Eleições 2018
Clã Sarney usa Roseana, mas não tem nome para enfrentar Flávio Dino
Política

A um ano das convenções, grupo não sabe quem apoiar para governo e tem apenas um pré-candidato para o Senado

Restando pouco mais de 12 meses para as convenções partidárias, o que ainda sobrou do clã Sarney no Maranhão não sabe quem apoiar para o governo estadual em 2018 e tenta forçar a entrada da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) no embate direto contra o governador Flávio Dino (PCdoB), mesmo tendo conhecimento do medo da peemedebista de enfrentar novamente as urnas e, principalmente, o comunista num debate eleitoral.

Em 2006, quando ficou cara a cara com Jackson Lago, pelo segundo turno, a peemedebista mordia os lábios e se tremia constante e visivelmente, além de se atrapalhar a todo momento com o calhamaço que levou para a tribuna. Num dos momentos de nervosismo, inclusive, Roseana chegou a derrubar todos os documentos no chão, sendo alvo de piada de seu adversário, que estava com a palavra e abdicou de seu tempo para que ela pudesse recolher os papeis.

Para não se expor novamente ao vexame, ela está decidida a não entrar na disputa. Mas até encontrar outro nome, os caciques do clã pretendem continuar a insistir com a falsa pré-candidatura da ex-governadora.

Senado

A falta de alguém forte no seio oligárquico, porém, não se resume apenas à disputa pelo Palácio dos Leões. Até agora, o grupo, que na última eleição em que disputou o Senado Federal chegou ao ponto de brincar com o eleitor em quem ele deveria votar primeiro, segue apenas com um único nome para senador, e que mesmo sendo um sarneysista-raiz, ainda não teve e nem terá musculatura suficiente para, até o final da corrida, reunir pelo menos cinco grandes lideranças estaduais num palanque.

No recente levantamento feito pelo Instituto Escutec, por exemplo, apesar da consulta apontar que a maioria dos entrevistados tomou conhecimento da citação e acredita num possível envolvimento de Dino na Lava Jato, e de que tanto Roseana quanto o ministro Sarney Filho (PV) aparecem na frente, em todos os cenários, respectivamente, para o governo e o Senado, o clã teve receio de divulgar o resultado por avaliar que a diferença apontada na pesquisa aponta mais para o risco de uma eventual derrota da chapa majoritária do para a vitória dos candidatos do grupo.

Segundo fontes próximas à família Sarney, a expectativa era de que Roseana pudesse aparecer — sabe-se lá como — com pelo menos 20% à frente de Flávio Dino. Contudo, quando recebeu da Escutec o resultado e viu que a maior diferença não chegou a sequer 8%, a ordem direta foi para que a pesquisa não fosse divulgada — o que acabou não acontecendo, pois houve vazamentos em resposta a um pesquisa palaciana.

Ainda de acordo com fontes, em relação a Zequinha, o clã analisa que, embora ele tenha liderado com folga no levantamento para o Senado, caso não se encontre um nome forte para encabeçar a chapa na disputa pelo governo, o caçula do ex-senador José Sarney (PMDB-AP) poderá nadar em qualquer modalidade político-eleitoral, mas acabará morrendo na praia.

João Alberto

Há algumas semanas, o grupo Sarney chegou a ventilar a possibilidade do senador João Alberto Souza (PMDB-MA) entrar na disputa contra Flávio Dino, usando o forte discurso que lhe rendeu o apelido de Carcará, de como deveria ser tratada a segurança pública e bandidagem. Mas como a própria pesquisa Escutec mostrou, na espontânea, que a população quase não lembra de João Alberto para o governo e para uma possível reeleição ao Senado, essa ideia foi sumariamente descartada.

Mais votado ou sequer eleito: futuro de Márcio Jerry depende do eleitor
Política

Secretário é pré-candidato a deputado federal pelo PCdoB. Serão 18 vagas disponíveis

Amado — ou apenas bajulado — por quem tem sido beneficiado no governo Flávio Dino e odiado por aqueles que tem sobrevivido à míngua. O secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Saraiva Barroso (PCdoB), será testado pela segunda vez nas urnas em 2018, quando disputará uma das 18 cadeiras a que tem direito o Maranhão na Câmara dos Deputados.

Como o regime comunista prega o fim do coronelismo e do voto de cabresto, ou mesmo sentando na mesma cadeira do governador em relação aos cofres do Estado, pouco importa quem apoia ou quem trabalha contra Jerry.

