Eleições 2018
“Quem sugere essa chapa não entende de política”, diz Aluísio Mendes
Política

Deputado comentou sobre boato de que Maura Jorge seria vice de Eduardo Braide na disputa pelo governo do Maranhão em 2018

O deputado federal Aluísio Mendes rechaçou o boato de que a pré-candidata ao governo do Maranhão pelo Podemos, Maura Jorge, possa ser vice do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) numa possível chapa em 2018.

“Sem chance! Maura Jorge é candidata a governadora! Além do mais, está a frente nas pesquisas e tem o nome consolidado no interior e na capital. Quem sugere essa chapa Braide/Maura não entende de política”, declarou o parlamentar, que é uma das lideranças do partido na Câmara dos Deputados.

O boato veio a público após postagem do jornalista Marco Aurélio D'Eça, que aponta ainda a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) e o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB) como os nomes ao Senado no caso de uma aliança entre o quarteto.

Todos foram procurados pela reportagem, mas ainda não retornaram para comentar sobre o assunto.

Antigo Partido Trabalhista Nacional (PTN), o Podemos anunciou recentemente a saída da base do governo Michel Temer, assumindo posição de independência em relação ao governo federal. No Maranhão, tendo como presidente a pré-candidata ao governo estadual Maura Jorge, a legenda faz oposição ao governo Flávio Dino. Atualmente o partido possui 13 deputados federais e já acertou a filiação dos senadores Álvaro Dias, Romário e Reguffe no final deste mês.

Eleições 2018: PT deve priorizar Márcio Jardim e encolher Zé Inácio
Política

Deputado foi derrotado no PED e passou a ter reeleição ameaçada. O outro nome do PT maranhense é Henrique Verdinhas

O Partido dos Trabalhadores no Maranhão deve ungir o secretário estadual de Esporte e Lazer, Márcio Jardim, como principal nome da legenda para a disputa eleitoral de 2018.

Jardim disputará para deputado estadual, com o peso de dois staffs.

O caminho foi apontado na eleição do Processo de Eleições Diretas (PED), quando o deputado estadual Zé Inácio foi esmagado pelo Palácio dos Leões, que colocou o assessor especial do governador Flávio Dino (PCdoB), Augusto Lobato, no comando estadual do PT.

Enquanto Zé Inácio tenta se agarrar numa tese, na foto oficial da vitória no PED, além de Dino e do secretário Márcio Jerry, Lobato aparece apenas com Márcio Jardim, já deixando claro quem será, com as bençãos do governo, o candidato do petismo para a Assembleia Legislativa no pleito do próximo ano.

Além de Jardim, o outro nome do PT maranhense é Henrique Sousa, mais conhecido entre os petistas como Henrique Verdinhas — com o nicho eleitoral do deputado federal Zé Carlos.

Derrota no PT ameaça reeleição de Zé Inácio
Política

Deputado esperava ser eleito para o comando do partido do Maranhão. Petista ficou sem poder de barganha com o Palácio

A derrota do deputado estadual José Inácio Sodré Rodrigues no Processo de Eleições Diretas (PED), no último sábado 13, vai muito além de não ter conquistado o comando do Partido dos Trabalhadores no Maranhão.

Sem o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a prefeitura de Itinga do Maranhão e agora sem a sonhada presidência do PT no estado, Zé Inácio, como é mais conhecido o parlamentar, passa a ter gravemente ameaçada a reeleição para a Assembleia Legislativa.

Enquanto candidato no PED, o petista espalhava ao vento que o PT maranhense seria protagonista nas eleições de 2018, insinuando a entrada do partido na disputa pela vaga de vice na chapa majoritária de Flávio Dino (PCdoB).

Por trás do belo discurso de resgate da dignidade do PT, porém, Zé Inácio esperava ser eleito para o comando do partido no estado para ter o que colocar na mesa na montagem da coligação e, assim, garantir a sua reeleição de deputado estadual — como fez Eliziane Gama (PPS) para chegar à Câmara dos Deputados, em 2014.

Como foi derrotado pelo próprio Palácio dos Leões no PED, que elegeu com folga o assessor especial de Flávio Dino, Augusto Lobato — que jamais botará o pé na parede pela vaga de vice e deve trabalhar outro nome do partido para o Legislativo estadual —, o deputado do PT passou a estar agora de mãos vazias, sem qualquer poder de barganha e contando apenas com a camaradagem do governo para destinar, pelo menos, algumas emendas.

