Complexo Penitenciário de Pedrinhas
Arquidiocese de São Luís desmente que padre achincalhado por Dino recebia “mensalinho”
Política

Além de confirmar que Roberto Perez Cordova cumpria suas atividades, entidade ainda revelou contratação de outro padre pelo governo estadual

A Arquidiocese de São Luís emitiu Nota de Solidariedade, nesta segunda-feira (29), em favor do padre Roberto Perez Cordova, coordenador da Pastoral Carcerária do Maranhão, achincalhado nas redes sociais e em nota oficial do Estado pelo Flávio Dino (PCdoB), após discordar do escamoteamento de números do Sistema Penitenciário estadual, especialmente os do Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

No documento, assinado pela Secretária Executiva da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Luis, Cecília Aparecida Amin Castro, com visto do Arcebispo Metropolitano, Dom José Belisário da Silva, a Arquidiocese confirma matéria do Atual7 sobre a atuação do padre durante o governo da peemedebista Roseana Sarney, e ainda desmente Dino quanto a acusação de que o clérigo recebia "mensalinho" para ficar calado sobre o caos em Pedrinhas.

"É de nosso conhecimento que o Padre Roberto Perez Cordova teve um contrato com o Governo do Maranhão, para atuar junto aos presídios, dando assistência religiosa aos presos e presas, o que pode ser comprovado com o testemunho de todos os membros da Pastoral Carcerária, pelos próprios apenados e apenadas do Complexo Penitenciário de Pedrinhas e de todo o Maranhão, trabalho que exerceu, com seriedade e compromisso cristão", diz trecho.

Ainda desmentindo Flávio Dino, e como prova de que o trabalho exercido pelo padre Roberto Cordova não era desonesto, a Arquidiocese de São Luis revela que, desde a demissão do sacerdote - no final de março deste ano, portanto já no governo do PCdoB - um outro representante da Igreja Católica foi contratado, o que joga por terra quaisquer suspeição de "boquinha" para não denunciar as mortes, fugas e maus tratos nos presídios maranhenses, como também insinuou o papagaio do governador, o secretário de Articulação Política, Márcio Jerry Barroso.

Num petardo na fábula de que Dino não pode ser contrariado quanto à execução de leis por ser ex-juiz federal, a nota lembra ainda que "o direito à assistência religiosa à pessoa privada de liberdade é consagrado pela Constituição Federal e previsto na Lei de Execução Penal, não constituindo, portanto, nenhuma ilegalidade em tal contratação".

Abaixo, a íntegra da nota da Arquidiocese de São Luís em solidariedade ao padre Roberto Perez Cordova, que lamenta ainda "parte da reunião ocorrida no Palácio dos Leões", quando o governador se descontrolou e bateu boca com o representante da Igreja:

Arquidiocese de São Luís do Maranhão contestou as acusações mentirosas do governador Flávio Dino sobre contratação de padre pelo Estado para serviços no Complexo Penitenciário de Pedrinha

Arquidiocese de São Luís do Maranhão contestou as acusações mentirosas do governador Flávio Dino sobre contratação de padre pelo Estado para serviços no Complexo Penitenciário de Pedrinha
Divulgação Mentira tem perna curta, governador.... Arquidiocese de São Luís do Maranhão contestou as acusações mentirosas do governador Flávio Dino sobre contratação de padre pelo Estado para serviços no Complexo Penitenciário de Pedrinha

Governo Chatô: Flávio Dino exonerou padre por criticar caos em Pedrinhas
Política

Membro da Pastoral Carcerária do Maranhão foi exonerado no final de março, após discordar do escamoteamento de números feito pelo atual governo

O governador Flávio Dino, do PCdoB, usou da força do cargo conferido pelo voto da população para coagir o padre Roberto Perez Cordova, da Pastoral Carcerária do Maranhão, entidade ligada à Igreja Católica no Brasil, a parar de criticar a permanência do caos e da corrupção no Sistema Penitenciário do Maranhão, especialmente no Complexo Penitenciário de Pedrinhas e seus anexos.

Funcionário de uma terceirizada desde o governo Roseana Sarney, o padre foi ameaçado de ser colocado no olho da rua caso continuasse a discordar do escamoteamento dos números de mortos e fugitivos das penitenciárias do estado, além de rebeliões, a exemplo de um motim ocorrido no presídio de Davinópolis, abafado pela Secretaria de Estado da Justiça e da Administração Penitenciária (Sejap), comandada pelo mineiro Murilo Andrade.

No dia 28 de março, a promessa de Dino foi cumprida, e a terceirizada foi obrigada a exonerar o clérigo do cargo.

Tática Chatô

A revelação da tática Chatô acabou sendo feita pelo próprio governador Flávio Dino, em comentários postados em seu perfil pessoal no microblogging Twitter (confira ao lado). Como de praxe, porém, o comunista distorceu os fatos, e acusou o membro da Pastoral Carcerária de receber um "mensalinho" do governo anterior para permanecer em silêncio sobre o sistema.

Uma rápida pesquisa na internet mostra, porém, que a estrategia do governador em usar de ditadura nos bastidores e se fazer de vítima em público é derrubada por atualizações no site da própria Pastoral Carcerária - além do fato que o padre permaneceu como funcionário da terceirizada por três meses do governo Dino.

Embora o padre Roberto Perez Cordova trabalhasse para uma terceirizada do governo peemedebista, durante a crise no sistema penitenciário, quando as rebeliões em Pedrinhas atingiram o seu ápice, várias ações contra o governo Roseana Sarney foram feitas pela Pastoral Carcerária, sendo todas amplamente divulgadas pela entidade.

