Eleições 2018
Postulante a deputado, Thiago Diaz evita confronto com Flávio Dino
Política

Presidente da OAB-MA mantem-se em silêncio sobre as blitz do IPVA. Constituição veda utilização de tributo com efeito de confisco

Postulante à candidatura de deputado estadual nas eleições de 2018, o jovem presidente da Seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Thiago Diaz, tem evitado confrontar qualquer ato fora da lei do governador Flávio Dino (PCdoB).

Diferente do discurso inovador que permeou sua vitória contra o grupo do ex-presidente da OAB-MA, Mário Macieira, Diaz tem se furtado de agir com absoluta independência num caso que, tradicionalmente, a OAB-MA já teria se manifestado e combatido: as apreensões de veículos pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) no Maranhão, em razão de atraso no pagamento do Imposto Sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Segundo projeto de lei apresentado pelo deputado Wellington do Curso (PP), que veta o abuso praticado pelo Detran-MA, a Constituição Federal determina, no seu artigo 150, IV, que sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados e ao Distrito Federal e aos municípios utilizar tributo com efeito de confisco.

Em maio deste ano, uma semana após a apresentação da proposta na Assembleia Legislativa, diante do silêncio da OAB-MA, o parlamentar resolveu procurar Thiago Diaz, em busca de apoio da Seccional maranhense contra o ato arbitrário e inconstitucional do Poder Executivo estadual com as chamadas blitz do IPVA. Segundo o progressista, durante a reunião, o presidente da Ordem no Maranhão teria lhe garantido ingressar com uma ação na Justiça para impedir a realização das blitz.

Passados 90 dias da promessa, porém, enquanto o presidente da OAB-MA se esconde para não se desgastar junto ao Palácio dos Leões e ter atrapalhado seus planos eleitorais, centenas de novos veículos continuam sendo recolhidos pelo Detran-MA no pátio da VIP Leilões.

Boato de Roseana no Ministério das Cidades embaraça ex-governadora
Política

Peemedebista pode ficar com a imagem ainda mais fraca se Temer escolher outro nome para a pasta

A especulação de que a ex-governadora Roseana Sarney deve assumir o Ministério das Cidades, uma das pastas mais cobiçadas da Esplanada e que está, atualmente, nas mãos do tucano Bruno Araújo, acabou embaraçando o já duvidoso futuro político da peemedebista.

Apontada como nome forte nas eleições de 2018 no Maranhão após a vitória de Michel Temer na votação da denúncia por corrupção passiva na Câmara dos Deputados, Roseana se vê agora obrigada a conseguir a nomeação a qualquer custo, sob risco de ter a já fraca imagem ainda mais queimada pelos seus adversários.

Explica-se:

Se conseguir o impossível — por meio de seu pai, o ex-senador José Sarney, claro! — e derrubar a indicação da alta cúpula do PMDB pelo nome do deputado federal Carlos Marun, vice-líder da legenda na Câmara, Roseana confirmará para todo o Maranhão que realmente terá forças federais para disputar o Palácio dos Leões contra o governador Flávio Dino (PCdoB), que vai para a reeleição.

Contudo, se o ungido por Temer for Marun, ficará confirmado que a ex-governadora não terá o peso prometido no próximo pleito, e a marola ‘Volta, Roseana!’ chegará ao fim.

Roseana insinua que população precisa se humilhar por sua volta
Política

Ex-governadora declarou que os maranhenses precisam demostrar que querem mesmo que ela entre na disputa de 2018

A marola ‘Volta, Roseana!’ parece ter inflado demais o ego do ex-governadora do Maranhão. Em discurso na reunião de seu partido, o PMDB, nessa sexta-feira 4, em que 157 diretórios municipais tiveram seus mandatos prorrogados até agosto do próximo ano, a filha do ex-senador José Sarney insinuou que a população precisa primeiro se humilhar, para somente então ela decidir por encarar novamente as urnas.

“Se quiserem que eu volte que demonstrem isso”, arrotou.

Caso o impossível aconteça, e a população entenda que voltar a ser comandada pelo clã é a única forma de escapar da tirania do governador comunista Flávio Dino, a eleição de 2018 será uma das mais importantes da história da política maranhense e até brasileira.