A decisão sobre o futuro político do comunista dependerá, exclusivamente, do eleitor maranhense, que poderá elegê-lo como mais votado, acabando com a sua fama de coveiro-político, ou sequer elegê-lo, empurrando-o mais fundo ainda para a cova, como um sem votos.

Se depender dos seguidores do ATUAL7 nas redes sociais, por exemplo, como mostra enquete feita recentemente no microblogging Twitter, a maioria esmagadora decidirá pela segunda opção, repetindo a resposta das urnas nas eleições de 2006, quando Márcio Jerry se arriscou a deputado estadual pelo PT e obteve apenas pouco mais de 3 mil votos, o que à época representou míseros 0,11% dos votos válidos e, atualmente, mal dá pra eleger um vereador em São Luís.

Zé Reinaldo surfa em encontro com Roseana após ser esnobado pelo Palácio
Política

Ex-governador aproveita receio de Flávio Dino em perdê-lo para o seu antigo grupo

O deputado federal José Reinaldo Tavares (ainda no PSB) está de bem com a vida.

Até outro dia esnobado e vilipendiado pelo Palácio dos Leões que não o desejava como candidato ao Senado Federal em 2018, o ex-governador do Maranhão agora surfa na insegurança comunista desde que foi flagrado trocando gentilezas com a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), num restaurante da capital.

Apesar de ter sido apenas casual, sem intenção política alguma, a pequena troca de palavras e cumprimentos entre Tavares e Roseana causou forte rebuliço no governador Flávio Dino (PCdoB), que passou a fazer análises sobre a ameaça que representaria ao seu projeto de poder uma possível formação de chapa senatorial entre o ainda aliado e o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV).

Uma das raposas mais experientes da política maranhense, Zé Reinaldo não pretende, até então, voltar ao seu antigo grupo, mesmo tendo porta aberta pra isso, mas deve esticar a corda ao máximo para obrigar o comunista a se posicionar a favor de seu nome.

“As pessoas não conhecem minha cabeça”, arrematou ele, em entrevista recente.

Grupo Sarney lança Zequinha ao Senado e busca candidato forte ao governo
Política

Com favoritismo absoluto de Flávio Dino, clã teme que tradição do eleitor maranhense de votar na chapa majoritária completa deixe Sarney Filho sem mandato

O grupo Sarney se prepara para lançar, no início da noite desta sexta-feira 2, em evento fechado para convidados, a pré-candidatura do ministro de Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), ao Senado Federal. O movimento marca o fim da queda de braço pela vaga entre Zequinha, como é mais conhecido o ministro, e a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB).

Contudo, para a festa do clã ser completa, resta ainda encontrar um candidato forte ao Palácio dos Leões.

Pela tradição, os eleitores maranhenses estão acostumados a votar na chapa majoritária completa, isto é, nos candidatos a governador e a senador do mesmo grupo. Neste caso, avalia o clã, sem um nome competitivo para disputar o Executivo contra o governador Flávio Dino (PCdoB), ainda que se tenha certeza de que esse nome não será eleito, Sarney Filho pode ficar sem mandato.

Nas eleições de 2014, por exemplo, esse foi o principal fator que levou Roseana a não entrar na disputa pela única vaga disponível ao Senado daquele pleito.

Como o então candidato Luis Fernando Silva (atualmente PSDB) e o posterior candidato Lobão Filho (PMDB) não tinham qualquer chance de ameaçar a vitória certa do comunista, disputar o Senado seria certeza de derrota para a peemedebista. Coube então ao ex-ministro do Turismo, Gastão Vieira (agora no PROS), que teria sido reeleito deputado federal com tranquilidade, se arriscar na missão. Porém, assim como aconteceria com Roseana, Gastão foi derrotado pelo candidato da chapa de Dino, Roberto Rocha (PSB).

Até agora, apesar de estudar outras possibilidades, dentre os nomes mais discutidos pelo clã Sarney para entrar na disputa pelo governo estão o da própria Roseana e do senador João Alberto Souza (PMDB). Ambos sabem que, apesar de todo o desgaste do governador do Maranhão, a inércia e covardia do próprio grupo, seja por benefícios adquiridos nos bastidores por meio do Palácio dos Leões ou por medo de auditorias que apontam para iminentes prisões, elevou Flávio Dino ao favoritismo absoluto na disputa de 2018. Para não ser ainda mais enfraquecido no Maranhão nas eleições do ano que vem, o foco os sarneysistas é eleger ao menos um senador. Sendo João Alberto o escolhido para o sacrifício, Roseana será candidata a deputada federal ou, mais provavelmente, a estadual.