Propaganda do PMDB foca em Roseana e obras de seu governo
Política

Gravação começa a ser veiculada nesta segunda-feira 15. Peemedebista teve imagem arranhada após quase uma dezena de processos de corrupção envolvendo seu nome

O PMDB no Maranhão levará à TV, na noite desta segunda-feira 15, propaganda partidária que tem como protagonista a ex-governadora do Maranhão e pré-candidata ao Senado Federal, Roseana Sarney.

Mostrando programas e grandes obras dos governos da peemedebista, o partido leva alancar a imagem de Roseana após quase uma dezena de escândalos e processos de corrupção envolvendo seu nome, na intenção de que ela vença a briga familiar pela vaga que disputa com o irmão, o ministro do Meio Ambiente Sarney Filho (PV).

Além disso, de quebra, o PMDB tenta ainda recriar musculatura para formar força suprapartidária que consiga combater o avanço do PCdoB e do governador Flávio Dino, favorito na disputa em 2018.

“Nosso partido quer um Maranhão de paz e progresso. Filie-se com a gente”, conclama Roseana.

Assista ao vídeo:

PSDB estuda lançar Madeira ao governo do Maranhão em 2018
Política

Ex-prefeito de Imperatriz vem mantendo forte interlocução com a cúpula nacional do partido

Acreditando que pode reagrupar forças para ser protagonista não somente na República mas também nos estados, a cúpula nacional do PSDB estuda lançar Sebastião Madeira para disputar o Palácio dos Leões em 2018.

Segundo o ATUAL7 apurou, o nome de Madeira é bem visto por três motivos, ambos entrelaçados. Primeiro, o ex-prefeito de Imperatriz está em total sintonia com as diretrizes do presidente nacional do partido, senador Aécio Neves, sobre o futuro do PSDB. Segundo, Madeira tem prestígio em todo o estado, além de força e reconhecimento eleitoral imbatível no sul do Maranhão. Terceiro, é nessa região que o governador Flávio Dino (PCdoB) está mais desgastado.

Praticamente radicado em Brasília há algumas semanas, Madeira vem mantendo forte diálogo com Aécio e outros tucanos de alta plumagem, como o senador José Serra e o secretário-geral do PSDB, Sílvio Torres. Além destes, ele também tem tratado sobre o futuro no partido no Maranhão com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Adiantadas, as conversas devem resultar na execução de pelo menos três movimentações.

A primeira medida será catapultar o vice-governador Carlos Brandão do comando do PSDB estadual, em razão de sua recondução haver sido feita sem o aval da cúpula nacional do partido e de seu atrevimento em especular a manutenção da aliança com o PCdoB no pleito do ano que vem. A segunda será retirar o PSDB da zona de influência comunista, colocando Sebastião Madeira no comando estadual da legenda. A terceira, por fim, será lançar o ex-prefeito de Imperatriz como candidato competitivo ao governo estadual.

Como a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) não entrará na disputa, e os outros dois adversários de Flávio Dino ainda batem cabeça com suas pré-candidaturas, a entrada de Madeira como segunda via pode dar um novo rumo para as eleições do ano que vem, criando o primeiro embaraço real ao projeto de poder do PCdoB no estado.

Flávio Dino surfa em falsa candidatura de Roseana para garantir reeleição
Política

Governador tenta repetir 2014, quando blefe da peemedebista fez ruir o clã Sarney no Maranhão

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), saiu novamente na frente de seus principais adversários e criou uma estratégia que pode garantir com tranquilidade sua reeleição em 2018: surfar na onda da falsa candidatura da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB).

Pilhada em quase uma dezena de processos de corrupção, e com altíssimos índices de rejeição, a peemedebista não pretende disputar o Palácio dos Leões novamente. No máximo, sonha com o retorno ao Senado Federal, o que também não é certo, já que até lá pode já ter parado na cadeia e por seu irmão e ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), com o apoio do pai, José Sarney (PMDB-AP), ser o ungido natural do clã para a vaga.