É que, se eleita, Roseana Sarney derrubará para sempre o discurso adversário de que as outras eleições só foram conquistadas em razão dela já estar no poder, e com isso usar a máquina pública para vencer todos os pleitos que disputou.

Já se Flávio Dino vencer novamente as eleições, ele firmará sua dinastia por décadas no Maranhão, já que terá derrotado diretamente, para sempre, não apenas um braço, como foi em 2014, mas um membro da própria família Sarney.

Mas se buscar a real libertação e apostar a esperança numa terceira via — Maura Jorge, Roberto Rocha, Wellington do Curso, Eduardo Braide ou Antônio Pedrosa —, a população finalmente poderá extirpar do Palácio dos Leões os dois atuais grupos dominantes da politica maranhense.

Zé Inácio cola em Lula por sobrevivência política
Política

Sem o Incra e a Prefeitura de Itinga, deputado se agarra em fotos ao lado do ex-presidente para tentar alcançar a reeleição

Derrotado no Processo de Eleição Direta (PED) do Partido dos Trabalhadores (PT) no Maranhão, o deputado estadual Zé Inácio passou a utilizar a estratégia de colar a sua imagem a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder máximo do petista no país.

Sem o comando do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e da Prefeitura Municipal de Itinga, de onde por meio de políticas públicas conseguiu tirar votos para chegar à Assembleia Legislativa em 2014, o parlamentar se vê agora com dificuldades de alcançar a reeleição.

Para tentar dar a volta por cima, ele esteve nessa quinta-feira 3, no Instituto Lula, em São Paulo, para bater fotos ao lado de ex-presidente.

Ciente de que Lula virá em setembro ao Maranhão, Zé Inácio tenta fazer com que a população creia que ele seria o homem forte do líder do PT no estado.

Dias antes, ele buscou também por fotos ao lado da presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann.

Bolsonaro disputará a Presidência pelo partido de Marreca e Jota Pinto
Política

Legenda tem ainda em suas fileiras o deputado estadual César Pires. Entrada do presidenciável afasta partido de qualquer aliança com Flávio Dino

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) pretende se filiar ao Partido Ecológico Nacional, o PEN, para disputar a Presidência da República nas eleições de 2018.

Com sua filiação, a legenda vai mudar de nome e deverá se chamar Prona (Partido da Reedificação da Ordem Nacional), cujo ex-líder Enéas é admirado pelo parlamentar, ou Patriotas.

No Maranhão, o PEN tem entre os seus principais representantes o também deputado federal Júnior Marreca, o deputado estadual César Pires e o secretário municipal de Articulação Política da Prefeitura de São Luís, Jota Pinto — que é ainda o atual presidente da Executiva Estadual do partido.

De estatura microscópica, a legenda foi concebida a partir de uma dissidência do Partido Social Cristão, o PSC, vinculado à Assembleia de Deus, maior igreja evangélica do país e do Maranhão.

Como a chegada de Bolsonaro deve garantir a entrada de uma leva de congressistas na sigla, no Maranhão, se não lançar candidato próprio à disputa majoritária, o PEN deverá caminhar no próximo ano com qualquer candidato ao Palácio dos Leões, menos o governador Flávio Dino (PCdoB), que tentará a reeleição — o potencial presidenciável é anticomunista aberto e não acredita na política de propaganda de Dino.

Na Assembleia Legislativa, inclusive, a proposta de emendas impositivas é do parlamentar da legenda, que pode finalmente acabar com o toma lá, dá cá imposto pelo governo.

Se não rezar a nova cartilha, Jota Pinto, que fez reunião recente para decidir os rumos do partido para 2018, deve ser tirado do comando do PEN no Maranhão.

Lobão diz que irá para reeleição e confirma candidatura de Roseana ao Palácio
Política

Em recado ao governador Flávio Dino, peemedebista disse que, no seu grupo político, as decisões são tomadas em conjunto e não de forma autoritária

O senador Edison Lobão (PMDB-MA) confirmou, nesta segunda-feira 31, em entrevista ao Blog do Neto Ferreira, que pretende disputar a reeleição para o Senado Federal em 2018, e que a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) vai mesmo entrar na disputa pelo Palácio dos Leões contra o atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

Aproveitando para fustigar o comunista durante a conversa, Lobão afirmou que, no seu grupo político, as decisões são tomadas em conjunto e não de forma autoritária.

