Complexo Penitenciário de Pedrinhas
A pedido de Eliziane Gama, CPI do Sistema Carcerário vai investigar caos em Pedrinhas
Política

Maior complexo penitenciário do estado permanece palco de regalias e fugas de presos

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário, destinada a investigar a realidade dos presídios brasileiros, aprovou, na terça-feira (5), uma visita in loco ao Maranhão para realizar diligências no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, o maior do estado. O requerimento foi apresentado pela deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA), aliada do governador Flávio Dino (PCdoB), mas que vem despontando estadual e nacionalmente pela forte independência no mandato.

Escada utilizada para o resgate dos presos foi abandonada no local
Atual7 Pedrinhas Escada utilizada para o resgate dos presos foi abandonada no local

- Sou de um estado em que o debate sobre sistema prisional é muito presente. O Maranhão figura no cenário nacional e internacional por causa dos vários casos de violência e homicídios dentro do sistema e pela quantidade exacerbada de mortes, até se fala em pena de morte não institucionalizada - esclareceu.

A data da visita ao Maranhão para verificar as condições das unidades prisionais maranhenses e também acompanhar a atual crise no sistema penitenciário ainda não foi agendada. Há suspeitas de que presos ainda possuam regalias como uso de celular, aparelhos de TV e realização de churrasco e rodas de pagode dentro das celas.

Conhecido como uma dos piores penitenciárias do país, Pedrinhas tem sofrido há anos com superlotação, mortes, rebeliões, falta de higiene, fugas cinematográficas, deficiência na vigilância, déficit de defensores públicos e precariedade na estrutura das unidades.

A exemplo do governo anterior, a falta de ações concretas do governo Flávio Dino para mudar esse quadro tem culminado no aumento dos problemas enfrentados nos últimos meses pelo governo maranhense.

Segundo autoridades estaduais, por exemplo, partiu de dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas os telefonemas que avisaram criminosos a posição exata de homens do choque nos arredores dos presídios, que se posicionavam para impedir um resgate há cerca de um mês, quando o Presídio São Luís 3 foi crivado de balas de fuzis AK 47 e 556. Por lá, apesar da Inteligência da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Sejap) possuir um Guardião monitorando tudo, só neste ano, além das mortes e princípios de rebelião, os presos conseguiram fugir pelo portão, por corda, escada e até de "macaquinho".

Diante do quadro de caos, questionada pelo Atual7 se tinha conhecimento do risco da vinda da CPI do Sistema Carcerário ao Maranhão passar uma imagem negativa de Flávio Dino para o país, e se não maquiaria o diagnóstico do sistema prisional do estado, Gama foi taxativa: "Claro que sim. Vamos mostrar tudo".

SSP e Sejap permitiram que resgatados usassem celular no Complexo de Pedrinhas
Política

Relatório do CPE revela que detentos repassavam informações do CDP para os criminosos em tempo real

O relatório do Comando de Policiamento Especializado (CPE), vazado um dia depois do resgate cinematográfico de quatro presos do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo Penitenciária de Pedrinhas, mostra que a Inteligência da Secretária de Segurança Pública (SSP) do Maranhão e da Secretária de Justiça e Administração Penitenciária sabia e permitiu que os detentos conversassem com os criminosos por celular.

Relatório do CPE do Choque revela que detentos ainda continuam se comunicando por celular com quem está do lado de fora de Pedrinhas
Atual7 Facilidade Relatório do CPE do Choque revela que detentos ainda continuam se comunicando por celular com quem está do lado de fora de Pedrinhas

O documento chamado de “Operação Pedrinhas” relata em ordem cronológica os detalhes da ação realizada pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar, pelo menos duas horas antes do ataque ao CDP de Pedrinhas, e revela que, como já acontecia no governo da peemedebista Roseana Sarney, adversária de Dino, os detentos continuam tendo acesso livre a aparelhos celular - que estranhamente funcionam perfeitamente dentro do complexo penitenciário.

Em um trecho, o relatório mostra que às 2h44 o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) alertou que os presos resgatados estavam se comunicando com o bando em tempo real, de dentro da unidade prisional, sobre o plano montado pelo Batalhão de Choque, inclusive informando a localização exata do posicionamento das três viaturas da guarnição.

