputar o Senado Federal em 2018 por outro partido, o deputado federal José Reinaldo Tavares permanece na legenda.

Desde que passou a se movimentar na disputa pela vaga, por pelo menos duas vezes, ele próprio tratou de espalhar a falsa informação.

O primeiro blefe ocorreu ainda em maio deste ano, dias antes do lançamento oficial de sua pré-candidatura, que só ocorreu por apoio e força do presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), Cleomar Tema.

A segunda, mais recente, ocorreu na terça-feira passada, dia 18, quando teria chegado a declarar aos mais próximos que já havia até se filiado ao DEM.

Contudo, como os Democratas tem demonstrado pouco interesse em ter Tavares em suas fileiras, e ele não consegue viabilizar seu nome ao Senado junto ao governador Flávio Dino (PCdoB), de quem deixou de ser padrinho e passou a ser dependente político, o deputado, que já foi governador do Maranhão e chegou a ser considerado um dos maiores articulistas políticos do estado, vai sobrevivendo como socialista.

Lava Jato: Barroso será relator de inquérito contra Zé Reinaldo no STF
Política

Ex-procurador-geral do Estado Ulisses Sousa também é investigado no mesmo inquérito. Caso se baseia nas delações de ex-executivos da Odebrecht

O ministro Luís Roberto Barroto, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator do inquérito que tramita na Corte para investigar o deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB-MA) e o advogado Ulisses César Martins de Sousa.

A redistribuição foi feita na última terça-feira 4, após solicitação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Até então, o responsável pelo inquérito era o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo.

A abertura da investigação contra Zé Reinaldo e Ulisses Sousa foi autorizada por Fachin em abril, atendendo a pedido da PGR com base nas delações premiadas dos ex-executivos da construtora Odebrecht João Antônio Pacífico Ferreira, Raymundo Santos Filho e Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho.

De acordo com petição encaminhada por Janot ao Supremo, os delatores apontaram que Ulisses Sousa, na qualidade de procurador-geral do Estado, teria solicitado vantagem indevida à Odebrecht para facilitar o pagamento de valores devidos à empresa decorrentes de contrato administrativo. O pagamento do pixuleco, garantem os delatores, foi efetuado por meio do Setor de Operações Estruturadas, mais conhecido como “departamento de propina”.

Na delação, é mencionado, inclusive, remessa de recursos financeiros ao exterior sem o cumprimento dos requisitos normativos.

Para a força-tarefa da Lava Jato, o fato do então chefe da PGE exercer cargo de intensa confiança de chefe do Poder Executivo, bem como a expressividade econômica do contrato e a facilidade de adimplemento experimentada após o pagamento da suposta propina, sugerem a possível conivência do então governador do Maranhão no esquema.

José Reinaldo Tavares e Ulisses Sousa negam as acusações.

CPI da Saúde: deputados só assinam se investigação pegar governo Zé Reinaldo
Política

Andréa Murad e Sousa Neto se baseiam em relatório da Sermão aos Peixes. PF aponta que ICN começou a operar na SES por articulação de ex-primeira-dama

Pelo menos duas assinaturas dadas como certas para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Maranhão, para investigar contratos e convênios celebrados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), já não podem mais ser contadas pelo deputado Wellington do Curso (PP), autor da proposta.

Apesar de defensores da CPI, os deputados Sousa Neto (PROS) e Andréa Murad (PMDB) não aprovam o requerimento apresentado pelo progressista, na última quinta-feira 22, para que as investigações sejam apenas do período de 2008 a 2017. Segundo os parlamentares, para por o caso em pratos limpos, as investigações deveriam abranger também o governo de José Reinaldo Tavares (PSB), quando foram feitas as primeiras contratações de terceirizadas para gerir as unidades estaduais públicas de saúde.

“Foi ele quem começou com esse modelo de gestão. Então não tem como deixar, quem começou o processo, de fora”, declarou Sousa Neto.

De fato, conforme atesta relatório relacionado ao inquérito da Operação Sermão aos Peixes, foi durante o governo Zé Reinaldo que uma das organizações sociais acusadas pela Polícia Federal de afanar o dinheiro público da saúde, o Instituto Cidadania e Natureza (ICN), começou a operar no estado.