“Nós somos um grupo político que decidimos em conjunto. Nós não temos uma posição autoritária dos rumos que o nosso grupo deve tomar. Entre nós, já há uma configuração da próxima campanha eleitoral, que será em 2018. A ideia é ter a Roseana, e ela aceita, como candidata a governadora do Estado”, garantiu.

Sobre o rumo que pretende ele próprio tomar, o peemedebista afirmou que irá disputar a reeleição, e que a outra vaga ainda está sendo decidida pelo senador João Alberto Souza (PMDB) e o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

“Eu sou candidato à reeleição para o Senado, e, provavelmente, [o outro será] o deputado Sarney Filho ou senador João Alberto, se desejar permanecer no Senado Federal”, declarou.

Após segundo blefe sobre saída, Zé Reinaldo permanece no PSB
Política

Deputado sonha em disputar o Senado pelo DEM e com o apoio de Flávio Dino

Pouco mais de semana depois de novamente blefar que havia deixado o PSB para disputar o Senado Federal em 2018 por outro partido, o deputado federal José Reinaldo Tavares permanece na legenda.

Desde que passou a se movimentar na disputa pela vaga, por pelo menos duas vezes, ele próprio tratou de espalhar a falsa informação.

O primeiro blefe ocorreu ainda em maio deste ano, dias antes do lançamento oficial de sua pré-candidatura, que só ocorreu por apoio e força do presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), Cleomar Tema.

A segunda, mais recente, ocorreu na terça-feira passada, dia 18, quando teria chegado a declarar aos mais próximos que já havia até se filiado ao DEM.

Contudo, como os Democratas tem demonstrado pouco interesse em ter Tavares em suas fileiras, e ele não consegue viabilizar seu nome ao Senado junto ao governador Flávio Dino (PCdoB), de quem deixou de ser padrinho e passou a ser dependente político, o deputado, que já foi governador do Maranhão e chegou a ser considerado um dos maiores articulistas políticos do estado, vai sobrevivendo como socialista.

Após visita a Alckmin, Fábio Braga terá encontro com lideranças do PSDB do PA
Política

Deputado maranhense tem recebido convites do tucanato nacional para disputar a reeleição em 2018 pela legenda

Uma semana após reunir-se com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e com o chefe da Casa Civil, Samuel Moreira, no Palácio dos Bandeirantes, o deputado estadual maranhense Fábio Braga (SD) se prepara agora para ir ao Pará, para um encontro com lideranças do PSDB local.

A iniciativa de dialogar com grandes lideranças da política nacional foi tomada por Braga no início do recesso parlamentar na Assembleia Legislativa, que termina no próximo mês.

Sempre acompanhado da esposa Elizabeth Fecury nas diversas reuniões políticas que vem desenvolvendo na agenda, o parlamentar tem recebido convites do tucanato nacional para deixar o Solidariedade e buscar a reeleição em 2018 pelo PSDB.

O convite mais recente, inclusive, foi feito pelo próprio Alckmin, durante explanação sobre projetos para livrar os cofres públicos do aperto financeiro enfrentado pelo Poder Executivo em todo o país.

Legibilidade de Josimar em 2018 está nas mãos de Luiz Fux
Política

MPE recorreu de decisão do TRE-MA que anulou todas as provas produzidas contra o deputado e seu bando em Maranhãozinho

Segue nas mãos do ministro Luiz Fux, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decisão que pode levar o deputado estadual Josimar Cunha Rodrigues, o Josimar de Maranhãozinho, a ter novamente confirmada a sua ficha suja até 2020, por compra de votos e de abuso de poder político.

O caso remente às eleições de 2012, quando Josimar foi denunciado à Justiça Eleitoral pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) juntamente com o atual prefeito de Maranhãozinho, José Auricélio de Moraes Leandro, e o vice, Raimundo Tarcísio de Lima — todos do PR. Na ocasião, o deputado era o prefeito do município e elegeu os aliados. Todos chegaram a ser condenados, em julho de 2015, pela juíza Cynara Elisa Gama Freire, da 101ª Zona Eleitoral, de Governador Nunes Freire, ficando inelegíveis por oito anos.