Um delas diz respeito aos principais problemas no Sistema Penitenciário do Maranhão, que além de provar que o padre não silenciava durante o governo Roseana, ainda mostra que o comunista mentiu no Twitter: o alto índice de assassinato de presos, a superlotação carcerária (há mais de 3 mil presos além da capacidade), as condições insalubres das unidades prisionais, a centralização da custódia de presos na capital e a terceirização da atividade penitenciária foram repudiadas pela Pastoral, que inclusive teve suas alternativas à política de encarceramento defendidas pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Governador mentiu

Como se percebe, diferente do que Flávio Dino divulgou aos seus seguidores nas redes sociais, de tão ativa,a voz da Pastoral Carcerária chegou a ganhar repercussão nacional durante uma das maiores rebeliões no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, por meio de um dos maiores sites de cobertura política da capital federal, o Congresso em Foco.

Sobre a tática Chatô adotada por Dino, era um método do jornalista Assis Chateaubriand – fundador do Diários Associados, incluindo o jornal maranhense O Imparcial -, que ficou conhecido por se aproximar de autoridades para obter favores. Quando não conseguia, as chantageava para extrair vantagens.

Eliziane Gama leva puxão de orelha de Flávio Dino e silencia sobre caos em Pedrinhas
Política

Antes de ser convocado ao Palácio, deputada declarava que não esconderia resultado da visita ao complexo penitenciário

Autora do requerimento que solicitou a visita da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário ao Maranhão, a deputada federal Eliziane Gama (PPS) mantém-se em silêncio eleitoral sobre o que encontrou no Complexo Penitenciário de Pedrinhas e anexos. O silêncio, eleitoral mesmo, tem nome: Flávio; e sobrenome: Jerry.

Situação das celas do Complexo Penitenciário de Pedrinhas mostra porque presos fogem com facilidade
Atual7 Após pressão, Eliziane não viu isso... Situação das celas do Complexo Penitenciário de Pedrinhas mostra porque presos fogem com facilidade

Poucas horas antes de iniciar os trabalhos da comissão, Gama foi chamada para ir às pressas ao Palácio dos Leões, onde era esperada pelo aliado e governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e seu secretário de Articulação Política e Assuntos Federativos, Márcio Jerry. Na reunião fechada, a parlamentar foi colocada no paredão comunista, levou puxão de orelha e foi obrigada a recuar de qualquer declaração que pudesse gerar repercussão negativa contra o governo.

Amordaçada, a parlamentar obedeceu as ordens e ainda não deu um pio sobre a visita ao complexo penitenciário maranhense.

Um dos silêncios de Eliziane Gama chama-se "Casa de Reflexão", especie de cela de castigo na Casa de Detenção (Cadet) do complexo de Pedrinhas. No momento da visita da CPI do Sistema Carcerário, a sala de violação grave aos direitos humanos abrigava o total de 14 detentos, sendo que um deles estava no local - conforme denunciou a militante da Sociedade Maranhense dos Direitos Humanos (SMDH), Jô Gamba - porque pediu pra ir à enfermaria.

Presos sendo retirados das celas, no momento da visita da CPI, para passar a impressão de que superlotação na Cadet  diminuiu
Atual7 Após pressão, Eliziane também não viu isso... Presos sendo retirados das celas, no momento da visita da CPI, para passar a impressão de que superlotação na Cadet diminuiu

Outro fato que Gama, que na foto em destaque aparece de olhos fechados para não olhar nada do que ocorre em Pedrinhas, diz respeito à comida servida aos detentos. Ao ser convidada para provar a quentinha, a parlamentar olhou, se aproximou para sentir o cheiro, fez cara de nojo e recusou. Corajoso, o deputado federal Weverton Rocha, do PDT, que entrou pela primeira vez no presídio, foi o único dos 11 integrantes da comitiva a provar da comida.

Presos com pés comidos por ratos e necessitados de atendimento médico, celas quebradas, água jorrando sem parar, aparelhos de televisão dentro das celas e o controle de facções nas unidades prisionais de Pedrinhas também não foram vistos pela deputada federal, após o puxão de orelhas no Palácio dos Leões.

Diante do silêncio eleitoral, o Atual7 procurou a deputada, e questionou sobre o principal problema que afeta Pedrinhas, a superlotação.

A parlamentar faltou com a palavra e apenas respondeu que, devido a um replanejamento, houve uma diminuição do problema, mas não soube explicar que tipo de replanejamento foi feito, e nem onde o governo colocou os presos que abarrotavam as celas, se foram todos executados ou se fugiram.

"Foi a justificativa deles", disse, interrompendo a entrevista sob a alegação de que estava em uma reunião, e que depois retornaria o contato.

Sobre o silêncio eleitoral de Eliziane Gama, explica-se: ela ainda sonha em concorrer à Prefeitura de São Luís, em 2016, como candidata oficial do governador.

Superlotação é a falência do sistema prisional, diz Wellington após vistoria em Pedrinhas
Política

Deputado visitou as celas, ouviu as principais reclamações dos detentos e conferiu a realidade a que os presidiários estão submetidos

O deputado estadual e vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, Wellington do Curso (PPS), realizou visita in loco ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, na manhã dessa terça-feira (23), pela CPI do Sistema Carcerário. Estiveram presentes também os deputados federais Alberto Fraga (DEM-DF), presidente da CPI; Laudívio Carvalho (PMDB-MG), Eliziane Gama (PPS-MA); Weverton Rocha (PDT-MA); e Edimilson Rodrigues (PSOL-PA); além dos deputados estaduais Zé Inácio (PT) e Prof. Marco Aurélio (PCdoB).