Baseada em dados abertos e publicações de blogs, a PF levantou que, além de contratos de mais de R$ 1 bilhão firmados entre o ICN e a então secretária estadual de Saúde, Helena Duailibe — prima de Ricardo Murad e atual secretária de Saúde de São Luís —, os proprietários do instituto eram ainda empregados diretamente pela SES para trabalhar nos hospitais estaduais.

A ex-primeira-dama, Marcelo Trovão, inclusive, é apontada pela Polícia Federal como responsável pela entrada no instituto nos cofres do Palácio dos Leões. Até mesmo o ex-deputado Aderson Lago, que é pai do atual secretário estadual de Transparência e Controle, Rodrigo Lago, é citado no inquérito da Sermão aos Peixes, como possível beneficiário do esquema criminoso.

Assinaturas

Até agora, não há informações de quantos e quais deputados já assinaram o requerimento para a instalação da CPI da Saúde. Para ser oficialmente instalada, é necessária a adesão pelo menos 14 dos 42 deputados da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Pelo governo, após ser liberado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), o deputado Bira do Pindaré declarou-se publicamente a favor da comissão. Se instalada, ele pode, inclusive, chegar a presidi-la.

Zé Reinaldo surfa em encontro com Roseana após ser esnobado pelo Palácio
Política

Ex-governador aproveita receio de Flávio Dino em perdê-lo para o seu antigo grupo

O deputado federal José Reinaldo Tavares (ainda no PSB) está de bem com a vida.

Até outro dia esnobado e vilipendiado pelo Palácio dos Leões que não o desejava como candidato ao Senado Federal em 2018, o ex-governador do Maranhão agora surfa na insegurança comunista desde que foi flagrado trocando gentilezas com a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), num restaurante da capital.

Apesar de ter sido apenas casual, sem intenção política alguma, a pequena troca de palavras e cumprimentos entre Tavares e Roseana causou forte rebuliço no governador Flávio Dino (PCdoB), que passou a fazer análises sobre a ameaça que representaria ao seu projeto de poder uma possível formação de chapa senatorial entre o ainda aliado e o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV).

Uma das raposas mais experientes da política maranhense, Zé Reinaldo não pretende, até então, voltar ao seu antigo grupo, mesmo tendo porta aberta pra isso, mas deve esticar a corda ao máximo para obrigar o comunista a se posicionar a favor de seu nome.

“As pessoas não conhecem minha cabeça”, arrematou ele, em entrevista recente.

Lava Jato: restrição ao foro privilegiado pode mandar Zé Reinaldo para Moro
Política

STF vai julgar nesta quarta-feira 31 se restringe ou não a regra que protege autoridades alvos de ações penais

Está marcado para esta quarta-feira 31, mesmo se o Senado avançar com a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a prerrogativa, o julgamento de uma questão de ordem proposta pelo ministro Luís Roberto Barroso para que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida sobre restringir ou não o foro privilegiado de autoridades  apenas a eventuais crimes cometidos no exercício de seus mandatos.

Pela regra atual, o foro privilegiado garante que autoridades alvos de ações penais sejam julgadas em instâncias superiores da Justiça. Se a proposta for aprovada, a medida pode ter grande impacto nos processos da Lava Jato, pois eventuais ilegalidades sem relação com o exercício dos mandatos não seriam mais julgadas pelo Supremo, mas remetidas para varas de instância inferior em todo o país, como a do juiz Sérgio Moro em Curitiba.

Trazendo o julgamento para a política do Maranhão, se for acordada a restrição do foro privilegiado para apenas fatos ocorridos durante o mandato, o deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido) será diretamente atingido com a decisão.

Pré-candidato ao Senado Federal, Tavares é alvo de inquérito no Supremo pelos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro nacional por haver supostamente cometido ilegalidade quando ele ainda ocupava o mandato de governador do estado. Como não ocupa mais o Executivo estadual e o processo está relacionado à Lava Jato, perdendo o direito ao foro privilegiado, Zé Reinaldo poderá ter o caso remetido para Moro, responsável pelos julgamentos da Lava Jato em primeira instância.

Desde que teve seu nome pilhado no maior esquema de corrupção do país, em seu defesa, José Reinaldo Tavares vem afirmando que seu nome não foi citado por nenhum dos delatores, que “apenas se referiram à suposta conduta de um auxiliar seu, quando exerceu o cargo de governador do Maranhão”.

Flávio Dino ignora Zé Reinaldo e Tema e prestigia Carlos Brandão
Política

Governador compareceu apenas ao evento que consagrou a permanência do vice-governador no comando do PSDB no Maranhão

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), deu sinais públicos de que não precisa da presença de pelo menos dois de seus criadores para continuar na política e disputar a reeleição.

