Weverton Rocha vira réu no STF por peculato
Política

Weverton Rocha vira réu no STF por peculato

Pedetista é suspeito de ter cometido irregularidades quando ela era secretário de Esporte e Lazer do Maranhão

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) e tornou réu, nesta terça-feira 28, o deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA) pelos crimes de violação à Lei de Licitações e peculato (desvio de recursos praticado por servidor público). As informações são do G1.

O pedetista é acusado pelo MPF de irregularidades, em 2009, quando era secretário de Esporte e Juventude do Maranhão, na contratação de uma empreiteira e de dispensa de licitação para a reforma do Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís.

O Ministério Público afirma na denúncia que o contrato, com dispensa de licitação, foi fechado inicialmente em R$ 1.988.497,34. Posteriormente, destacou o MP, Weverton Rocha assinou um termo aditivo ao contrato inicial no valor de R$ 3.397.944,90.

A suspeita de irregularidades na contratação da construtora começou a ser investigada pelo Ministério Público maranhense, mas o caso foi enviado ao Supremo quando Weverton Rocha assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Segundo as investigações do MP, houve fraude no procedimento administrativo que contratou a empresa Maresia Construtora Ltda para executar a obra. Os procuradores da República afirmam que houve omissões, descuidos e condutas irregulares por parte de Weverton Rocha.
A denúncia do Ministério Público acusou Weverton de alterar contrato "de forma ilegal", contrariando o que prevê a Lei de Licitações.

Ainda de acordo com os procuradores da República, o dono da empreiteira contratada sem licitação desviou dinheiro da obra para "benefício próprio" com o apoio do então secretário.



Comentários 8

  1. Cláudio

    O dono da Maresia Construções, Leonardo Arcoverde, era na época um homem próspero em São Luís, possuia imóveis comerciais valiosos na Av. dos Holandeses-Calhau. Queridinho das gestões de Tadeu Palácio e de Jackson Lago na prefeitura e ainda no governo do estado. Um excelente "parceiro" como todo gestor mal intencionado procura. Operador leal como ninguém,íntimo da classe política. Após esses revezes, a sua empresa faliu, teve problemas conjugais e ficou sem amigos e contratos, entrando em depressão e ainda contraindo um câncer lamentavelmente. Foi esquecido por todos. Uma lição para outros afoitos empresários que existem hoje por aí, de pequenos aos grandes empreiteiros do Maranhão que ficam na intimidade em rodas, pensando que o fato de estar próximo dos governantes e políticos a casa não pode cair a qualquer momento? E quando cai são abandonados à própria sorte, quando não são acusados por aqueles de ser os únicos responsáveis por tudo!!!???? Situação difícil.

  2. NAIANA

    A situação desses empresários hoje no Brasil é dramática!!! Vivem entre a cruz e a espada, porque se eles não se chegam para os políticos que estão no poder não pegam contratos, uma vez que 99,99 % das licitações são manipuladas por quem detém o poder. E se por acaso se chegam mesmo ganhando licitamente a licitação, têm que pagar propinas pra receber dinheiro, da mesma forma, correndo sérios riscos também de responder a processos e ainda ser presos!!! Agora durmam com um barulho desse! Não queria nem por milhões estar na pele dessas criaturas.

  3. JOSY

    Eita Maranhão Maranhão velho, quando aparece no cenário nacional só mostra [...]! Como dizia o padre Antônio Vieira "in" Sermão da Quinta Dominga da Quaresma: "....Maranhão, a Corte da mentira...".

  4. ARICIANE DE JESUS COSTA BAETA SILVA

    Resumo da ópera: os políticos usam os pobres empresários (não sei se é esta o caso) a pretexto de fazer dinheiro pras campanhas políticas deles (Caixa-2), mas na verdade é pra operar furto para os bolsos deles. E depois jogam fora os otários/laranjas como papel higiênico. Quando são descobertos, culpam os mesmos pra tentar se safar das garras da justiça. kkkkkkkkkkkkkkkkkk

  5. Pingback: Atual7

  6. Pingback: Atual7

  7. Pingback: Atual7

  8. Pingback: Atual7

Comente esta reportagem