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Beneficiada por doleiro preso no Maranhão bancou campanha de candidatos do PCdoB


Por Yuri Almeida



Documentos da Operação Lava Jato revelam que pelo menos dois políticos que disputaram cargos públicos pelo PCdoB nas eleições de 2010 – partido do pré-candidato ao governo estadual, Flávio Dino -, foram bancados pela UTC Engenharia S/A, empresa beneficiada no Maranhão pelo doleiro Alberto Youssef, preso em São Luís pela Polícia Federal, no dia 17 de abril, por suspeita de comandar um forte esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Controladora da Constran S/A Construções e Comércio, a UTC Engenharia doou ilicitamente para a deputada federal eleita e hoje pré-candidata ao governo do Rio de Janeiro pelo PCdoB, Jandira Feghali, e para o candidato derrotado para o Senado por Alagoas, Eduardo Bomfim. A legislação eleitoral não permite que concessionárias de serviço público doem dinheiro para campanhas. A empresa se enquadra nas fontes vedadas pela lei 9.504/97, por ter contratos com a Petrobras para exploração de petróleo e gás.

O comunista Flávio Dino, que mostra os dentes quando o envolvimento em ilícitos é dos Sarneys, mas baixa a cabeça quando o envolvimento em ilícitos é de gente do próprio PCdoB, seu partido.

PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS O comunista Flávio Dino, que mostra os dentes quando o envolvimento em ilícitos é dos Sarneys, mas baixa a cabeça quando o envolvimento em ilícitos é de gente do próprio PCdoB, seu partido. Foto: Agência Brasil

Levantamento feito pelo Atual7 na prestação de contas dos comunistas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostra que a UTC Engenharia transferiu R$ 220 mil para a conta direta do PCdoB, sendo repartido posteriormente entre Feghali e Bomfim, que embolsaram R$ 120 mil e R$ 100 mil, respectivamente, para suas campanhas eleitorais.

A UTC foi flagrada em interceptações feitas pela Polícia Federal com autorização da Justiça, em dezembro do ano passado, em que o nome do doleiro Albert Youssef aparece em uma troca de e-mails entre o diretor financeiro da UTC Engenharia, Walmir Pinheiro, o presidente da empresa, Ricardo Pessoa, o diretor financeiro da Constran, Augusto César Ribeiro Pinheiro, e o diretor da Constran e ex-ministro de Infraestrutura do governo Fernando Collor de Mello, João Santana, cujo título era ‘Precatório MA’.

No documento, Walmir Pinheiro parabeniza Youssef e Pinheiro pela ‘concretização do acordo com o gov. MA’, que rendeu R$ 4,7 milhões à empresa controlada pela UTC, e ainda enaltece a conquista em razão da dificuldade em alcançá-la: ‘sei perfeitamente o quanto foi duro fechar esta operação, foram quase 6 meses de ida e vinda’. Dois meses depois, mais R$ 9,4 milhões caíram na conta da Constran.

Conversas telefônicas citadas na investigação da Polícia Federal mostram que a empresa que irrigou a campanha do PCdoB em 2010 foi beneficiada pelo doleiro Alberto Youssef. Foto: Atual7

PARTIDO DE FLÁVIO DINO Conversas telefônicas citadas na investigação da Polícia Federal mostram que a empresa que irrigou a campanha do PCdoB em 2010 foi beneficiada pelo doleiro Alberto Youssef. Foto: Época


E-mail enviado por Walmir Pinheiro, diretor financeiro da UTC Engenharia, controladora da Constran, a Alberto Youssef (chamado de Primo) e ao diretor financeiro da Constran, Augusto César Ribeiro Pinheiro. Foto: Atual7

PCDOBOLSO E-mail enviado por Walmir Pinheiro, diretor financeiro da UTC Engenharia, controladora da Constran, a Alberto Youssef (chamado de Primo) e ao diretor financeiro da Constran, Augusto César Ribeiro Pinheiro. Foto: Época

O Atual7 apurou ainda que toda a irrigação para que os comunistas chegassem fossem eleitos já está em posse do deputado federal maranhense Simplício Araújo (SDD), aliado de primeira-mão de Flávio Dino que subscreveu o requerimento da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, no dia 7 maio deste ano, solicitando informações sobre as relações comerciais entre a Petrobras e as empresas Constran S/A Construções e Comércio e UTC Engenharia S/A. Resta saber agora o que o solidário aliado do pré-candidato pelo PCdoB ao Governo do Maranhão fará com as informações.