Apesar do convite, Dino ignorou o lançamento de pré-candidatura do deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido) ao Senado, no último sábado 6. O evento foi realizado em Tuntum, na residência e sob coordenação do prefeito da cidade e presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), Cleomar Tema (PSB).

Centenas de prefeitos, vices-prefeitos, ex-prefeitos, deputados, ex-deputados, vereadores, ex-vereadores, lideranças políticas e até secretários de governo prestigiaram o evento, considerado o maior de todos já registrado em Tuntum e região.

Até mesmo o deputado federal Aluísio Mendes (PTN), que tem como pré-candidata ao governo a ex-deputada estadual Maura Jorge (PTN), compareceu à festa, denominada de “Encontro da Gratidão”.

Já no domingo 7, o governador fez questão de participar, inclusive acompanhado da primeira-dama, Daniela Lima, da convenção que consagrou a permanência do vice-governador Carlos Brandão no comando do PSDB estadual, até 2019.

Além de prestigiar o tucano, Flávio Dino demonstrou novo desprezo a Tema e deu um chega pra lá no socialista, até então cotado nas rodas políticas como possível companheiro de chapa do comunista em 2018. Durante discurso, o governador fez questão de acenar para a possibilidade de não apenas manter os tucanos em sua chapa, mas de que Brandão pode estar novamente como vice.

“[Carrego] na mão direita a bandeira da gratidão. Gratidão a este partido, a seus dirigentes, porque sem a força do PSDB não teríamos vencido as eleições de 2014. (...) Brandão é um vice-governador ativo. Se depender de minha vontade, ele continua como vice na nossa chapa em 2018, pra gente poder dar continuidade a esse trabalho. (...) É de minha vontade que o PSDB continue compondo chapa majoritária com o PCdoB”, frisou.

Além de José Reinaldo Tavares e Cleomar Tema, o outro padrinho político de Dino é o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Humberto Coutinho (PDT). Ele também tem sido desprestigiado pelo comunista.

Zé Reinaldo e Waldir Maranhão preparam lançamento de pré-candidatura ao Senado
Política

Eles são os únicos confirmados, até agora, na disputa. O deputado Weverton Rocha chegou a ensaiar entrada, mas esfriou após ser pilhado pelo STF

A política maranhense inicia a primeira semana do mês pré-eleitoral de maio com a confirmação de pelo menos dois nomes para a disputa pelo Senado em 2018: os deputados federais José Reinaldo Tavares e Waldir Maranhão. Mas nada combinado. Embora ambos façam parte da base do governador Flávio Dino (PCdoB) e no pleito do próximo ano o estado tenha direito a duas vagas, até agora, Tavares e Maranhão trabalham como adversários.

O primeiro tem a pré-candidatura articulada pelo presidente da Federação dos Municípios do Maranhão e prefeito de Tuntum, Cleomar Tema (PSB). Será na casa do próprio socialista, inclusive, que o principal responsável pela ruptura do domínio do clã Sarney nos cofres públicos do estado lançará seu nome para a corrida. O evento está marcado para o início da noite deste sábado 6, e contará com as presenças de lideranças políticas, parlamentares estaduais e federais, além de prefeitos engajados no projeto da eleição de Tavares para o Senado Federal.

Na oportunidade, ele anunciará a transferência de sua filiação do PSB — em razão de haver entrado em rota de colisão com a direção nacional do partido após tomar posição favorável as reformas trabalhista e previdenciária — para entrada em um outro partido, provavelmente o DEM.

Já Waldir Maranhão, após acertos com assessores, aliados políticos e com a alta cúpula do PP, também bateu o martelo e lançará, ainda este mês, sua pré-candidatura ao Senado. O local escolhido para a realização do ato foi o município de Presidente Dutra, comandada pelo também progressista Juran Carvalho. A data, contudo, ainda não foi definida.

Centenas de lideranças, dentre políticos com mandato e fora do cargo, já se articulam para mostrar a força de Maranhão durante a festa.

Weverton Rocha

O deputado federal Weverton Rocha (PDT), que afobou-se em levar caravanas de aliados a reuniões pelo interior do Maranhão, para mostrar força e volume, até tentou emplacar seu nome na disputa.

