Agiotagem no MA
Agiotagem: negado pedido de Pacovan para retirar tornozeleira
Política

Magistrado indeferiu ainda pleito do agiota para que pudesse deixar o estado sem prévia comunicação ao juízo competente

O juiz Jorge Antônio Sales Leite, titular da 3ª Vara da Comarca de Bacabal, negou pedido do empresário do mercado financeiro paralelo, Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido como Pacovan, para retirar a tornozeleira eletrônica imposta pelo Tribunal de Justiça do Maranhão no bojo da Operação El Berite, que investigou desvio de recursos públicos em Bacabal, na ordem de R$ 4,5 milhões, para pagamento de agiotas, servidores públicos e vereadores participantes do esquema criminoso.

A decisão foi proferida no início deste mês, tendo Jorge Leite negado ainda a Pacovan a ampliação de medida cautelar que o proibiu de se ausentar do estado, sem prévia comunicação ao juízo competente, que deverá decidir após a manifestação do Ministério Público.

Segundo consulta a dados abertos da Polícia Civil do Maranhão e do Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (GAECO), Pacovan é considerado o maior agiota do Maranhão. Esta a segunda vez, no processo relacionado à El Berite, em que ele tem os mesmos pedidos negados. Além dele, Edna Maria Pereira, sua esposa, também pleitou a ausência do estado sem prévio requerimento ao magistrado, mas teve o pedido igualmente rejeitado. Em ambos o Parquet manifestou-se pelo indeferimento.

Na mesma decisão, porém, após manifestação do MP-MA não se opondo, apenas o proprietário da construtora El Berite Construções e Incorporação e Empreendimentos Ltda, Charles da Silva Viegas, teve o pleito atendido pelo juiz Jorge Leite.

Alegando residir na capital paulista desde março de 2016, ele solicitou a dilação do prazo de apresentação imposto nas medidas cautelares determinadas pelo titular da 3ª Vara da Comarca de Bacabal.

O magistrado acolheu a justificativa, determinando ao empresário que se apresente em juízo a cada seis meses, sendo que deve contar o prazo da data de sua última apresentação. Antes da decisão, ele precisava comparecer mensalmente.

“Isto posto, em consonância com o parecer ministerial, indefiro os pedidos de Josival Cavalcante da Silva e Edna Maria Pereira, para assegurar a instrução processual e a própria aplicação da lei penal, e defiro o pleito de Charles da Silva Viegas”, despachou.

Preso na Máfia da Agiotagem vai pegar mais R$ 631 mil da repatriação
Política

Richard Nixon ficou quase duas semanas na cela da Decop. Dinheiro cairá na conta da Prefeitura de Bacuri no próximo dia 30

O prefeito de Bacuri, Richard Nixon dos Santos (PMDB), preso por envolvimento direto na chamada Máfia da Agiotagem, vai pegar mais R$ 631.474,03 (seiscentos e trinta e mil, quatrocentos e setenta e quatro reais e três centavos) — já deduzido o valor do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) — referentes à multa da repatriação.

O dinheiro cai na conta do município no próximo dia 30, uma sexta-feira, antevéspera de Ano Novo. Em novembro, o peemedebista já havia recebido o mesmo valor, referente ao imposto dos recursos já repatriados. Como a rubrica não estava no Orçamento, a verba pode ser destinada para qualquer tipo de uso.

Nixon foi preso pela Polícia Civil do Maranhão em maio de 2015, durante as operações “Morta Viva” e “Maharaja”, sob acusação de fazer parte da quadrilha que saqueou mais de R$ 100 milhões nos cofres municipais.

Deflagrada em conjunto com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) contra crimes de agiotagem e desvio de recursos em municípios maranhenses, as operações desbarataram o esquema criminoso de desvio de dinheiro público por meio de licitações fraudulentas e direcionadas de fornecimento de merenda escolar, medicamentos e material escolar e também de obras para empresas de fachada ou fantasmas.

O empresário Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido como “Pacovan”, também foi preso na mesma operação. Ele e Nixon foram parceiros de cela, na Delegacia da Cidade Operária (Decop), em São Luís, durante as quase duas semanas em que permaneceram presos, temporariamente.

Nos bastidores, comenta-se que, dentro da cela, ele chegou a pedir quase meio milhão de reais emprestados para Pacovan, e que o dinheiro teria sido repassado no mesmo dia em que ele deixou a cadeia, ainda nas proximidades da Decop.

Polícia Civil realiza operação na casa do ex-prefeito Domingos Curió
Política

Ele é ex-prefeito de Turilândia e pai do atual prefeito de Governador Nunes Freire, Marcel Curió

O ex-prefeito de Turilândia, Domingos Sávio Fonseca da Silva, o Domingos Curió, foi preso pela Superintendência de Combate à Corrupção (Seccor) da Polícia Civil, nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira 24, em um desdobramento da ‘Operação Detonando’, que apura o envolvimento de 42 prefeitos e ex-prefeitos com um esquema de agiotagem no Maranhão.

Chefe da oligarquia que domina cidades na região do Alto Turi, o ex-prefeito é pai do atual prefeito de Governador Nunes Freire, Marcel Curió, e tenta eleger em Turilândia em outubro próximo o seu outro filho, Paulo Curió.

A esposa de Domingos Curió, que foi secretaria de finanças do município, também preso. O casal é suspeito de desvios de recursos públicos entre os anos de 2009 a 2012, quando estavam no controle da gestão do município.

Segundo o delegado Leonardo Bastian, que integra a Seccor e comandou a operação, o ex-prefeito e a ex-secretária de finanças assinavam cheques e autorizações de saque nas mãos do agiota Gláucio Alencar.

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Agiotagem: Polícia e Gaeco miram Sinfra por contrato com empresa de fachada
Política

Pactor Construções e Empreendimentos era utilizada pelo agiota Gláucio Alencar e Eduardo DP para desviar dinheiro público no município de Dom Pedro

A Polícia Civil do Maranhão e o Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) devem deflagrar uma operação específica para combater um suposto esquema operado entre a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra) e um dos braços da organização criminosa que atuava no desvio de verba pública e agiotagem no município de Dom Pedro. Comandada pelo ex-pré-candidato a prefeito de Imperatriz, Clayton Noleto (PCdoB), a Sinfra aditivou e formalizou novos contratos com a empresa Pactor Construções e Empreendimentos Ltda, uma das empreiteiras de fachada utilizadas pelo agiota Gláucio Alencar e pelo filho da ex-prefeita de Dom Pedro, Eduardo José Barros Costa, o Eduardo DP ou Imperador, no esquema de fraude a licitações de obras públicas.