"Por volta das 2:44h da madrugada do dia 05/04/2015, a guarnição da Choque 14 se encontrava ao lado do CDP, quando recebeu a ligação do CPU do Choque, onde o mesmo informou que as guarnições ficassem com atenção redobrada, e que se posicionassem em um lugar mais seguro, pois segundo informações passadas pelo CIOPS, teriam informantes de dentro do CDP, comunicando em tempo real a seus comparsas do lado de fora a posição exata das viaturas", diz o trecho.

Quatorze minutos depois, ainda conforme o relatório, o bate-cabeça da SSP e da Sejap não conseguiu evitar o ataque. Conforme revelou o Atual7 na última quinta-feira (9), o delegado de Polícia Civil Roberto Larrat, comandante da Inteligência da Sejap, arregou na missão, deixando apenas uma viatura escondida no local para combater os criminosos, o que acabou facilitando o resgate dos detentos Adeilton Alves Nunes, Ilton Carlos Martins, John Lennon da Silva Lima e John Carlos Campos Silva.

Um outro detalhe que também chama atenção no resgate em Pedrinhas é que todos os quatro presos já estavam do lado de fora da cela no momento do resgate, com a grade já cerrada - provavelmente - há dias.

Sem segurança

A incompetência da SSP e da Sejap para dificultar que detentos escapem do Complexo Penitenciário de Pedrinhas tem sido motivo de piada e vergonha nacional.

No dia 22 de março, quatro detentos fugiram com facilidade do Presídio São Luís 2. Sem rádio e sem arma, um vigilante de uma das guaritas foi obrigado a avisar a ocorrência da fuga em meio a berros.

Um dos fugitivos, que tropeçou e se feriu ao cair em trilhos que ficam atrás do complexo penitenciário, chegou a ser levado por um dos comparsas de "macaquinho".

Política

Comandante da Inteligência da Sejap afrouxou na missão ao saber que criminosos invadiriam Pedrinhas atirando contra os policiais com fuzis AK 47 e 556

Partiu do delegado de Polícia Civil Roberto Larrat, comandante da Inteligência da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap), a ordem para que homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Maranhão se retirassem das proximidades do Complexo Penitenciário de Pedrinhas na madrugada do Domingo de Páscoa (5), quando oito bandidos fortemente armados resgataram quatro presos do Primeiro Comando do Maranhão (PCM) - ramificação da facção que age nas unidades prisionais de São Paulo, o Primeiro Comando da Capital (PCC) - do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pedrinhas.

Comandante da Inteligência da Sejap, Larrat teve medo do Choque bater de frente com os criminosos
Divulgação/Ciops Afrouxou Comandante da Inteligência da Sejap, Larrat teve medo do Choque bater de frente com os criminosos

Larrat era o responsável por receber as informações repassadas pela Inteligência da PM do Piauí, que monitorou os bandidos em Teresina por 15 dias e repassou a informação do plano de resgate dos presos à Secretária de Segurança Pública (SSP) do Maranhão.

No decorrer da Operação Pedrinhas, ao ser informado do registro de um Boletim de Ocorrência no município de Chapadinha, onde a vítima relatou que teve uma S-10 tomada pelo bando e ouviu que os criminosos pretendiam invadir um dos presídios de Pedrinhas atirando de fuzis AK 47 e 556 contra os policiais - como de fato aconteceu - , o delegado afrouxou na missão e, além de não descrever as características da caminhonete roubada e de outros dois veículos que os criminosos utilizavam na ação, determinou que o coordenador do Ciops retirasse as pressas as três viaturas do local e evitassem o confronto, por medo de que o alto poder de fogo dos criminosos acabasse vitimando toda a tropa e destruísse as viaturas.

Posicionando-se atrás de contêineres e pesos de guindastes que ofereciam segurança e visibilidade da BR e do CPD, somente uma das guarnições do Choque conseguiu chegar a tempo no local e ainda trocar tiros com os bandidos no momento da fuga, mas como os policiais estavam distantes da viatura e da baixa em duas guarnições pelo ordem de deslocamento dada por Larrat, quatro detentos foram resgatados de Pedrinhas por meio de uma escada e uma corda.