No entanto, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em torná-lo réu num processo de desvio de dinheiro destinado para obras no Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís, acabou jogando um jato de água fria no black bloc.

Contra o pedetista pesa ainda o fato da ojeriza e falta de confiança que Flávio Dino nutre ao seu nome.

Possível chapa majoritária de Flávio Dino está atolada em escândalos de corrupção
Política

Suspeitas levantadas contra o governador e os deputados José Reinaldo Tavares, Waldir Maranhão e Weverton Rocha são da PGR

Absolutamente todos os possíveis ocupantes das vagas na chapa majoritária de Flávio Dino em 2018 estão atolados em escândalos de corrupção de grande repercussão nacional.

Nenhum deles escapa.

Do próprio governador e candidato a reeleição, suspeito de pegar dinheiro por fora e por dentro da Odebrecht; ao possível candidato a vice-governador, o deputado federal black bloc Weverton Rocha (PDT), réu no Supremo Tribunal Federal (STF) em ação por desvio de dinheiro do Costa Rodrigues; e chegando aos dois possíveis candidatos ao Senado, Waldir Maranhão (PP) e José Reinaldo Tavares (PSB), respectivamente, citado e investigado no Supremo por descobertas nada republicanas feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), no bojo da Lava Jato, maior esquema de corrupção no país já desbaratado pela Polícia Federal.

Todos correm contra o tempo para provar inocência, mas podem ter a vida pública complicada junto ao eleitorado maranhense, devido à proximidade do pleito do próximo ano.

Leitoa destitui Rocha e entrega Presidência do PSB de São Luís para Zé Reinaldo
Política

Presidente estadual do PSB manobra abertamente pela pré-candidatura do deputado estadual Birá do Pindaré

A direção estadual do PSB destituiu o senador Roberto Rocha da presidência da Comissão Provisória Municipal do partido em São Luís e colocou em seu lugar o deputado federal José Reinaldo Tavares, principal desafeto de Rocha no partido. Segundo a cúpula da legenda no Maranhão, a decisão baseou-se nos parágrafos base nos § 2º, 3º 4º do artigo 23 do estatuto do PSB.

A nova Comissão Provisória Municipal terá como tarefa, “conduzir o partido na capital durante o processo eleitoral de outubro e, ao mesmo tempo, organizá-lo para, em consonância com o calendário nacional, realizar seu congresso municipal”, anota o documento distribuído pelo partido.

De acordo com o prefeito de Timon Luciano Leitoa, presidente estadual do PSB, o partido vive um quadro de grande instabilidade em São Luís, desde o lançamento da pré-candidatura de Roberto Rocha a prefeito da capital, seguida do anúncio da pré-candidatura de seu filho, vereador Roberto Rocha Júnior, para o mesmo cargo.

Pressionado pelo Palácio dos Leões, Leitoa manobra abertamente pela pré-candidatura do deputado estadual Bira do Pindaré, especie de “plano B” do governador Flávio Dino (PCdoB), para o pleito da capital em outubro próximo. Em troca, Leitoa recebe a garantia de apoio dos Leões à sua reeleição em Timon.

Apesar de perder o comando do partido, Roberto Rocha ainda levou a vice-presidência da Comissão Provisória Municipal , que terá 180 dias para reorganizar o partido em São Luís.

A nova comissão será composta ainda pelo advogado José Antonio Almeida (Secretário Geral); o deputado estadual Bira do Pindaré (1º Secretário), Conceição Marques (Secretária de Finanças), o vereador Roberto Rocha Júnior (secretário Parlamentar) e Domingos Paz (secretário de Mobilização).

Flávio Dino responde a Zé Reinaldo: “Não sou oportunista”
Política

Governador do Maranhão chateou-se por o socialista ter votado a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff

O governador Flávio Dino (PCdoB) usou as redes sociais, nesta terça-feira 19, para responder ao ex-governador e deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB-MA). Em artigo no Jornal Pequeno, Tavares detalhou os motivos que o levaram a votar a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), em desacordo com o pedido feito pelo comunista. “Há coisas que uma pessoa de caráter não tem condições de fazer”, relatou o parlamentar.

Em resposta, o governador do Maranhão declarou que não é “oportunista”, não tem “vocação para Pilatos” e que fica indignado em “ver a primeira mulher presidente do Brasil, sem ter praticado qualquer crime, ser golpeada de modo tão vil”. “Quem me conhece sabe que sou uma pessoa de diálogo. Mas também de princípios. Sigo recomendação de Max Weber: nem fanático, nem cínico”, alfinetou ainda.