A informação foi confirmada ao Atual7 nesta quinta-feira 19, pelo secretário de Segurança Pública, delegado Jefferson Portela, e pelo titular do Gaeco, promotor Marco Aurélio, durante coletiva de imprensa sobre a segunda etapa da ‘Operação Imperador’.

“Afirmo que qualquer crime, relacionado a pessoa física, relacionado a lavagem em relação a empresa de fachada, seja contra quem for, você pode anotar, publicar isso, e cobrar de nós amanhã (...) haverá investigação criminal”, garantiu Portela.

O secretário de Segurança afirmou que os trabalhos de investigação em relação às movimentações da Pactor e outros envolvidos em agiotagem e desvio de dinheiro estão avançados, em conjunto com as investigações das 42 prefeituras que operavam no esquema, e que, no momento certo, a sociedade vai ser informada. “Pode ter certeza disso! Qualquer empresa, qualquer pessoa”, reiterou.

Gaeco já em campo

A declaração de Portela reafirmada pelo titular do Gaeco. O promotor, contudo, revelou que o Ministério Público do Maranhão já abriu uma linha de trabalho com as receitas federal e estadual, além da Controladoria Geral da União (CGU).

Segundo Marco Aurélio, houve um pedido às receitas e à CGU para que sejam bloqueados todos os contratos feitos entre a Pactor e outras empresas de fachada com o poder público. O titular da Gaeco disse ainda que as empresas de fachada que atuavam em Dom Pedro continuam sendo operadas pelos criminosos em outros municípios do Maranhão.

“Um empresa dessa atuava e atua em vários municípios. E para coibir esse tipo de coisa, nessas empresas de fachada utilizadas e operadas por esses criminosos, nós estamos fazendo agora um trabalho com a própria receita estadual, receita federal e Controladoria Geral da União, pra identificar e, já de imediato, conseguir o bloqueio, para paralisar que essas empresas continuem sendo operadas”, afirmou o promotor.

O secretário Clayton Noleto foi procurado pelo Atual7 para explicar a contratação da empreiteira operada por Gláucio Alencar e Eduardo DP, mas, embora tenha tomado conhecimento dos questionamentos feitos, até a publicação desta matéria não retornou o contato.

Confira abaixo as declarações do secretário Jefferson Portela e do promotor Marco Aurélio sobre as ações contra a a Pactor Construções e quem ainda mantém contrato com a empreiteira.

Os escândalos com dinheiro público no MA que não terminaram em 2015 e vão invadir 2016
Política

Sermão aos Peixes e novas operações contra a Máfia da Agiotagem, inclusive da Polícia Federal, devem esquentar o ano

O ano de 2016 deve repetir cenas de novelas bem conhecidas dos maranhenses. Os mesmos temas das manchetes de 2015 – como as operações Sermão aos Peixes, da Polícia Federal; e Morta Viva e Maharaja, da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão –, devem continuar chamando a atenção da população. Além destas soma-se aos ingredientes dos escândalos uma iminente operação da Polícia Federal, a Usura III, contra pelo menos 39 prefeituras envolvidas na Máfia da Agiotagem.

Sermão aos Peixes

Com cumprimento de 13 mandados de prisão preventiva, 60 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de condução coercitiva, entre eles a do ex-secretário de Saúde do Maranhão, Ricardo Murad, a Operação Sermão ao Peixes fechou 2015 com a promessa de novas investigações e prisões para este ano, especialmente no governo Flávio Dino, que teve várias citações de prática de corrupção com verba da Secretaria Estadual de Saúde durante o primeiro ano de gestão do médico Marcos Pacheco.

De acordo interceptações feitas pela PF com a autorização da Justiça, os donos do Instituto Cidadania e Natureza (ICN), apontado como cabeça do esquema, tomaram conhecimento de investigações da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal após vazamento da própria SES. No relatório, de sete volumes, há ainda a relatos de que o secretário de Transparência e Controle, Rodrigo Lago, teve conhecimento das maracutaias da organização criminosa, mas apenas "apontou o dedo na cara" de um membro de uma das Oscips envolvida, além da confirmação de super salário para uma amiga do secretário de Assuntos Políticos e Federativos, Márcio Jerry Barroso, a enfermeira Keilane Silva Carvalho, por meio de uma terceirizada em Imperatriz. O caso foi revelado pelo Atual7 e teve grande repercussão em todo o estado. Os seletivos realizados por Flávio Dino para a Saúde, dentre eles o fraudado pelo Instituto Acqua – Ação Cidadania e Qualidade, de São Paulo, também devem entrar na nova fase da operação.

Por terem sido citados no relatório da PF, não está descarregada a probabilidade de que auxiliares do governo Zé Reinaldo e Jackson Lago - além da esposa do senador Roberto Rocha - também estejam no bojo.

"Morta Viva" e "Maharaja"

Se não houver interferência do Palácio dos Leões, a confirmação de que a Polícia Civil e o Gaeco encontraram dezenas de que talões e folhas de cheques; cartões de crédito e de débito; notas promissórias e pastas de documentos de compra e venda de imóveis de políticos, prefeituras, empresas e empreiteiros, no cofre do agiota Josival Cavalcanti da Silva, o Pacovan, deve provocar uma das maiores movimentações de algemas já ocorrida no Maranhão.

Realizada em maio de 2015 como parte de investigações contra crimes de agiotagem nos municípios maranhenses, as operações conjuntas "Morta Viva" e "Maharaja" devem ter novas fases desencadeadas este ano, em que os principais alvos serão Uthan Avelino de Jesus Carvalho, cunhado do deputado federal Zé Carlos do PT; o prefeito de Pedro do Rosário, Irlan Serra (PTC), irmão do suplente de deputado estadual Toca Serra (PTC); e os vereadores de São Luís, Roberto Rocha Júnior (PSB) e Isaías Pereirinha (PSL). Entre as empresas, estão a Agropol Agropecuária e Projetos; R2FC Engenharia e Arquitetura Ltda; Lastro Engenharia Incorporações Ltda; Premier Serviços Gerais Ltda; e Alcino Automóveis Comis de Veículos. Todos os citados tiveram envolvimento direto com o agiota Pacovan.