O deputado Wellington do Curso, durante vistoria em Pedrinhas
Divulgação CPI do Sistema Carcerário O deputado Wellington do Curso, durante vistoria em Pedrinhas

De acordo com informações colhidas no Complexo Penitenciário, há três agentes penitenciários para 373 detentos na CCPJ e apenas 10 defensores públicos para 2.943 detentos. Além da superlotação das celas, da precariedade do atendimento médico e da ausência de condições básicas de vida, os detentos reclamam da indiferença por parte do Estado, o que implica na falta de ressocialização.

Na ocasião, o deputado visitou as celas, ouviu as principais reclamações dos detentos e conferiu a realidade a que os presidiários estão submetidos. E, após a visita ao presídio, o parlamentar se deslocou ao Palácio dos Leões, onde se reuniu com a Comissão e o governador Flávio Dino (PCdoB) para tratarem sobre as melhorias do Sistema Carcerário no Maranhão.

Em conclusão à visita dos membros da CPI ao Maranhão, também foi realizada uma Audiência Pública no Plenarinho da Assembleia Legislativa, com agentes penitenciários e parentes de detentos, na qual foram apresentados dados sobre a atual situação presidiária no Estado e discutidas ações para políticas públicas na situação atual.

Para Wellington, é estarrecedora a situação desumana em que se encontram os detentos e de caráter emergencial que a CPI, não só aponte as falhas, mas apresente soluções e conceda dignidade a eles. Ao entrar nas celas, segundo o deputado, o cenário encontrado na Penitenciária Pedrinhas lembra as masmorras da Idade Média e se assemelha aos navios negreiros que traziam escravos para o Brasil.

"Conhecido como um dos estados com um dos piores sistemas penitenciários do país, o Maranhão tem sofrido com superlotação, mortes, rebeliões, fugas e precariedades na estrutura das unidades", acentuou o depurado.

Wellington do Curso ainda relatou dados do último levantamento da Sejap, feito em maio deste ano, sobre a população carcerária. De acordo com os dados, os presídios do Maranhão abrigam um total de 6.237 detentos. Desse quantitativo, 2.769 são do interior e 3.441 da capital. Em Pedrinhas, a população carcerária é de 2.943 internos. A UPR de Paço do Lumiar contabilizou 39. A unidade em Pedrinhas com o maior número de detentos é a Casa de Detenção (Cadet) com 663 presos. O menor efetivo registrado está no presídio São Luís 3, com 86 apenados.

"Se há dignidade, eu questiono: onde está? Não podemos ignorar a realidade, pois enquanto o Poder Público continuar omisso, se perpetuará a violência e a destruição de vidas. Precisamos criar vagas em escolas, dar oportunidades de emprego e, assim, conceder as ideais condições para que o jovem seja o trabalhador de hoje e não o delinquente de amanhã”, declarou Wellington.

Após vídeo de presos operando parceiro em Pedrinhas, CPI Carcerária vem ao MA
Política

Requerimento havia sido apresentado pela deputada Eliziane Gama há mais de dois meses. Visita está marcada para os dias 25 e 26 de junho

Um dia depois do Atual7 mostrar a situação desumana e de caos em que se encontra o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário agendou, para a próxima semana, um visita in loco ao Sistema Prisional do Maranhão.

Parte I: Em Pedrinhas, no Maranhão, presos "operam" parceiro de cela com uma pinça de tirar sobrancelhas. Mais em: http://www.atual7.com/?p=8556

Posted by Atual7 on Segunda, 15 de junho de 2015

Parte II: Em Pedrinhas, no Maranhão, presos "operam" parceiro de cela com uma pinça de tirar sobrancelhas. Mais em: http://www.atual7.com/?p=8556

Posted by Atual7 on Segunda, 15 de junho de 2015

O pedido havia sido feito há pouco mais de dois meses pela deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA), aliada do governador Flávio Dino (PCdoB), mas que vem despontando estadual e nacionalmente pela forte independência no mandato. De acordo com a agenda, os parlamentares que integram a comissão estarão no estado nos dias 25 e 26 de junho, para a realização de audiência pública e visitas aos presídios do complexo.

Vídeos exibidos com exclusividade pelo Atual7 revelou que, como ocorria durante o governo da peemedebista Roseana Sarney, os detentos continuam a utilizar aparelhos celulares dentro das celas de Pedrinhas, inclusive chegando a utilizá-los para filmar uma "operação" realizada por eles próprios para retirada de uma bala com uma pinça de tirar sobrancelhas em um dos presos.

Nos quase nove minutos das imagens chocantes, um detento aparece com uma bala alojada na perna, enquanto seus parceiros de cela realizam uma "cirurgia", com a ajuda de uma pinça para tirar sobrancelhas e um pedaço de linha de uma toalha, para tentar retirar a bala.

Outras graves violações aos direitos humanos, como a existência de espancamentos e distribuição de produtos higiênicos vencidos para os presos, também estariam ocorrendo em Pedrinhas, principalmente na  Casa de Detenção (Cadet), e na Central de Custódia de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ), no Anil.

Novo governo, velhas práticas

Conhecido como uma dos piores penitenciárias do país, Pedrinhas tem sofrido há anos com superlotação, mortes, rebeliões, falta de higiene, fugas cinematográficas, deficiência na vigilância, déficit de defensores públicos e precariedade na estrutura das unidades.

A exemplo do governo anterior, a falta de ações concretas do governo Flávio Dino para mudar esse quadro tem culminado no aumento dos problemas enfrentados nos últimos meses pelo Governo do Maranhão.

Segundo autoridades estaduais, por exemplo, partiu de dentro do próprio Complexo Penitenciário de Pedrinhas os telefonemas que avisaram criminosos a posição exata de homens do choque nos arredores dos presídios, que se posicionavam para impedir um resgate, no início de abril deste ano, quando o Presídio São Luís 3 foi crivado de balas de fuzis AK 47 e 556, e quatro presos foram resgatados em uma ação parecida com filmes de Hollywood. Por lá, apesar da Inteligência da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Sejap) possuir um Guardião monitorando tudo, só neste ano, além das mortes e princípios de rebelião, os presos conseguiram fugir por corda, escada e até de "macaquinho".