Senado aprova projeto de Collor de Mello que isenta custeio do vale-transporte para empregados


Por Yuri Almeida



Atual7

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (16), em decisão terminativa, um projeto de lei que isenta o trabalhador de contribuir para o custeio do vale-transporte. A autoria do projeto é do senador Fernando Collor de Mello (PTB/AL). As informações são da Agência Senado.

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Na análise de Collor de Mello, projeto vai contribuir para o aumento da renda dos trabalhadores. Foto: Agência Brasil

VALE-TRANSPORTE Na análise de Collor de Mello, projeto vai contribuir para o aumento da renda dos trabalhadores. Foto: Agência Brasil

Pela lei atual, o empregador pode descontar até 6% do salário do trabalhador para o vale. Pelo projeto, os empregadores passarão a custear as despesas integralmente.

Por ter sido aprovada em caráter terminativo, o projeto não precisa mais tramitar no Senado, a não ser que haja recurso pedindo uma análise do plenário da Casa. O texto precisa ainda ser aprovado pela Câmara.

Como justificativa para o Projeto de Lei do Senado (PLS) 242/2013, Collor de Mello argumentou que ‘isentar o trabalhador de qualquer participação no custo do vale-transporte trará um considerável aumento de renda e um impacto desprezível nos custos e preços das empresas’.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, são quase quarenta milhões de trabalhadores com carteira assinada no Brasil.

Saiba quem são os nove deputados que votaram a favor da PEC 37; maranhense aparece na lista


Por Yuri Almeida



Atual7

Na votação que derrubou a Proposta de Emenda Constitucional 37 (PEC 37), que retiraria os poderes de investigação do Ministério Público, apenas um deputado federal maranhense votou a favor da proposta.

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Após pressão popular, Câmara dos Deputados derrubou a  PEC 37 de Lourival Mendes. Foto: Ed Ferreira / AE

Após pressão popular, Câmara dos Deputados derrubou a PEC 37 de Lourival Mendes. Foto: Ed Ferreira / AE

Como já era esperado, entre os noves parlamentares, o delegado da Polícia Civil e autor da proposta, Lourival Mendes (PTdoB/MA), foi o único representante do Maranhão na Câmara dos Deputados que votou aprovação da ‘PEC da Impunidade’.

Além de Mendes, outro deputado favorável à proposta de emenda constitucional é bastante conhecido do público brasileiro. Trata-se de Valdemar Costa Neto (PR/SP), condenado na Ação Penal 470, o famigerado processo do mensalão.

Presente no plenário da Câmara na votação desta terça-feira (25), Costa Neto foi condenado a sete anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, além de pagamento de multa que supera R$ 1 milhão.

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Todos os deputados favoráveis à proposta de Lourival Mendes – e o próprio autor da PEC – afirmam que suas posições não devem causar problemas nas próximas eleições, em 2014.

Os parlamentares acreditam que a população brasileira, apesar de ter feito da PEC 37 uma das principais reivindicações nos protestos que varreram o País nos últimos dias, possa elegê-los novamente, semelhante ao ocorrido com o senador por Alagoas, Fernando Collor de Melo (PRTB), que voltou a ter um cargo público 14 anos depois do processo de impeachment que o tirou do Palácio do Planalto, seis após o fim da sua pena de inelegibilidade e apenas três semanas depois de ter lançado – na época – oficialmente a candidatura.

Abaixo, segue a lista dos noves deputados que votaram a favor da PEC 37:

Lourival Mendes (PTdoB-MA);
Sergio Guerra (PSDB-PE);
João Lyra (PSD-AL);
Mendonça Prado (DEM-AL);
Bernardo Santana (PR-MG);
Valdemar Costa Neto (PR-SP);
Eliene Lima (PSD-SP);
João Campos (PSDB-GO);
Abelardo Lupion (DEM-PR).

No geral, foram 430 votos contra a proposta, apenas 9 favoráveis e duas abstenções.

Manifestantes de Brasília pedem pela renúncia de Dilma Rousseff, José Sarney e fim do voto secreto


Por Yuri Almeida



Atual7

Após conseguirem furar um cordão de isolamento da Polícia Militar do Distrito Federal, mais de 10 mil pessoas, da chamada ‘Marcha do Vinagre’, realizaram um protesto na Esplanada dos Ministérios e no Congresso Nacional, desde o início da tarde desta segunda-feira (17).

