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Flávio Dino quer que Roseana invista mais em Pedrinhas que em Educação, Saúde e Infraestrutura


Comunista usou mídia financiada pela Prefeitura de São Luís para chamar a governadora de 'estúpida', 'destrambelhada' e 'asna'.





Atual7

Pré-candidato ao governo estadual por uma parte da oposição, o comunista Flávio Dino usou blogs alinhados a ele e financiados pela Prefeitura de São Luís para criticar a decisão da governadora Roseana Sarney em destinar a maior parte dos recursos do Estado para os setores da Educação, Saúde e Infraestrutura, em detrimento ao destinado ao Sistema Carcerário do Estado.

Ontem (24), durante o lançamento da duplicação da MA-204, na Região Metropolitana de São Luís, Roseana voltou a tratar da crise que se abateu sobre a capital no final do ano passado, e quase culmina com uma intervenção federal no Maranhão.

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O comunista Flávio Dino, que passou a utilizar asseclas na imprensa para disseminar críticas aos seus opositores. Foto: Reprodução

DINEY O comunista Flávio Dino, que passou a utilizar asseclas na imprensa para disseminar críticas aos seus opositores. Foto: Reprodução

- Você vai colocar o recurso numa escola, num hospital, ou, então, numa estrada? Ou você vai colocar o recurso para melhorar a vida daqueles que estão lá, que são assassinos, criminosos, traficantes, que degeneram as nossas família? – questionou a governadora.

Seguindo a linha adotada por Dino nas redes sociais, uma das releases publicadas em um blog [hoje] dinista chegou a chamar Roseana de ‘estúpida’, ‘destrambelhada’ e ‘asna’, por ter optado em investir menos no setor carcerário que nos outros três primeiros setores. Para o comunista, a governadora deveria investir primeiro em Pedrinhas, e somente depois Educação, Saúde e Infraestrutura.

Há alguns meses, embora a situação no Complexo Penitenciário já esteja controlada, o pré-candidato do PCdoB vem surfando na onda da criminalidade e, insistentemente, pondo em xeque o trabalho da Polícia Militar do Maranhão, que controlou a situação nos presídios desde que a Tropa de Choque entrou e assumiu a guarda de Pedrinhas, mesmo diante da má-vontade do Sindicato dos Agentes Penitenciários, da pressão da OAB-MA e de entidades dos direitos humanos – todos ligados à oposição.

Força Nacional evita fugas na Unidade de Ressocialização do Olho-d’Água e em Pedrinhas


Tentativas de fuga foram descobertas na madrugada desta segunda-feira, 10. Um túnel foi descoberto no Centro de Detenção Provisória.





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Homens da Força Nacional, que devem permanecer em São Luís por mais 90 dias, evitaram, na madrugada desta segunda-feira (10), duas fugas em unidades prisionais na capital.

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A primeira, segundo informações da Sejap (Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária) foi na Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) do Olho-d’Água, onde presos teriam serrado grades das celas. A segunda, foi a descoberta de um túnel, no Centro de Detenção Provisória (CDP), no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Força Nacional atuará em presídios do Maranhão por mais 90 dias. Foto: Handson Chagas / Divulgação

MAIS TRÊS MESES Força Nacional atuará em presídios do Maranhão por mais 90 dias. Foto: Handson Chagas / Divulgação

Impeachment: desembargador manda citar Roseana Sarney, Arnaldo Melo e Regina Rocha


Advogados paulistas pedem o afastamento da governadora do Maranhão por violações aos direitos humanos.





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O desembargador Raimundo José Barros de Sousa determinou, no início da tarde desta quinta-feira (13), que a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Arnaldo Melo, ambos do PMDB, sejam citados no processo que pede o impeachment da peemedebista por ‘crime de responsabilidade’.