O rompimento entre Flávio Dino e Zé Reinaldo — apenas da parte do comunista, frisa-se — ocorreu pelo vexame passado pelo chefe do Executivo junto ao Palácio do Alvorada. Desde quarta-feira passada, quando viajou a Brasília para articular votos junto a bancada maranhense, Dino gabava-se aos quatro cantos que havia conquistado o voto de 10 parlamentares. Ao final da votação da bancada, porém, deu o contrário, isto é, 10 votos favoráveis ao impeachment e 8 votos contrários.

Vale lembrar que restava em incógnita o outro parlamentar que o governador dava como garantido. Um tweet do comunista, no entanto, pode ter esclarecido esse fato. “Em defesa dos interesses administrativos do Maranhão, converso com todos”, disse. É provável que esse diálogo seja a oferta feita ao deputado federal Sarney Filho, o Zequinha (PV), via Jandira Feghali (PCdoB). Conforme revelado pelo Atual7, se estivesse aberto ao diálogo, em troca do voto contra o impedimento da presidente, Zequinha ganharia de bandeja uma secretaria no alto escalão do governo comunista.

 

Zé Reinaldo justifica voto: “Há coisas que uma pessoa de caráter não tem condições de fazer”
Política

Ex-governador dá mais detalhes em artigo sobre os motivos que o levaram a votar pelo impeachment da presidente Dilma

O ex-governador e deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB) publicou, nesta terça-feira 19, um artigo no Jornal Pequeno por meio do qual explica com mais detalhes os motivos que o levaram a votar a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

No texto, Tavares diz que chegou a afirmar ao governador Flávio Dino (PCdoB) a que votaria contra o impedimento da presidente, mas justifica a mudança do voto: “Há coisas que uma pessoa de caráter não tem condições de fazer”, relatou.

Leia abaixo o artigo.

A meus limites

A declaração do meu voto na tensa sessão da Câmara que autorizou o impeachment da presidente Dilma foi um desabafo há muito aguardado contra as sujeiras e perseguições acontecidas contra mim e contra Jackson Lago pelo governo de Lula.

Prezo muito o governador Flávio Dino, que de mim merece todo o acatamento e respeito pela sua honestidade e caráter. Mas há coisas que a um homem como eu não é permitido fazer. Flávio, quando começou na política, me encontrou lá onde já estava há muito tempo. Ele não participou das lutas daquele tempo, lutas muito duras que tivemos que enfrentar quase sempre com muito sofrimento e incompreensões.

Essas incompreensões vieram até do próprio Jackson Lago, quando, ao não concordar com o caminho que eu lhe apresentava, o único possível para vencer a candidata poderosa e que contava inclusive com o apoio de Lula, não compreendeu e falou muito irritado com vários políticos, entre os quais Paulo Matos, que eu seria um agente infiltrado pelo Sarney para derrotar a oposição. Mesmo assim continuei. Tempos depois ele mesmo reconheceu a injustiça que cometeu e me procurou para reconhecer o seu erro, fato testemunhado por Ney Bello.

Durante o seu governo, eu fui várias vezes, apreensivo, procurá-lo para alertar que o processo de cassação armado contra ele era perigoso. Mas ele, homem muito bom, parece não ter acreditado e, com a ajuda de Lula, então presidente e a quem Jackson tinha apoiado e defendido, acabou cassado. Nunca me conformei, escrevi vários artigos
sobre isso.

Isso, claro, sem contar que meu governo foi boicotado duramente por Lula, que proibiu que ministros viessem aqui, e cortou toda a possibilidade de qualquer ajuda financeira. Não fosse minha excelente equipe, melhor que muitas equipes ministeriais -e digo isso sem o menor pudor – eu jamais teria conseguido aguentar o cerco.

Mais tarde fui perseguido impiedosamente, preso, humilhado. Tudo sob os olhares de Lula.

Para Flávio Dino, falei tudo isso. Falei-lhe que tinha uma imensa dificuldade de votar em Lula e Dilma e cheguei a ir a um encontro com Temer, que conheço de longas datas, para lhe comunicar que não iria votar nele por injunções da política maranhense.

Mas, repito, há coisas que uma pessoa de caráter não tem condições de fazer. Tentei, sinceramente, atender o governador. Mas, enfim, não tive estômago para votar pela permanência desse grupo no poder. Eu já os conheço muito bem depois de tanto sofrimento.