Erro operacional

A determinação de Roberto Larrat em retirar os homens do Choque das proximidades de Pedrinhas se deu por falta de entrosamento com os comandos da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e do Grupo Especial de Operações Penitenciárias (Geop), que também sabiam do plano de resgate e chegaram a posicionar homens na área interna dos presídios do complexo penitenciário em sistema de reversamento, mas os retirou pouco tempo depois, sem informar à Larrat.

O medo do vazamento de informações também foi outro motivo que acabou contribuindo para a "falha operacional" da SSP em prender os criminosos e impedir o resgate.

Por determinação de Jefferson Portela, nenhum dos homens escalados para confrontar os bandidos sabia de fato o que estava acontecendo, sendo apenas vendidos na ação, sem qualquer informação sobre o plano de resgate dos presos em Pedrinhas - com exceção de quando os bandidos já estavam em Chapadinha -, e por isso acabaram sendo surpreendidos.

Resgate de presos em Pedrinhas expõe falta de fiscalização em postos da PRF-MA
Política

Em comboio e armados de fuzis de alto calibre, bandidos passaram livremente por pelo menos três postos da Polícia Rodoviária Federal do Maranhão

Além da falta de comando nas secretarias de Estado de Segurança Pública (SSP) e de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap), o resgate cinematográfico de quatro presos do Centro de Detenção Provisória (CPD) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, ocorrido na madrugada do último domingo (5), expôs também a falta de fiscalização em pelo menos três postos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Maranhão.

Posto da PRF de Pedrinhas; cemitério de motos e veículos velhos e amassados
Dapress Sem serventia Posto da PRF de Pedrinhas; cemitério de motos e veículos velhos e amassados

Por conivência ou incompetência, a PRF-MA permitiu que os oito bandidos que trafegavam em comboio e armados de pistolas e de fuzis AK 47 e 556 - os mesmos utilizados por terrorista da Al-Qaeda e soldados americanos -, passassem livremente pelos postos de Vargem Grande, que fica entre Chapadinha e o município; do São Francisco, que fica depois do entrocamento; e o de Pedrinhas, que fica a menos de 1 km do complexo penitenciário.

Em nenhum dos três postos, equipados inclusive com câmeras de segurança que, pela posição, alcançam até 3 km de distância, e com desvios que obrigam o motorista a passar a poucos metros da cabine, os bandidos foram abordados pela PRF no total de 246,2 km percorridos de Chapadinha - quando tomaram de assalto uma das pickups utilizadas no resgate - até São Luís.

No caso específico do posto de Pedrinhas, a inércia dos seis policiais rodoviários federais que estavam de plantão torna a falta de ação da PRF-MA ainda pior.

Mesmo tendo ouvido a troca de tiros entre os bandidos e homens do Batalhão de Choque da PM-MA, e observado a fuga em direção ao posto, além do poder de fogo para fechar o cerco, os agentes da PRF tinham poder de parar os três veículos utilizados no resgate dos presos por meio de cones de concreto ou mesmo os famosos jacarés, utilizados para estourar os pneus dos carros. Mas estranhamente nada foi feito.

“Ou foi conivente ou foi incompetente”, diz Evaristo Costa sobre fuga em Pedrinhas
Política

Jornalista da Rede Globo ainda criticou o fato de ninguém do governo Flávio Dino Dino der dado qualquer entrevista sobre o assunto

O jornalista da Rede Globo, Evaristo Costa, apresentador do Jornal Hoje, foi duro com o governo Flávio Dino, durante comentário sobre o resgate espetacular de quatro presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, realizado por homens armados com fuzis AK 47 e 556, na madrugada de domingo (5).

Ao comentar sobre o conhecimento prévio da polícia sobre o resgate dos presos, Evaristo não polpou críticas à inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública, comandada pelo delegado Jefferson Portela, e à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, comandada pelo controverso Murilo Andrade.

O jornalista da Globo ainda criticou o fato do governo Dino ter se negado a dar entrevista sobre o assunto.