Como o comunista tem conhecimento de que Roseana tem medo e não vai enfrentá-lo nas urnas, ele tenta repetir 2014, quando a ex-governadora fez ruir o seu grupo ao justamente manter uma falsa candidatura ao Senado Federal. À época, assim como atualmente se diz que apenas a peemedebista pode vencer Flávio Dino, o comentário era de que, se disputasse o Senado, ninguém tiraria a vaga da ex-governadora.

O plano de Flávio Dino é simples: fazer a população e a classe empresarial e política crer que a corrida eleitoral de 2018 será plebiscitária, entre ele e Roseana Sarney, somente. Ao final, quando a ex-governadora confirmar o novo blefe, Dino sobrará absoluto, já que Roseana não tem força política para transferir votos e os eleitores maranhenses estarão alheios aos outros nomes na disputa.

O resto todos já sabem, a classe política e empresarial desprivilegiada e que prega o ‘volta Roseana’ será a primeira a pular para a nau comunista. Isso já aconteceu com Flávio Dino ainda oposição, em 2014, quanto mais agora, com ele sentado no poder.

Flávio Dino repete 2014 e já discute sobre vaga de vice
Política

Antecipação deixa para trás os principais adversários do comunista na disputa, Roberto Rocha e Maura Jorge

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), deu um longo passo a frente de seus principais adversários na disputa eleitoral de 2018.

Enquanto o senador Roberto Rocha ainda permanece em crise existencial e ideológica, se disputa o Palácio dos Leões pelo PSB ou pelo PSDB; e a ex-deputada Maura Jorge sequer tenta o apoio de pelo menos um partido para somar forças ao nanico PTN, o comunista já discute a vaga de vice em sua chapa majoritária.

A estratégia é a mesma de 2014, quando ele destronou a oligarquia Sarney. À época, o adversário principal era o então secretário de Estado da Infraestrutura, Luis Fernando Silva — atualmente no PSDB e aliado dos mais leais ao governador.

Sem grupo, Luis Fernando tentava se firmar como candidato oficial do clã, enquanto Flávio Dino já causava frisson nos bastidores da política ao deixar vazar que a vice havia sido oferecida ao mesmo PSDB, em articulação direta com o senador Aécio Neves, e não ao PDT ou PT, que se diziam detentores naturais da vice dinista.

A antecipação da discussão sobre a vaga, inclusive, serviu ainda para testar o impacto da aliança com o ex-prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), a quem Dino tinha como desafeto.

Desnorteados, os adversários — incluindo Luis Fernando e, posteriormente, Edinho Lobão — focaram na incoerência de Dino, na tal “política de gogó” e na suposta impossibilidade da aliança entre comunistas e tucanos por um tal ódio mortal que Aécio Neves nutre pelo PCdoB. O resultado foi que, enquanto a oposição se debatia, Dino deu um baile e formou chapa não somente com o PSDB, mas também trouxe para a coligação o PSB e Rede, legendas de todos os outros principais candidatos à Presidência da República, e ainda sem deixar escapar o PT.

Agora, faltando pouco mais de um ano para ser novamente testado nas urnas, o governador do Maranhão, embora em situação mais difícil, repete o feito de 2014 e antecipa a mesma discussão que pode levá-lo outra vez ao voto da maioria esmagadora da população maranhense, provavelmente até mesmo repetindo uma frente suprapartidária.

Flávio Dino ignora Zé Reinaldo e Tema e prestigia Carlos Brandão
Política

Governador compareceu apenas ao evento que consagrou a permanência do vice-governador no comando do PSDB no Maranhão

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), deu sinais públicos de que não precisa da presença de pelo menos dois de seus criadores para continuar na política e disputar a reeleição.

Apesar do convite, Dino ignorou o lançamento de pré-candidatura do deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido) ao Senado, no último sábado 6. O evento foi realizado em Tuntum, na residência e sob coordenação do prefeito da cidade e presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), Cleomar Tema (PSB).

Centenas de prefeitos, vices-prefeitos, ex-prefeitos, deputados, ex-deputados, vereadores, ex-vereadores, lideranças políticas e até secretários de governo prestigiaram o evento, considerado o maior de todos já registrado em Tuntum e região.

Até mesmo o deputado federal Aluísio Mendes (PTN), que tem como pré-candidata ao governo a ex-deputada estadual Maura Jorge (PTN), compareceu à festa, denominada de “Encontro da Gratidão”.