Assim, não votei contra Flávio, mesmo porque o governo Dilma nada fez pelo Maranhão e tampouco esse motivo eu tinha para me convencer a votar. Quero que o governo de Flávio Dino dê certo, mas, me desculpe, governador, era demais para mim.

O Brasil está em um buraco enorme. Tudo desmorona e Dilma, estou convencido, não tem as mínimas condições de governar. Creio que Temer está preparado e convencido de que essa é a grande chance da vida dele. Ao que parece, está se cercando de uma grande equipe para poder fazer isso. Só com gente muito preparada, ele poderá ter essa chance de corrigir os rumos da economia brasileira. Itamar conseguiu, creio que ele também conseguirá.

Por fim, quero agradecer à excelente receptividade ao meu voto entre os maranhenses de todos os municípios. Creio que consegui ser compreendido e aceito. Falei com o coração e só tenho um propósito na política: ajudar a mudar o Maranhão.

Muito obrigado a todos.

Voto de Zé Reinaldo deixa vaga ao Senado em 2018 aberta
Política

Pelo menos cinco aliados do governador lutam pela vaga, além do próprio deputado. A outra foi garantida a Waldir Maranhão

Com a recusa do deputado José Reinaldo Tavares (PSB-MA) ao acordo proposto pelo governador Flávio Dino (PCdoB), o Maranhão permanece pelo menos um vaga ao Senado Federal em aberto nas eleições de 2018.

No final da noite desse domingo 17, Zé Reinaldo votou a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O esperado por Dino era que ele votasse contra, em troca da garantia de uma das vagas ao Senado pelo coligação comunista. A outra foi fechada com o vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), que cumpriu o acerto e votou contra o impedimento da presidente da República. Em 2018, o Maranhão terá duas vagas ao Senado, que ficarão abertas após o fim do mandato dos peemedebistas João Alberto e Edison Lobão. Com o voto de Waldir Maranhão conforme o acordo, resta agora apenas uma vaga.

Ontem, logo após o término da votação da bancada maranhense por 10 votos a favor e 8 contra, o governador Flávio Dino deixou claro que Tavares pode se arrepender de não ter seguido o acordo. É possível que Flávio Dino estivesse se referindo a vaga ao Senado, sonhada pelo ex-governador do Maranhão desde quando ainda era aliado da família Sarney.

Atualmente, além do próprio José Reinaldo, estão na disputa por essa vaga restante o líder do PDT na Câmara, deputado Weverton Rocha; o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Humberto Coutinho, também do PDT; o prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira (PSDB); o ex-reitor da Ufma (Universidade Federal do Maranhão), Natalino Salgado; e o juiz federal José Carlos Madeira. Todos extremamente satisfeitos por Tavares ter dito "sim" ao impeachment de Dilma.

Flávio Dino alfineta Zé Reinaldo por votar a favor do impeachment
Política

Comunista alertou para possível futuro arrependimento do ex-governador por ter votado pelo afastamento da presidente

Como era esperado, o governador Flávio Dino (PCdoB) usou as redes sociais para se manifestar sobre a votação da bancada maranhense no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Com 18 deputados, a bancada deu 10 votos favoráveis ao afastamento da petista.

Um desses votos foi do ex-governador e deputado José Reinaldo Tavares (PSB). Tavares fez questão de pedir desculpas ao governador ao externar seu voto. Ele declarou que não poderia trair sua própria consciência e o que fizeram com ele e com o ex-governador Jackson Lago (PDT). Ele lembrou ainda do estelionato da Refinaria Premium I, em Bacabeira, antes de declarar o voto pelo impeachment de Dilma.

Ainda assim, ao se manifestar sobre o voto do padrinho, Flávio Dino fez questão de prestar homenagem e agradecimento aos parlamentares maranhenses que "votaram contra o golpe, pelo respeito à Constituição e à democracia", e aproveitou para mandar o recado: "Votar NÃO neste momento exige muito discernimento, respeito à história do Brasil e coragem. E quem age assim, não se arrepende. Avante", disse.

Vale aguardar do que Zé Reinaldo pode se arrepender por não ter seguido o esperado pelo governador comunista.