Embora tenha conseguido escapar de passar por mais dias na cadeia, o ex-tesoureiro da Prefeitura de São Mateus, Washington José Oliveira Costa, bem como a secretária de Administração e Finanças, Alda Aragão, também estão na mira, por assinarem cheques pertencentes ao município repassados para o agiota.

Usura III

Na cola de prefeitos e ex-prefeitos envolvidos até os centavos com a Máfia da Agiotagem, a Polícia Federal se prepara para deflagrar este ano uma mega operação contra pelo menos 39 gestores que afanaram os cofres públicos municipais por meio de fraudes em licitações dos setores da educação e saúde.

Deflagrada inicialmente em 2011 e novamente em 2013, a nova fase da operação Usura deve mirar nas mesmas 20 e em novas prefeituras envolvidas com o mesmo agiota Pacovan, considerado o maior de todo o estado.

Entre os principais alvos estão as cidades de Codó, Mirinzal, Bacabal, Zé Doca, Paço do Lumiar, São Luís, Cururupu, Presidente Dutra, Santa Inês, Tuntum, Governador Nunes Freire, Itapecuru-Mirim, Santa Rita, Anajatuba, Coelho Neto, Trizidela do Vale e Caxias.

Tyrone Silva desbloqueia R$ 5,2 milhões de empresas pertencentes a Pacovan
Política

Valor é próximo de verba desviada dos cofres da Prefeitura de Bacabal. Agiota já havia sido beneficiado pela Justiça com soltura

Se a determinação do desembargador Jorge Rachid em retirar das grades o agiota Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido por políticos e empresários como Pacovan, já havia posto dúvidas à utilidade das operações contra a máfia da agiotagem no Maranhão, uma nova decisão de outro membro do Judiciário maranhense pôs em dúvida agora a serventia da Superintendência de Combate a Corrupção (Seccor) e da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), da Polícia Civil; e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público estadual.

Por determinação do desembargador Tyrone Silva, datada da semana passada, quase todo o dinheiro bloqueado pela Justiça de três empresas que seriam do agiota foram liberados.

Ao todo, de pouco mais de R$ 7 milhões que havia sido bloqueados, o total de R$ 5.249.841,42 - quase o mesmo valor afanado dos cofres da Prefeitura de Bacabal, na gestão do ex-prefeito Raimundo Lisboa - já podem ser movimentados novamente por Pacovan, apontado nas investigações da Polícia Civil e do MP-MA como cabeça do esquema de desvio de recursos públicos da merenda escolar, medicamentos, e do aluguel de máquinas e carros nos municípios maranhenses.

Além de desqualificar as investigações, operações e até os próprios titulares da Seccor, Seic (delegados Lawrence Melo Pereira e Tiago Bardal) e Gaeco (promotor Marco Aurélio), a decisão dos magistrados também expôs a falta de segurança aos cofres públicos prometida pelo titular da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Maranhão, delegado Jefferson Portela, que logo após a quarta prisão de Pacovan, no dia 19 de novembro passado, declarou que movimentador do mercado paraleloe os outros integrantes da quadrilha, não importando quem fosse, responderiam por seus crimes.

“Estes criminosos, em sua ânsia vampiresca de acumular patrimônio, surrupiaram o dinheiro da merenda escolar, da moradia, das estradas, da urbanização das cidades, infernizando o meio social. Bandido é bandido. Não importa quem ele seja, deve responder por seus crimes”, prometeu.

Apesar da nova vitória no Poder Judiciário do Maranhão, ainda há esperanças de que o agiota e outros sete envolvidos na máfia que operou em Bacabal, após o recesso forense, possam voltar para as grades pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, fraude em processo licitatório, peculato e organização criminosa.

Pode ser que Portela se referia a essa esperança.

Soltura de Pacovan pela quarta vez desqualifica operações contra a agiotagem
Política

Apontado pela PF, Polícia Civil e Gaeco como o maior agiota do Maranhão já foi preso em 2011, 2013 e duas vezes em 2015

A nova decisão da Justiça pela soltura do agiota Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido por políticos e empresários como Pacovan, pôs dúvidas à utilidade das operações contra a máfia da agiotagem no Maranhão, que segundo a Polícia Federal, a Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público estadual surrupia recursos públicos da merenda escolar, medicamentos, e do aluguel de máquinas e carros nos municípios maranhenses.

No plantão judicial do último sábado 12, Pacovan foi solto pelo desembargador Jorge Rachid Mubarak Maluf, sob a alegação de que possui residência fixa, ocupação, e que o crime pelo qual ele é acusado, peculato-furto na forma tentada, não caracteriza a necessidade de manutenção de sua prisão.

Esta é a quarta vez que Josival Cavalcante da Silva é solto pela Justiça após ser preso, baseado em robustez de provas, por agiotagem.

PF desqualificada

Apontado pela PF, Polícia Civil e Gaeco como o maior agiota do Maranhão, Pacovan conheceu as grades pela primeira vez em maio de 2011, no bojo da Operação Usura, da Polícia Federal. Na época, segundo as investigações, ele havia movimento cerca de R$ 25 milhões em apenas dois anos, em organização criminosa que envolvia oito prefeitos, entre eles Raimundo Lisboa (Bacabal); Raimundo Galdino Leite, o Boca Quente (São João do Paraíso); Nilton Ferraz (Santa Luzia do Paruá); e Raimundo Sampaio, o Natim (Zé Doca). Somente da Prefeitura de São João do Paraíso, a PF encontrou o total de 91 cheques no cofre de Pacovan.

Já solto, em setembro de 2013, a Polícia Federal voltou a prender o agiota, durante a Operação Usura II, após quebra de sigilos bancários de três contas movimentadas por ele apontarem que pelo menos R$ 12 milhões das prefeituras de Bacabal e Zé Doca foram parar em uma outra conta sua. Na época, além Pacovan, a PF também levou Edna Cavalcanti, sua esposa. De oito, a lista de prefeituras operadas subiu para 20, incluindo como principais movimentadoras as de Bacabal, Cururupu, Zé Doca, Caxias e Paço do Lumiar.