Já no domingo 7, o governador fez questão de participar, inclusive acompanhado da primeira-dama, Daniela Lima, da convenção que consagrou a permanência do vice-governador Carlos Brandão no comando do PSDB estadual, até 2019.

Além de prestigiar o tucano, Flávio Dino demonstrou novo desprezo a Tema e deu um chega pra lá no socialista, até então cotado nas rodas políticas como possível companheiro de chapa do comunista em 2018. Durante discurso, o governador fez questão de acenar para a possibilidade de não apenas manter os tucanos em sua chapa, mas de que Brandão pode estar novamente como vice.

“[Carrego] na mão direita a bandeira da gratidão. Gratidão a este partido, a seus dirigentes, porque sem a força do PSDB não teríamos vencido as eleições de 2014. (...) Brandão é um vice-governador ativo. Se depender de minha vontade, ele continua como vice na nossa chapa em 2018, pra gente poder dar continuidade a esse trabalho. (...) É de minha vontade que o PSDB continue compondo chapa majoritária com o PCdoB”, frisou.

Além de José Reinaldo Tavares e Cleomar Tema, o outro padrinho político de Dino é o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Humberto Coutinho (PDT). Ele também tem sido desprestigiado pelo comunista.

Pré-candidato, Márcio Jerry coordena programa de forte apelo eleitoreiro
Política

Secretário disputará para deputado federal em 2018

O secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso, lançou e coordena um programa de forte cunho eleitoreiro, há pouco mais de um ano para as eleições de 2018. Homem forte do PCdoB no Maranhão e do governador Flávio Dino, ele é pré-candidato a deputado federal, com o plano ousado de acabar com o histórico de coveiro de políticos e ainda espocar urnas.

Denominado de “Caravana Governo de Todos”, o programa é uma cartela repetida de outros já lançados pelo regime comunista, recheado principalmente de ações do Mais IDH. Até agora, já na quarta edição, apenas municípios onde há o compromisso do prefeito ou lideranças locais em eleger o secretário foram contemplados.

O próprio governo parece ter conhecimento pleno sobre o apelo eleitoreiro do programa.

Segundo divulgado pela Secap, o “Caravana Governo de Todos” acontecerá regularmente aos fins de semana, mas somente até o fim do ano — exatamente quando a Lei das Eleições barra esse tipo de abuso. Enquanto a proibição não chega, o Palácio dos Leões trabalha para que todas as regiões do estado sejam alcançados pelo programa de Márcio Jerry.

Ao todo, mais de 20 municípios de cabos-eleitorais já receberam a caravana: Palmeirândia, São Vicente de Ferrer, Bacurituba, São João Batista, Cajapió, Governador Archer, Capinzal do Norte, Santo Antônio dos Lopes, Bacabal, Arame, Santa Luzia, Barreirinhas, Carolina, Esperantinópolis, Jenipapo dos Vieiras, João Lisboa, Açailândia, Santa Quitéria, Zé Doca, Cachoeira Grande, Axixá, Morros, Presidente Juscelino e Icatu.

Procurado, o secretário não quis comentar sobre o cunho eleitoreiro do programa. Ele também não quis responder sobre a estranheza de, como pré-candidato, estar comandando ações de caráter social — como consultas e exames médicos, emissão de documentos, recebimento de sementes para plantação na agricultura familiar e até orientações jurídicas —, que nada tem a ver com a pasta que ocupa.

Cenário político do Maranhão para eleições de 2018 começa a ser desenhado
Política

Pela oposição, despontam como pré-candidatos ao Palácio dos Leões Roberto Rocha e Maura Jorge. Flávio Dino tentará a reeleição

A retirada de sigilo da Lista Fachin na Lava Jato mexeu no cenário eleitoral e, ainda que um ano e três meses seja muito tempo nos parâmetros políticos, a configuração para 2018 já começou a ser rascunhada. Pelo menos na corrida pelo Palácio dos Leões.

Com o medo e impossibilidade da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) entrar na disputa pela alta rejeição somada aos processos por corrupção, e com a possibilidade iminente do governador Flávio Dino (PCdoB) ser investigado e se tornar réu no maior esquema de ladroagem e propinagem do país, a eleição do ano que vem para o governo estadual promete ser acirrada.