Diante do quadro de caos, questionada pelo Atual7, quando da apresentação do requerimento à CPI dos Sistema Carcerário, se tinha conhecimento do risco da vinda da comissão ao Maranhão passar uma imagem negativa de Flávio Dino para o país, e se não maquiaria o diagnóstico do sistema prisional do estado, Gama foi taxativa: "Claro que sim. Vamos mostrar tudo".

Vídeo: Presos de Pedrinhas “operam” parceiro com uma pinça de tirar sobrancelhas
Política

Detentos ainda tentaram retirar bala alojada em um dos presos enfiando a ponta dos dedos na perna do parceiro de cela

Parte I: Em Pedrinhas, no Maranhão, presos "operam" parceiro de cela com uma pinça de tirar sobrancelhas.

Posted by Atual7 on Segunda, 15 de junho de 2015

Parte II: Em Pedrinhas, no Maranhão, presos "operam" parceiro de cela com uma pinça de tirar sobrancelhas. Mais em: http://www.atual7.com/?p=8556

Posted by Atual7 on Segunda, 15 de junho de 2015

O Atual7 teve acesso, com exclusividade, a dois vídeos que mostram a situação desumana e de caos em que se encontra o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão, governado há quase seis meses pelo comunista Flávio Dino.

Nos quase nove minutos das imagens chocantes - que apontam ainda para o uso de celular dentro dos presídios maranhenses -, um preso aparece com uma bala alojada na perna direita, enquanto é "operado" por parceiros de cela que, com a ajuda de uma pinça para tirar sobrancelhas e um pedaço de linha tirada de uma toalha velha, tentam retirar a bala.

Antes de utilizarem os "materiais cirúrgicos", os detentos tentarem retirar a bala enfiando a ponta dos dedos na perna do preso. O registro foi feito no início do mês, e teria acontecido na Casa de Detenção (Cadet).

Espancamento

Além do preso ter sido mantido na cela mesmo baleado, o Atual7 apurou a existência de espancamentos e distribuição de produtos higiênicos vencidos para os detentos. A comida servida também é de péssima qualidade.

A violação grave aos direitos humanos também estaria acontecendo na Central de Custódia de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ), no Anil. Ambas são comandadas por diretores indicados pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários do Maranhão, respectivamente, Ideraldo Gomes (Cadet) e Afrânio Feitosa (CCPJ), afastados pelo governo anterior e respondendo a processos administrativos pelo mesmo crime, mas ainda assim resgatados pelo atual governo.

Flávio Dino coloca empresa de segurança privada para proteger SSP e delegacias
Política

Empresa já levou mais de R$ 4,6 milhões dos cofres do governo estadual. Dono da Potencial Segurança também fatura na Sejap

Apesar de na internet defender em gráficos e curvas que o índice de criminalidade vem caindo em sua administração, o governador Flávio Dino, do PCdoB, resolveu colocar homens da empresa Potencial Segurança e Vigilância Ltda para fazer a proteção da Secretaria de Segurança Pública (SSP), comandada pelo delegado Jefferson Portela, e das quatro delegacias de polícia da capital que abrigam os plantões centrais.

A empresa pertence ao advogado Erik Janson Vieira Monteiro Marinho, que já operava milhões no governo passado pela boa ligação que mantém com o empresário Fernando Sarney, irmão e sócio da peemedebista Roseana, ex-governadora do Maranhão, no conglomerado Sistema Mirante de Comunicação.

Além de caracterizar usurpação de função pública e de revelar que nem mesmo a SSP e as delegacias - do Bom Menino, Cohatrac, Vila Embratel e Cidade Operária - estão seguras, a medida adotada pelo novo governo vai de encontro ao pregado pelo comunista nas redes sociais, e pode ser considerada ainda mais ilegal, já que a empresa de segurança privada foi contratada, na verdade, por outras pastas, a exemplo da Secretaria de Estado da Educação, comandada pela professora Áurea Prazeres, para fazer a segurança do prédio da Seduc e das escolas estaduais.

De acordo com o Portal da Transparência, de janeiro a maio deste ano, a Potencial já recebeu o total de R$ 4.604.244,92 (quatro milhões, seiscentos e quatro mil, duzentos e quarenta e quatro reais e noventa e dois centavos) para fazer a segurança apenas da Seduc, Caema, Junta Comercial, Viva Cidadão, Iterma, Agerp, Gisp e do Iema.

Embora também esteja prestando serviços para a SSP e para as delegacias desde o início do ano, o portal orçamentário estadual não mostra qualquer referência de pagamentos à empresa feitos por Jefferson Portela ou pelo delegado Augusto Barros, que comanda a Polícia Civil do Maranhão.

Sejap e Pedrinhas

Mesmo tendo declarado nas redes sociais que trouxe o fim das terceirizações no sistema penitenciário e a realização de processo seletivo para a contratação temporária de 1,3 mil profissionais, o governador Flávio Dino ainda vem gastando dinheiro público com empresas de segurança privada para fazer a guarda da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Sejap) e do Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

De janeiro a maio deste ano, Dino já retirou mais de R$ 1.113.945,36 (um milhão, cento e treze mil, novecentos e quarenta e cinco reais e trinta e seis centavos) dos cofres do estado para pagar a maior prestadora de serviços ao sistema prisional do Maranhão, a Atlântica Segurança Técnica, de propriedade de Luiz Carlos Cantanhede Fernandes, sócio de Jorge Murad, marido da ex-governadora Roseana Sarney na empresa Pousada dos Lençóis Empreendimentos Turísticos, em Barreirinhas.