Depoimentos pra cá, depoimentos pra lá, e poucos dias depois Pacovan voltou às ruas, por onde permaneceu livre até maio de 2015.

Polícia Civil e Gaeco desqualificados

Em ação conjunta da Polícia Civil do Maranhão e o Gaeco, Josival Cavalcante da Silva voltou a ser preso durante as operações Morta-Viva e Maharaja, por operações com recursos - desta vez não federais - movimentados pelos prefeitos Richard Nixon (Bacuri) e Edvan Costa (Marajá do Sena), e os ex-prefeitos Perachi Roberto de Farias Morais (Marajá do Sena) e Raimundo Nonato Sampaio (Zé Doca), além de empresários.

A lista de prefeituras envolvidas na organização criminosa subiu novamente, passando para 42 - e já deveria ter subido para 52 -, mais cheques e documentos de prefeituras e empresas foram encontrados do cofre de Pacovan, que foi solto novamente pela Justiça após poucos dias de depoimentos. Nesta operação, somente da Prefeitura de Santa Inês foram encontrados 23 cheques no cofre do agiota.

Preso outra vez em meados de novembro passado, novamente pela Polícia Civil - juntamente com outro agiota, Eduardo Barros, o Imperador; e o ex-prefeito de Bacabal, Raimundo Lisboa -, ele voltou a passar alguns dias detido para prestação de depoimento, mas já está solto de novo, por o desembargador Jorge Rachid entender que, conforme a decisão que também soltou o ex-tesoureiro da Prefeitura de São Mateus, Washington José Oliveira Costa, não houve crime algum da quadrilha pelo fato dos cheques roubados da prefeitura não terem sido sacados.

Roberto Rocha diz que esposa vai questionar PF sobre inquérito da Sermão aos Peixes
Política

Ana Cristina Ayres Diniz teve seu nome relacionado em esquema de corrupção em Balsas. Descoberta foi feita em interceptação telefônica de acusados

O senador Roberto Rocha (PSB-MA) divulgou nota, no início da noite dessa quarta-feira 2, na qual rebate revelação feita pelo Atual7 sobre as suspeitas de que sua mulher, Ana Cristina Ayres Diniz, segundo relatório da Polícia Federal relacionado à Operação Sermão aos Peixes, tenha recebido propina e participado de um esquema de superfaturamento de licitação encabeçado por investigados pela PF.

Roberto Rocha divulgou nota em que acusa a Polícia Federal de fazer interpretações absurdas feitas sem qualquer fundamento na realidade dos fatos
Divulgação Sermão ao Peixes Roberto Rocha divulgou nota em que acusa a Polícia Federal de fazer interpretações absurdas feitas sem qualquer fundamento na realidade dos fatos

Na nota, que pode ser conferida na íntegra ao lado, Rocha nega as acusações contra a sua esposa, alegando que Ana Cristina Diniz nunca exerceu cargo público em qualquer esfera de governo e que ela não conhece as duas pessoas da gravação. “Diante da gravidade dos fatos maldosamente imputados a ela”, diz, um advogado foi constituído para questionar a legitimidade da escuta contida no inquérito da Polícia Federal.

Ele promete ainda acionar a imprensa na Justiça por ter divulgado o trecho do relatório em que sua mulher é apontada como participante do esquema de corrupção.

Procurada pelo Atual7 desde a deflagração da Operação Sermão aos Peixes, a Polícia Federal tem alegado não que omite declaração a respeito de operações que estão em andamento e revestidas em sigilo, no caso as interceptações telefônicas. Resta saber se agora seguirá com a mesma linha ou adotará outra, por ser tratar de respostas à mulher de um senador da República.

Pote

Em conversa telefônica com o sócio da Centro de Medicina Clínica Ltda, interceptada pela Polícia Federal com autorização da Justiça no início de dezembro do ano passado, o empresário Charles Miranda Lopes menciona, segundo a PF, a esposa do senador maranhense, cunhada do prefeito de Balsas, Luís Rocha Filho, o Rocinha (PSB), ao comentar que pagava propina para uma agente do município por conta da licitação fraudulenta e do esquema de superfaturamento de biópsias realizadas rede pública de saúde do município.

Para a Polícia Federal, essa pessoa seria a mulher do senador Roberto Rocha, que era tratada por Charles como “secretária de saúde de Balsas”, que “gosta de um pote”.

Família suspeita

Esta não é a primeira vez que um familiar de Roberto Rocha tem o nome envolvido em esquema de corrupção desbaratado pela polícia.

Em maio deste ano, durante as operações "Morta Viva" e "Maharaja", que investiga crimes de agiotagem nas prefeituras do Maranhão, homens da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e do Grupo de Atuação Especial no Combate a Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão encontraram um cheque de 120 mil reais, pertencente ao vereador Roberto Rocha Júnior (PSB), filho do senador maranhense, no cofre do agiota Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido como Pacovan.

Até hoje o Rocha Júnior nunca se manifestou, mas o seu pai, provocado por um seguidor numa rede social, em ação semelhante a esta tomada contra a Polícia Federal, chegou a achacar o governo Flávio Dino e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), comandada pelo delegado Jefferson Portela, prometendo ir a SSP saber qual o "agente público canalha" que vazou a cópia do cheque de seu filho para setores da imprensa maranhense.

Após o achaque, de la pra cá, o achado no cofre de Pacovan foi aparentemente esquecido pela Polícia Civil - e provavelmente até devolvido.