Hildo Rocha é o campeão nacional de gastos na Câmara em 2016
Política

José Reinaldo Tavares também aparece na lista dos 10 mais gastadores. Dados fazem referência ao primeiro trimestre deste ano

Levantamento feito pelo Atual7 aponta que o deputado federal Hildo Rocha (PMDB-MA) foi parlamentar que mais gastou entre os 513 parlamentares da Câmara dos Deputados no primeiro trimestre de 2016. Ele, sozinho, pediu ressarcimentos da ordem de R$ 123 mil com a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), o chamado Cotão.

De todo o dinheiro público gasto pelo peemedebista maranhense, R$ 72 mil foram a título de ‘divulgação da atividade parlamentar’, cifra utilizada para ressarcir gastos com propaganda e publicidade das atividades durante o exercício de mandato. Em média, Rocha bancou R$ 24 mil ao mês como forma de divulgar seus trabalhos na Câmara Federal.

Levantamento coloca também o maranhense Zé Reinaldo como o nono deputado federal mais gastador do país
Divulgação Conhecedor dos cofres Levantamento coloca também o maranhense Zé Reinaldo como o nono deputado federal mais gastador do país

O segundo maior gasto de Hildo Rocha foi com pesquisas e trabalhos técnicos: R$ 25 mil no período. Com aluguel de carros, o peemedebista, que é ex-prefeito de Cantanhede, gastou R$ 9,2 mil em três meses e com emissão de passagens aéreas, no translado São Luís – Brasília, mais R$ 7,3 mil.

Na lista dos dez deputados federais que mais gastaram nesse início de ano está também o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB). Ele, sozinho, conseguiu torrar R$ 111 mil dos cofres públicos em um período inferior a 90 dias, conforme os dados levantados pelo Atual7 junto a Câmara dos Deputados. Tavares foi o nono parlamentar brasileiro que mais gastou recursos do Cotão no primeiro trimestre de 2016.

O ex-governador do Maranhão gastou no primeiro trimestre R$ 58,8 mil com consultorias, outros R$ 38 mil com divulgação da atividade parlamentar e mais R$ 12,4 mil com passagens aéreas. Nem mesmo gastos com atividades do Correio foram dispensadas. José Reinaldo pediu ressarcimento de R$ 10,50 por serviços postais.

Gastadores

No primeiro trimestre, a casa legislativa federal despendeu em torno de R$ 31 milhões com ressarcimento aos parlamentares. Apesar de alto, o valor ainda é inferior aos R$ 40 milhões gastos no mesmo período do ano passado. Os dados fazem referência ao período de 1º de janeiro até 30 de março deste ano.

Entre os dez deputados brasileiros que mais gastaram no primeiro trimestre estão ainda um do Amapá, um do Rio Grande do Norte, dois de Roraima, um do Amazonas, um do Ceará, um do Tocantins e um do Mato Grosso do Sul. Em relação aos partidos, são dois peemedebistas, um do PCdoB, sigla do governador Flávio Dino, um do PTN, um do PP, outro do PDT, um do PRB, um do PT, um do PSB e um integrante do PSDB.

Campeões de 2015

Em levantamento feito sobre o uso do “Cotão” durante todo o ano passado, a bancada federal maranhense pontuou o nono maior gasto nacional na Câmara. Em comparação com o ano anterior, os gastos dos deputados federais maranhenses foi 10% maior.

Entre um gole e outro de água, Pedro Fernandes gastou mais de meio milhão do “Cotão” no ano passado
Divulgação Coordenador de gastos Entre um gole e outro de água, Pedro Fernandes gastou mais de meio milhão do “Cotão” no ano passado

Durante o ano de 2015, o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP), foi o que teve os maiores gastos com o “Cotão” no ano passado: R$ 679 mil. Ele, sozinho, responde por aproximadamente 8,5% daquilo custeado à bancada maranhense a título de verba indenizatória em 2015. Pedro Fernandes (PTB) teve o segundo maior volume de gastos no mesmo ano: R$ 526 mil, e André Fufuca (PP), o terceiro. Fufuca, sozinho, gastou R$ 524 mil no ano passado.

Entre os maiores gastos dos maranhenses em 2015 estão a cifra “Divulgação de Atividade Parlamentar” e “Emissão de Bilhete Aéreo”. Estas duas despesas, juntas, representam 50% de tudo aquilo que os congressistas maranhenses gastaram. Somente com propaganda parlamentar, os deputados maranhenses gastaram R$ 2,4 milhões. Com passagens aéreas, mais R$ 2,1 milhões. Outras cifras que chamam a atenção é o gasto com consultorias e locação de veículos automotores. Com serviços advocatícios para auxílio na formatação de projetos de lei, os deputados do Maranhão pagaram R$ 1,5 milhão. E com o aluguel de veículos, outros R$ 1 milhão.