Influente também no governo comunista - não se sabe se ainda por articulação do dono da Mirante - o dono da  Potencial Segurança e Vigilância também fatura em contratos com a Sejap.

Até agora, o total de R$ 1.694.328,28 (um milhão, seiscentos e noventa e quatro mil, trezentos e vinte e oito reais e vinte e oito centavos) já caíram na conta de sua outra empresa, a Gestor Serviços Empresariais Ltda.

Maranhão

Buraco feito em uma das celas da Cadet já tinha cerca de um metro de profundidade e quatro de comprimento

Buraco feito pelos presos já tinha cerca de quatro metros de comprimento
WhatsApp/Atual7 Tá virando rotina Buraco feito pelos presos já tinha cerca de quatro metros de comprimento

Agentes penitenciários descobriram por acaso, por volta das 11h deste domingo (7), um túnel de cerca de um metro de profundidade e quatro de comprimento na cela 5, do Bloco B, da Casa de Detenção (Cadet) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.

Por sorte, o buraco ainda estava na área interna da unidade prisional, o que evitou uma fuga em massa.

Esse é o terceiro túnel encontrado por acaso em Pedrinhas, em menos de um mês.

Na última quinta-feira (4), foi descoberto um túnel de cerca de 50 centímetros de profundidade no banheiro da cela 3 do Centro de Triagem. Semanas antes, agentes penitenciários já haviam descoberto um outro túnel, de aproximadamente três metros de profundidade, sob um beliche da cela 1 do Pavilhão F1, quando também foram encontrados e apreendidos 11 celulares e diversos carregadores, armas de fabricação caseira, além de um revólver calibre 38 e 19 munições.

No sábado, dois detentos - identificados como Antonio Moacir da Silva Moares e Pedro Wilquirson Marcelo da Silva - conseguiram fugir de uma das casas do complexo penitenciário. Em nota oficial, a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Sejap) informou que apenas um preso havia fugido e que o outro teve a tentativa frustada pelo Grupo Especial de Operações Penitenciárias (Geop), mas evitou informar como se deu a fuga.

Um policial, que não quis se identificar, informou ao Atual7 que a quantidade de túneis escavados pelos presos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas num período curto de tempo pode estar ligada a "vistas grossas", "falta de revista sistemática" e "acordos com presos" que voltaram a ser feitos dentro da unidade prisional.

Apesar da descoberta ter sido feita na manhã de hoje, a Sejap estranhamente ainda não se pronunciou oficialmente sobre o novo túnel.

A pedido de Eliziane Gama, CPI do Sistema Carcerário vai investigar caos em Pedrinhas
Política

Maior complexo penitenciário do estado permanece palco de regalias e fugas de presos

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário, destinada a investigar a realidade dos presídios brasileiros, aprovou, na terça-feira (5), uma visita in loco ao Maranhão para realizar diligências no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, o maior do estado. O requerimento foi apresentado pela deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA), aliada do governador Flávio Dino (PCdoB), mas que vem despontando estadual e nacionalmente pela forte independência no mandato.

Escada utilizada para o resgate dos presos foi abandonada no local
Atual7 Pedrinhas Escada utilizada para o resgate dos presos foi abandonada no local

- Sou de um estado em que o debate sobre sistema prisional é muito presente. O Maranhão figura no cenário nacional e internacional por causa dos vários casos de violência e homicídios dentro do sistema e pela quantidade exacerbada de mortes, até se fala em pena de morte não institucionalizada - esclareceu.

A data da visita ao Maranhão para verificar as condições das unidades prisionais maranhenses e também acompanhar a atual crise no sistema penitenciário ainda não foi agendada. Há suspeitas de que presos ainda possuam regalias como uso de celular, aparelhos de TV e realização de churrasco e rodas de pagode dentro das celas.

Conhecido como uma dos piores penitenciárias do país, Pedrinhas tem sofrido há anos com superlotação, mortes, rebeliões, falta de higiene, fugas cinematográficas, deficiência na vigilância, déficit de defensores públicos e precariedade na estrutura das unidades.

A exemplo do governo anterior, a falta de ações concretas do governo Flávio Dino para mudar esse quadro tem culminado no aumento dos problemas enfrentados nos últimos meses pelo governo maranhense.

Segundo autoridades estaduais, por exemplo, partiu de dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas os telefonemas que avisaram criminosos a posição exata de homens do choque nos arredores dos presídios, que se posicionavam para impedir um resgate há cerca de um mês, quando o Presídio São Luís 3 foi crivado de balas de fuzis AK 47 e 556. Por lá, apesar da Inteligência da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Sejap) possuir um Guardião monitorando tudo, só neste ano, além das mortes e princípios de rebelião, os presos conseguiram fugir pelo portão, por corda, escada e até de "macaquinho".

Diante do quadro de caos, questionada pelo Atual7 se tinha conhecimento do risco da vinda da CPI do Sistema Carcerário ao Maranhão passar uma imagem negativa de Flávio Dino para o país, e se não maquiaria o diagnóstico do sistema prisional do estado, Gama foi taxativa: "Claro que sim. Vamos mostrar tudo".

SSP e Sejap permitiram que resgatados usassem celular no Complexo de Pedrinhas
Política

Relatório do CPE revela que detentos repassavam informações do CDP para os criminosos em tempo real

O relatório do Comando de Policiamento Especializado (CPE), vazado um dia depois do resgate cinematográfico de quatro presos do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo Penitenciária de Pedrinhas, mostra que a Inteligência da Secretária de Segurança Pública (SSP) do Maranhão e da Secretária de Justiça e Administração Penitenciária sabia e permitiu que os detentos conversassem com os criminosos por celular.