Máfia da Agiotagem: Solicitada revogação de prisão de ex-tesoureiro de São Mateus
Política

Prefeito Miltinho Aragão teria garantido ao voltar de São Luís que ex-auxiliar ficaria em Pedrinhas somente até a próxima quinta-feira 27

O ex-tesoureiro da Prefeitura de São Mateus, Washington José Oliveira Costa, teve solicitada a revogação de prisão preventiva, nessa segunda-feira 23, três dias após ser capturado no município durante operação da Superintendência de Combate a Corrupção (Seccor) contra a Máfia da Agiotagem no Maranhão e encaminhado para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Réu confesso pode escapar das grades ainda esta semana, conforme teria garantido prefeito de São Mateus, Miltinho Aragão, aliado e ex-sócio do governador Flávio Dino
Atual7 Máfia da agiotagem ou da embromagem? Réu confesso pode escapar das grades ainda esta semana, conforme teria garantido prefeito de São Mateus, Miltinho Aragão, aliado e ex-sócio do governador Flávio Dino

Washington Oliveira Costa é réu confesso em inquérito policial aberto pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, que encontraram, durante as operações “Maharaja” e “Morta-Viva”, deflagradas no início de maio deste ano, duas folhas de cheques pertencentes à Prefeitura de São Mateus no cofre do agiota Josival Cavalcanti, o Pacovan. Em nota pública distribuída logo após o vazamento da apreensão dos documentos, ele assumiu a culpa pelo repasse do cheque a Pacovan e disse que o prefeito Miltinho Aragão (PSB), que é aliado e ex-sócio do governo Flávio Dino (PCdoB), não havia autorizado a operação.

Apesar de diligências iniciadas durante o dia poderem continuar noite adentro, no pedido de revogação de prisão, assinado pelos advogados Raimundo Nonato Leite Moraes e Josielea Carvalho Cabral Leite e endereçado ao titular da Comarca de São Mateus, juiz Marco Aurélio Barreto Marques, é alegado que o ex-auxiliar de Miltinho foi preso "ao arrepio da lei", por a prisão não ter sido executada "entre a aurora e o crepúsculo".

Num dos trechos do pedido, revelando que Washington Oliveira Costa, em depoimento, confessou que os cheques teriam sido utilizados para a realização de "negócio particular", embora se possa presumir que os cheques só não foram sacados devido a ação da polícia e o envolvimento com o agiota caracterize crime contra o Sistema Financeiro Nacional e contra a economia popular, os advogados argumentam ainda, tendo como base uma declaração do Banco do Brasil, que não houve prejuízo aos cofres do município, pois a negociação não teria sido concretizada, isto é, os cheques não teriam sido descontados.

Para advogados, não há nada de errado em Washington Oliveira Costa ter usado cheques da Prefeitura de São Mateus para negócios pessoais com um agiota
Atual7 Então, tá! Para advogados, não há nada de errado em Washington Oliveira Costa ter usado cheques da Prefeitura de São Mateus para negócios pessoais com um agiota

Em outro trecho, em afronta as investigações da Polícia Civil e do Gaeco, mesmo que a simples posse dos cheques de propriedade do município caracterize peculato e o repasse para o agiota constitua em desvio de finalidade e corrupção ativa e passiva, o que é crime, é dito que o pedido de prisão preventiva do ex-tesoureiro não passa de "devaneio policial", e que a ação da polícia é "injusta, desmotivada e desnecessária", e que a "autoridade policial apura tão somente a emissão de um cheque". Ainda segundo os advogados Raimundo Leite e Josielea Leite, Washington Oliveira Costa "sequer cometeu crime", "nada tem haver (sic) com crime organizado" e - mesmo ainda mantendo contato constante com Miltinho após ter o pedido de exoneração atendido, ou seja, ainda pode influenciar na movimentação financeira do Executivo - "a ordem pública foi restabelecida com as providências adotadas pela administração municipal".

Apesar da fraca defesa feita pela dupla Leite, chama a atenção o fato de que o prefeito de São Mateus esteve em São Luís do último sábado até essa segunda-feira, data em que foi dada entrada no pedido de revogação de prisão, e ao voltar para o município teria espalhado que o ex-tesoureiro ficaria preso somente até, no máximo, a próxima quinta-feira 26.

Outro fato curioso é que a outra pessoa que assinou o cheque pertence à Prefeitura de São Mateus em conluio com Washington Oliveira Costa não foi presa e continua sendo ocultada. Diferente de todas as outras operações da Polícia Civil contra a Máfia da Agiotagem, a que culminou com a prisão do ex-auxiliar de Miltinho Aragão foi a única que não teve qualquer divulgação por parte do Palácio dos Leões.

Vale lembrar ainda que, caso não ocorra influência externa da decisão, pela moralidade com a coisa pública, é remota a possibilidade do juiz Marco Aurélio Barreto Marques conceder a revogação do pedido de prisão, já que a conduta exercida pelo homem de confiança do prefeito de São Mateus - posto que tinha autoridade para movimentar os cheques da prefeitura - em passar as duas folhas de R$ 106.667,00 para o agiota Pacovan, se enquadra perfeitamente em concurso de crimes e de pessoas, já que houve ainda a vontade de praticar a conduta criminosa.

Vídeo: ex-tesoureiro da Prefeitura de São Mateus envolvido em agiotagem é algemado
Política

Washington Oliveira Costa foi preso na madrugada de sexta-feira 20. Ele é autor de uma das assinaturas em cheques da prefeitura encontrados com Pacovan

O vídeo abaixo, gravado pela equipe de reportagem da TV Difusora de Bacabal, mostra o momento exato em que o ex-tesoureiro da Prefeitura de São Mateus, Washington José Oliveira Costa, chega à cidade de Bacabal, especificamente no Socorrão, no último sábado 21, para fazer exame de corpo de delito antes de ser transferido para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.

Conforme revelado pelo Atual7, o ex-auxiliar teve prisão decretada e foi capturado pela Polícia Civil na madrugada de sexta-feira 20, um dia antes, durante operação da Superintendência de Combate a Corrupção (Seccor) contra a Máfia da Agiotagem no Maranhão.

Um fato curioso é que no dia da prisão, segundo fontes, Washington Oliveira Costa estava de posse de um aparelho de notebook dentro do veículo que conduzia. Apesar de em todas as operações a polícia ter o histórico de apreender esse tipo de equipamento para averiguações, este caso em especial não houve apreensão do aparelho, que, ainda segundo fontes, contém informações sigilosas de toda a suposta transação do prefeito Miltinho Aragão com agiotas que teriam financiado sua campanha em 2012.