O vice-presidente da Câmara, por exemplo, gastou no ano passado R$ 498 mil apenas com passagens aéreas. Outros R$ 120 mil foram pagos a título de Divulgação de Atividade Parlamentar a um escritório localizado em Brasília, na capital federal. Já Pedro Fernandes, gastou R$ 161 mil com consultorias e pesquisas e outros R$ 136 mil com passagens aéreas e R$ 128 mil com aluguel de veículos. André Fufuca gastou, no ano passado, R$ 182 mil com passagens de avião e R$ 122 mil com divulgação de atividade parlamentar.

Ainda no ano passado, até mesmo passagens com ferry boat foram custeadas com dinheiro da Câmara. Júnior Marreca (PEN), por exemplo, pagou R$ 597 com esse tipo de despesa.

Flávio Dino diz que só o diálogo salvará o Brasil; e o Maranhão?
Política

Em junho, governador rejeitou proposta igual feita pelo deputado federal Zé Reinaldo Tavares, em prol do desenvolvimento do estado

O governador Flávio Dino (PCdoB) mostra-se cada vez mais um legítimo político camaleão: evolui na natureza de modo a preservar-se, adapta-se ao meio mudando de cor que se traduz por uma camuflagem, e usa a língua comprida para atingir o fim específico.

Em mais uma investida para aparecer na mídia nacional e para a presidente Dilma Rousseff (PT) como homem inteligente, preparado, e que está preocupado apenas em ajudar o país a superar a crise econômica atual, Dino propôs em artigo publicado na Folha de S.Paulo um diálogo entre os dois principais partidos brasileiros, o PT e o PSDB. Para o comunista, "o Brasil precisa de um pacto para enfrentar a crise econômica que penaliza as famílias", e defende ainda: "o Brasil precisa de serenidade, grandeza e humildade. Precisa de diálogo e de coragem para mudar. Isso só será possível a partir de um diálogo entre governo e oposição".

Quando o assunto é a salvação do Maranhão, porém, serenidade, grandeza e humildade - além de coragem para mudar -, são algumas das virtudes que o governador não tem.

Em junho, o ex-governador e padrinho de Flávio Dino, o deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB-MA), lançou proposta igual, também em o periódico, o Jornal Pequeno, para tirar o Maranhão da crise. A proposta lúcida e fora do palanque, chamada de Pacto pelo Maranhão, tinha como mote a união da classe política em prol do desenvolvido do estado, isto é, a união política entre Dino e o ex-presidente e senador da República, José Sarney (PMDB-AP).

"O que pretendo é unir todos pelo desenvolvimento do Maranhão. É escolher pelo debate alguns projetos realmente fundamentais para alavancar o crescimento do estado e melhorar a vida sofrida de nossa população. Entre nós temos vários políticos de enorme prestígio, a começar pelo governador Flávio Dino e pelo ex-presidente José Sarney, juntando senadores, deputados federais e estaduais. Temos força política para, juntos nesse propósito, conseguirmos grandes avanços, desde que todos puxem numa só direção. O momento é de imensa dificuldade. O país quebrado, o governo federal politicamente paralisado por uma crise que começou política, indo em seguida tomar conta da economia e agora é social, com a inflação e o desemprego batendo à porta", justificou em um dos trechos, e finalizou: "Nossa sociedade não perdoará a nós políticos, se não nos unirmos em torno do projeto maior que é o desenvolvimento do Maranhão. Essa é a finalidade maior de estarmos na política, com ou sem mandatos (...) Não se trata de rendição e nem de submissão. Trata-se do Maranhão!".

Na época, porém, ao contrário do que tenta passar pela mídia nacional sugerindo a união do PT e o PSDB, o governador camaleônico reagiu ao Pacto pelo Maranhão de duas formas: a primeira guardando a língua por um momento em silêncio sepulcral, revelando desdém à proposta de Zé Reinaldo; a segunda, capitaneada pelo secretário de Assuntos Políticos e Federativos, Márcio Jerry Barroso, saiu dando rabanadas no aliado e padrinho por meio da mídia financiada pelo Palácio dos Leões.

É que é assim que o camaleão dialoga com as suas presas: com a língua e com o rabo.