Relatório do CPE do Choque revela que detentos ainda continuam se comunicando por celular com quem está do lado de fora de Pedrinhas
Atual7 Facilidade Relatório do CPE do Choque revela que detentos ainda continuam se comunicando por celular com quem está do lado de fora de Pedrinhas

O documento chamado de “Operação Pedrinhas” relata em ordem cronológica os detalhes da ação realizada pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar, pelo menos duas horas antes do ataque ao CDP de Pedrinhas, e revela que, como já acontecia no governo da peemedebista Roseana Sarney, adversária de Dino, os detentos continuam tendo acesso livre a aparelhos celular - que estranhamente funcionam perfeitamente dentro do complexo penitenciário.

Em um trecho, o relatório mostra que às 2h44 o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) alertou que os presos resgatados estavam se comunicando com o bando em tempo real, de dentro da unidade prisional, sobre o plano montado pelo Batalhão de Choque, inclusive informando a localização exata do posicionamento das três viaturas da guarnição.

"Por volta das 2:44h da madrugada do dia 05/04/2015, a guarnição da Choque 14 se encontrava ao lado do CDP, quando recebeu a ligação do CPU do Choque, onde o mesmo informou que as guarnições ficassem com atenção redobrada, e que se posicionassem em um lugar mais seguro, pois segundo informações passadas pelo CIOPS, teriam informantes de dentro do CDP, comunicando em tempo real a seus comparsas do lado de fora a posição exata das viaturas", diz o trecho.

Quatorze minutos depois, ainda conforme o relatório, o bate-cabeça da SSP e da Sejap não conseguiu evitar o ataque. Conforme revelou o Atual7 na última quinta-feira (9), o delegado de Polícia Civil Roberto Larrat, comandante da Inteligência da Sejap, arregou na missão, deixando apenas uma viatura escondida no local para combater os criminosos, o que acabou facilitando o resgate dos detentos Adeilton Alves Nunes, Ilton Carlos Martins, John Lennon da Silva Lima e John Carlos Campos Silva.

Um outro detalhe que também chama atenção no resgate em Pedrinhas é que todos os quatro presos já estavam do lado de fora da cela no momento do resgate, com a grade já cerrada - provavelmente - há dias.

Sem segurança

A incompetência da SSP e da Sejap para dificultar que detentos escapem do Complexo Penitenciário de Pedrinhas tem sido motivo de piada e vergonha nacional.

No dia 22 de março, quatro detentos fugiram com facilidade do Presídio São Luís 2. Sem rádio e sem arma, um vigilante de uma das guaritas foi obrigado a avisar a ocorrência da fuga em meio a berros.

Um dos fugitivos, que tropeçou e se feriu ao cair em trilhos que ficam atrás do complexo penitenciário, chegou a ser levado por um dos comparsas de "macaquinho".

Política

Comandante da Inteligência da Sejap afrouxou na missão ao saber que criminosos invadiriam Pedrinhas atirando contra os policiais com fuzis AK 47 e 556

Partiu do delegado de Polícia Civil Roberto Larrat, comandante da Inteligência da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap), a ordem para que homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Maranhão se retirassem das proximidades do Complexo Penitenciário de Pedrinhas na madrugada do Domingo de Páscoa (5), quando oito bandidos fortemente armados resgataram quatro presos do Primeiro Comando do Maranhão (PCM) - ramificação da facção que age nas unidades prisionais de São Paulo, o Primeiro Comando da Capital (PCC) - do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pedrinhas.

Comandante da Inteligência da Sejap, Larrat teve medo do Choque bater de frente com os criminosos
Divulgação/Ciops Afrouxou Comandante da Inteligência da Sejap, Larrat teve medo do Choque bater de frente com os criminosos

Larrat era o responsável por receber as informações repassadas pela Inteligência da PM do Piauí, que monitorou os bandidos em Teresina por 15 dias e repassou a informação do plano de resgate dos presos à Secretária de Segurança Pública (SSP) do Maranhão.

No decorrer da Operação Pedrinhas, ao ser informado do registro de um Boletim de Ocorrência no município de Chapadinha, onde a vítima relatou que teve uma S-10 tomada pelo bando e ouviu que os criminosos pretendiam invadir um dos presídios de Pedrinhas atirando de fuzis AK 47 e 556 contra os policiais - como de fato aconteceu - , o delegado afrouxou na missão e, além de não descrever as características da caminhonete roubada e de outros dois veículos que os criminosos utilizavam na ação, determinou que o coordenador do Ciops retirasse as pressas as três viaturas do local e evitassem o confronto, por medo de que o alto poder de fogo dos criminosos acabasse vitimando toda a tropa e destruísse as viaturas.

Posicionando-se atrás de contêineres e pesos de guindastes que ofereciam segurança e visibilidade da BR e do CPD, somente uma das guarnições do Choque conseguiu chegar a tempo no local e ainda trocar tiros com os bandidos no momento da fuga, mas como os policiais estavam distantes da viatura e da baixa em duas guarnições pelo ordem de deslocamento dada por Larrat, quatro detentos foram resgatados de Pedrinhas por meio de uma escada e uma corda.

Erro operacional

A determinação de Roberto Larrat em retirar os homens do Choque das proximidades de Pedrinhas se deu por falta de entrosamento com os comandos da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e do Grupo Especial de Operações Penitenciárias (Geop), que também sabiam do plano de resgate e chegaram a posicionar homens na área interna dos presídios do complexo penitenciário em sistema de reversamento, mas os retirou pouco tempo depois, sem informar à Larrat.

O medo do vazamento de informações também foi outro motivo que acabou contribuindo para a "falha operacional" da SSP em prender os criminosos e impedir o resgate.