Cheques da Prefeitura de São Mateus

Durante as operações “Maharaja” e “Morta-Viva”, homens da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público encontraram no cofre do agiota Josival Cavalcanti, o Pacovan, vários cheques e documentos, dentre eles duas folhas de cheque do Banco do Brasil pertencentes a Prefeitura de São Mateus, assinado nos dias 31 de março e 30 de abril deste ano, no valor de R$ R$ 106.667,00 cada.

Cheque que estava em posse de Pacovan tem outra assinatura, além da feita pelo ex-tesoureiro da Prefeitura de São Mateus
Divulgação E a outra pessoa? Cheque que estava em posse de Pacovan tem outra assinatura, além da feita pelo ex-tesoureiro da Prefeitura de São Mateus

Em nota pública, divulgada após o vazamento das folhas apreendidas pela polícia, Washington Oliveira Costa assumiu a culpa pelo repasse do cheque a Pacovan e disse que o prefeito Miltinho Aragão (PSB), que é aliado e ex-sócio do governo Flávio Dino (PCdoB), não havia autorizado a operação.

Além da assinatura de Washington Oliveira Costa, porém, uma outra assinatura também consta nas duas folhas de cheque pertencentes a Prefeitura de São Mateus. Estranhamente, diferente de outras ações contra a agiotagem, a Polícia Civil vem mantendo-se em silêncio em relação a esta segunda pessoa. Nem mesmo a prisão do ex-tesoureiro foi divulgada pelo Palácio dos Leões.

Em São Luís desde o dia da prisão do ex-auxilar, o prefeito de São Mateus voltou a cidade ontem 23, com a garantia de que Washington Oliveira Costa sairá de Pedrinhas até, no máximo, a próxima quinta-feira 26.

Máfia da Agiotagem: Polícia prende ex-tesoureiro da Prefeitura de São Mateus
Política

Cheques da prefeitura foram encontrados em posse do agiota Pacovan. Ex-auxiliar assumiu a culpa pelo repasse

Foi preso preventivamente, nessa sexta-feira 20, em operação contra a Máfia da Agiotagem, o ex-tesoureiro da Prefeitura de São Mateus, Washington José Oliveira Costa. Um pedido de prisão contra ele já havia sido expedido há dias, mas só ontem ele foi localizado.

Ele foi levado direto para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Cheque da Prefeitura de São Mateus que estava em posse de Pacovan foi assinado por duas pessoas
Divulgação Agiotagem Cheque da Prefeitura de São Mateus que estava em posse de Pacovan foi assinado por duas pessoas

Durante as operações “Maharaja” e “Morta-Viva”, homens da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público encontraram no cofre do agiota Josival Cavalcanti, o Pacovan, vários cheques e documentos, dentre eles duas folhas de cheque do Banco do Brasil pertencentes ao município, assinado nos dias 31 de março e 30 de abril deste ano, no valor de R$ R$ 106.667,00 cada.

Em nota pública, o ex-auxiliar assumiu a culpa pelo repasse do cheque a Pacovan e disse que o prefeito Miltinho Aragão (PSB) não havia autorizado a operação.

Além da assinatura de Washington José Oliveira Costa nas duas folhas de cheque, uma outra assinatura também estava no documento. Questionado pelo Atual7 se, por conta do "Aragão", a outra assinatura era do chefe do Executivo - que é aliado do governador Flávio Dino (PCdoB) -, o delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros, não soube informar. Foi tentado contato com o delegado Lawrence Melo Pereira, da Superintendência de Combate a Corrupção (Secor), mas ele não atendeu as chamadas e nem retornou contato.

O prefeito Miltinho Aragão (PSB) está em polvorosa e se articula para tirar Washington Oliveira Costa de Pedrinhas ainda hoje. Miltinho tenta evitar que a esposa do ex-tesoureiro de São Mateus conte à imprensa o que sabe sobre o caso.

Raimundo Lisboa, Eduardo DP e Pacovan são presos em operação contra agiotagem
Política

Todos foram conduzidos para a Seic, em São Luís. Após depoimento, serão encaminhados para Pedrinhas

A Polícia Civil do Estado do Maranhão, por intermédio da Superintendência de Combate à Corrupção, deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira 18, mais uma operação contra agiotagem.

Nesta etapa, denominada El Berite II, foram presos, em cumprimento a mandados de prisão preventiva, o ex-prefeito de Bacabal, Raimundo Lisboa; o agiota Josival Cavalcanti, conhecido por Pacovan, e sua esposa Edna Pereira; o agiota Eduardo José Barros Costa, conhecido por Eduardo DP, mas que se intitula Eduardo Imperador; além de Aldo Araujo de Brito, ex-secretário municipal de Bacabal e Gilberto Ferreira, ex-tesoureiro na gestão de Raimundo Lisboa.

Também teve prisão decretada o agiota Gláucio Alencar, mandante do assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá.

Segundo investigações da Superintendência de Combate à Corrupção, eles são responsáveis por desvios de 4,5 milhoes de reais. Após depoimento na Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), em São Luís, todos devem ser encaminhados direto para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Cheque de Roberto Rocha Júnior é abafado após reaproximação do pai com Dino
Política

Cheque de R$ 120 mil do vereador foi encontrado em posse do agiota Pacovan desde o dia 5 de maio

Roberto Rocha sendo recebido no último dia 6 pelo governador Flávio Dino em agenda no Palácio dos Leões
Divulgação Jogador Roberto Rocha sendo recebido no último dia 6 pelo governador Flávio Dino em agenda no Palácio dos Leões

A reaproximação do governador Flávio Dino (PCdoB) com o senador Roberto Rocha (PSB) trouxe alívio aos pulsos do vereador de São Luís, Roberto Rocha Júnior (PSB), filho do senador.

Pego desde o dia 5 de maio com cheque de 120 mil reais do Banco do Brasil em posse do agiota Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido como Pacovan, durante as operações "Morta Viva" e "Maharaja", que investiga crimes de agiotagem nos dois municípios maranhenses, Rocha Júnior teve seu envolvimento com o agiota engavetado pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), comandada pelo delegado André Gossain.

Antes do engavetamento, o senador Roberto Rocha, pai do vereador, chegou a achacar o próprio governo Dino e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), comandada pelo delegado Jefferson Portela, prometendo ir a SSP saber qual o "agente público canalha" que vazou a cópia do cheque do filho para setores da imprensa maranhense.