Apesar de que a eventual candidatura de Roseana ou João Alberto ao governo seja apenas para dar musculatura à candidatura de Sarney Filho ao Senado, o grupo ainda tem esperanças de Dino ter as chances de vitória diminuídas numa possível aceitação pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que o comunista seja oficialmente investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito da Lava Jato.

Se isso ocorrer, além de ser mergulhado no mar do maior esquema de corrupção já desbaratado no país, Flávio Dino pode ser alvo de diligências da Polícia Federal e até mesmo ser preso ou afastado do mandato.

Sarneysistas tentam empurrar Roseana para a Assembleia Legislativa
Política

Medida é apontada como saída para a peemedebista reconquistar foro no Judiciário

Sarneysistas que não têm coragem de enfrentar na corrida majoritária o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), apontam desde a semana passada para a desistência em tentar convencer a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) de que ela poderia levar a melhor numa eventual disputa contra o comunista nas urnas, em 2018.

Após quase seis meses sem sucesso falando em nome de Roseana, a oligarquia resolveu mudar a rota e, em vez de continuar a sustentar uma falsa candidaturapermitir um cisma desnecessário dentro da família ou provocar o suicídio do grupo numa eventual entrada dupla na majoritária, pelo menos garantir à ex-governadora a reconquista de foro no Judiciário, por meio de um possível mandado na Assembleia Legislativa do Maranhão.

E ainda há outros benefícios que seriam alcançados e abrangeria todo o grupo.

Pelo plano, Roseana ainda caminharia pelos municípios do Maranhão como liderança estadual ao lado de seu irmão e ministro do Meio Ambiente Sarney Filho, prestando-lhe musculatura à raquítica pré-candidatura ao Senado Federal; carregaria outros candidatos com facilidade para a Assembleia; e ainda posaria de madrinha do nome que o PMDB apoiará para o governo estadual.

O clã acredita que, de todas as cartas postas na mesa — não é de baralho —, a que pode mais agradar Roseana a entrar novamente no jogo eleitoral é a possibilidade real que a peemedebista tem de escapar do promotor Lindonjonson Sousa e da juíza Oriana Gomes, e ser protegida diretamente pelos aliados no Tribunal de Justiça do Maranhão.

Desde que Flávio Dino assumiu o Palácio dos Leões, a ex-governadora tem sido bombardeada por uma série de investigações e processos criminais e por corrupção, que de forma inédita a tornaram ré e só não a levaram até agora para a prisão por força oculta de desembargadores amigos.

Eventualmente eleita deputada estadual, a ex-governadora ganharia o brinde constitucional do foro por prerrogativa de função, passível de abertura de inquérito somente pela Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) e com poder de autorização para início de qualquer investigação apenas pelo TJ-MA.

Acordão pró-Gilmar Mendes livra Sarney de Moro, mas favorece reeleição de Dino
Política

Principal nome de caciques que maquinam foro privilegiado a ex-presidentes é amigo do comunista e tem contrato com o Governo do Maranhão

A possibilidade do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, virar presidente da República numa eventual eleição indireta seguindo o modelo bicameral, pode até livrar o ex-senador José Sarney (PMDB-AP) do juiz federal Sérgio Moro, porém favorece diretamente a reeleição do principal desafeto político do oligarca, Flávio Dino (PCdoB).

Em curso nos bastidores em Brasília, o acordão à House of Cards maquina alterar a Constituição para garantir foro privilegiado a ex-presidentes da República, o que beneficiaria, além de Sarney, Collor, Lula, Dilma e, eventualmente, Michel Temer, todos alvo de investigações; e alçar ao comando do Palácio do Planalto alguém que agrade a turma da elite da Câmara e Senado e que, principalmente, possa sobreviver à Lava Jato.

Dentre os nomes que mais agradam os caciques estão Nelson Jobim e Gilmar Mendes, sendo o último o mais palatável por estar com a caneta na mão e flertando sem sutileza ou cerimonia com políticos implicados no maior esquema de corrupção já desbaratado no país.

Todavia, enquanto Gilmar Mendes é o único com coragem suficiente para enfrentar a opinião pública, frear os procuradores e Moro e convocar uma nova Constituinte para instituir eleições e mandatos a promotores e procuradores, o ministro é também amigo pessoal do governador do Maranhão, a quem carregou debaixo do braço e fez o nome no mundo da toga e com quem fechou contrato milionário para lecionar algumas horas de curso online a servidores públicos estaduais por meio de sua faculdade, o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).