Por determinação de Jefferson Portela, nenhum dos homens escalados para confrontar os bandidos sabia de fato o que estava acontecendo, sendo apenas vendidos na ação, sem qualquer informação sobre o plano de resgate dos presos em Pedrinhas - com exceção de quando os bandidos já estavam em Chapadinha -, e por isso acabaram sendo surpreendidos.

Resgate de presos em Pedrinhas expõe falta de fiscalização em postos da PRF-MA
Política

Em comboio e armados de fuzis de alto calibre, bandidos passaram livremente por pelo menos três postos da Polícia Rodoviária Federal do Maranhão

Além da falta de comando nas secretarias de Estado de Segurança Pública (SSP) e de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap), o resgate cinematográfico de quatro presos do Centro de Detenção Provisória (CPD) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, ocorrido na madrugada do último domingo (5), expôs também a falta de fiscalização em pelo menos três postos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Maranhão.

Posto da PRF de Pedrinhas; cemitério de motos e veículos velhos e amassados
Dapress Sem serventia Posto da PRF de Pedrinhas; cemitério de motos e veículos velhos e amassados

Por conivência ou incompetência, a PRF-MA permitiu que os oito bandidos que trafegavam em comboio e armados de pistolas e de fuzis AK 47 e 556 - os mesmos utilizados por terrorista da Al-Qaeda e soldados americanos -, passassem livremente pelos postos de Vargem Grande, que fica entre Chapadinha e o município; do São Francisco, que fica depois do entrocamento; e o de Pedrinhas, que fica a menos de 1 km do complexo penitenciário.

Em nenhum dos três postos, equipados inclusive com câmeras de segurança que, pela posição, alcançam até 3 km de distância, e com desvios que obrigam o motorista a passar a poucos metros da cabine, os bandidos foram abordados pela PRF no total de 246,2 km percorridos de Chapadinha - quando tomaram de assalto uma das pickups utilizadas no resgate - até São Luís.

No caso específico do posto de Pedrinhas, a inércia dos seis policiais rodoviários federais que estavam de plantão torna a falta de ação da PRF-MA ainda pior.

Mesmo tendo ouvido a troca de tiros entre os bandidos e homens do Batalhão de Choque da PM-MA, e observado a fuga em direção ao posto, além do poder de fogo para fechar o cerco, os agentes da PRF tinham poder de parar os três veículos utilizados no resgate dos presos por meio de cones de concreto ou mesmo os famosos jacarés, utilizados para estourar os pneus dos carros. Mas estranhamente nada foi feito.

“Ou foi conivente ou foi incompetente”, diz Evaristo Costa sobre fuga em Pedrinhas
Política

Jornalista da Rede Globo ainda criticou o fato de ninguém do governo Flávio Dino Dino der dado qualquer entrevista sobre o assunto

O jornalista da Rede Globo, Evaristo Costa, apresentador do Jornal Hoje, foi duro com o governo Flávio Dino, durante comentário sobre o resgate espetacular de quatro presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, realizado por homens armados com fuzis AK 47 e 556, na madrugada de domingo (5).

Ao comentar sobre o conhecimento prévio da polícia sobre o resgate dos presos, Evaristo não polpou críticas à inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública, comandada pelo delegado Jefferson Portela, e à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, comandada pelo controverso Murilo Andrade.

O jornalista da Globo ainda criticou o fato do governo Dino ter se negado a dar entrevista sobre o assunto.

- A polícia não esclareceu como ficou sabendo desse plano de fuga, duas horas antes dela acontecer, e nem deu explicações sobre as razões de não ter agido para impedir a ação dos bandidos. Aí, das duas, uma: se sabia, e fugiu, ou foi conivente ou foi incompetente. Ninguém do Governo do Maranhão deu entrevista sobre esse assunto - detonou.

Assista abaixo:

O Maranhão e o governo Flávio Dino voltaram a ser destacados negativamente em rede nacional. Apresentador do Jornal Hoje, da Rede Globo, o jornalista Evaristo de Macedo foi duro: "Das duas, uma: se sabia e fugiu, ou foi conivente ou foi incompetente".

Posted by Atual7 on Segunda, 6 de abril de 2015

Serviço de Inteligência da PM já sabia que bandidos tentariam resgate em Pedrinhas
Maranhão

Ataque era esperado no Presídio São Luís 3, e não no Centro de Detenção Provisória, onde quatro presos foram resgatados neste domingo (5)

Uma falha do Serviço de Inteligência da Polícia Militar do Maranhão, que já tinha conhecimento de que bandidos tentariam atacar o Complexo Penitenciário de Pedrinhas para resgatar presos, e do comando da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Sejap), por pouco não provocou uma banho de sangue de homens da PM-MA e agentes penitenciários no principal presídio do estado.

Acreditando que o resgate de detentos integrantes do PCM (Primeiro Comando do Maranhão) seria feito no Presídio São Luís 3 - e não no Centro de Detenção Provisória, onde quatro presos foram resgatados nesse domingo (5) em ação cinematográfica -, equipes do Batalhão de Choque da PM-MA e do Grupo Especial de Operações Penitenciárias (Geop) já estavam atuando no PSL3 há alguns dias, a pedido da Sejap, de forma preventiva. A informação foi confirmada ao Atual7 por fontes da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Maranhão.

Armados com fuzis AK 47 e 556, os mesmos utilizados por terroristas da Al-Qaeda, oito homens conseguiram entrar com facilidade no complexo penitenciário, que foi crivado de balas. Além do ataque surpresa, pela superioridade em relação as armas utilizadas pelos homens que fazem a segurança da unidade prisional, os bandidos chegaram a utilizar uma escada e uma corda durante o resgate.

Veja como ficou a guarita do Comple Complexo Penitenciário de Pedrinhas, após o resgate de quatro integrantes do PCC.