Passados mais de cinco meses, o senador reatou os laços com o governador e visitou o Palácio dos Leões, movimentações -  somadas as de bastidores - suficientes para abafar o cheque do filho encontrado pela Polícia Civil no cofre de Pacovan.

No meio da celeuma, até a Associação dos Delegados da Polícia Civil (Adepol) do Maranhão, acostumada a soltar nota em defesa dos seus, também silenciou.

Política

Ele é acusado de participar de uma quadrilha que vinha realizando assaltos a tanques de combustíveis nas regiões de Itapecuru Mirim, Vitória do Mearim e São Mateus

O ex-prefeito de Presidente Vargas, Gonzaga Júnior
Reprodução Preso O ex-prefeito de Presidente Vargas, Gonzaga Júnior

A polícia prendeu no início da tarde desta quarta-feira 16, na Operação Secos e Molhados, o ex-prefeito do município de Presidente Vargas, Luiz Gonzaga Coqueiro Sobrinho, mais conhecido como Gonzaga Junior, o "Rei do Brega". Ele é acusado de participar de uma quadrilha que vinha realizando assaltos a tanques de combustíveis nas regiões de Itapecuru Mirim, Vitória do Mearim e São Mateus. As investigações contra ele iniciaram desde fevereiro deste ano.

Segundo o delegado Lúcio Rogério Reis, do Departamento de Combate ao Roubos de Cargas, a quadrilha vem cometendo assaltos a caminhões que transportavam tanques de combustíveis desde agosto de 2014. Durante este período, pelo menos 10 roubos já foram confirmados. A operação, que já prendeu outros três envolvidos no mês de junho, concluiu a partir dos depoimentos dos acusados e das vítimas que todo o combustível roubado era vendido a Gonzaga, que passou de receptador a participante efetivo da quadrilha, por encomendar os crimes na região. Cada tanque possuía cerca de 15 mil litros, e rendia em média de 45 a 60 mil reais.

Gonzaga Junior teve o mandado de prisão preventiva oriundo da comarca de Santa Inês, relativo a um assalto específico no município, no dia 16 de junho. Após ser ouvido no Superintendência Estadual de Investigações Criminais, ele foi encaminhado direto para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde ficará aguardando o posicionamento do Poder Judiciário. Além do quarteto já colocado atrás das grades, outras três pessoas acusadas de participação na quadrilha já tem mandado de prisão e poderão ser presas a qualquer momento.

Além da acusação de participar do bando que assaltar a tanques de combustíveis, pesa ainda contra Gonzaga Júnior a suspeita de participação na morte do ex-prefeito Raimundo Bartolomeu Aguiar, Bertim, ocorrida no dia 06 de março de 2007.

As investigações sobre o "Caso Bertim" foram retomadas após desenvolvimento das investigações sobre a Máfia da Agiotagem no Maranhão – como desdobramento da apuração sobre a morte do jornalista e blogueiro Décio Sá, dia 23 de abril de 2012 – trazerem à tona o suposto envolvimento de Gonzaga Júnior na execução do ex-prefeito Bertim.

Miltinho Aragão diz que não tem qualquer envolvimento com a Máfia da Agiotagem
Política

Agentes da Gaeco e da Seic encontraram duas folhas de cheque da Prefeitura de São Mateus em posse de Pacovan. Prefeito é ex-sócio de Flávio Dino

A proteção escancarada do Palácio dos Leões para evitar a prisão de aliados envolvidos na Máfia da Agiotagem ganhou um contorno desavergonhado esta semana. Pego pela polícia com dois cheques em poder do agiota Pacovan, o prefeito de São Mateus, Hamilton Nogueira Aragão, o Miltinho (PSB), declarou em nota enviada ao Atual7 que não tem qualquer envolvimento com a agiotagem e desvio de verba pública. Segundo Miltinho, o envolvimento de seu nome no esquema criminoso se dá pelo acirramento da política local.

- Não tenho qualquer envolvimento com esquema de agiotagem e desvio de verba pública. Isso é terrorismo da oposição que está assustada - declarou.

Miltinho Aragão é aliado e ex-sócio do governador Flávio Dino (PCdoB).

Greve dos professores e muita confusão recepcionam Flávio Dino durante visita a São Mateus
Reprodução Salvação dos Lões, só pra Miltinho Greve dos professores e muita confusão recepcionam Flávio Dino durante visita a São Mateus

A nota do prefeito de São Mateus foi em resposta a publicação do Atual7 que revelou que a visita do governador Flávio Dino (PCdoB) na cidade foi marcada por agressões e protesto. Na confusão, um dos jagunços de Miltinho chegou a desferir um suco do rosto do advogado da Força Sindical no Maranhão, Danilo Cosse.

O chefe do Executivo municipal evitou comentar sobre a agressão do jagunço, e alegou que a greve e a manifestação dos professores não teria razão de ser, pois, segundo ele, sua administração nunca atrasou o salário dos professores da rede pública de São Mateus, já pagou 1/3 das férias dos docentes e vem pagando o piso salarial nacional estabelecido pelo MEC, acrescido de 20%.

Sobre o abono salarial, principal pleito dos professores grevistas, Miltinho Aragão alegou que só ainda não efetuou o pagamento por culpa da crise econômica enfrentada pelo país.

Abaixo, a integra da nota:

Miltinho esclarece nota publicada pelo Blog Atual7

Em razão da notícia veiculada no seu blog, no dia 23 de agosto do corrente ano, informando que “Agressões e protesto marcam visita de Flávio Dino ao município de São Mateus”, a bem da verdade, apresento os seguintes esclarecimentos:

— Desde que assume a Prefeitura em 1º de janeiro de 2013, sempre mantive um bom dialogo com os professores. E jamais atrasei - um só dia - o salário destes profissionais;

— Da mesma forma afirmo que mais 1/3 das férias já foram pagas aos educadores, além disso, já venho pagando o piso nacional estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC) e ainda acrescido de 20%;

— Informo ainda que 70% dos docentes já receberam seu 13° salário integral, uma vez que o Município paga na data do aniversário de cada educador. Sobre as proposta dos manifestantes, ficou determinado o pagamento do 14° salário no mês de dezembro;