Segundo o mandato de segurança impetrado pelo Coletivo de Advogados [Paulistas] de Direitos Humanos, apreciado no último dia 10, a governadora não teria tomado providências capazes de impedir a onda de violência que deixou mortos e feridos dentro e fora do Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

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A governadora Roseana Sarney, o presidente da Assembleia, deputado Arnaldo Melo, e o senador pelo Amapá, José Sarney, recebendo as medalhas do 4º Centenário de São Luís. Foto: Divulgação

IMPEACHMENT A governadora Roseana Sarney, o presidente da Assembleia, deputado Arnaldo Melo, e o senador pelo Amapá, José Sarney, recebendo as medalhas do 4º Centenário de São Luís. Foto: Divulgação

Raimundo Barros deu o prazo de 10 dias para que Roseana Sarney e Arnaldo Melo prestem informações sobre suposto ato abusivo e ilegal perpetrado pelo Presidente da Assembléia Legislativa, tendo como litisconsorte passiva necessária a governadora do Maranhão.

O magistrado determinou ainda que O Estado do Maranhão, na pessoa da procuradora-Geral do Estado, Regina Lúcia de Almeida Rocha, também seja citada, e responda sobre o processo no mesmo prazo, 10 dias.

Abaixo, as expedições do mandatos de citação:

O presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo (PMDB), decidiu arquivar o pedido após parecer técnico da assessoria jurídica da Casa. Foto: Jurisconsult / Atual7

VAI TER DE SE EXPLICAR O presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo (PMDB), decidiu arquivar o pedido após parecer técnico da assessoria jurídica da Casa. Foto: Jurisconsult / Atual7

Polícia atira em preso dentro do Complexo de Pedrinhas após conter motim; assista ao vídeo


Imagens mostram a atuação da polícia diante de um grupo de presos despidos e encurralados.





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Imagens obtidas com exclusividade pela Folha de S.Paulo mostram a atuação da polícia diante de um grupo de presos despidos e encurralados em um dos pavilhões do Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

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Assista ao vídeo:

Vídeo mostra agressão de homens da Força Nacional a detentos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas


Gravação de 36 minutos revela ação de policiais diante de um grupo de detentos nus e encurralados em uma área do complexo.





Da Folha de S.Paulo

‘Eu vou atirar na sua bunda, nojento’. A ameaça, em meio a risos, é dirigida a um amontoado de homens nus. Com as mãos na cabeça, um usa o corpo do outro como escudo contra um possível ataque. E ele acontece.

Um disparo que parece ser de bala de borracha é feito em direção ao grupo rendido. O barulho faz com que os homens pulem.

O cenário da ação é Pedrinhas, complexo penitenciário do Maranhão onde 63 detentos morreram desde 2013, alguns deles decapitados.

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Vídeo obtido pela reportagem da Folha revela a ação de policiais militares diante de um grupo de presos despidos e encurralados. Foto: Reprodução / TV Folha

ENCURRALADOS Vídeo obtido pela reportagem da Folha revela a ação de policiais militares diante de um grupo de presos despidos e encurralados. Foto: Reprodução / TV Folha

O vídeo, de 36 minutos, ao qual a reportagem teve acesso, revela a ação de policiais militares diante de um grupo de presos despidos e encurralados em uma área do complexo penitenciário.

Eles se aglomeram em um dos pavilhões da central de custódia de Pedrinhas, em rebelião de 17 de janeiro.

Exatamente um mês antes, os presos eram os protagonistas de outro vídeo, também revelado pela Folha.

Detentos filmaram três rivais minutos após suas decapitações. Eles se divertiam enquanto exibiam os corpos.

Nas imagens gravadas em janeiro, homens da Força Nacional de Segurança Pública, ligada ao Ministério da Justiça, tentam conter um motim, observados por policiais militares maranhenses.

Gritos e barulho de disparos dominam a maior parte do vídeo. Os integrantes da Força Nacional tentam convencer detentos de duas celas a saírem do local pelados, com as mãos na cabeça.

Uma fumaça, que pode ser do gás lacrimogêneo, toma conta do espaço. O incômodo é grande -o vídeo mostra PMs se afastando, esfregando os olhos com força.

Encurralados

Depois de 30 minutos de negociação, os detentos deixam as celas ainda vestidos, mas com as mãos erguidas. Estão encurralados, de um lado da grade pela Força Nacional e de outro, pela Polícia Militar do Maranhão.

Nos últimos seis minutos da gravação, os presos são obrigados a tirar toda a roupa e a jogá-la no chão, e viram-se contra a parede.

Nesse momento um policial dispara em direção do canto onde estão amontoados os detentos nus.