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Em Brasília, manifestantes ocuparam a marquise onde ficam as duas cúpulas, a da Câmara e a do Senado. Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Em Brasília, manifestantes ocuparam a marquise onde ficam as duas cúpulas, a da Câmara e a do Senado. Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Da marquise do Parlamento – as cúpulas côncava e convexa do Senado e da Câmara – os manifestantes gritaram palavras de ordem e entoaram o hino nacional.

No ato, os principais gritos de guerra eram contra a presidente Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP), o atual presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB/AL) e contra o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Os manifestantes exigiam que ambos deixassem os cargos que ocupam.

No início da noite, voltados em direção ao Palácio do Planalto, os integrantes do protesto chegaram a gritar ‘Isso é só o começo’ e cantaram ‘Que país é esse’, música da banda Legião Urbana. Era possível ainda ouvir gritos de ‘Fora, Sarney’ e ‘Fora, Renan’.

Em resposta às invasões ao Congresso Nacional, a organização da marcha informou que se opôs a qualquer ato de vandalismo e que pediu que os integrantes do protesto agissem com civilidade, respeito e sem agressão. o grupo informou ainda que os manifestantes desrespeitaram os pedidos que foram feitos pelas redes sociais durante a convocação para o ato, e que a orientação era de que o protesto seria pacífico.

Assim como em outras capitais, a pauta da manifestação de Brasília é ampla e difusa. Os manifestantes disseram ser contrários à Proposta de Emenda à Constituição de autoria do deputado federal maranhense e delegado da Polícia Civil, Lourival Mendes (PTdoB/MA), a chamada PEC 37, que retira poderes de investigação do Ministério Público, e queixaram-se da corrupção e dos gastos públicos com os grandes eventos no País, como as Copas do Mundo e das Confederações.

Os manifestantes também demonstraram ser solidários aos protestos que tomaram o País desde a semana passada contra o aumento da passagem do transporte publico coletivo, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Aos gritos de ‘o povo acordou’, eles protestaram ainda contra a imprensa e pediram pelo fim do voto secreto dos parlamentares.

Manifestações pelo Brasil

Nesta segunda-feira, mais de 250 mil pessoas participaram de protestos em várias cidades de norte a sul do Brasil. A onda de protestos, que nas últimas semanas tinha como foco principal a redução de tarifas do transporte coletivo, ganhou proporções maiores e passou a incluir gritos de descontentamento com várias causas diferentes.

Além do Congresso Nacional, grupos também invadiram a sede do governo do Paraná e a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Ao que parece, esta é a maior mobilização popular do País desde os protestos pedindo o impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello (hoje senador), em 1992.

São Luís

As manifestações pela redução nas tarifas de ônibus e pela melhoria do transporte público, que vêm tomando as ruas de diversas capitais do país desde a semana passada, devem ganhar as ruas da capital do Estado na próxima quarta-feira (19).

'Não vamos acostumar mal esta nova gestão como foi durante a gestão municipal passada, com Castelo na direção', diz descrição do movimento 'Vem Pra Rua'. Foto: Reprodução / Facebook

‘Não vamos acostumar mal esta nova gestão como foi durante a gestão municipal passada, com Castelo na direção’, diz descrição do movimento ‘Vem Pra Rua’. Foto: Reprodução / Facebook

Apesar da tarifa cobrada pelo transporte coletivo em São Luís não ter aumentado, milhares de estudantes prometem marchar do centro da cidade em direção à sede da prefeitura, reivindicando pela redução do valor, além do cumprimento de promessas de campanha do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC). No sábado (22), uma nova manifestação já está marcada, também pela não aprovação da PEC 37.

Saiba tudo sobre o ‘Vem Pra Rua São Luís’

Pela redução da passagem, os estudantes se baseiam na medida provisória do governo federal de nº 617 de 31 de maio, e assinada por Dilma no dia 1º de junho. A iniciativa zerou os impostos de PIS e CONFINS para as empresas de transporte coletivo, o que possibilitaria a redução da passagem de ônibus no município, à exemplo da cidade de Cuiabá que, seguindo outras administrações municipais do País, reduziu a tarifa do transporte público em dez centavos no final da tarde de hoje.