— O ato realizado no último sábado, foi apenas um ‘movimento politico’ com fins meramente eleitoreiros, inclusive, com infiltração de figuras carimbadas da politica local transvestido de professores;

— Afirmo que a prova dos benefícios em favor da educação se observa na baixa adesão à manifestação convocado por lideranças politicas transvestidas de educadores. Qual o motivo para a greve? Foi uma manifestação politica que reuniu um pequeno grupo de manifestantes, que logo se dispersou;

— O pleito sindical é para que o Município pague um 14° salário (abono) de R$ 7.800, fugindo inteiramente da realidade do município.No entanto, cabem alguns questionamentos: Diante do quadro em que o Brasil se encontra, onde até estados como o Rio Grande do Sul não está conseguindo pagar nem os salários mensais, conclui-se que o pleito em questão, salta aos olhos a sua motivação;

— E para encerrar o meu posicionamento em relação à publicação, gostaria de informar que não tenho qualquer envolvimento com esquema de agiotagem e desvio de verba pública; as muitas  notícias envolvendo meu nome na imprensa nos últimos meses se dá pelo acirramento da política local vez que derrotei com 70% dos votos um grupo que já estava no poder municipal há 12 anos e que ainda não se conformou com a derrota.

— Não tenho qualquer envolvimento com esquema de agiotagem e desvio de verba pública. Isso é terrorismo da oposição que está assustada. Nós estamos há dois anos e meio desenvolvendo o trabalho de resgate dos valores do povo mateuense: construindo, reformando, asfaltando, enfim..., As obras que estão por todos os lados, causam mal está a oposição. São Mateus está se transformando num verdadeiro canteiro de obras e essa tem sido a melhor resposta. Enquanto aos demais fatos, o tempo vai se encarregar de mostrar a verdade. Estamos mostrando ações concretas. Evidente, que se você chegar a São Mateus vai encontrar o município com uma nova ‘cara’, com ruas sendo asfaltadas, sem a maioria dos buracos que existiam há dois anos.

Hamilton Nogueira Aragão
Prefeito de São Mateus do Maranhão

Agressões e protesto marcam visita de Flávio Dino ao município de São Mateus
Política

Manifestantes estamparam em faixas cópia de um dos cheques do Executivo municipal encontrados pela polícia com o agioata Pacovan

O governador Flávio Dino (PCdoB) foi recebido com protestos na cidade de São Mateus, no sábado 22, durante visita ao município comandado pelo aliado e ex-sócio Miltinho Aragão (PSB). De helicóptero, o comunista pousou em um terreno pertencente ao gestor, já cercado por jagunços, que impediram que professores em greve pudessem se aproximar do governador.

Miltinho, que teve dois cheques da Prefeitura de São Mateus encontrados pela polícia no cofre do agiota Pacovan, deveria estar sendo investigado e até já ter sido preso, mas segue livre das grades por proteção do Palácio dos Leões.

Os protestos foram organizados em parte pelo Força Sindical, que é ligada ao Solidariedade, partido comandado no Maranhão pelo secretário de Estado de Industria e Comércio, Simplício Araújo.

Aproveitando a passagem do governador pela cidade, e pela proteção dada por este ao prefeito Miltinho Aragão, os professores estamparam em dezenas de faixas uma das cópias dos dois cheques pertencentes ao município encontrados com o agiota.

Faixas com o alerta "prefeito o dinheiro é nosso e não do Pacovan" e de pedidos de "socorro" a Flávio Dino também foram levadas. Assim que o helicóptero de Flávio Dino pousou, os manifestantes levantaram as palavras de ordem "prefeito a culpa é sua, professora na rua".

Confusão e pancadaria

Segundo relatos de testemunhas ao Atual7, o presidente e o advogado da Força Sindical no Maranhão, respectivamente, Frazão Oliveira e Danilo Cosse; o presidente do Sindicato dos Professores Municipais de São Mateus (SINDSEMA), Ribamar Martins; e o diretor da Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais do Estado do Maranhão (FETRACSE), Fernando Beserra, foram agredidos por jagunços de Miltinho Aragão por se aproximarem do governador.

Um dos jagunços, segundo as testemunhas, seria sobrinho do prefeito de São Mateus, que durante a confusão teria desferido um suco do rosto do advogado Danilo Cosse.

Protegido: Envolvido em agiotagem toma posse na AL e ganha foro privilegiado
Política

Toca Serra deve duas folhas de cheque encontradas pela Seic e Gaeco no cofre do agiota Pacovan

Livrou-se temporariamente de um pedido de prisão, em primeira instância, o suplente de deputado estadual Domingos Erinaldo Sousa Serra, o Toca Serra (PTC), irmão do prefeito Pedro do Rosário, Irlan Serra, mesmo partido.

Protegido pelo Palácio dos Leões - isto mesmo, pelo governador Flávio Dino -, o neo parlamentar deveria estar sendo investigado e já preso pela polícia por envolvimento com um dos maiores agiotas do Maranhão, Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan, mas teve seu caso abafado e assumiu, nessa terça-feira 18, a vaga do deputado Edivaldo Holanda (PTC), que saiu de licença por 121 dias.

Durante uma operação conjunta da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e da Grupo de Atuação Especial no Combate a Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público estadual, Toca Serra teve pelo menos duas folhas de cheque do Banco do Brasil, assinadas por ele próprio, encontradas dentro do cofre de Pacovan. Uma no valor de R$ 1.060,000,00 (hum milhão e sessenta mil reais) e outro de R$ 1.500,000,00 (hum milhão de quinhentos mil reais).

De posse da prova do envolvimento do mais novo detentor de foro privilegiado na República do Maranhão, a polícia já poderia ter mandado Toca Serra direto para a cadeia, coisa que agora só pode ser feita por determinação de um desembargador.

Tudo em Casa

A posse do envolvido na Máfia da Agiotagem foi feita por outro envolvido em desvio de recursos públicos, o vice-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB). No caso de Othelino, que também entrou na AL por meio de suplência, e automaticamente também está sob foro privilegiado desde então, quase uma dezenas de processos controle ele por malversação de dinheiro público dorme nos porões do Tribunal de Justiça do Maranhão. Uma investigação em curso, porém, deve acorda toda a turma.