‘Há uma série de etapas que devem ser cumpridas [pela polícia] até chegar à força letal. Como trabalhar o uso da força é um dos grandes desafios da polícia’, afirma o advogado Theodomiro Dias Neto, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

‘A questão da bala de borracha, porém, é absolutamente indesculpável, porque já estavam rendidos. Foi sadismo puro’.

Direitos Humanos

Joisiane Gamba, advogada da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, classificou como incorreta a conduta dos policiais militares. A entidade pretende enviar cópia do vídeo denunciando o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

‘O vídeo é uma prova de que os problemas em Pedrinhas não acabaram com a chegada da polícia e da Força Nacional’, disse Gamba.

A PM cuida da segurança do complexo desde dezembro, dois meses após a chegada da Força Nacional de Segurança Pública ao Estado.

O governo do Maranhão e o Ministério da Justiça informaram que só se pronunciarão depois de verem as imagens gravadas.

O ministério afirmou ainda que a Força Nacional atua ‘com foco na preservação da vida’ e conforme os preceitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Criminosos de Complexo Penitenciário de Pedrinhas usavam celular para manter contato com sindicalistas


Informação é da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária. Aparelho foi apreendido após revista no Centro de Detenção Provisória.





Do G1 MA

Um celular estava sendo usado para que presos do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, mantivessem contato com representantes do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Maranhão (Sindspem-MA), segundo ocorrência n° 009/2014 da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária do Maranhão (Sejap).

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Ocorrência de apreensão em revista de Pedrinhas. Foto: Reprodução / Documento

COMPARSAS Ocorrência de apreensão em revista de Pedrinhas. Foto: Reprodução / Documento

De acordo com a ocorrência, registrada pela direção do presídio, o celular foi encontrado sob posse do detento, José Jardersom Sá Matias. São suspeitos de manter contato com o preso a diretora do Sindspem-MA, Liana Furtado, e o ex-diretor de Pedrinhas, Raimundo Fonseca.

Segundo o secretário Sebastião Uchôa, Liana Furtado é esposa de um ex-direitor do CDP e já teria ligado para algumas rádios locais dando informações equivocadas de mortes, fugas e motins nos presídios. O marido responde a processo na Corregedoria do Sistema Penitenciário.

O secretário suspeita de uma articulação política para promover terror na penitenciária. ‘Uma pessoa que trabalhava no Presídio São Luís ouviu conversas de um agente penitenciário dando orientações de como os presos deveriam se comportar para criar terrorismos no sistema penitenciário’, contou o secretário Sebastião Uchôa.

O aparelho e mais três chips, assim como o registro da ocorrência, foram encaminhados para que a Polícia Cívil e a Corregedoria do Sistema Penitenciário instaurem inquérito policial e sindicância, respectivamente.

A apreensão aconteceu um dia antes do protesto dos agentes penitenciários, convocado pelo sindicato para esta terça-feira (28). A manifestação reuniu pouco mais de dez participantes.

Ordens para os ataques em São Luís partiram de dentro do Presídio de Pedrinhas. Foto: Reprodução

POR CELULAR Ordens para os ataques em São Luís partiram de dentro do Presídio de Pedrinhas. Foto: Reprodução

Definido mutirão carcerário no Complexo Penitenciário de Pedrinhas


Mutirão faz parte das medidas do Comitê Gestor Integrado, que objetiva buscar soluções conjuntas para os problemas enfrentados no Sistema Carcerário Estadual.





Atual7

‘Já fizemos forças nacionais em outros estados do Brasil, mas nunca encontramos um ambiente tão favorável, com vontade de resolver o problema como encontramos aqui no Maranhão’. Essa foi a afirmação feita na tarde dessa quarta-feira (22), pelo secretário de Reforma do Judiciário, órgão do Ministério da Justiça, Flavio Caetano, durante a reunião na sede da Defensoria Pública do Maranhão, que discutiu a operacionalização da força tarefa que vai atuar no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em regime de mutirão.

O secretário afirmou estar muito otimista com a integração que viu nas instituições, destacando o compromisso dos poderes Executivo e Judiciário, assim com da Defensoria Pública e Ministério Público. ‘Percebemos que temos um ambiente de integração entre as instituições e o Governo do Estado poucas vezes vista. Sentimos que estão todos irmanados, trabalhando noite e dia para resolver o problema’, disse.