Na cadeira presidencial, Mendes dificilmente ficaria neutro nas eleições de 2018, quando seu afilhado jurídico disputará a reeleição contra dois nomes fortes na política maranhense: o senador Roberto Rocha (PSB) e a presidente estadual do Podemos, Maura Jorge. Embora nenhum dos dois seja o ungido do clã Sarney para retomar o controle do Palácio dos Leões, qualquer deles que tenha maior e melhor tirocínio político e força eleitoral para enfrentar Dino receberá o apoio maciço do PMDB.

E como as tratativas do acordão, no caso de Sarney, se restringe a apenas livrá-lo em definitivo do juiz Sérgio Moro, não haverá qualquer empecilho para que o ministro, já eventualmente presidente, declare apoio e abra o cofre do governo federal ao comunista.

“Bom nome para vice”, diz Maura Jorge sobre Eduardo Braide
Política

Pré-candidata do Podemos reafirmou que disputará o governo do Maranhão em 2018

A pré-candidata ao governo do Maranhão, Maura Jorge (PODE), jogou uma pá de cal no boato de que ela poderia abdicar da candidatura em prol de suposta união da oposição em torno do nome do deputado estadual Eduardo Braide (PMN).

“O nosso projeto é de governo. Braide, assim como outros, seria um bom nome para vice. Deixa o Maranhão decidir!”, declarou ao ATUAL7.

Há uma semana, o boato já havia sido rechaçado, também em declaração ao ATUAL7, pelo deputado federal Aluísio Mendes, principal líder do Podemos na Câmara Federal.

“Sem chance! Maura Jorge é candidata a governadora! Além do mais, está a frente nas pesquisas e tem o nome consolidado no interior e na capital. Quem sugere essa chapa Braide/Maura não entende de política”, declarou o parlamentar.

A possibilidade de formação de uma chapa majoritária em torno de Braide foi criada por setores da imprensa que almejam a candidatura do deputado ao governo estadual, mesmo ele reafirmando que disputará a Câmara Federal em 2018. Pelo desejo desses setores, a chapa oposicionista seria formada por Eduardo Braide para governador, Maura Jorge para vice, e Roseana Sarney (PMDB) e Sebastião Madeira (PSDB) para o Senado Federal.

Contudo, além das declarações de Aluísio Mendes e Maura Jorge, a confirmação de condenação do ex-prefeito de Imperatriz por improbidade administrativa apontam para a inviabilidade de formação da aliança nessa condição. Agora oficialmente ficha suja, o tucano não pode mais disputar qualquer eleição pelos próximos cinco anos.

No mesmo sentido, pesa ainda contra essa cogitação de aliança em torno do nome de Braide o fato de que o próprio Madeira, inclusive, assim que teve a confirmação de sua condenação e inelegibilidade, tratou de dar declarações à imprensa de que o PSDB, na sua avaliação, deve ter como candidato ao governo o senador Roberto Rocha.

Justiça mantém condenação e Sebastião Madeira está fora das eleições de 2018
Política

1ª Câmara Cível do TJ-MA confirmou sentença contra o tucano e a empresa Limp Fort Engenharia por improbidade administrativa

O ex-prefeito de Imperatriz e pré-candidato a qualquer coisa em 2018, Sebastião Madeira (PSDB), está fora das eleições de 2018.

Ele teve confirmada pelos desembargadores da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão, por unanimidade, sentença da juíza da Vara da Fazenda Pública, Ana Lucrécia Bezerra Sodré, que o condenou à perda da função pública, ao pagamento de multa civil equivalente a 10 vezes o valor da remuneração do cargo de prefeito no ano de 2009, além da suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco anos. A informação é da Assessoria de Comunicação do TJ-MA.

Pela Lei da Ficha Limpa, o tucano passa a ser considerado ficha suja. Ao ATUAL7, porém, Madeira garante que pretende recorrer da decisão. “Este julgamento não esgotou o processo”.

Segundo a ação ajuizada pelo Ministério Público do Maranhão, Sebastião Madeira e a empresa Limp Fort Engenharia celebraram, indevidamente, contrato de prestação de serviços de limpeza urbana da cidade, sem a realização de processo licitatório, sob a alegação de dispensa em razão da emergência da situação.

Para o Parquet, a dispensa configurou burla ao procedimento licitatório e violação aos deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições, se enquadrando nas condutas descritas pela Lei de Improbidade Administrativa. A sentença também determina a Limp Fort seja proibida de contratar com o poder público, de receber benefícios, incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de cinco anos.