Além do próprio comunista, que apesar de pilhado pela Odebrecht garante concorrer à reeleição, já se manifestaram a vontade de concorrer ao cargo a ex-deputada estadual Maura Jorge (PTN) e o senador Roberto Rocha — que ainda não fechou causa se vai ser mesmo pelo PSB ou pelo PSDB.

Enquanto Flávio Dino tem se aproximado de políticos e lideranças por meio de eventos oficiais para entrega de equipamentos e serviços públicos, os dois adversários vêm apostando no corpo a corpo pelo interior e abusam das redes sociais para se manter vivos no jogo.

Flávio Dino

Provável nome com maior força na disputa pelo fato único de estar sentado na máquina e saber fazer bom uso desta, Dino é, também, a principal incógnita do próximo pleito, por não haver certeza se ele terminará ou não o mandato e se concorrerá à reeleição — mesmo que atualmente afirme que sim, para as duas coisas.

Citado na Operação Lava Jato pelo delator José de Carvalho Filho, o comunista é alvo de um pedido de investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR) no Superior Tribunal de Justiça (STJ), por autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), por suspeitas de que tenha participado do esquema de corrupção da Odebrecht recebendo dinheiro por fora em troca de favores para a empresa. A aceitação desse pedido, somada a possibilidade de oferecimento de denúncia pela PGR, definirá se ele pode ou não virar réu e permanecer no cargo.

Nessa eventual situação, ele pode lançar o prefeitos de São Luís ou de Ribamar, Edivaldo Holanda Júnior e Luis Fernando Silva, ou ainda o presidente do Procon, Duarte Júnior, para substituí-lo. Caso seja obrigado a isso, e o ungido seja Edivaldo ou Luis Fernando, eles terão de deixar o PDT e PSDB e entrar no PCdoB. Duarte já é, oficialmente, comunista.

Por outro lado, caso se livre dessa nódoa, a força dos Leões já o deixa literalmente na agenda do principal nome para comandar o Estado, por meio de seu grupo, pelo mesmo tempo em que clã Sarney controlou o estado.

Maura Jorge

Ex-deputada estadual por pelo menos quatro mandatos e ex-prefeita do município de Lago da Pedra por duas vezes, a pré-candidata do PTN é, na verdade, a única dos três que já faz campanha aberta pelas cidades do Maranhão.

Conhecedora do caminho das pedras, de maior carisma que os outros dois e articulação e tirocínio político capaz de fazer toda uma população carregá-la nos braços e deixar o governador falando sozinho em praça pública, Maura Jorge caminha para as urnas, até agora, a única mulher na disputa.

Pesa contra ela apenas o fato de que precisa mostrar a habilidade que possui para ampliar seu peso partidário, já que a legenda em que é filiada ainda é nanica.

Roberto Rocha

Roberto Rocha, por sua vez, carrega o forte discurso de que pretende realmente implantar no estado a Mudança prometida aos maranhenses em 2014, quando ainda era aliado de Flávio Dino — e não a de perseguição, arrocho salarial, tentativa de censura à imprensa, aumento descontrolado de impostos e continuísmo de gastos com coisas supérfluas e propaganda, “mudança” conhecida tanto por quem não apostou como por quem apostou na implantação do regime comunista no Maranhão.

O socialista tem ainda o trunfo de ser conhecedor não somente dos 217 municípios maranhenses, mas de ser especialista em dados, números e estatísticas de todo o estado.

Contra ele, porém, pesa o fato de que, embora pregue por onde passa que a sua principal plataforma política é unir o Maranhão e superar a dicotomia Sarney versus anti-Sarney, Rocha ainda não conseguiu se firmar como terceira via em razão de não decidir por qual partido disputará a eleição. Essa demora, além de dificultar a formação de um grupo em torno de seu nome, tem provocado na população a desconfiança de que o [ainda?] socialista possa realmente sair candidato a governador contra Flávio Dino ou, se sair, na falta de outro nome competitivo, será a opção adotada pela oligarquia Sarney para o pleito.