No encontro, ficou definida como será a atuação da Força Nacional da Defensoria Pública em Execução Penal, que atuará na etapa presencial do mutirão carcerário. Os trabalhos acontecerão dentro do Complexo de Pedrinhas e terão início no próximo dia 27. A primeira etapa do mutirão consiste na análise processual, que continua acontecendo no Fórum de São Luís.

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Representantes de diversos órgãos definem os trabalhos do mutirão. Foto: Divulgação

FORÇAS NACIONAIS Representantes de diversos órgãos definem os trabalhos do mutirão. Foto: Divulgação

Dentro do Complexo Penitenciário, o grupo de trabalho interinstitucional vai atuar no atendimento individualizado de cada preso, oportunidade em que será analisada a situação de presos provisórios e definitivos. O grupo também vai inspecionar as condições físicas das unidades, a fim de propor as melhorias necessárias.

O defensor público-geral do Estado, Aldy Mello Filho, falou da importância da união entre os órgãos e instituições. Para o defensor, este é um momento não só de reflexão da atual situação, mas também para discussão de um modelo prisional mais adequado, no qual a Defensoria tenha um papel ainda mais participativo.

O presidente do Colégio Nacional de Defensores Públicos Gerais, Nilton Arnecke, também destacou o compromisso dos órgãos envolvidos. ‘O encontro foi positivo. Já participei de outras três forças nacionais, mas vemos que aqui as instituições estão realmente comprometidas em resolver o problema penitenciário. A força que ora se instala precisa dessa cooperação, em especial da Corregedoria que vai viabilizar o acesso aos processos para que sejam analisados’, ratificou.

Os trabalhos desta etapa serão coordenados pelos defensores públicos Paulo Costa (MA) e Andre Girotto (RS). Girotto esclareceu que a parceria do Judiciário e do Ministério Público será fundamental para execução dos trabalhos. Ele enfatizou que são estas instituições que vão dar celeridade aos pleitos que forem formulados pela Força.

Apoio

Presente no encontro, a corregedora-geral da Justiça, desembargadora Nelma Sarney, destacou o esforço que está sendo empreendido por juízes e servidores no mutirão de análise processual que está em andamento. Nelma Sarney enfatizou que no momento em que o Maranhão mais precisa a magistratura mostra que está unida, somando esforços para contribuir na solução dos problemas enfrentados no Estado.

‘Os senhores tenham certeza de que encontrarão, aqui, juízes destemidos e preparados para ajudar naquilo que for necessário’, afirmou a desembargadora. Nelma Sarney também se prontificou a dar apoio de pessoal e estrutura necessária para a Força Nacional da Defensoria Pública desempenhar bem suas funções.

Ratificando a posição da corregedora, a assessora Clarice Calixto elogiou o empenho do Judiciário, cujos membros têm dado todo suporte desde o princípio da crise. Agradeceu também o apoio recebido do Ministério Público e da Defensoria Pública do Estado.

Comitê Gestor

O mutirão carcerário faz parte das medidas do Comitê Gestor Integrado, presidido pela governadora Roseana Sarney, com o objetivo de buscar soluções conjuntas para os problemas enfrentados no Sistema Carcerário. A primeira etapa consiste na análise processual, que está em andamento no Fórum de São Luís; a segunda consiste nesta fase presencial, momento em que um grupo de trabalho atuará dentro dos presídios.

Também participaram do encontro o defensor público-geral da União, Raman Córdova; o chefe da Defensoria Pública da União no Maranhão, Yuri Costa; o diretor do Departamento Penitenciário Nacional, Luiz Fabrício; o secretário de Segurança, Aluísio Mendes; o secretário de Administração Penitenciária, Sebastião Uchôa; a procuradora-geral do Estado, Helena Haickel; os juízes corregedores José Américo, Francisca Galiza; os juízes Mário Marcio , Fernando Mendonça e Roberto de Paula; e os promotores Claudio Cabral e Fabíola Fernandes.

Folha de S.Paulo e Uol infringem ECA e expõem criança do Maranhão ao vexame em vídeo


Menor teve seus direitos violados em reportagem sobre os detentos que foram decapitados na última rebelião no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.