Posted by Atual7 on Domingo, 5 de abril de 2015



Em pouco mais de um ano, esta é a segunda vez que a Inteligência da PM-MA e a Sejap tinham conhecimento prévio de ataques de criminosos e mesmo assim falharam.

Em janeiro de 2014, a falta de sintonia entre as polícias Militar e Civil do Maranhão, e a falta de comando na Sejap, acabou resultando na morte da menina Ana Clara, de 6 anos, após bandidos de uma facção rival ao que atacou Pedrinhas, o Bonde dos 40, planejarem de dentro de Pedrinhas uma serie de ataques à ônibus em São Luís.

Resgatados em Pedrinhas são do Primeiro Comando do Maranhão
Maranhão

Armados de fuzis AK 47 e 556, bandidos resgataram Hilton Carlos Martins, John Lennon da Silva, John Carlos Campos Silva e Adeilto Alves Nunes

Guarita do presídio foi cravada de balas de alto calibre
Atual7 Armamento pesado Guarita do presídio foi cravada de balas de alto calibre

Os quatro presos resgatados do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em ação cinematográfica por volta das 5h30min deste domingo (5), são integrantes da facção criminosa PCC - Primeiro Comando do Maranhão, braço no estado do Primeiro Comando da Capital, de São Paulo.

Munidos de fuzis AK 47, calibre 7.62 - o mesmo que era utilizado pelo terrorista Osama Bin Laden - e 556 - o mesmo utilizado por soldados americanos, bandidos teriam estacionado em frente ao complexo em duas pickups e uma Saveiro, e atiraram contra o presídio e a base da Polícia Militar do Maranhão.

Durante o resgate do presos, uma escada chegou a ser levada e utilizada pelos bandidos.

Escada utilizada para o resgate dos presos foi abandonada no local
Atual7 Pedrinhas Escada utilizada para o resgate dos presos foi abandonada no local

Na fuga, homens do Batalhão de Choque chegaram a trocar tiros com os bandidos. Uma S10 foi abandonada em Campo de Perizes após ser tomada de assalto uma L200.

Ao passarem pelo posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), eles efetuaram vários disparos contra os policiais de plantão, atingindo um dos agentes no pé.

Os resgatados são Hilton Carlos Martins, John Lennon da Silva, John Carlos Campos Silva e Adeilto Alves Nunes.

Um deles, John Lennon da Silva, conhecido no mundo do crime como “Cara de Cavalo” e "John John", já havia fugido de Pedrinhas, e voltou às grades no final de agosto do ano passado, após ser presos por policiais militares Rondônia. Ele possui uma extensa ficha criminal, participando de mais de 15 assaltos à agências bancárias em diferentes Estados, tendo um deles ocorrido em abril de 2014, quando em companhia de mais dois comparsas invadiu uma agência do Banco do Brasil no município de Passagem Franca, levando mais de R$ 200 mil.

Já John Carlos Campos Silva, conhecido como "Perninha", é dos três recapturados dos 36 detentos que fugiram por um buraco feito por uma caçamba no muro do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em setembro do ano passado.

Armados de fuzis AK 47 e 556, bandidos resgatam quatro presos em Pedrinhas
Maranhão

Uma escada foi levada e usada pelos bandidos durante o resgate. Um policial rodoviário federal foi ferido no pé

Cela de onde presos resgatados em Pedrinhas fugiram
Atual7 Já estava cerrada?Cela de onde presos resgatados em Pedrinhas fugiram

Bandidos fortemente armados invadiram e crivaram de bala o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, por volta das 5h30min deste domingo (5), e resgataram quatro presos: Hilton Carlos Martins, John Lennon da Silva, John Carlos Campos Silva e Adeilto Alves Nunes.

Munidos de fuzis AK 47, calibre 7.62 - o mesmo que era utilizado pelo terrorista Osama Bin Laden - e 556 - o mesmo utilizado por soldados americanos, eles teriam estacionado em frente ao complexo em duas pickups e uma Saveiro, e atiraram contra o presídio e a base da Polícia Militar do Maranhão.

Durante o resgate do presos, uma escada chegou a ser levada e utilizada pelos bandidos.

Ao passarem pelo posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), eles efetuaram vários disparos contra os policiais de plantão, atingindo um dos agentes no pé.

Na fuga, homens do Batalhão de Choque chegaram a trocar tiros com os bandidos. Uma S10 foi abandonada em Campo de Perizes após ser tomada de assalto uma L200.

Os bandidos teriam empreendido fuga no sentido de Rosário.

Escada utilizada para o resgate dos presos foi abandonada no local
Atual7 Pedrinhas Escada utilizada para o resgate dos presos foi abandonada no local
Guarita do presídio foi cravada de balas de alto calibre
Atual7 Armamento pesado Guarita do presídio foi cravada de balas de alto calibre
Bandidos utilizaram fuzis AK 47 e 556 no resgate dos presos
Atual7 Cena de Guerra Bandidos utilizaram fuzis AK 47 e 556 no resgate dos presos
Maranhão

Fuga aconteceu no início da tarde deste domingo. Um dos presos levou outro nas costas

Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, onde preso consegue fugir carregado nas costas de outro preso
De Jesus/O Estado Facilidade Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, onde preso consegue fugir carregado nas costas de outro preso

A fragilidade na segurança do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, na capital do Maranhão, possibilitou a fuga de quatro presos no início da tarde deste domingo (22).

Sem rádio e sem arma, um vigilante de uma das guaritas foi obrigado a avisar a ocorrência da fuga em meio a berros.

O sistema de monitoramento também está com defeito.

Um dos fugitivos conseguiu levar outro carregado nas costas. Ele teria se ferido ao tropeçar e cair em trilhos que ficam atrás do complexo penitenciário.

O GTA foi acionado e faz buscas na área. Até o momento, porém, os quatro presos ainda não foram encontrados.