Durante o decorrer do processo, o ex-prefeito de Imperatriz e a e a empresa recorreram da sentença, sustentando a sua nulidade por ausência de dosimetria, individualização e fundamentação das penas. Afirmaram a legitimidade e legalidade da conduta, com ocorrência da efetiva deflagração do processo licitatório, e defendendo a regularidade da contratação excepcional.

Para a relatora, desembargadora Ângela Salazar, porém, não houve o cerceamento de defesa alegado pelas partes, já que o juiz dispunha de dados suficientes à formação de seu livre convencimento para o julgamento antecipado da ação, bem como atentou para o princípio da razoabilidade e proporcionalidade na fixação das penas. Sobre o ato, a magistrada frisou a imposição constitucional para contratação direta e indireta, pela Administração Pública, por meio de processo licitatório, cujas exceções devem ser devidamente justificadas e formalizadas em processo.

Ângela Salazar destacou, ainda, que a contratação de serviços de limpeza urbana não é fato imprevisível a qualquer administrador, pois se trata de atividade rotineira e permanente, que não configura emergência e não se submete às hipóteses de exceção previstas na Lei de Licitações.

Neste sentido, a relatora manteve as condenações contra Sebastião Madeira e a empresa Limp Fort, entendendo que a desídia, falta de planejamento e má gestão não se inserem no conceito de situação emergencial defendido pelas partes, que criaram uma “emergência fabricada” para justificar a contratação direta por dispensa de licitação.

“O conjunto probatório demonstra, com a segurança e certeza necessárias e exigíveis, o elemento subjetivo na contratação direta realizada pelo então prefeito, bem como a lesão ao erário, caracterizando o ato de improbidade por afronta aos princípios da Administração Pública”, avaliou.

“Quem sugere essa chapa não entende de política”, diz Aluísio Mendes
Política

Deputado comentou sobre boato de que Maura Jorge seria vice de Eduardo Braide na disputa pelo governo do Maranhão em 2018

O deputado federal Aluísio Mendes rechaçou o boato de que a pré-candidata ao governo do Maranhão pelo Podemos, Maura Jorge, possa ser vice do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) numa possível chapa em 2018.

“Sem chance! Maura Jorge é candidata a governadora! Além do mais, está a frente nas pesquisas e tem o nome consolidado no interior e na capital. Quem sugere essa chapa Braide/Maura não entende de política”, declarou o parlamentar, que é uma das lideranças do partido na Câmara dos Deputados.

O boato veio a público após postagem do jornalista Marco Aurélio D'Eça, que aponta ainda a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) e o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB) como os nomes ao Senado no caso de uma aliança entre o quarteto.

Todos foram procurados pela reportagem, mas ainda não retornaram para comentar sobre o assunto.

Antigo Partido Trabalhista Nacional (PTN), o Podemos anunciou recentemente a saída da base do governo Michel Temer, assumindo posição de independência em relação ao governo federal. No Maranhão, tendo como presidente a pré-candidata ao governo estadual Maura Jorge, a legenda faz oposição ao governo Flávio Dino. Atualmente o partido possui 13 deputados federais e já acertou a filiação dos senadores Álvaro Dias, Romário e Reguffe no final deste mês.

Eleições 2018: PT deve priorizar Márcio Jardim e encolher Zé Inácio
Política

Deputado foi derrotado no PED e passou a ter reeleição ameaçada. O outro nome do PT maranhense é Henrique Verdinhas

O Partido dos Trabalhadores no Maranhão deve ungir o secretário estadual de Esporte e Lazer, Márcio Jardim, como principal nome da legenda para a disputa eleitoral de 2018.

Jardim disputará para deputado estadual, com o peso de dois staffs.

O caminho foi apontado na eleição do Processo de Eleições Diretas (PED), quando o deputado estadual Zé Inácio foi esmagado pelo Palácio dos Leões, que colocou o assessor especial do governador Flávio Dino (PCdoB), Augusto Lobato, no comando estadual do PT.

Enquanto Zé Inácio tenta se agarrar numa tese, na foto oficial da vitória no PED, além de Dino e do secretário Márcio Jerry, Lobato aparece apenas com Márcio Jardim, já deixando claro quem será, com as bençãos do governo, o candidato do petismo para a Assembleia Legislativa no pleito do próximo ano.

Além de Jardim, o outro nome do PT maranhense é Henrique Sousa, mais conhecido entre os petistas como Henrique Verdinhas — com o nicho eleitoral do deputado federal Zé Carlos.