Contudo, Josimar de Maranhão recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão, conseguindo, sabe-se lá como, anular todas as provas produzidas contra ele e seu bando ao convencer a maioria dos membros da Corte Eleitoral que “o arcabouço probatório produzido nos autos mostrou-se [...] frágil e insuficiente para demonstrar a prático do ilícito narrado”.

Diante do livramento inesperado de Josimar pelo tribunal, o vice-procurador-geral-eleitoral substituto, Francisco de Assis Sanseverino, entrou com um Recurso Eleitoral Especial (REspe) no TSE, em setembro do ano passado, rechaçando a decisão e solicitando que o deputado estadual possa ser novamente submetido ao julgamento do TRE maranhense.

Em distribuição por prevenção, o caso foi parar sob a relatoria de Fux.

Segundo o acompanhamento processual da Justiça Eleitoral, o ministro recebeu os autos, já com o parecer final do MPE-MA, desde a primeira semana de julho deste ano. A expectativa, agora, é que ele julgue o caso até o final de agosto próximo.

Helena Duailibe cai da Saúde após esquema com Ricardo Murad
Política

Primo de ex-secretária estaria aparelhando a pasta com contratos e sinecuras visando as eleições de 2018

A agora ex-secretária municipal de Saúde, Helena Duailibe, foi oficialmente substituída no cargo, nesta segunda-feira 24, pelo secretário municipal de Governo, Lula Fylho.

A queda de Helena já havia sido anunciada pelo prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) desde a última sexta-feira 21, por ordem direta do Palácio dos Leões, após descoberta de um possível esquema na pasta entre ela e o seu primo, o ex-secretária estadual de Saúde, Ricardo Murad.

Segundo apurou o ATUAL7, além de direcionar contratos para empresas parceiras, Murad estaria aparelhando a Semus com aliados, com a ajuda da prima.

O foco, inclusive, teria relação com as eleições de 2018, quando o ex-secretário pretende se lançar e ainda tentar levar a filha, Andrea Murad (PMDB), para a Câmara Federal. Já Duailibe viria para deputada estadual.

Com a substituição de Helena por Lula Fylho, Edivaldo deslocou o adjunto da Seplan, Pablo Rebouças, para a Semgov.

Em contato com a reportagem, a deputada Andrea Murad negou que seu pai tivesse qualquer poder dentro da Semus. Segundo ela, Ricardo e Helena, embora familiares, sequer mantém contato.

Para se cacifar ao Senado, Eliziane apela para o coronelismo gospel
Política

Deputada tem se beneficiado da exploração de “rebanhos” nos chamados “currais evangélicos”

Atrás ou sequer lembrada nas pesquisas de intenção de votos de institutos não atrelados ao Palácio dos Leões, a deputada federal Eliziane Gama (PPS) abriu espaço para o famigerado coronelismo gospel como tentativa de reverter a baixa credibilidade junto ao eleitorado desde que acabou massacrada nas urnas em 2016.

Considerada uma das formas de “voto de cabresto”, a prática já foi bastante explorada nos chamados “currais evangélicos”, sobretudo na Assembleia de Deus, até ser contraposta pelas novas lideranças religiosas e abolida das igrejas pela recusa das novas gerações de crentes.

Na última eleição municipal, porém, esse tipo de manipulação acabou sendo reimplantada, justamente em favor do então — repisa-se, então — desafeto de Gama, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

Agora, porém, é a parlamentar quem é beneficiada com as mesmas práticas de manipulação de “rebanhos”: declarações e manifestos de apoios, cultos especiais, círculos de operação e até unção pastoral de representante oficial de determinada denominação religiosa.

E tudo isso nas barbas da leniente Justiça Eleitoral maranhense...

Gleisi diz que nunca houve convite para Dino ser vice de Lula
Política

Especulação vinha sendo estimulada pelo Palácio dos Leões desde o início do mês

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, negou, neste sabado 22, que tenha feito qualquer convite ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), para disputar a Presidência da República em 2018 como vice na chapa de Lula.

“Nunca conversei com Flávio Dino sobre o assunto”, esclareceu.