Zé Reinaldo e Waldir Maranhão preparam lançamento de pré-candidatura ao Senado
Política

Eles são os únicos confirmados, até agora, na disputa. O deputado Weverton Rocha chegou a ensaiar entrada, mas esfriou após ser pilhado pelo STF

A política maranhense inicia a primeira semana do mês pré-eleitoral de maio com a confirmação de pelo menos dois nomes para a disputa pelo Senado em 2018: os deputados federais José Reinaldo Tavares e Waldir Maranhão. Mas nada combinado. Embora ambos façam parte da base do governador Flávio Dino (PCdoB) e no pleito do próximo ano o estado tenha direito a duas vagas, até agora, Tavares e Maranhão trabalham como adversários.

O primeiro tem a pré-candidatura articulada pelo presidente da Federação dos Municípios do Maranhão e prefeito de Tuntum, Cleomar Tema (PSB). Será na casa do próprio socialista, inclusive, que o principal responsável pela ruptura do domínio do clã Sarney nos cofres públicos do estado lançará seu nome para a corrida. O evento está marcado para o início da noite deste sábado 6, e contará com as presenças de lideranças políticas, parlamentares estaduais e federais, além de prefeitos engajados no projeto da eleição de Tavares para o Senado Federal.

Na oportunidade, ele anunciará a transferência de sua filiação do PSB — em razão de haver entrado em rota de colisão com a direção nacional do partido após tomar posição favorável as reformas trabalhista e previdenciária — para entrada em um outro partido, provavelmente o DEM.

Já Waldir Maranhão, após acertos com assessores, aliados políticos e com a alta cúpula do PP, também bateu o martelo e lançará, ainda este mês, sua pré-candidatura ao Senado. O local escolhido para a realização do ato foi o município de Presidente Dutra, comandada pelo também progressista Juran Carvalho. A data, contudo, ainda não foi definida.

Centenas de lideranças, dentre políticos com mandato e fora do cargo, já se articulam para mostrar a força de Maranhão durante a festa.

Weverton Rocha

O deputado federal Weverton Rocha (PDT), que afobou-se em levar caravanas de aliados a reuniões pelo interior do Maranhão, para mostrar força e volume, até tentou emplacar seu nome na disputa.

No entanto, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em torná-lo réu num processo de desvio de dinheiro destinado para obras no Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís, acabou jogando um jato de água fria no black bloc.

Contra o pedetista pesa ainda o fato da ojeriza e falta de confiança que Flávio Dino nutre ao seu nome.

Jorge Arturo se mantém na vice-presidência nacional do PHS
Política

Permanência confirma a capacidade de articulação e tirocínio político do advogado maranhense

O vice-presidente nacional do Partido Humanista da Solidariedade (PHS), Jorge Arturo, se manteve no cargo após a substituição de Eduardo Machado no comando da legenda por Luiz França.

A permanência de Arturo na vice-presidente do partido confirma a capacidade de articulação e tirocínio político do advogado maranhense, além de mostrar que as denúncias que envolvem seu nome no Caso Sefaz não estão sendo consideradas pela direção nacional do partido, que as entende apenas como perseguição política do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

Atualmente, o PHS possui bancada de sete deputados federais, mas nenhum do Maranhão.

Como Arturo já vem articulando com parlamentares e lideranças maranhenses a filiação no partido, essa situação deve mudar, já nas eleições de 2018.

Na Assembleia Legislativa estadual, onde possui apenas um deputado, Carlinhos Florêncio, a tendência é que esse número também aumente.

Briga entre deputados e Adelmo Soares pode prejudicar reeleição de Dino
Política

Governistas convocaram secretário suspeito de usar recursos da pasta para se eleger deputado em 2018

A briga por votos entre deputados da base aliada ao Palácio dos Leões e o secretário estadual de Agricultura Familiar, Adelmo Soares, pode colocar em risco o projeto de reeleição de Flávio Dino (PCdoB).

Nesta quarta-feira 3, os parlamentares aprovaram requerimento autorizando a convocação do subordinado de Dino a dar explicações à Casa sobre as ações de sua pasta. Em tese, ele deverá apresentar documentos sobre as ações desenvolvidas pela SAF no interior do estado. A verdade, no entanto, é outra.

Pré-candidato a deputado estadual pelo PCdoB, Adelmo é acusado abertamente pelos governistas de usar os recursos da SAF para assediar prefeitos e lideranças que já estão fechadas com os deputados para 2018. Os principais reclamantes, inclusive, são os deputados Júnior Verde (PRB) e Fábio Macedo (PDT), respectivamente, autor do requerimento e presidente da sessão que autorizou a convocação do secretário.