Derrota no PT ameaça reeleição de Zé Inácio
Política

Deputado esperava ser eleito para o comando do partido do Maranhão. Petista ficou sem poder de barganha com o Palácio

A derrota do deputado estadual José Inácio Sodré Rodrigues no Processo de Eleições Diretas (PED), no último sábado 13, vai muito além de não ter conquistado o comando do Partido dos Trabalhadores no Maranhão.

Sem o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a prefeitura de Itinga do Maranhão e agora sem a sonhada presidência do PT no estado, Zé Inácio, como é mais conhecido o parlamentar, passa a ter gravemente ameaçada a reeleição para a Assembleia Legislativa.

Enquanto candidato no PED, o petista espalhava ao vento que o PT maranhense seria protagonista nas eleições de 2018, insinuando a entrada do partido na disputa pela vaga de vice na chapa majoritária de Flávio Dino (PCdoB).

Por trás do belo discurso de resgate da dignidade do PT, porém, Zé Inácio esperava ser eleito para o comando do partido no estado para ter o que colocar na mesa na montagem da coligação e, assim, garantir a sua reeleição de deputado estadual — como fez Eliziane Gama (PPS) para chegar à Câmara dos Deputados, em 2014.

Como foi derrotado pelo próprio Palácio dos Leões no PED, que elegeu com folga o assessor especial de Flávio Dino, Augusto Lobato — que jamais botará o pé na parede pela vaga de vice e deve trabalhar outro nome do partido para o Legislativo estadual —, o deputado do PT passou a estar agora de mãos vazias, sem qualquer poder de barganha e contando apenas com a camaradagem do governo para destinar, pelo menos, algumas emendas.

Propaganda do PMDB foca em Roseana e obras de seu governo
Política

Gravação começa a ser veiculada nesta segunda-feira 15. Peemedebista teve imagem arranhada após quase uma dezena de processos de corrupção envolvendo seu nome

O PMDB no Maranhão levará à TV, na noite desta segunda-feira 15, propaganda partidária que tem como protagonista a ex-governadora do Maranhão e pré-candidata ao Senado Federal, Roseana Sarney.

Mostrando programas e grandes obras dos governos da peemedebista, o partido leva alancar a imagem de Roseana após quase uma dezena de escândalos e processos de corrupção envolvendo seu nome, na intenção de que ela vença a briga familiar pela vaga que disputa com o irmão, o ministro do Meio Ambiente Sarney Filho (PV).

Além disso, de quebra, o PMDB tenta ainda recriar musculatura para formar força suprapartidária que consiga combater o avanço do PCdoB e do governador Flávio Dino, favorito na disputa em 2018.

“Nosso partido quer um Maranhão de paz e progresso. Filie-se com a gente”, conclama Roseana.

Assista ao vídeo:

PSDB estuda lançar Madeira ao governo do Maranhão em 2018
Política

Ex-prefeito de Imperatriz vem mantendo forte interlocução com a cúpula nacional do partido

Acreditando que pode reagrupar forças para ser protagonista não somente na República mas também nos estados, a cúpula nacional do PSDB estuda lançar Sebastião Madeira para disputar o Palácio dos Leões em 2018.

Segundo o ATUAL7 apurou, o nome de Madeira é bem visto por três motivos, ambos entrelaçados. Primeiro, o ex-prefeito de Imperatriz está em total sintonia com as diretrizes do presidente nacional do partido, senador Aécio Neves, sobre o futuro do PSDB. Segundo, Madeira tem prestígio em todo o estado, além de força e reconhecimento eleitoral imbatível no sul do Maranhão. Terceiro, é nessa região que o governador Flávio Dino (PCdoB) está mais desgastado.

Praticamente radicado em Brasília há algumas semanas, Madeira vem mantendo forte diálogo com Aécio e outros tucanos de alta plumagem, como o senador José Serra e o secretário-geral do PSDB, Sílvio Torres. Além destes, ele também tem tratado sobre o futuro no partido no Maranhão com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Adiantadas, as conversas devem resultar na execução de pelo menos três movimentações.

A primeira medida será catapultar o vice-governador Carlos Brandão do comando do PSDB estadual, em razão de sua recondução haver sido feita sem o aval da cúpula nacional do partido e de seu atrevimento em especular a manutenção da aliança com o PCdoB no pleito do ano que vem. A segunda será retirar o PSDB da zona de influência comunista, colocando Sebastião Madeira no comando estadual da legenda. A terceira, por fim, será lançar o ex-prefeito de Imperatriz como candidato competitivo ao governo estadual.