A declaração foi dada ao jornalista Diego Emir, e encerra, pelo menos por ora, a especulação e a boataria estimulada pelo próprio Palácio dos Leões desde o início do mês, quanto à possibilidade da chapa presidencial Lula-Dino.

Com condenação de Lula, Flávio Dino passa a ser nome mais forte da esquerda
Política

Comunista pode ser indicado pelo ex-presidente para encabeçar a chapa presidencial da esquerda em 2018

Com a confirmação da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo juiz Sérgio Moro, a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), passa a ser o nome mais forte da esquerda brasileira.

Para se livrar da condenação (não houve decreto de prisão), Lula terá de recorrer à 2ª Instância, isto é, ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região. Caso a Corte decida por manter a decisão de Moro, o petista ficará inelegível de acordo com a Lei da Ficha Limpa, mas ainda assim com chances de concorrer às eleições de 2018. Para isso precisará de uma decisão liminar contra o eventual acórdão do TRF-4 até que os possíveis recursos às instâncias superiores (STJ e STF) sejam finalmente julgados.

Diante da incerteza jurídica, cresce a probabilidade de Lula vir a indicar e apoiar o nome do governador do Maranhão para a disputa pela Presidência da República.

E há motivos claros para isso.

Além do respeito e inegável força que conseguiu conquistar nacionalmente, Flávio Dino ganhou forte respaldo junto aos próprios petistas ao declarar briga aberta contra tudo e todos durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff; e até contra o próprio Sérgio Moro, em defesa de Lula.

Recentemente, inclusive, ele chegou a ser procurado para ser o vice na chapa do petista, mas acabou rejeitando o convite, que agora pode se estender à cabeça da chapa presidencial.

 

Apenas Eliziane, dos pré-candidatos de Dino ao Senado, não é investigada no STF
Política

Os outros são Weverton Rocha, Waldir Maranhão e Zé Reinaldo. Os três estão pilhados em casos de corrupção e desvio de dinheiro público

Apenas a deputada federal Eliziane Gama (PPS), dos quatro pré-candidatos que disputam o apoio público do governador Flávio Dino (PCdoB) ao Senado em 2018, não é investigada no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os outros três são Weverton Rocha (PDT), Waldir Maranhão (PP) e José Reinaldo Tavares (PSB).

Todos os três estão pilhados em casos envolvendo corrupção e desvio de dinheiro público, sendo o primeiro réu por peculato e violação à Lei de Licitações, o do meio enrolado com lavagem de dinheiro e formação de quadrilha e o último atolado na mesmo que a Lava Jato, que dispensa apresentações.

Com o peso de quem já exerceu dois mandatos de deputada estadual e foi a mais votada para a Câmara Federal em 2014, Gama usa de seu carisma e tirocínio político para conquistar apoios e aliados, mas apostando sempre em sua ficha limpa como principal pendor para a unção de Dino.

Se escolhida pelo governador e pela população maranhense, ela será a segunda mulher a ocupar uma vaga no Senado Federal pelo Maranhão, posto já conquistado apenas por Roseana Sarney (PMDB).

Desembargadores decidem futuro político de Sebastião Madeira nesta quinta-feira
Política

Ex-prefeito de Imperatriz pode virar ficha-suja até o ano de 2022. Ele acredita que será inocentado pela Corte

O ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), terá seu futuro político decidido pela Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão nos próximos dias. Após quase dois anos de idas e vindas num processo que pode confirmá-lo ficha-suja até o ano de 2022, o tucano será finalmente julgado pelo colegiado, nesta quinta-feira 13, por improbidade administrativa.

Ao ATUAL7, ele disse acreditar que conseguirá se livrar da sentença proferida pela juíza da Vara da Fazenda Pública, Ana Lucrécia Bezerra Sodré, que o condenou em primeira instância, dentre outras coisas, à perda da função pública e suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco anos.

“Acredito que serei inocentado”, garante.

Forte pré-candidato a deputado federal em 2018, Madeira chegou a ter confirmada a sua condenação há cerca de dois meses, mas conseguiu reverter a decisão da Primeira Câmara Civil e adiar o julgamento final por pelo menos quatro vezes. A última ocorreu na semana passada, quando a desembargadora Ângela Salazar, relatora do caso, determinou a retirada do processo de pauta, em atendimento a uma petição protocolada pela defesa do tucano.