Até mesmo o líder do bloco governista, deputado Rafael Leitoa (PDT), que é apenas um mero suplente, votou pela convocação de Adelmo Soares.

Ocorre que, se apertar o secretário de Agricultura Familiar, como ameaça fazer para não perder prefeitos e lideranças, a base pode acabar colocando o governo do comunista sob suspeita de corrupção.

Logo, se as ameaças contra o subordinado de Flávio Dino — que já se desdobra como pode para sair da Lava Jato — se confirmarem, a sobrevivência política dos deputados será priorizada em detrimento do projeto de reeleição do governador.

Porém, caso a base recue, Adelmo Soares terá então carta branca, assinada pelos próprios parlamentares, para continuar trabalhando por sua eleição.

Flávio Dino coopta aliados de Roberto Rocha
Política

Senador é o principal adversário do comunista na disputa eleitoral de 2018

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), conseguiu cooptar pelo menos mais dois grandes aliados do senador Roberto Rocha (PSB), principal adversário do comunista na disputa pelo Palácio dos Leões em 2018.

As puladas de barco aconteceram oficialmente no mês passado, quando o atual prefeito de Alto Alegre do Pindaré, Fufuca Dantas (PMDB), e o seu filho e deputado federal, André Fufuca (PP), resolveram divulgar abertamente nas redes sociais suposta aliança institucional com o governo dinista.

Ex-sarneysistas, Fufucão e Fufuquinha, como são mais conhecidos na microrregião do Pindaré, onde fazem política, estavam fechados com Rocha desde a pré-campanha eleitoral de 2016.

Com o oferecimento de asfalto para o município onde Fufucão é prefeito, porém, as coisas mudaram.

Essa é a terceira vez que o socialista tem aliados cooptados por Flávio Dino. O primeiro agregado foi do secretário estadual de Meio Ambiente, Marcelo Coelho.

Marcelo Tavares também faz promoção pessoal com recursos da Saúde
Política

Chefe da Casa Civil atropelou a lei e os discursos de moral e ética que pregava na Assembleia quando era oposição ao governo

Colocado pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), no cargo de secretário-chefe da Casa Civil como pagamento pela ajuda dada durante a campanha eleitoral de 2014, o ex-deputado estadual Marcelo Tavares (PSB) decidiu testar as urnas novamente em 2018 e já se articula como pode para angariar votos.

Até mesmo por meio de atos ilícitos.

Nessa quinta-feira 27, o socialista aproveitou a entrega de ambulâncias pelo Palácio dos Leões para prefeituras maranhenses para fazer promoção pessoal com os recursos da Saúde — mesma irregularidade praticada pelo secretário de Comunicação e Articulação Política, Márcio Jerry Barroso, que costura uma vaga na Câmara Federal.

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Acompanhado do comunista, Tavares também não se avergonhou com os discursos de ética, moral e integridade que pregava noutros tempos e entregou alguns dos veículos para os chefes do Executivo municipal. Fez a entrega de chaves, inclusive.

Pela legislação, o uso de recursos públicos para se promover eleitoralmente caracteriza ato de improbidade administrativa. Entre as sanções para quem age nessa marginalidade, inclusive, está a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e multa.

Apesar do ilícito, o Ministério Público do Maranhão, a quem cabe acionar os dois secretários-candidatos na Justiça e teve seu chefe nomeado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), parece não ter enxergado qualquer ilegalidade na participação ativa dos caçadores de votos na solenidade.

Márcio Jerry faz promoção pessoal com recursos da Saúde
Política

Secretário posou para fotos e entregou chaves de ambulâncias para prefeitos. Ele é pré-candidato a deputado federal em 2018

Em pré-campanha por uma vaga na Câmara Federal desde o início do regime comunista no Maranhão, o secretário de Comunicação e Articulação Política, Márcio Jerry Barroso, utilizou-se do cargo público para peitar a lei e fazer promoção pessoal com recursos públicos da Saúde.

Nessa quinta-feira 27, apesar de nada ter a ver com a solenidade, Jerry posou para fotos oficiais ao lado do governador e prefeitos; e ainda entregou, segurando as chaves e tudo, algumas das ambulâncias distribuídas pelo Palácio dos Leões a nove mandatários de municípios maranhenses.