Atual7

Os sites Folha de S.Paulo e o Uol – ambos do mesmo grupo – infringiram o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), em uma reportagem veiculada na noite desse domingo (19), onde expõem uma criança do Maranhão ao tratamento desumano, vexatório, constrangedor e de exploração, segundo os Arts. 5, 17 e 18 do estatuto.

Sob o título ‘MA: decapitações em presídio deixaram órfãos’, a Folha de S. Paulo e o Uol mostram o que seria o filho de um dos detentos decapitados na última rebelião no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Embora tenha também entrevistado uma idosa – não identificada pela reportagem se é mãe ou vó do garoto -, os veículos emudecem a fala da senhora para que a repórter Juliana Coissi continue falando e mostre o menor sentado no chão, relatando algo e depois apontando para a foto de um jornal sensacionalista da área Itaqui-Bacanga, em São Luís, que utiliza imagens de violência extrema para gerar vendas. Há quem ainda goste e compre esse tipo de notícia.

Ainda na gravação, o dedo do menino para sobre uma das imagens do jornal, como que identificando que o homem que aparece ensanguentado seria o seu pai. Sensível, a criança esconde então o rosto entre as pernas e um dos braços e chora, não aguentando mais falar.

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Agora 'censurando' as imagens de presos decapitados, blogueiro do Uol e da Folha de S.Paulo resolveu exibir uma criança chorando. Foto: Reprodução / Uol

EXPLORAÇÃO DE MENOR Agora ‘censurando’ as imagens de presos decapitados, blogueiro do Uol e da Folha de S.Paulo resolveu exibir uma criança chorando. Foto: Reprodução / Uol

Apesar do Grupo Folha ter utilizado recursos que ocultaram [somente] o rosto da criança – sinal identificador de enorme valor no meio social, a reportagem violou a sua integridade psíquica e moral, sendo ele filho do detento decapitado em Pedrinhas ou não – além de ter permitido que o menor fosse identificado por meio da voz e traços corporais.

Pela prática do ato infracional, o Ministério Público do Maranhão (MP/MA), por meio da Promotoria da Infância e Juventude, e o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA-MA), podem representar a repórter Juliana Coissi, o jornalista Josias de Souza, a Folha de S.Paulo, o Uol e o secretário de Comunicação da Prefeitura de São Luís e presidente do PCdoB no Maranhão, Márcio Jerry, que compartilhou o link do Blog do Josias de Souza, que foi quem publicou o vídeo em que a criança maranhense teve a sua dignidade e respeito feridos.

Retweet do comunista que comanda a Comunicação da Prefeitura de São Luís. Link foi 'escondido' para que o ato contra a criança não seja divulgado pelo Atual7. Foto: Reprodução / Twitter / Márcio Jerry

FALTA DE RESPEITO À CRIANÇA Retweet do comunista que comanda a Comunicação da Prefeitura de São Luís. Link foi ‘escondido’ para que o ato contra a criança não seja divulgado pelo Atual7. Foto: Reprodução / Twitter / Márcio Jerry

Greve de fome em Pedrinhas é de presos do Bonde dos 40; facção é a autora dos ataques em São Luís


Greve coletiva já dura cinco dias. Participantes são os criminosos do Presídio São Luís 1, Presídio São Luís 2 e Centro de Detenção Provisória.





Atual7

Os cerca de 150 presos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas que mantêm uma greve de fome são todos criminosos pertencentes à facção Bonde dos 40, autora dos três ataques em São Luís, que incendiou vários ônibus, alvejou a balas várias delegacias, e matou um policial militar e uma criança de apenas 6 anos – além de ter queimado outras quatro pessoas e ter atirado em outro PM e uma mulher, no Bairro de Fátima.

Numa greve coletiva que já dura cinco dias, os criminosos do Presídio São Luís 1, Presídio São Luís 2 e Centro de Detenção Provisória (CDP) decidiram deixar de consumir a alimentação oferecida pela Secretaria de Estado da Justiça e Administração Penitenciária, na tentativa de sensibilizar a Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, que visitou a unidade prisional no início da semana, e chamar a atenção da parte da imprensa que conseguiu ter acesso aos pavilhões após um curioso descuido de um agente penitenciário, que teria esquecido o portão de entrada aberto.