Sebastião Madeira é acusado pelo Ministério Público do Maranhão de haver celebrado, indevidamente, contrato de prestação de serviços de limpeza urbana da cidade com a empresa Limp Fort, sem a realização de processo licitatório, sob a alegação de dispensa em razão da emergência da situação.

Para o Parquet, a dispensa configurou burla ao procedimento licitatório e violação aos deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições, se enquadrando nas condutas descritas pela Lei de Improbidade Administrativa. A empresa Limp Fort também é ré no processo.

Internautas rejeitam “reeleição garantida” de Flávio Dino
Política

Para leitores do ATUAL7, corte de 21,7% no salário dos servidores será principal empecilho ao projeto comunista

No que depender dos leitores do ATUAL7, a possibilidade do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), ter a reeleição garantida em 2018 é praticamente zero.

É o que se depreende da maioria esmagadora das manifestações sobre o governo comunista, após reportagem do site apontar que o chefe do Executivo estadual vem caminhando sem dificuldades na conquista de aliados e vendendo uma imagem positiva de sua gestão aos outros estados, ao ponto de ter sido convidado — e rejeitado o pedido — para ser vice na chapa de Lula à Presidência da República nas eleições do próximo ano.

Os internautas apontaram diversos motivos que dificultariam a reeleição do comunista, sendo a principal delas a perseguição ao bolso dos servidores públicos estaduais, no célebre caso do corte dos 21,7% do salário do funcionalismo. Alguns chegaram até mesmo a comparar a possível reeleição tranquila de Flávio Dino a uma piada — de mau gosto, no caso.

As manifestações foram feitas, em sua maioria, nas redes sociais, principal arma de Dino contra seus adversários em 2014, e agora principal calo contra seu projeto hegemônico de poder.

Fora das pesquisas para o Senado, Bira já fala que tentará a Câmara em 2018
Política

Parlamentar caiu em desgraça popular após posicionamento favorável à MP de Flávio Dino que alterou o Estatuto do Magistério do Maranhão

O deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) anunciou, no último sábado 8, durante plenária sobre o seu mandato, que pretende disputar uma vaga Câmara Federal em 2018. O anúncio foi feito poucas semanas após o nome do socialista não ser lembrado ao Senado em nenhum cenário das diversas pesquisas divulgadas recentemente sobre as tendências do eleitorado maranhense neste momento.

“Estamos colocando nosso nome para deputado federal. Já estamos no segundo mandato de estadual e acredito que precisamos renovar os desafios”, declarou.

Ficha limpa e parlamentar de maior confiança do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), Bira era sondando para disputar o Senado, mas caiu em desgraça popular após posicionamento favorável à Medida Provisória (MP) 230/2017, de autoria do Poder Executivo, que alterou o Estatuto do Magistério Estadual – o Estatuto do Educador – e dispôs sobre o reajuste salarial dos professores da rede estadual pública de ensino. Mesmo pressionado por bandeiras em punho e gritos de ordem “deputado traidor, vota contra professor”, Bira preferiu manter-se fiel às ordens do Palácio dos Leões e votou pela aprovação da proposta.

Na prática, o dispositivo alterou o texto do Estatuto sancionado em 2013, prevendo, para este ano, um reajuste de 8% sobre os vencimentos e a Gratificação por Atividade no Magistério (GAM) para quem ganha abaixo do piso, e somente sobre a GAM para as demais classes. Ao final da votação, ele foi alcunhado pelos docentes de “Traíra do Pindaré” e teve de se esconder no fundão no Plenário da Assembleia Legislativa.

Apesar de já haver anunciado qual cargo pretende disputar, Bira também encontra dificuldades na busca por uma legenda que lhe garanta a entrada no pleito. Pelo PSB, ele só terá espaço se o senador Roberto Rocha deixar a legenda. O parlamentar estadual já chegou a cogitar a entrada no PCdoB, porém, diante da disputa a foice e martelo entre Rubens Pereira Júnior, Márcio Jerry, Jefferson Portela e Clayton Noleto, essa possibilidade foi colocada em segundo plano.

O mais provável, até agora, é que ele se filie ao PDT.