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Apesar do flagrante ilícito, o Ministério Público, a quem cabe coibir esse tipo de marginalidade, manteve-se e ainda se mantém calado. Luiz Gonzaga Martins Coelho, que comanda o Parquet no Maranhão, aliás, foi alçado ao cargo pelas mãos do governador Flávio Dino.

Pela legislação, a promoção pessoal praticada pelo secretário-candidato se enquadra em improbidade administrativa, que tem entre suas sanções justamente a de tornar o transgressor inelegível.

Caixa 2: Flávio Dino pode não se reeleger, mas chance de ser cassado é quase zero
Política

Demora judicial e a própria legislação tornam praticamente nula a chance do comunista perder o mandato ainda que fique comprovada a prática ilícita

Reportagem do jornal Gazeta do Povo aponta que a abertura de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) e o envio de petições para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra chefes do Executivo estadual, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), relacionadas a possível prática de caixa 2, dificilmente terão efeitos na esfera eleitoral.

Traduzindo, é praticamente zero a chance do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), delatado por ex-funcionário da empreiteira Odebrecht, perder o mandato ainda que fique comprovado o recebimento do dinheiro por fora – seja pelo que prevê a própria legislação brasileira para esses casos ou pela demora que deve marcar o andamento judicial dos processos. A dor de cabeça do comunista, por ora, lateja pelo risco de perder a eleição em 2018 para o senador Roberto Rocha (PSB-MA), que desponta como único nome na disputa sem manchas de corrupção na vida pública.

Prática que consiste em não contabilizar recursos financeiros usados em campanhas, o caixa 2 configura crime eleitoral e, em tese, pode resultar em penas que vão além da perda do mandato. Enquanto o artigo 350 do Código Eleitoral fala em prisão de até cinco anos, o artigo 22 da Lei Complementar 64, de 1990, determina oito anos de inelegibilidade.

Contudo, o artigo 14 da Constituição Federal e o artigo 30-A da Lei Eleitoral 9.504, de 1997, estipulam prazo de apenas 15 dias após a diplomação dos candidatos eleitos para contestações judiciais de mandatos sob suspeita de irregularidades financeiras durante as eleições. Na prática, todo candidato eleito pode, a partir do 16.º dia da diplomação, confessar a prática de caixa 2 sem correr grandes riscos de ser punido.

Além desse, outro fatores jogam a favor de Flávio Dino apesar dos detalhes da delação e das planilhas entregues ao Ministério Público Federal (MPF) por executivos da Odebrecht. O primeiro deles é o longo caminho que os processos levarão até que haja uma sentença judicial. Dos 47 políticos investigados no STF pela “primeira lista de Janot”, enviada à Corte em março de 2015, por exemplo, somente 5 viraram réus. Até agora, ninguém foi condenado ou absolvido em definitivo. Essa lentidão deve se repetir em relação a quase uma centena de políticos com foro nos tribunais superiores que estão na “segunda lista de Janot”, e até mesmo dentre os que receberão a palavra final do STJ.

Como o crime de caixa 2 prescreve 12 anos o fato, em relação a Dino, por exemplo, bastante tempo já se passou das eleições para governador do estado em 2010 (prescrição em 2022), na qual é acusado pelo ex-Odebrecht José de Carvalho Filho de ter recebido dinheiro por fora na campanha.

No caso do comunista, o processo contra ele, que tem foro privilegiado por prerrogativa de função, sequer já chegou ao STJ, uma semana após ser compartilhado com a Corte pelo ministro Edison Fachin, relator da Lava Jato no Supremo. Apesar de ainda restar cinco anos, o governador do Maranhão possui bom tramite no Judiciário, que pode até não conseguir livrá-lo de ser investigado e se tornar réu, porém de retardar o andamento do processo até sua prescrição.

Toda essa eternidade, porém, pode ser fatal nas urnas para quem derrotou o clã Sarney sob a promessa de mudança e discurso de honestidade e honradez. Isso sem falar que as coisas mudam se Flávio Dino, em vez de caixa 2, ser investigado e se tornar réu por propina, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, tanto em relação à suposta doação de R$ 200 mil que teria sido embolsada em 2010, quanto da outra, oficial, também de R$ 200 mil, recebida em 2014.