Como a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) não entrará na disputa, e os outros dois adversários de Flávio Dino ainda batem cabeça com suas pré-candidaturas, a entrada de Madeira como segunda via pode dar um novo rumo para as eleições do ano que vem, criando o primeiro embaraço real ao projeto de poder do PCdoB no estado.

Flávio Dino surfa em falsa candidatura de Roseana para garantir reeleição
Política

Governador tenta repetir 2014, quando blefe da peemedebista fez ruir o clã Sarney no Maranhão

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), saiu novamente na frente de seus principais adversários e criou uma estratégia que pode garantir com tranquilidade sua reeleição em 2018: surfar na onda da falsa candidatura da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB).

Pilhada em quase uma dezena de processos de corrupção, e com altíssimos índices de rejeição, a peemedebista não pretende disputar o Palácio dos Leões novamente. No máximo, sonha com o retorno ao Senado Federal, o que também não é certo, já que até lá pode já ter parado na cadeia e por seu irmão e ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), com o apoio do pai, José Sarney (PMDB-AP), ser o ungido natural do clã para a vaga.

Como o comunista tem conhecimento de que Roseana tem medo e não vai enfrentá-lo nas urnas, ele tenta repetir 2014, quando a ex-governadora fez ruir o seu grupo ao justamente manter uma falsa candidatura ao Senado Federal. À época, assim como atualmente se diz que apenas a peemedebista pode vencer Flávio Dino, o comentário era de que, se disputasse o Senado, ninguém tiraria a vaga da ex-governadora.

O plano de Flávio Dino é simples: fazer a população e a classe empresarial e política crer que a corrida eleitoral de 2018 será plebiscitária, entre ele e Roseana Sarney, somente. Ao final, quando a ex-governadora confirmar o novo blefe, Dino sobrará absoluto, já que Roseana não tem força política para transferir votos e os eleitores maranhenses estarão alheios aos outros nomes na disputa.

O resto todos já sabem, a classe política e empresarial desprivilegiada e que prega o ‘volta Roseana’ será a primeira a pular para a nau comunista. Isso já aconteceu com Flávio Dino ainda oposição, em 2014, quanto mais agora, com ele sentado no poder.

Flávio Dino repete 2014 e já discute sobre vaga de vice
Política

Antecipação deixa para trás os principais adversários do comunista na disputa, Roberto Rocha e Maura Jorge

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), deu um longo passo a frente de seus principais adversários na disputa eleitoral de 2018.

Enquanto o senador Roberto Rocha ainda permanece em crise existencial e ideológica, se disputa o Palácio dos Leões pelo PSB ou pelo PSDB; e a ex-deputada Maura Jorge sequer tenta o apoio de pelo menos um partido para somar forças ao nanico PTN, o comunista já discute a vaga de vice em sua chapa majoritária.

A estratégia é a mesma de 2014, quando ele destronou a oligarquia Sarney. À época, o adversário principal era o então secretário de Estado da Infraestrutura, Luis Fernando Silva — atualmente no PSDB e aliado dos mais leais ao governador.

Sem grupo, Luis Fernando tentava se firmar como candidato oficial do clã, enquanto Flávio Dino já causava frisson nos bastidores da política ao deixar vazar que a vice havia sido oferecida ao mesmo PSDB, em articulação direta com o senador Aécio Neves, e não ao PDT ou PT, que se diziam detentores naturais da vice dinista.

A antecipação da discussão sobre a vaga, inclusive, serviu ainda para testar o impacto da aliança com o ex-prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), a quem Dino tinha como desafeto.

Desnorteados, os adversários — incluindo Luis Fernando e, posteriormente, Edinho Lobão — focaram na incoerência de Dino, na tal “política de gogó” e na suposta impossibilidade da aliança entre comunistas e tucanos por um tal ódio mortal que Aécio Neves nutre pelo PCdoB. O resultado foi que, enquanto a oposição se debatia, Dino deu um baile e formou chapa não somente com o PSDB, mas também trouxe para a coligação o PSB e Rede, legendas de todos os outros principais candidatos à Presidência da República, e ainda sem deixar escapar o PT.

Agora, faltando pouco mais de um ano para ser novamente testado nas urnas, o governador do Maranhão, embora em situação mais difícil, repete o feito de 2014 e antecipa a mesma discussão que pode levá-lo outra vez ao voto da maioria esmagadora da população maranhense, provavelmente até mesmo repetindo uma frente suprapartidária.