- A polícia não esclareceu como ficou sabendo desse plano de fuga, duas horas antes dela acontecer, e nem deu explicações sobre as razões de não ter agido para impedir a ação dos bandidos. Aí, das duas, uma: se sabia, e fugiu, ou foi conivente ou foi incompetente. Ninguém do Governo do Maranhão deu entrevista sobre esse assunto - detonou.

Assista abaixo:

O Maranhão e o governo Flávio Dino voltaram a ser destacados negativamente em rede nacional. Apresentador do Jornal Hoje, da Rede Globo, o jornalista Evaristo de Macedo foi duro: "Das duas, uma: se sabia e fugiu, ou foi conivente ou foi incompetente".

Posted by Atual7 on Segunda, 6 de abril de 2015

Serviço de Inteligência da PM já sabia que bandidos tentariam resgate em Pedrinhas
Maranhão

Ataque era esperado no Presídio São Luís 3, e não no Centro de Detenção Provisória, onde quatro presos foram resgatados neste domingo (5)

Uma falha do Serviço de Inteligência da Polícia Militar do Maranhão, que já tinha conhecimento de que bandidos tentariam atacar o Complexo Penitenciário de Pedrinhas para resgatar presos, e do comando da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Sejap), por pouco não provocou uma banho de sangue de homens da PM-MA e agentes penitenciários no principal presídio do estado.

Acreditando que o resgate de detentos integrantes do PCM (Primeiro Comando do Maranhão) seria feito no Presídio São Luís 3 - e não no Centro de Detenção Provisória, onde quatro presos foram resgatados nesse domingo (5) em ação cinematográfica -, equipes do Batalhão de Choque da PM-MA e do Grupo Especial de Operações Penitenciárias (Geop) já estavam atuando no PSL3 há alguns dias, a pedido da Sejap, de forma preventiva. A informação foi confirmada ao Atual7 por fontes da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Maranhão.

Armados com fuzis AK 47 e 556, os mesmos utilizados por terroristas da Al-Qaeda, oito homens conseguiram entrar com facilidade no complexo penitenciário, que foi crivado de balas. Além do ataque surpresa, pela superioridade em relação as armas utilizadas pelos homens que fazem a segurança da unidade prisional, os bandidos chegaram a utilizar uma escada e uma corda durante o resgate.

Veja como ficou a guarita do Comple Complexo Penitenciário de Pedrinhas, após o resgate de quatro integrantes do PCC.

Posted by Atual7 on Domingo, 5 de abril de 2015



Em pouco mais de um ano, esta é a segunda vez que a Inteligência da PM-MA e a Sejap tinham conhecimento prévio de ataques de criminosos e mesmo assim falharam.

Em janeiro de 2014, a falta de sintonia entre as polícias Militar e Civil do Maranhão, e a falta de comando na Sejap, acabou resultando na morte da menina Ana Clara, de 6 anos, após bandidos de uma facção rival ao que atacou Pedrinhas, o Bonde dos 40, planejarem de dentro de Pedrinhas uma serie de ataques à ônibus em São Luís.

Resgatados em Pedrinhas são do Primeiro Comando do Maranhão
Maranhão

Armados de fuzis AK 47 e 556, bandidos resgataram Hilton Carlos Martins, John Lennon da Silva, John Carlos Campos Silva e Adeilto Alves Nunes

Guarita do presídio foi cravada de balas de alto calibre
Atual7 Armamento pesado Guarita do presídio foi cravada de balas de alto calibre

Os quatro presos resgatados do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em ação cinematográfica por volta das 5h30min deste domingo (5), são integrantes da facção criminosa PCC - Primeiro Comando do Maranhão, braço no estado do Primeiro Comando da Capital, de São Paulo.

Munidos de fuzis AK 47, calibre 7.62 - o mesmo que era utilizado pelo terrorista Osama Bin Laden - e 556 - o mesmo utilizado por soldados americanos, bandidos teriam estacionado em frente ao complexo em duas pickups e uma Saveiro, e atiraram contra o presídio e a base da Polícia Militar do Maranhão.

Durante o resgate do presos, uma escada chegou a ser levada e utilizada pelos bandidos.