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Carroceiro leva pra casa comida que criminosos estragaram ao o jogar alimento para o alto assim que perceberam a presença do CDH do Senado na unidade prisional. Foto: Fernando Gabeira

GANHOU O DIA Carroceiro leva pra casa comida que criminosos estragaram ao jogar o alimento para o alto assim que perceberam a presença do CDH do Senado na unidade prisional. Foto: Fernando Gabeira

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Os criminosos do Bonde dos 40 se recusam a comer qualquer coisa oferecida pelo Governo do Estado como forma de protesto contra a presença da Polícia Militar e da Força Nacional de Segurança nos presídios. Para isso, eles contam com a ajuda da seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que defende a proposta dos presidiários e trabalha pela retirada total das tropas do local.

De acordo com o presidente da OAB/MA, Mario Macieira, os presos teriam denunciado que, desde a entrada dos PMs e da Força Nacional em Pedrinhas, todos teriam passado a sofrer maus-tratos e torturas. Ainda segundo Macieira, os criminosos denunciaram também que estariam sendo alvejados por bala de borracha pela Tropa de Choque.

Sensibilizado e com temor de que a reivindicação dos presidiários seja ignorada, em entrevista à rádio Rádio CBN, na manhã dessa quinta-feira (16), o representante dos advogados maranhenses disse que a instituição vai propor uma Ação Civil Pública para pedir que o Governo do Maranhão indenize as famílias dos detentos mortos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Sobre o envio e exibição de vídeos que violaram os direitos humanos das famílias dos presos e as expôs à vergonha nacional, porém, o presidente da OAB/MA permaneceu omisso.

Também ontem, durante os períodos da tarde e da noite, a facção Bonde dos 40 promoveu tumultos nos três pavilhões que estão em greve de fome. Os bandidos tentavam iniciar nova rebelião, como as ocorridas anteriormente nas unidades. Eles chegaram a cerrar algumas grades e abrir vários cadeados. A ação criminosa, porém, foi rapidamente controlada pelas tropas da Polícia Militar e da Força Nacional.

Policiais do Batalhão de Choque se preparam para entrar no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, para controlar tumulto gerado por facção. Foto: Beto Macário / UOL

PRA DEVOLVER A PAZ Policiais do Batalhão de Choque se preparam para entrar no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, para controlar tumulto gerado por facção. Foto: Beto Macário / UOL

Direitos Humanos da OAB/MA e AL amparam criminosos, mas ignoram família de PM morto pelo Bonde dos 40


CDH da seccional maranhense e da Assembleia Legislativa do Maranhão não se manifestaram até agora em defesa de PMs e seus familiares.





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Ainda era início de novembro de 2013 quando a facção Bonde dos 40 executou o policial militar Francinaldo Sousa Pereira, de 41 anos, com 10 disparos, dentro do trailer da PM no bairro da Vila Nova.

De lá pra cá, não se encontra qualquer registro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Maranhão, das Comissões de Direitos Humanos da OAB/MA e da Assembleia Legislativa, ou simplesmente da famigerada Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), em prol dos familiares de Pereira, ou em defesa dos familiares e de outro PM, o sargento Marco Antonio Correa Cutrim, alvejado a tiros na mesma ação criminosa, no bairro de Fátima, chegando a correr risco de vida. O silêncio é total.

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Dor e revolta - de familiares e policiais - marcam velório de PM assassinado em São Luís pelo Bonde dos 40. Nenhuma entendida de Direitos Humanos apareceu. Foto: Reprodução

SÓ PARA OS CRIMINOSOS Dor e revolta – de familiares e policiais – marcam velório de PM assassinado em São Luís pelo Bonde dos 40. Nenhuma entendida de Direitos Humanos apareceu. Foto: Reprodução

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Em contrapartida, de uma hora para outra, em pleno ano eleitoral, todas as três entidades passaram a defender os presidiários do Complexo Penitenciário de Pedrinhas como nunca antes se teve conhecimento na história do País. Até visitação surpresa pelo trio Pedrinhas passou a ter.

Tudo meticulosamente articulado, o que começar a gerar desconfiança na população maranhense, já que dois de seus membros – Luis Antonio Pedrosa e Eliziane Gama -, ambos pré-candidatos de oposição, devem concorrer ao governo estadual em outubro próximo, ou apoiarem um outro candidato, também de oposição.