Flávio Dino ignora Zé Reinaldo e Tema e prestigia Carlos Brandão
Política

Governador compareceu apenas ao evento que consagrou a permanência do vice-governador no comando do PSDB no Maranhão

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), deu sinais públicos de que não precisa da presença de pelo menos dois de seus criadores para continuar na política e disputar a reeleição.

Apesar do convite, Dino ignorou o lançamento de pré-candidatura do deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido) ao Senado, no último sábado 6. O evento foi realizado em Tuntum, na residência e sob coordenação do prefeito da cidade e presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), Cleomar Tema (PSB).

Centenas de prefeitos, vices-prefeitos, ex-prefeitos, deputados, ex-deputados, vereadores, ex-vereadores, lideranças políticas e até secretários de governo prestigiaram o evento, considerado o maior de todos já registrado em Tuntum e região.

Até mesmo o deputado federal Aluísio Mendes (PTN), que tem como pré-candidata ao governo a ex-deputada estadual Maura Jorge (PTN), compareceu à festa, denominada de “Encontro da Gratidão”.

Já no domingo 7, o governador fez questão de participar, inclusive acompanhado da primeira-dama, Daniela Lima, da convenção que consagrou a permanência do vice-governador Carlos Brandão no comando do PSDB estadual, até 2019.

Além de prestigiar o tucano, Flávio Dino demonstrou novo desprezo a Tema e deu um chega pra lá no socialista, até então cotado nas rodas políticas como possível companheiro de chapa do comunista em 2018. Durante discurso, o governador fez questão de acenar para a possibilidade de não apenas manter os tucanos em sua chapa, mas de que Brandão pode estar novamente como vice.

“[Carrego] na mão direita a bandeira da gratidão. Gratidão a este partido, a seus dirigentes, porque sem a força do PSDB não teríamos vencido as eleições de 2014. (...) Brandão é um vice-governador ativo. Se depender de minha vontade, ele continua como vice na nossa chapa em 2018, pra gente poder dar continuidade a esse trabalho. (...) É de minha vontade que o PSDB continue compondo chapa majoritária com o PCdoB”, frisou.

Além de José Reinaldo Tavares e Cleomar Tema, o outro padrinho político de Dino é o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Humberto Coutinho (PDT). Ele também tem sido desprestigiado pelo comunista.

Pré-candidato, Márcio Jerry coordena programa de forte apelo eleitoreiro
Política

Secretário disputará para deputado federal em 2018

O secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso, lançou e coordena um programa de forte cunho eleitoreiro, há pouco mais de um ano para as eleições de 2018. Homem forte do PCdoB no Maranhão e do governador Flávio Dino, ele é pré-candidato a deputado federal, com o plano ousado de acabar com o histórico de coveiro de políticos e ainda espocar urnas.

Denominado de “Caravana Governo de Todos”, o programa é uma cartela repetida de outros já lançados pelo regime comunista, recheado principalmente de ações do Mais IDH. Até agora, já na quarta edição, apenas municípios onde há o compromisso do prefeito ou lideranças locais em eleger o secretário foram contemplados.

O próprio governo parece ter conhecimento pleno sobre o apelo eleitoreiro do programa.

Segundo divulgado pela Secap, o “Caravana Governo de Todos” acontecerá regularmente aos fins de semana, mas somente até o fim do ano — exatamente quando a Lei das Eleições barra esse tipo de abuso. Enquanto a proibição não chega, o Palácio dos Leões trabalha para que todas as regiões do estado sejam alcançados pelo programa de Márcio Jerry.

Ao todo, mais de 20 municípios de cabos-eleitorais já receberam a caravana: Palmeirândia, São Vicente de Ferrer, Bacurituba, São João Batista, Cajapió, Governador Archer, Capinzal do Norte, Santo Antônio dos Lopes, Bacabal, Arame, Santa Luzia, Barreirinhas, Carolina, Esperantinópolis, Jenipapo dos Vieiras, João Lisboa, Açailândia, Santa Quitéria, Zé Doca, Cachoeira Grande, Axixá, Morros, Presidente Juscelino e Icatu.

Procurado, o secretário não quis comentar sobre o cunho eleitoreiro do programa. Ele também não quis responder sobre a estranheza de, como pré-candidato, estar comandando ações de caráter social — como consultas e exames médicos, emissão de documentos, recebimento de sementes para plantação na agricultura familiar e até orientações jurídicas —, que nada tem a ver com a pasta que ocupa.