Escada utilizada para o resgate dos presos foi abandonada no local
Atual7 Pedrinhas Escada utilizada para o resgate dos presos foi abandonada no local

Na fuga, homens do Batalhão de Choque chegaram a trocar tiros com os bandidos. Uma S10 foi abandonada em Campo de Perizes após ser tomada de assalto uma L200.

Ao passarem pelo posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), eles efetuaram vários disparos contra os policiais de plantão, atingindo um dos agentes no pé.

Os resgatados são Hilton Carlos Martins, John Lennon da Silva, John Carlos Campos Silva e Adeilto Alves Nunes.

Um deles, John Lennon da Silva, conhecido no mundo do crime como “Cara de Cavalo” e "John John", já havia fugido de Pedrinhas, e voltou às grades no final de agosto do ano passado, após ser presos por policiais militares Rondônia. Ele possui uma extensa ficha criminal, participando de mais de 15 assaltos à agências bancárias em diferentes Estados, tendo um deles ocorrido em abril de 2014, quando em companhia de mais dois comparsas invadiu uma agência do Banco do Brasil no município de Passagem Franca, levando mais de R$ 200 mil.

Já John Carlos Campos Silva, conhecido como "Perninha", é dos três recapturados dos 36 detentos que fugiram por um buraco feito por uma caçamba no muro do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em setembro do ano passado.

Armados de fuzis AK 47 e 556, bandidos resgatam quatro presos em Pedrinhas
Maranhão

Uma escada foi levada e usada pelos bandidos durante o resgate. Um policial rodoviário federal foi ferido no pé

Cela de onde presos resgatados em Pedrinhas fugiram
Atual7 Já estava cerrada?Cela de onde presos resgatados em Pedrinhas fugiram

Bandidos fortemente armados invadiram e crivaram de bala o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, por volta das 5h30min deste domingo (5), e resgataram quatro presos: Hilton Carlos Martins, John Lennon da Silva, John Carlos Campos Silva e Adeilto Alves Nunes.

Munidos de fuzis AK 47, calibre 7.62 - o mesmo que era utilizado pelo terrorista Osama Bin Laden - e 556 - o mesmo utilizado por soldados americanos, eles teriam estacionado em frente ao complexo em duas pickups e uma Saveiro, e atiraram contra o presídio e a base da Polícia Militar do Maranhão.

Durante o resgate do presos, uma escada chegou a ser levada e utilizada pelos bandidos.

Ao passarem pelo posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), eles efetuaram vários disparos contra os policiais de plantão, atingindo um dos agentes no pé.

Na fuga, homens do Batalhão de Choque chegaram a trocar tiros com os bandidos. Uma S10 foi abandonada em Campo de Perizes após ser tomada de assalto uma L200.

Os bandidos teriam empreendido fuga no sentido de Rosário.

Escada utilizada para o resgate dos presos foi abandonada no local
Atual7 Pedrinhas Escada utilizada para o resgate dos presos foi abandonada no local
Guarita do presídio foi cravada de balas de alto calibre
Atual7 Armamento pesado Guarita do presídio foi cravada de balas de alto calibre
Bandidos utilizaram fuzis AK 47 e 556 no resgate dos presos
Atual7 Cena de Guerra Bandidos utilizaram fuzis AK 47 e 556 no resgate dos presos
Maranhão

Fuga aconteceu no início da tarde deste domingo. Um dos presos levou outro nas costas

Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, onde preso consegue fugir carregado nas costas de outro preso
De Jesus/O Estado Facilidade Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, onde preso consegue fugir carregado nas costas de outro preso

A fragilidade na segurança do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, na capital do Maranhão, possibilitou a fuga de quatro presos no início da tarde deste domingo (22).

Sem rádio e sem arma, um vigilante de uma das guaritas foi obrigado a avisar a ocorrência da fuga em meio a berros.

O sistema de monitoramento também está com defeito.

Um dos fugitivos conseguiu levar outro carregado nas costas. Ele teria se ferido ao tropeçar e cair em trilhos que ficam atrás do complexo penitenciário.

O GTA foi acionado e faz buscas na área. Até o momento, porém, os quatro presos ainda não foram encontrados.